domingo, 31 de janeiro de 2010

Histórias do Sertão

Agricultor faz curas no Cariri

31/1/2010 Clique para Ampliar

Diariamente, Antônio Rezador, como é conhecido na região, recebe pacientes na capela de sua casa, decorada com santos católicos. Pessoas até de outros Estados procuram por suas rezas

Pessoas lotam a casa do agricultor Antônio Aristides dos Santos, em Milagres, para obter solução para seus males

Milagres Vivemos um momento da volta à espiritualidade. O materialismo está cansando as pessoas. Existe uma busca por dimensões novas, não materiais. Muitos buscam a espiritualidade às margens da doutrina oficial, quebrando as amarras das religiões e seitas que limitam a liberdade de crença. Este misticismo, aliado ao preço alto dos medicamentos e às falhas no Sistema Único de Saúde (SUS), faz com que as pessoas voltem a procurar a cura para suas doenças no sobrenatural.

No Cariri, a casa do agricultor Antônio Aristides dos Santos, conhecido como "Antônio Rezador", localizada no Sítio Tabocas, município de Milagres, foi transformada no "hospital dos desenganados pelos médicos e no divã dos desesperados que, atormentados pelos problemas do dia a dia, procuram uma solução divina".

Diariamente, cerca de 100 pessoas fazem fila na casa do rezador, trazendo no corpo e na alma as mais diversas mazelas. No meio da multidão de desvalidos, médicos, empresários, políticos, padres, advogados e agropecuaristas que, a exemplo das pessoas comuns, sofrem dos mesmos males.

Misticismo

O ambiente é cercado de misticismo. Ao lado da casa de morada do rezador, foi erguida uma pequena capela com o nome de Sagrada Família, onde estão entronizados cerca de 500 imagens de santos, entre os quais o Padre Cícero, doados por pessoas que se dizem curadas por ele. Seu Antônio explica que o número só não é maior porque ele doa os santos para as pessoas pobres.

Ao lado da capela foi construído um monumento com as imagens do Cristo Redentor, Nossa Senhora das Graças e Padre Cícero, adornado com um coração de mármore branco. Mas é dentro da capela, com o piso coberto por um tapete, que o rezador faz suas orações. Ali, as pessoas só podem entrar descalças. O exemplo é dado pelo rezador que, vestido numa camisa branca, com um terço na mão e só de meias, cumpre uma jornada de trabalho que começa às 6 horas da manhã e não tem hora para terminar.

Ritual

O ritual começa com o toque de um terço num copo com água que, em seguida, é passado nos pés de Jesus Crucificado e na imagem de Nossa Senhora das Graças. Os olhos verdes do rezador se voltam para o santuário. Em silêncio, ele começa a rezar, passando o terço em todo o corpo do paciente. Por fim, ele coloca num pequeno copo descartável um pouco de água para o paciente beber. Muitos já saem dali curados, garante seu Antônio, advertindo, entretanto, que quem cura é a fé. "É Deus quem tem o poder da cura, eu sou apenas um instrumento", complementa ele.

Com um tumor na próstata, desenganado pelos médicos, o agricultor José Augusto do Santos andou mais de 30 quilômetros para depositar suas últimas esperanças no poder de cura do rezador. Caminhando com dificuldade, o agricultor entra na capela, onde é recebido com entusiasmo por seu Antônio. "Ele vai sair daqui curado, é só uma questão de tempo", garantiu o rezador.

Ele explica que uma palavra de encorajamento é "um santo remédio para quem pensa que está à beira da morte".

Cura alcançada

A próxima paciente é a dona-de-casa Francinete de Jesus Leite, que veio da Paraíba trazendo uma criança com dor de cabeça. "Eu já alcancei a minha graça. Um filho e o meu marido, que viviam entregues ao vício do jogo e da bebida, estão curados. Agora, eu estou pedindo proteção dele para minha neta que se queixa de uma forte dor de cabeça", diz Francinete. O rezador cita centenas de pessoas que foram curadas. "Até padres eu já curei". Ao fazer esta declaração, Antônio conta que um padre estava na iminência de ter as pernas amputadas em consequência de diabetes. Ele foi até à casa do sacerdote, no Sítio São Félix, localizado no município de Mauriti, e deixou o religioso andando.

O rezador garante que já curou gente até pelo telefone. Ele lembra o caso de uma mulher que estava hospitalizada, em estado grave, no Estado do Pará. Orientou que a mãe da paciente colocasse água no copo. Pelo telefone, ele benzeu o líquido e mandou que passasse um algodão embebido nos lábios da paciente. "No outro dia, ela recebeu alta hospitalar", afirmou o rezador.

Fotografias

Outro método de cura é pelo retrato. "Já curei o chefe de uma gangue. Hoje, ele é caminhoneiro", diz seu Antônio, mostrando uma caixa cheia de fotos de pessoas que, segundo acredita, foram curadas por meio de seu intermédio. Novos pacientes começam a chegar. Eles se espalham no terreiro da casa, à sombra de um juazeiro. Outros rezam no pé do monumento onde estão as imagens do Cristo Redentor, Nossa Senhora das Graças e do Padre Cícero.

No banco traseiro de uma belina, uma jovem de olhar fixo espera calada o momento de ser atendida. Com a paciência de um pai que aconselha um filho, o rezador recebe a todos com alegria, repassando a concepção de que Deus é o "Senhor da vida e da morte".

Para o professor de Sociologia, Eugênio Dantas, no passado, este tipo de religiosidade popular foi vista pela elite intelectualizada como segmentos místicos e alienados, responsáveis por ideias supersticiosas no processo de construção das crendices de um povo. Mas, para a população humilde e pobre das periferias urbanas e das áreas rurais, o rezador é indispensável para a cura de males graves que acometem os segmentos populares da sociedade.

Eugênio, que deixou a batina para se casar, com licença do Vaticano, parte do princípio de que, independente da crença religiosa, a fé cura. Mas adverte que há casos incuráveis. "Eu queria ver um rezador curar um câncer ou repor um braço amputado", diz. A busca pela saúde, pela cura da mais simples a mais profunda enfermidade, faz parte da natureza e da condição humana. As estratégias para o processo de cura são diversas e estão em sintonia com a classe social a que pertence.

ORIGEM
Práticas foram trazidas da Península Ibérica

Milagres As práticas populares surgem como consequência da necessidade de se resolver os problemas diários e se transformam em convicções, em crenças que são repassadas de um indivíduo para o outro e de uma geração para a outra. Nesta perspectiva, defini-se práticas populares como sendo todos os recursos utilizados pelas famílias, pessoas leigas e por terapeutas populares, onde a apreensão do saber se constrói no cotidiano e se transmite de geração a geração, e cujo fazer não está ligado a serviços formais de saúde.

No Brasil, especialmente na região Nordeste, as práticas populares têm sido utilizadas comumente na busca de solução para problemas de saúde com o objetivo de prevenir ou de curar doenças. Estes ensinamentos, oriundos das camadas populares da Península Ibérica, foram trazidos por imigrantes portugueses que se instalaram no interior em zonas de pecuárias e de pequena agricultura de subsistência. Como no interior não havia sacerdotes e médicos, os rezadores eram pessoas de muito prestígio. Inclusive muitas eram procuradas também para rezar sobre uma plantação ou sobre um animal que estava doente. Esse catolicismo popular, mais voltado para o culto dos santos, caracterizava-se ainda hoje, por estar ligado às necessidades práticas da vida.

Antônio Vicelmo
Repórter


MAIS INFORMAÇÕES

Antônio Aristides dos Santos
Sitio Tabocas, BR-116,
Município de Milagres
(88) 9258.1493


DOUTRINA CRISTÃ

Conselhos são baseados no Catolicismo

31/1/2010 Clique para Ampliar

MONUMENTO COM as imagens do Cristo Redentor, Nossa Senhora das Graças e Padre Cícero em frente à Capela Sagrada Família, na casa do Antônio Rezador, em Milagres

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IMAGENS DE ORIGEM católica podem ser vistas na capela de Antônio Rezador, provando a linha religiosa que o agricultor segue

Para o padre Dermival Gondim, do Crato, este tipo de religiosidade dever ser vista com um pé atrás

Milagres A estrutura de apoio é simples: dois banheiros, bancos de alvenaria e uma trempe de potes com água para matar a sede dos presentes. Mais simples ainda são as pessoas que procuram o rezador Antônio Aristides dos Santos. São homens e mulheres sofridos, amargurados, que já percorreram os consultórios médicos à procura de um lenitivo, um conforto, uma consolação ou, ainda, uma palavra amiga.

Cada um dos pacientes tem uma história dramática para contar. Muita gente chega lá, na linguagem popular, com o "diabo nos couros". O rezador diz que estes pacientes chegam amarrados; se soltar, eles quebram tudo. Seu Antônio relata que manda o paciente se ajoelhar. De repente, ele se acalma e volta para casa bom. A alegria estampada nos olhos dos familiares dos ajudados é uma recompensa para o rezador, que executa o trabalho como um sacrifício santo.

Apesar de já ter sido acusado de "macumbeiro", o rezador explica que não tem nenhuma ligação com o Espiritismo ou com religiões afro-brasileiras. No seu santuário, não há imagens de entidades de Umbanda. Católico praticante, daqueles que vai à missa todos os domingos, o rezador fundamenta as rezas e conselhos nos princípios doutrinários da Igreja Católica.

Devoção

Mesmo sem saber ler, ele mantém uma Bíblia no altar da capela. Frequentemente, convida padres para celebrar missas em sua casa. No próximo dia 2, dia consagrado à Nossa Senhora das Candeias, ele vai promover uma celebração eucarística em seu santuário. Não perde a oportunidade de invocar os nomes dos santos, principalmente da Virgem Maria, nas suas súplicas feitas diariamente.

A exemplo da Igreja Católica, o rezador é também contra o aborto. Ele lembra uma de suas pacientes que apresentava um ferimento crônico na perna. Descobriu que aquela lesão foi causada por "crime" cometido por ela, ao praticar um aborto, sob a justificativa de que a família já era muito numerosa.

Casamentos

Os pacientes chegam ao santuário de Antônio com uma carga de problemas. Além de doenças que, para eles, são incuráveis, carregam também na alma os infortúnios da atualidade: o desemprego, os prejuízos financeiros, a violência, a falta de oportunidade, a desilusão e até desentendimentos conjugais. Um dos casos mais emblemáticos é da paraibana Francisca Elizabete, que já viveu com sete homens. Chegou ao Sítio Tabocas desiludida com o amor. Mas depois de conversar com o rezador, saiu de lá convencida de que valia a pena tentar mais uma vez. Deu certo. Hoje, ela vive feliz com o oitavo marido.

O rezador adverte que nem sempre é assim. Às vezes, ele aconselha o casal a se separar, sob o argumento que no meio de ambos existe um "bicho", referindo-se ao demônio que, segundo acredita, é o principal responsável pelas desavenças conjugais. "Com ele no meio, nada dá certo", adverte.

Confessionário

Para estes problemas, segundo o rezador, a conversa é outra. A capela se transforma num verdadeiro confessionário de lamentações, onde são depositadas todas as angústias de um mundo cada vez mais competitivo e marcado por frustrações, falências, brigas familiares, inveja, vingança e ódio.

Nestes casos, a cura, segundo o rezador, não depende exclusivamente da fé. A pessoa tem que mudar de atitude com relação à vida. Não adianta esperar deitado numa rede que o "milagre" aconteça. "A cura está associada à recuperação do seu estado físico e mental e, principalmente, da determinação da pessoa", aconselha o rezador.

Igreja

Para o vigário geral da Diocese do Crato, padre Dermival de Anchieta Gondim, este tipo de religiosidade popular dever ser vista com um pé atrás. A reza em pessoas é uma coisa antiga, vem dos tempos da Idade Média na Europa, e faz parte do catolicismo popular. Algumas vezes, teve a aprovação da Igreja e em outras foi combatida como superstição. "Existe muita exploração em torno do assunto", adverte o sacerdote, ressaltando que a oração em si é praticada pela própria Igreja.

Para os frequentadores do santuário, não existe exploração. Seu Antônio não recebe um tostão pelo seu trabalho. "No dia em que ele receber dinheiro, a reza não serve", diz o motorista José Freire da Silva, esclarecendo que sempre transporta pessoas para o Sítio Tabocas. Elas não pagam pelas rezas. "Aqui é pelo zero oitocentos", brinca o motorista, comparando o trabalho do rezador com o prefixo de ligação gratuita.

O único pagamento que Antônio recebe são santos e terços que são repassados para os clientes. Um parente seu, que é deficiente físico, vende por R$ 10,00 um DVD, com uma entrevista com o rezador, depoimentos de pacientes curados e uma missa, com duração de duas horas. O rezador vive da aposentadoria rural e da venda de queijos fabricados pela família numa pequena propriedade.

Menino inteligente

Nascido no Sítio Poço, município de Brejo Santo, Antônio Aristides dos Santos era considerado um menino inteligente. Com seis anos de idade, aprendeu a tocar sanfona. Fez parte de um grupo de forró que se tornou conhecido na região. Dividiu a música com o trabalho na agricultura familiar.

ATENDIMENTO
Fama de rezador se espalhou por toda a região

Milagres Quando atingiu a idade adulta, Antônio Rezador gerenciou uma fazenda no comando de 80 trabalhadores rurais. Quando alguém aparecia se queixando de dor de dente ou dor de cabeça, ele rezava e mandava o reclamante de volta ao trabalho. "Todos eram curados", lembra ele. A fama do gerente de fazenda foi se espalhando pela região. De repente, moradores dos sítios vizinhos se deslocavam para a casa dele à procura de suas rezas. O atendimento aos clientes começou a prejudicar o seu trabalho.

Na década de 90, ele se mudou com a família para o Sítio Tabocas, no município de Milagres, onde reiniciou o trabalho agropecuário com mais tranquilidade sem, contudo, deixar de atender às pessoas que o procuravam para rezar.

Com o passar dos anos, as romarias aumentaram. Hoje, segundo afirma, recebe, em média, 100 pessoas por dia. Na sexta-feira são mais de 300 clientes. Com o aumento de visitantes e, consequentemente, de curas, ele construiu uma pequena capela ao lado de sua casa, com a ajuda de um empresário que se diz curado de uma moléstia com suas orações.

A fama do rezador ultrapassou os limites do Ceará. Está vindo gente dos Estados da Paraíba, Piauí e Pernambuco. Seu Antônio, que sempre se recusou a dar entrevistas, diz que perdeu o controle da situação. Por isso, resolveu falar na certeza de que, de agora por diante, não vai ter mais sossego.

Analfabeto, Antônio Aristides é capaz de passar horas a fios discorrendo sobre religião. Ele acompanha todos os assuntos discutidos na atualidade. Para ele, por exemplo, a gripe A é uma gripe comum. O radialista Jociano Melo, que produziu o DVD sobre o rezador, diz que muito mais forte do que as suas palavras são os depoimentos das pessoas que se dizem curadas. Melo gravou o depoimento de quase 50 pessoas convictas de que foram curadas.

Mediunidade

Para a comerciária Maria Ivanilde Oliveira, o trabalho missionário de seu Antônio, mesmo que ele não tenha consciência, ou não queira aceitar o seu poder mediúnico, é um caso característico de mediunidade.

Ivanilde, que é espírita kardecista, explica que "todos nós, uns mais outros menos, temos poderes mediúnicos, que podem ser utilizados para a prática do bem, no atendimento a espíritos sofredores e obsessores, no consolo aos aflitos de toda natureza e para alívio e cura de enfermidades do corpo e da alma".

No caso de Antônio, segundo informações, ele fundamenta seu trabalho na caridade que, para sua concepção, é a base de todas as religiões. "Sem a caridade, nada funciona", adverte o rezador Antônio.

Antônio Vicelmo
Repórter

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=728177

Fonte: jornal Diário do Nordeste. Caderno Regional. Fortaleza, 31 de janeiro de 2010.

Um comentário:

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...




"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado




O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato "JOSÉ LOURENÇO", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre Cícero Romão Batista, encarados como “socialistas periculosos”.



O CRIME DE LESA HUMANIDADE


O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará É de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e pelos Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.



AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo desaparecimento forçado de 1000 pessoas do Sítio Caldeirão.


QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem encontrar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes procurados no "Geopark Araripe" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



A COMISSÃO DA VERDADE


A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue esta notícia em seu blog, e a envie para seus representantes na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal que informe o local da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.



Paz e Solidariedade,



Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br