domingo, 18 de abril de 2010

Revendo a história e o papel das mulheres


ARTIGO

Mulheres: história reescrita

18/4/2010 Clique para Ampliar
Beato José e duas beatas anônimas. O esquecimento em relação às beatas do Cariri denota a necessidade de reescrita permanente da História a partir de vozes femininas dissonantes 
ACERVO UNIFOR
Pesquisas convidam à revisão crítica da História, revelando construções da memória vinculadas ao poder


Fortaleza. No começo, era como se as mulheres estivessem fora do tempo. Por onde andavam enquanto a história era contada? Demoraria para a história tradicional, conduzida por homens de fartos bigodes, causar alguma estranheza aos leitores?


Passava da metade do século XX quando elas conquistaram o direito de ter sua história escrita para além dos rodapés. A incorporação de novas fontes de pesquisa permitiu acessar o passado em perspectivas que incluíam mulheres, crianças, operários e outros grupos antes excluídos. Vê-se que a escrita da história, tanto quanto os fatos que narra, é uma expressão do seu tempo, imersa em um contexto social, cultural e político.

Antes "inenarráveis", as mulheres passaram a surgir em bilhetes, cartas, diários íntimos ou relatos orais tornados públicos. Esses indícios forneceram pistas de um vasto universo que os historiadores ainda estão por desvendar. São cenas e detalhes miúdos, não encontrados na documentação oficial protagonizada, em sua maioria, por homens de grande projeção.

Os novos métodos de investigação fazem emergir as trajetórias de outros sujeitos, pequenos grupos, estratégias e improvisos, bem como diferentes relações de poder. Pouco a pouco, a mulher parece se reconciliar com a historiografia, que inicialmente se interessou por seus papéis privados e depois deu a conhecer as marcas deixadas por escritoras, donas-de-casa, lavadeiras, professoras, devotas, feiticeiras e outras. E não somente como coadjuvantes, "dependentes" de um referencial masculino.

Mais do que preencher lacunas, as ações e experiências de mulheres convidam à revisão crítica da História e afirmam a necessidade de sua reescrita permanente. Bom exemplo é a pesquisa de Edianne dos Santos Nobre, que estabelece as narrativas de milagres realizadas pelas beatas do Cariri a partir de 1891. Ao recuperar o lugar de manifestação daquelas mulheres na história, o texto restitui a complexidade daquele momento e articula novos campos de tensões e negociações.

A construção da memória vinculada ao exercício do poder é latente quando ações repressoras fizeram com que as beatas fossem silenciadas e relegadas à posteridade como "fanáticas". À imagem e semelhança de seu tempo, a Igreja priorizava o acesso do homem ao saber, ao sagrado e ao poder. O milagre de Juazeiro foi ressignificado e ganhou uma versão que perdurou no imaginário do povo. Valorizava uma representação protetora do Padre Cícero, que perpetuou "a imagem de um Juazeiro filho de padre e órfão de mãe", no dizer da historiadora Edianne dos Santos Nobre.

Mais por esquecimento ideológico do que por ausência de vestígios, as beatas pouco ou nada pronunciaram na farta bibliografia sobre o tema. Hoje, falar sobre elas é dar-lhes nova existência. É possível tornar o ato de recontar o passado uma ação política, com potencial transformador no presente. Os atuais métodos de pesquisa viabilizam a escrita de narrativas que equacionam diversas fontes, de registros oficiais aos indícios, entrelinhas e não-ditos. As vozes femininas dissonantes, recuperadas a cada novo estudo, redefinem os limites de atuação dos sujeitos e testemunham os silêncios da História. 


Luciana Andrade de Almeida*
Especial para o Regional



*Jornalista e mestre em História Social pela Univ. Federal do Ceará (UFC)



Lacuna

"À imagem de seu tempo, priorizava-se o acesso do homem ao saber, ao sagrado e ao poder"

LUCIANA ANDRADE DE ALMEIDA, Jornalista e historiadora

Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Caderno Regional - http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=770009

CARIRI

Beatas protagonizam milagres

18/4/2010 Clique para Ampliar
Na foto da família do juiz Juvêncio Santana, Padre Cícero está em pé à esquerda. Acredita-se que a última mulher sentada à direita, de roupa preta e cabelo curto, seja a beata Soledade 
ACERVO UNIFOR

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Beata anônima de Juazeiro. Repressão da Igreja Católica obrigou as beatas a se calarem, sob pena de excomunhão 
ACERVO UNIFOR
Pesquisa revela papel de outras beatas, reunidas em torno de Apostolado fundado por Padre Cícero


Fortaleza. Um padre, uma beata e uma hóstia transmutada em sangue. Tanto na "história oficial" como nas narrativas populares, estes são os protagonistas do fenômeno que transformou uma pequena comunidade em um espaço sagrado e alçou o padre local à categoria de santo, mesmo à margem da Igreja Católica. Mas ao se debruçar no processo episcopal que investigou o chamado "milagre de Juazeiro", encontram-se não apenas os relatos de Maria de Araújo, como também a descrição de "fenômenos extraordinários" experimentados por outras beatas que faziam parte do Apostolado do Sagrado Coração, fundado pelo Padre Cícero um ano antes do episódio da hóstia.


As experiências místicas dessas mulheres e a construção, a partir de seus relatos, de Juazeiro como um lugar sagrado são o tema da dissertação da historiadora Edianne dos Santos Nobre, mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Intitulado "O Teatro de Deus: a construção do espaço sagrado de Juazeiro a partir de narrativas femininas (Ceará, 1889-1898)", o trabalho ressalta a participação dessas mulheres no meio social e religioso, bem como o silêncio imposto pela Diocese do Crato ao darem testemunho de suas vivências místicas.


Sagrado feminino


Ao cruzar informações do processo episcopal que investigou o suposto milagre da hóstia e da correspondência dos vários personagens envolvidos no caso, Edianne Nobre percebeu um envolvimento maior e bem mais relevante de outras beatas do que até então se conhecia. Em seus depoimentos, as mulheres descreviam viagens ao Purgatório, Céu e Inferno, aparecimento de hóstias ensanguentadas, estigmas de crucificação em seus corpos, sangramento de crucifixos de metal maciço, relatos de visões, profecias, êxtases e comunhões espirituais.

Juazeirense, foi durante a pesquisa que a historiadora se deparou com relatos até então ausentes do que se sabia sobre o milagre. "Na memória local e na historiografia não havia lugar para as beatas, a não ser para considerá-las fanáticas e histéricas, isto quando apareciam de alguma forma. A beata Maria de Araújo era praticamente a única no cenário e mesmo assim apresentada, ora como coadjuvante do evento, ora como embusteira. Parti do pressuposto de que os milagres que foram narrados no processo episcopal pelas beatas são os eventos fundadores de um dos maiores espaços devocionais do Brasil".


Novas personagens


Na investigação, a historiadora localizou o nome de oito beatas que assumiram ter experiências místicas: Ângela Merícia do Nascimento, Antonia Maria da Conceição, Anna Leopoldina Aguiar de Melo, Jahel Wanderley Cabral, Maria das Dores da Conceição de Jesus, Maria Joanna de Jesus, Maria Leopoldina Ferreira da Soledade e Rachel Sisnando de Lima.

Muitas dessas mulheres viviam em casas de caridade, criadas pelo Padre Ibiapina para abrigar órfãs, viúvas e outras mulheres que não tivessem o amparo masculino. "No final do século XIX, os espaços de atuação social eram bastante limitados para as mulheres. Minha hipótese é que elas se reuniam em torno do Apostolado do Sagrado Coração, criado em 1888 e que congregava mulheres leigas no povoado de Juazeiro do Norte", aponta.

A historiadora explica que, naquele período, havia um esforço da Igreja Católica em promover a romanização dos espaços religiosos, afastando os fiéis de práticas devocionais populares. Instituições como o Apostolado do Sagrado Coração faziam parte das práticas de controle da atividade pastoral. Mas apesar de sua formação romanizada, Padre Cícero defenderá a ocorrência do fenômeno místico, pagando um alto preço.

Ironicamente, a primeira manifestação mística ocorreu após uma vigília do Apostolado do Sagrado Coração, realizada na Igreja de Nossa Senhora das Dores na madrugada da primeira Sexta-Feira da Quaresma de 1889. Foi quando, após receber a comunhão do Padre Cícero, a beata Maria de Araújo foi tomada por uma "veemente dor, unida ao mesmo tempo a uma grande consolação da alma". "O interessante é que a hóstia se transformava em sangue mesmo quando o Padre Cícero não ministrava a comunhão, e isso se repetiu por dois anos". Já em 1889, iniciam-se as primeiras romarias à Juazeiro, porém "o objeto de culto não era o Padre Cícero ou as beatas, e sim o sangue precioso".


Devoção

"Inicialmente, o objeto de culto não era o Padre Cícero ou as beatas, e sim o sangue precioso"

Edianne dos Santos Nobre, Historiadora



REPRESSÃO
Almas unitivas, mulheres silenciadas



Fortaleza. O processo episcopal, instaurado pela Diocese do Crato, foi dividido em dois inquéritos. No primeiro, os investigadores se convencem que as beatas eram almas unitivas, ou seja, pessoas que poderiam manifestar milagres por sua pureza e devoção. No entanto, este primeiro inquérito foi rejeitado pelo então bispo do Crato, dom Joaquim José Vieira, que decide formar uma segunda comissão de inquérito.


"O que se percebe é que há uma determinação da Diocese do Crato em provar que os milagres eram um embuste, imbuída pela orientação da Santa Sé de suprimir a prática do catolicismo luso-brasileiro", coloca Edianne Nobre. De acordo com a historiadora, o perfil das beatas era bem variado, mas a maioria era de origem humilde. Dos nomes localizados durante a pesquisa, a mais nova tinha 15 anos e a mais velha, 50 anos. No grupo, apenas duas sabiam ler, e uma delas chegou a escrever um memorial descrevendo as visões e revelações que teve.

Apesar do caráter simples e do respeito à autoridade dos padres, houve momentos em que as beatas tomaram atitudes de transgressão para defender o que testemunharam. "Quando um dos padres da comissão de inquérito ministrou a hóstia para Maria de Araújo e não houve o sangramento, ele logo colocou que estava ali a prova de que era uma fraude. Ao que a beata retrucou que a hóstia não sangrou por ele estar em pecado, porque já pressupunha que aquilo era condenável". A Diocese do Crato logo tomou medidas severas para sufocar as alegações de que houve um milagre em Juazeiro. A ordem era para que as beatas silenciassem sobre tais fenômenos e ficassem recolhidas sob pena de excomunhão, sendo também proibidas de receber visitas. Além do Padre Cícero, outros 40 sacerdotes que acreditavam no milagre foram destituídos de suas ordens. "Só que estes pediram perdão a Dom Joaquim e foram reabilitados. Padre Cícero foi o único que nunca se retratou. Numa das cartas ao bispo do Crato, ele afirma ser obediente à Igreja, mas que não poderia trair a fé dele". Pessoas que declarassem acreditar nos milagres não podiam se confessar ou casar. "Muitos casais iam casar em cidades vizinhas para não terem que negar sua crença", reforça Edianne.

Como a menção ao sangue precioso foi proibida, opera-se uma ressignificação dos milagres que leva à organização de Juazeiro do Norte como cidade, no início do século XX. "Para justificar a devoção e impedir medidas extremadas da Diocese contra as romarias que chegavam a Juazeiro, Padre Cícero justifica o movimento como uma devoção não mais ao sangue precioso, mas à Mãe das Dores, padroeira do povoado. Destituído de ordens, Padre Cícero entra no campo da política e da organização urbana, articulando a transformação de Juazeiro do Norte em cidade, cuja independência do Crato será obtida em 1911". 


Karoline Viana
Repórter


Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Caderno Regional http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=769986


ADORAÇÃO

Juazeiro como um espaço sagrado


18/4/2010 
As manifestações místicas das beatas fizeram da cidade um teatro em que se reencenava a Paixão

Fortaleza. Na sua pesquisa, Edianne Nobre localiza e destaca duas obras que narram o movimento religioso feminino e sobre as beatas envolvidas no processo episcopal. "As beatas do padre Cícero: participação feminina leiga no movimento sócio-religioso de Juazeiro do Norte" (1998), de Renata Marinho Paz, e "Maria do Juazeiro: a beata do milagre" (1999), da psicóloga Maria do Carmo Pagan Forti.

Mas apesar de se configurarem exceções relevantes dentro da bibliografia sobre o tema, os trabalhos centram-se geralmente na figura de Maria de Araújo, ora como embusteira, ora como "protagonista do milagre", ora como assistente do Padre Cícero em sua missão religiosa.

"Minha inquietação acerca da narrativa histórica, literária ou memorialista sobre os eventos de Juazeiro partem da constatação de uma obliteração desse grupo de mulheres (leigas, e em sua maioria, pobres e analfabetas) e da centralização na pessoa do Padre Cícero Romão Batista, que apesar de ser tido como um refratário às decisões diocesanas representa o mundo eclesiástico, essencialmente masculino", pontua a historiadora.

Segundo ela, seu interesse pelo tema surgiu na graduação em História, pela Universidade Regional do Cariri (Urca), quando as leituras de pesquisadores como Ralph Della Cava e da documentação encontrada no Departamento Histórico Diocesano do Crato, onde se encontra o processo episcopal e correspondência da época, abriu para ela narrativas até então desconhecidas. "Foi uma surpresa, até porque nasci e cresci em Juazeiro, e não sabia dessa atuação das beatas, só da Maria de Araújo".

De acordo com ela, Juazeiro transformou-se num lugar onde o ritual antropofágico do comer e degustar Cristo foi a cena central do espetáculo protagonizado não só por Maria de Araújo, mas pelo próprio Padre Cícero, por outros padres e beatas e também pelos devotos que legitimaram aquele espaço como o lugar onde vertia o "sangue precioso de Cristo". "Esse espetáculo, ao mesmo tempo em que chamava a atenção da Diocese para uma ´nova ordem das coisas´, como mais tarde irá dizer o bispo dom Joaquim, também atiçava a curiosidade de centenas de pessoas que passaram a peregrinar procurando ver a manifestação da hóstia sagrada ou mesmo adorar os sanguíneos que serviam de apara ao sangue que Cristo derramava naquele pequeno povoado no sul do Ceará", argumenta.

Atualmente, a historiadora é doutoranda em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde pretende dar continuidade ao estudo sobre as beatas do Cariri, mas a partir de um novo recorte. "Desta vez, estou trabalhando como essas mulheres compõem os relatos registrados no processo episcopal. Pretendo trabalhar a partir dos sermões do Padre Cícero, das leituras religiosas disponíveis na época e na região, além das formas de organização da fé no sertão nordestino. Minha questão é saber como essa formação tornou propícios esses milagres".

Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Caderno Regional - 

Um comentário:

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...



"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado



O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato "JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.



O CRIME DE LESA HUMANIDADE


O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.



AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.


QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do "GEOPARK ARARIPE" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



A COMISSÃO DA VERDADE


A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.


Paz e Solidariedade,



Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br