quarta-feira, 20 de maio de 2009

ONU publica rascunho de novo acordo climático

Imagem do Documentário "Terra"

19/05/2009 - 16:42:10
Paula Scheidt, do CarbonoBrasil

A ONU divulgou na sexta-feira (15/5) um documento que deve ajudar os países ricos a avançarem no próximo encontro para discutir o acordo pós-2012, previsto para ser finalizado na Conferência das Partes de Copenhague, em dezembro.


Neste rascunho, o Secretariado do Clima da ONU lista diversas propostas para alguns assuntos chaves dentro do futuro tratado climático, que são as metas de corte de gases do efeito estufa (GEE), os créditos florestais, o comércio de emissões, a tecnologia de captura e armazenamento de carbono(CCS), os setores com emissões móveis (navios e aviação) e a energia nuclear.


A sugestão mais drástica com relação à redução de emissões dos países ricos é de cortá-las pela metade entre 2018 e 2022 com relação aos níveis de 1990 para minimizar os efeitos associados à elevação das temperaturas, como aumento dos oceanos e eventos climáticos extremos (secas, furacões, enchentes).


“Os textos irão dar aos governos a base para identificarem em que ponto concordam, discordam e o que podem fazer para transformar discordância em acordo”, afirmou o chefe do Secretariado de Mudanças Climáticas da ONU, Yvo de Boer, à Reuters.



Projetos de MDL


O documento oferece três opções para os projetos florestais dentro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), uma das ferramentas disponíveis para os países cumprirem as metas de redução de emissões de GEE:


1) Manter a elegibilidade do uso de créditos florestais para cumprir as metas de redução de emissões, seguindo as mesmas regras usadas no primeiro período do acordo (2008-2012);


2) Limitar os tipos de projetos, aceitando aqueles de aflorestamento e reflorestamento, redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD), restauração de vegetação em áreas alagadiças, manejo sustentável e outras atividades de gerenciamento de terras, manejo do carbono no solo na agricultura, manejo florestal, gerenciamento de plantações e terras de pastagem. Neste caso, seriam estabelecidas regras específicas.


3) Permitir o uso de reduções certificadas de emissões temporárias ou reduções certificadas de emissões de longo prazo (com a alternativa de não criar duas diferentes modalidades para os créditos florestais) referentes a projetos de uso de terra, mudanças no uso da terra ou florestais para cumprir o compromisso. Neste caso, o documento coloca como alternativas escolher se o uso destes créditos florestais seria irrestrito ou no máximo 1% das emissões do ano base do país que os utilizar ou ainda limitando a um número fixo igual para todos os países.


Com relação ao uso da tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS), há a sugestão de não considerar tais projetos elegíveis sob o MDL ou ainda aceitá-los dentro do mecanismo, porém limitando a, no máximo, dois projetos registrados por região. O uso do CCS, que consiste em capturar o dióxido de carbono (CO2) das fontes emissoras e estocá-lo no subsolo, em poços de petróleo desativados ou camadas geológicas, é criticada por alguns devido a falta de comprovações científicas sobre seus efeitos ao meio ambiente. Porém, muitos cientistas defendem que a tecnologia é um paliativo necessário na transição de uma matriz energética baseada nos combustíveis fósseis para uma limpa, baseada em energias renováveis.


A energia nuclear, que segundo seus defensores é limpa por não emitir CO2, também deve ganhar espaço no novo acordo climático. O rascunho da ONU considera como opções para serem votadas até Copenhague incluir ou não projetos de usinas nucleares dentro do MDL. No caso de inclusão, regras específicas seriam estabelecidas por grupos de trabalhos científicos, chamados de Subsidiary Body for Scientific and Technological Advice.


Os contrários ao uso de fontes nucleares argumentam que o risco de contaminação radioativa ainda é muito grande, além de ser considerada cara.


Os textos estão disponíveis no site do Secretariado do Clima.
Clique aqui para acessar o texto sobre os compromissos de reduções.
Clique aqui para acessar o texto que trata dos outros temas.


(CarbonoBrasil)


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Chuva e seca, problemas com a mesma raiz

Foto: Antônio Cruz/ABr





18/05/2009 - 16:31:26

“Tanto no Nordeste quanto no Sul, o alerta é claro sobre os efeitos da ação humana sobre o clima. Nos dois lados da questão, de forma completamente oposta, mas com resultados igualmente trágicos, temos a dificuldade do ser humano em lidar com um fenômeno que tudo indica que veio para ficar: a falta d’água ou o seu excesso”. A opinião é do Movimento Água da Nossa Gente e publicado pela página eletrônica EcoDebate, 18-05-2009.

As chuvas no Nordeste e suas conseqüências trágicas trazem um aviso claro sobre os efeitos das mudanças no clima mundial. Não que seja por falta de outros alertas da natureza, mas a dimensão da catástrofe que se abate sobre toda aquela região, atingindo até agora cerca de 1 milhão de pessoas, dá uma mostra do que pode vir por aí caso não sejam tomadas medidas para reverter os impactos ambientais em nível mundial.



Ao mesmo tempo em que o Nordeste se desespera com as chuvas, no Sul do país o problema é com a seca. A estiagem vem desde o ano passado. No Rio Grande do Sul mais da metade do estado está em estado de emergência. As perdas na agricultura e na pecuária prejudicaram ainda mais a economia do estado, que já estava em situação crítica.

Mas, ainda pior que isso, os efeitos da estiagem aumentam a degradação ambiental de regiões onde, segundo especialistas, a questão essencial nem é mais só a falta de chuvas, mas o surgimento de uma desertificação gradativa que vem sendo forçada por más práticas agrícolas e pelo desmatamento.

A seca atinge também o Uruguai e a Argentina. Na Argentina, algumas regiões atingiram o mais baixo nível de chuvas das últimas cinco décadas. O pampa úmido, tido como uma das regiões mais férteis do mundo e responsável por 80% da produção agrícola e pecuária da Argentina, está completamente seco. O jornal La Nacion prevê que a safra argentina de trigo para este ano deve ser a menor em mais de 100 anos.

Tanto no Nordeste quanto no Sul, o alerta é claro sobre os efeitos da ação humana sobre o clima. Nos dois lados da questão, de forma completamente oposta, mas com resultados igualmente trágicos, temos a dificuldade do ser humano em lidar com um fenômeno que tudo indica que veio para ficar: a falta d’água ou o seu excesso.

O aquecimento global indica para a elevação de cerca de um metro do nível dos oceanos, previsto até 2100, o que deve atingir populações litorâneas em todos os continentes, em um número de cerca de 145 milhões de pessoas. Por outro lado, este mesmo problema climático também causará a escassez de água ou até sua falta total em várias regiões do planeta, também sem poupar nenhum continente.

Por sua grande dimensão territorial, o Brasil já sofre ao mesmo tempo esta variação de problemas climáticos, com muita água em uma região e a seca dominando outra. Tudo com o efeito desconcertante da morte de pessoas, do prejuízo econômico e da destruição da natureza.

O drama ecológico brasileiro é de efeito cada vez mais rápido e por isso exige ações técnicas, políticas e administrativas. Medidas que enfrentem na prática os problemas ambientais tanto no nível interno quanto no aspecto externo, com o país posicionando-se com mais objetividade em relação ao ambiente global.É preciso fazer mais e agora. Não temos mais tempo para o discurso do “país do futuro”, que envolveu empurrar para adiante o enfrentamento dos problemas ambientais, com os governos sempre se amparando em nossa suposta abundância de recursos naturais.

(IHU On-Line/EcoDebate)




Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/chuva-e-seca-problemas-com-a-mesma-raiz/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Poesia do Sertão


Há alguns dias falei para vocês da minha alegria em assistir um show do Jessier Quirino, poeta do Sertão, no Crato-CE. Hoje trouxe para vocês um pouco de sua poesia. "Paisagem do Interior" é uma de suas poesias mais conhecidas e nos faz lembrar os deliciosos detalhes do nosso Sertão. Aproveitem!


Bom final de semana a todos!
Suely

Paisagem de interior
Jessier Quirino


Matuto no mêi da pista
menino chorando nu
rolo de fumo e beiju
colchão de palha listrado
um par de bêbo agarrado
preto véio rezador
jumento jipe e trator
lençol voando estendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Três moleque fedorento
morcegando um caminhão
chapéu de couro e gibão
bodega com surtimento
poeira no pé de vento

tabulêro de cocada
banguela dando risadadas
prosa do cantador
buchuda sentindo dor
com o filho quase parido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Bêbo lascando a canela
escorregando na fruta
num batente, uma matuta
areando uma panela
cachorro numa cadelas
e livrando das pedrada
ciscador corda e enxada
na mão do agricultor
no jardim, um beija-flor
num pé de planta florido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Mastruz e erva-cidreira
debaixo dum jatobá
menino querendo olhar
as calça da lavadeira
um chiado de porteira
um fole de oito baixo
pitomba boa no cacho
um canário cantador
caminhão de eleitor
com os voto tudo vendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Um motorista cangueiro
um jipe chêi de batata
um balai de alpercata
porca gorda no chiqueiro
um camelô trambiqueiro
avelós e lagartixa
bode véio de barbicha
bisaco de caçador
um vaqueiro aboiador
bodegueiro adormecido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Meninas na cirandinha
um pula corda e um toca
varredeira na fofoca
uma saca de farinha
cacarejo de galinha
novena no mês de maio
vira-lata e papagaio
carroça de amolador
fachada de toda cor
um bruguelim desnutrido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Uma jumenta viçando
jumento correndo atrás
um candeeiro de gás
véi na cadeira bufando
radio de pilha tocando
um choriço, um manguzá
um galho de trapiá
carregado de fulô
fogareiro abanador
um matador destemido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Um soldador de panela
debaixo da gameleira
sovaqueira, balinheira
uma maleta amarela
rapariga na janela
casa de taipa e latada
nuvilha dando mijada
na calçada do doutor
toalha no aquarador
um terreiro bem varrido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Um forró de pé de serra
fogueira milho e balão
um tum-tum-tum de pilão
um cabritinho que berra
uma manteiga da terra
zoada no mêi da feira
facada na gafieira
matuto respeitador
padre, prefeito e doutor
os home mais entendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.



Jessier Quirino é paraibano de Campina Grande, arquiteto por profissão, poeta por vocação, vive atualmente em Itabaiana. É o autor dos livros "Paisagem de Interior", "A Miudinha", "O Chapéu Mau", "O Lobinho Vermelho" e "Agruras da Lata D'Água", além de cordéis, causos, musicas e outros escritos.


O crítico do Jornal do Commércio - Recife fez o seguinte comentário, quando do lançamento de seu último livro:"A poesia matuta já é um estilo consagrado da literatura brasileira. Nomes como Patativa do Assaré, Catulo da Paixão Cearense e Zé da Luz são conhecidos em todo o país como os principais representantes do gênero. Um pouco menos famoso que os três, mas podendo ser considerado tão importante quanto, é Jessier Quirino, poeta paraibano que vem se destacando por seu estilo humorístico."




O site do Jessier é o seguinte: www.jessierquirino.com.br/

A VALORIZAÇÃO DO MEIO AMBIENTE, DA HISTÓRIA E DA CULTURA EM BARBALHA

O "pau sustentável" da festa de Santo Antonio em Barbalha - CE


Carregamento do pau da bandeira de Santo antonio é tradição em Barbalh (Foto: Antonio Vicelmo)



Olá amigos!

Esse post é especial. É uma homenagem a todo o povo de Barbalha, que preserva com fervor umas das mais importantes tradições na época das festas juninas no nosso Cariri.

Quero parabenizar o prefeito Zé Leite e seus acessores pelo cuidado com a cultura, a hisória e o meio ambiente. Dentre outras iniciativas, a nova administração convenceu o povo de Barbalha sobre a necessidade de se ter o cuidado devido com meio ambiente. O prefeito propôs o "pau sustentável", e agora os fiéis que mantem a tradição também se preocupam com a preservação da mata nativa. As notícias abaixo falam desse novo tempo em Barbalha.

E, em particular, quero homenagear todos os queridos alunos que vem todos os dias de Barbalha para assistirem as aulas em Juazeiro do Norte. E que não perdem a oportunidade de falarem dessa festa!

Abraço a todos e bom final de semana!
Suely


FESTA DE STO. ANTÔNIO

Copaíba será mastro para pau da bandeira

O ritual para corte e carregamento do pau da bandeira de Santo Antônio começa hoje, às 7 horas, na Igreja Matriz

Barbalha - Será cortado hoje o pau que servirá de mastro para a bandeira de Santo Antônio, padroeiro de Barbalha. Pela primeira vez, será utilizada uma copaíba, ou pau d’óleo, conhecido no sertão como “pau dóia”, uma árvore nativa que fornece um óleo com poder medicinal. Tradicionalmente, era utilizada uma aroeira. De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a copaíba não está na relação das espécies em extinção ou proibidas de corte.

Ao contrário dos anos anteriores, não houve polêmica em torno do corte do pau da bandeira. As negociações para a escolha da árvore começaram no mês de fevereiro entre a Prefeitura de Barbalha, o Ministério Público Federal e o Instituto Chico Mendes, que assinaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), regulamentando a utilização da árvore.

Entre as exigências colocadas pelos órgãos ambientais está a reserva de uma área para reflorestamento. O pau da bandeira de 32 capelas de Barbalha será itinerante, isto é, um único pau será utilizado como mastro da bandeira das festas religiosas do município. Outra exigência é o acompanhamento do Instituto Chico Mendes na escolha e no corte do pau.

Este ano, a única dificuldade é o acesso ao sítio São Joaquim, de onde será retirada a copaíba. O “Capitão do Pau”, Rildo Teles, que comanda o corte e o carregamento do mastro, adverte que, em consequência das chuvas, a estrada não oferece condições de tráfego para carros pequenos.

O ritual começa hoje, às 7 horas, com os cortadores do pau, rezando um “Pai Nosso” em frente à Igreja Matriz de Santo Antônio. Em seguida, eles serão transportados de caminhão para o sítio São Joaquim, no sopé da serra do Araripe, a sete quilômetros da cidade. Ali, à beira de um dos riachos, começa a festa popular. Cortadores e curiosos se confraternizam na sombra das árvores, em torno de churrascos e bebidas. O corte do mastro é antecedido de uma oração. Depois de cortada, a árvore é transportada para fora da mata e colocada na “cama”, local onde o tronco permanece secando até o dia da abertura da festa, dia 31 de maio.

A árvore é levada nos ombros dos devotos de Santo Antônio, do sítio São Joaquim até a Igreja Matriz, onde é erguida sob os aplausos da multidão.

Aberta oficialmente, a festa prossegue até o dia 13, data oficial de comemoração do padroeiro, com novenas, quermesses e shows com artistas regionais e nacionais. Durante as festividades em Barbalha, ocorrerá, simultaneamente, o II Congresso Cearense de Folclore e I Seminário sobre Cultura, Religiosidade e Festas Populares, abordando o tema “Festa Popular no Âmbito Privilegiado da Tradição”.

Programação

Os dois eventos cumprem programação no período de 27 a 31 de maio. A proposta é trazer para o centro das discussões o escritor paraibano Ariano Suassuna. As inscrições serão gratuitas, mas quem não estiver inscrito também poderá fazer parte do evento, mas não receberá certificado de participação ao final.

Está prevista a participação de representantes da área em todos Estados do Brasil, bem como do Ministério da Cultura e da Comissão Nacional de Folclore, que integram também as discussões em torno da organização dos eventos em Barbalha. As inscrições para apresentação de pesquisas nos grupos de trabalho do II Congresso Cearense de Folclore podem ser feitas pelo e-mail comissaocearensedefolclore@bol.com.br.

FIQUE POR DENTRO

Árvore tem diversas aplicações medicinaisA copaíba (Copaifera sp), ou copaibeira, é uma árvore de grande porte da família Leguminosae encontrada em todo o Brasil. Os habitantes da floresta a procuram como local de tocaia para pequenos animais silvestres que se alimentam de seus frutos. A árvore, também chamada de pau d´óleo, é facilmente encontrada na mata devido ao forte aroma de sua casca. Os índios a utilizavam, principalmente, como cicatrizante no umbigo de recém-nascidos para evitar o ´mal-dos-sete-dias´. Os guerreiros, quando voltavam de suas lutas, untavam o corpo com o óleo da copaíba e se deitavam sobre esteiras suspensas e aquecidas para curar eventuais ferimentos. Tudo indica que o uso deste óleo veio da observação do comportamento de certos animais que, quando feridos, esfregavam-se nos troncos das copaibeiras. Conforme a tradição e uso pelos povos ribeirinhos da Amazônia, o óleo de copaiba é eficiente em queimaduras, feridas, micoses, urticárias, cicatrização, furúnculos, inflamações, má digestão, intestino preso. Age sobre as vias respiratórias e urinárias e é um poderoso antisséptico.



Mais informações:


Ibama, escritório no Crato
Pça. Joaquim Fernandes Teles, 10, bairro Pimenta
(88) 3521.1529

Prefeitura de Barbalha
(88) 3532.1708

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=638417


Gabinete de Leitura, em Barbalha, comemora 120 anos!

MAIS SOBRE A HISTÓRIA DE BARBALHA
Instituições são lembradas

Instituições que fazem parte da história do município de Barbalha estão recebendo comemorações


Barbalha - Instituições importantes na história da educação e da cultura do Cariri são lembradas em Barbalha. Os 92 anos da Liga Barbalhense Contra o Analfabetismo e os 120 anos do Gabinete de Leitura mereceram uma programação de debates, exibições de filmes, e posse do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio de Barbalha. As comemorações foram realizadas, ontem, no município. A iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura traz à tona um reavivamento dos debates culturais e questões regionais e até a possível criação da Academia Barbalhense de Letras.
Segundo a professora doutora Zuleide Queiroz, uma das palestrantes da programação, Barbalha traz exemplos de pioneirismo. Ela cita o Gabinete de Leitura e as primeiras aulas noturnas para trabalhadores, com a Liga. Para a docente, essa trajetória da educação regional representa um marco importante em termos de avanços que o Cariri obtém ao longo dos anos e faz parte de uma luta antiga. O coordenador do evento, Hugo Rodrigues, destaca a comemoração como um simbolismo de luta, mas ressalta a importância de se reavivar as manifestações intelectuais.

A programação iniciou às 8 horas, com hasteamento das bandeiras na Prefeitura e apresentação da Filarmônica São José. Em seguida, houve Exposição Literária e apresentações culturais na Praça Filgueira Sampaio. À tarde, aconteceu um “city tour” ao Sítio Pinheiro, Balneário do Caldas, Terreiro do Mestre Joaquim Mulato, Palácio 03 de Outubro, Casarão Hotel, Exposição Literária, Ateliê da Festa de Santo Antônio e Engenho Tupinambá.
Na noite de ontem, foi a posse do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio de Barbalha e encontro literário com representantes do Instituto Cultural do Vale Caririense, Instituto Cultural do Cariri, Fórum de Cultura e Turismo do Cariri, Instituto de Educação e Cultura Martins Filho, Academia dos Cordelistas do Crato, Centro Pró-Memória Josafá Magalhães, Centro de Melhoramentos de Barbalha, Universidade Regional do Cariri, Escola de Artes Reitora Violeta Arraes, Associação das Primeiras Damas dos Municípios do Ceará, Comissão dos Cem Anos de Juazeiro do Norte, secretarias de Cultura e Turismo de Barbalha, Crato e Juazeiro, Gabinete de Leitura e Liga Barbalhense Contra o Analfabetismo.
A sessão literária teve as presenças da professora doutora Maria Juracy Maia, professora doutora Zuleide de Queiroz, doutor Napoleão Tavares Neves, professor Francisco Adávio de Sá Barreto e professora Darcy Libório Sampaio.
Mais informações:
Secretaria de Turismo e Cultura
Rua Pinto Madeira, 149
Barbalha - Ceará
(88) 3532.1708


Crédito para amenizar efeitos de catástofres

15/05/2009 - 14:39:19

Agricultor familiar atingido por secas e enchentes vai receber ajuda

Luana Lourenço, da Agência Brasil

Uma linha de crédito emergencial de R$ 285 milhões foi criada para socorrer os agricultores familiares atingidos pela seca, na região Sul, e pelas chuvas nas regiões Norte e Nordeste, segundo anunciou hoje (14) o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. A liberação dos recursos deverá ser formalizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) até a próxima segunda-feira (18/5) e o dinheiro estará disponível nos bancos em até dez dias.

Cada família poderá financiar até R$ 1,5 mil, com juros de 0,5% ao ano e até dois anos para o pagamento. O dinheiro poderá ser utilizado por agricultores familiares de municípios atingidos pelas secas ou enchentes com decretos de situação de emergência reconhecidos pelas defesas civis estaduais. De acordo com o ministro, pelo menos 300 mil famílias estão nessa situação.

“É o chamado dinheiro na veia, são recursos para que o agricultor familiar enfrente esse período ruim com um pouco mais de tranquilidade. São mecanismos para que a situação seja menos ruim, menos dolorosa para as famílias”, disse.

Além do crédito emergencial, o governo vai liberar R$ 50 milhões para financiar a venda de milho a preço mínimo para agricultores familiares na Região Sul. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai garantir estoques para venda de até 50 sacas de milho por família a R$16 cada, para garantir a alimentação do rebanho nos próximos meses. De acordo com o MDA, o preço de mercado é de R$ 21.

Mais R$ 50 milhões serão liberados para pagar os custos financeiros da prorrogação de R$1,4 bilhão de dívidas dos pequenos agricultores.

As parcelas vencidas ou a vencer de contratos de custeio do Programa Nacional de Agricultura Familiar(Pronaf) serão prorrogadas até 1° de agosto nos municípios atingidos pelas secas e 1° de outubro no Norte e Nordeste - prazo para o agricultor ir ao banco e renegociar a dívida em até três anos, com pagamento da primeira parcela em 2010.

Para os empréstimos de investimento, o vencimento da parcela poderá ser prorrogado para o fim do contrato.

Segundo Cassel, R$ 454 milhões já foram liberados para o pagamento de seguro a agricultores familiares na Região Sul, que tiveram perdas com a seca. Mais R$103 milhões já estão disponíveis para o pagamento do Programa Garantia de Safra.

(Agência Brasil)

Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/agricultor-familiar-atingido-por-secas-e-enchentes-vai-receber-ajuda/

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Últimas notícias das chuvas no Ceará

ÁGUAS DO CEARÁ

Imagens do Satélite Meteosat-9, no canal infravermelho, do dia 14/05/2009 das 16h00min local, mostra o céu parcialmente nublado em boa parte do Ceará
Fonte: http://www4.funceme.br/funceme/categoria1/tempo-e-clima/categoria1/tempo-e-clima/previsao-diaria-do-tempo/

Após 24 anos, açude sangra em Russas
14/05/2009 - 14:40

Os moradores de Russas, no vale do Jaguaribe, estão em festa. Depois de 24 anos, o açude Farias de Sousa, que abastece a cidade, sangrou na madrugada desta quinta-feira (14). O açude tem a capacidade de armazenamento de 12,3 milhões de metros cúbicos de água. O reservatório abastece a sede e todos os distritos de Russas.

http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=257616&modulo=178

Açude Castanhão está com 96% da capacidade

TV Verdes Mares
14/05/2009 - 14:39


Técnicos da Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Ceará (COGERH) monitoram diariamente as comportas do açude Castanhão, que está com 96% da capacidade. Quatro comportas estão abertas deixando vazar 800 metros cúbicos por segundo. O controle é para evitar inundações nos municípios da região Jaguaribana.


Chuvas
Choveu em 99 municípios desta quarta-feira para esta quinta-feira (14). Segundo a Funceme, a maior chuva foi em Camocim, no litoral Oeste, com 45 milímetros. Em Umirim, na região Norte, foram 37 milímetros. Em Jardim, no Sul do estado, a chuva foi de 35 milímetros. A previsão da Funceme é de chuva em todas as regiões do estado nas próximas 24 horas.

http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=257615&modulo=178


Bacias atingem capacidade - Em maio, chuva no Ceará deve ficar acima da média

Bom Dia Ceará
14/05/2009 / 10:13

Das onze bacias hidrográficas responsáveis pelo abastecimento de água no Estado, seis já atingiram a capacidade máxima. São as bacias do Acaraú, Coreaú, Litoral, Curu, Baixo Jaguaribe e rio Parnaíba. A bacia do Alto Jaguaribe atingiu quase 98%. As bacias Metropolitana e do Salgado também estão com mais de 90% da capacidade. A bacia do Banabuiú, no Sertão Central, está com 85%.

É o maior volume de água armazenado da história. Tanta água é motivo de preocupação. Segundo a Funceme, no mês de maio, a chuva deve ficar acima da média no Ceará. O período de chuva deste ano já é o maior dos últimos 24 anos. A última chuva, em Morada Nova, de 160 mm, deixou 9.000 pessoas desabrigadas ou desalojadas. A água invadiu casas, ruas e avenidas. Prefeitura, escolas e até a casa de detenção de Morada Nova ficaram alagadas. Presos tiveram que ser transferidos para Fortaleza.


Muita água ficou acumulada na cidade, e para escoá-la, o DNOCS e a Cogerh anunciaram que fariam uma abertura no canal da estação de bombeamento do perímetro irrigado de Tabuleiro de Russas. Para saber como foi a obra para escoamento da água, o Bom Dia Ceará conversou com o assistente da presidência da Cogerh, Yuri Castro. Confira a entrevista no vídeo ao lado.


Aumentou o número de atingidos pelas cheias no Ceará. Já são quase 60 mil o número de desabrigados e desalojados pelas enchentes no Estado. Os números são da Defesa Civil. Mais de dez mil casas foram destruídas ou danificadas. Em Morada Nova, foram mais de 900 casas danificadas. Em Jaguaruana, o número chega a 1.000.


Para ajudar as vítimas das enchentes no Estado, o planetário do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura deve receber doações em troca de ingressos neste final de semana. O planetário vai receber água potável e alimentos, e você também pode ajudar, ligando para a Defesa Civil, através do telefone 199.

http://tvverdesmares.com.br/bomdiaceara/bacias-atingem-capacidade/


Quarenta municípios já decretaram situação de emergência

TV Diário
14/05/2009 - 14:27

Sobe para 40 o número de municípios cearenses que decretaram situação de emergência. A medida é tomada pelas prefeituras para que as famílias atingidas pelas chuvas recebam assistência do Governo do Estado de maneira mais rápida.


Toda quadra chuvosa forte, como a deste ano, que supera a média histórica, tem duas conseqüências. Se por um lado, cidades inteiras estão ilhadas, por outro, a fartura de água garante abastecimento humano e animal.

O volumento de água acumulado nos reservatórios do ceará, principalmente nos de grande porte, dão tranqüilidade pelos próximos cinco anos.

Estradas da região norte do Ceará - a mais afetada pelas chuvas

Foto: http://jluis.my1blog.com/2009/04/29/estradas-da-regiao-norte-motoristas-devem-redobrar-atencao/

Vandana Shiva: "Retorno à Terra"

Vandana Shiva - Davos (Foto de Remy Steinegger)



13/05/2009 - 15:06:51



“A natureza nos salvará”

Na Grã-Bretanha, durante a redação dos Enclosure Acts, Tomás Morus escreveu: “As ovelhas comem os homens”. A terra até então cultivada para o exclusivo sustento alimentar desaparecia pouco a pouco em favor de cultivos para produzir lã e matéria-prima destinada aos proprietários de terra e às fábricas.


“Hoje são as máquinas que comem os homens”, conta Vandana Shiva. “A terra está destinada à construção de rodovias, estacionamentos ou outras infraestruturas. A extração do ferro e da bauxita está destruindo os ecossistemas, e as perfurações para extrair petróleo devoram a terra”.


Em seu último livro, a famosa cientista indiana lança um doloroso apelo resumido já no título: “Ritorno alla Terra” [Retorno à terra, em tradução livre] (Editora Fazi). A reportagem é de Anais Ginori, publicada no jornal La Repubblica, 12-05-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.


Leia a seguir:

Com uma visão radical, Shiva prega uma drástica redução dos combustíveis fósseis, privilegiando energias renováveis ou até animais, o fim das monoculturas e dos transgênicos para se voltar a uma agricultura biodiversificada, não-intensiva e sem fertilizantes químicos. A famosa cientista indiana, que participa junto com Ralph Nader e Jeremy Rifkin do International Forum on Globalization, gostaria que cada comunidade local voltasse a ter sua autossuficiência alimentar, chegando quase a abolir o “food-miles”, a viagem realizada pelos alimentos até o prato dos consumidores, que torna os agricultores dependentes das exportações e contribui para o aumento do gás carbônico.


“Há muitos especialistas que ainda me criticam, defendem que as minhas teorias são irreais e nos reportariam para a época pré-industrial”, admite Shiva, que na quinta-feira estará em Bolonha para uma palestra do ciclo “Regina pecunia”, sob o título “A maldição dos pobres”. “Porém, a emergência alimentar é tal que finalmente se deverá levar em consideração também as soluções mais criativas”. O preço do trigo aumentou em 130% nos últimos dois anos; o do arroz duplicou. Em 2008, pela primeira vez há muito tempo, houve 33 revoltas populares no mundo por causa do aumento dos preços da produção de alimentos, e potências como a China iniciaram a compra de terrenos nos países do Terceiro Mundo para garantir o alimento às gerações futuras.


“A terra se tornou a área chave dos conflitos. É um recurso limitado, que não pode ser estendido. Os terrenos férteis estão desaparecendo em uma velocidade que a humanidade nunca conheceu antes”. O livro que Vandana Shiva apresentará na Feira de Turim na próxima sexta-feira junto com o diretor Ermanno Olmi e o fundador do movimento Slow Food, Carlo Petrini, é uma acusação contra os “ecoimperialistas”: multinacionais e governos que ignoraram “as regras de Gaia para obedecer à lógica do lucro”.


A crise dos subprime e a recessão, diz, podem ser a oportunidade para reinventar as nossas economias. “Desenvolvemos uma economia financeira centenas de vezes superior aos valores dos bens e dos serviços reais produzidos no mundo. Nunca antes as ações de uma parte da humanidade ameaçaram a existência de toda a raça humana”.


Apesar disso, Vandana Shiva é otimista. O fato de que haja agora uma horta biológica e um presidente que se professa “green” na Casa Bianca a tranquiliza. “Mas é preciso estar atentos às pseudossoluções, que são apenas paliativas”. Contrária, por exemplo, aos biocombustíveis, “que roubam terras dos agricultores e não resolvem a crise climática”, essa física indiana de 57 anos defende que é preciso “se libertar do ouro negro” e favorecer uma “transição do petróleo para a terra”.

“O aumento de catástrofes naturais ou o risco de epidemias como a gripe suína - continua - demonstram que o homem não pode negligenciar, como fez por dois séculos, a relação com a Mãe Natureza. Esquecemo-nos de ser cidadãos da Terra, e a crise climática é uma consequência do nosso distanciamento de um estilo de vida ecológico, justo e sustentável”.

Dura, peremptória, Vandana Shiva entrou muitas vezes em conflito com a comunidade científica e o governo indiano, como quando rejeitou a famosa “Revolução Verde” iniciada em 1966. Há 20 anos, teve uma outra ideia: conservar sementes de muitas plantas que corriam o risco de desaparecer “para criar um futuro diferente daquele previsto pela indústria biotecnológica”. Ao longo da sua evolução, explica, a humanidade se nutriu de cerca de 80 mil plantas comestíveis. Mais de três mil foram consumidas de uma maneira constante, mas agora dependemos só de oito cultivos (sobretudo de milho, soja, arroz e trigo) para produzir 75% dos alimentos mundiais.


“Nos bancos de sementes, temos culturas, como o milho, que podem suportar secas extremas, um tipo de arroz que alcança mais de cinco metros de altura e que pode sobreviver às enchentes da bacia do Ganges, um tipo que resiste à salinidade, que distribuímos depois do ciclone Orissa e do Tsunami”.


A fazenda guiada por Shiva (na Índia, na fronteira com o Nepal e o Tibete) se tornou um modelo de biodiversidade e de sustentabilidade econômica, mesmo que muitos especialistas duvidem que seja possível aplicá-la em grandes números. “Na nossa cooperativa agrícola - relata Shiva -, as culturas não têm doenças, a terra é resistente à seca, e o alimento produzido é delicioso. Os bois aram a terra e a fertilizam. Abolindo os combustíveis fósseis da nossa fazenda, descobrimos a verdadeira energia: a da micorriza [associação simbiótica de fungos e raízes de plantas] e das minhocas, das plantas e dos animais, todos alimentados pela energia do sol”.



Na fazenda, há pelo menos novas culturas. Navdanya significa, de fato, “novas sementes”, mas também “o novo dom”. Não importa quantas canções vocês têm no seu iPod, quantos automóveis há na garagem de vocês ou quantos livros há em suas prateleiras - conclui Vandana Shiva. O que resta da vida sem um terreno fértil?”. Talvez hoje, finalmente, alguém se disponha a ouvir essa pergunta.







terça-feira, 12 de maio de 2009

Não há nada mais democrático no Brasil, em termos de análise territorial, do que a exclusão

Sempre há uma cerca...
Cariri-CE - novembro de 2008

Por Suely Chacon

As desigualdades regionais se apresentam como parte da própria história do Brasil. E a exclusão gerada por esse fato não se restringe às regiões conhecidas como as mais pobres do país, como é o caso do Semiárido. Pelo contrário, se espalha por todo o território nacional.

Esse fenômeno demonstra uma cruel realidade: não há nada mais democrático no Brasil, em termos de análise territorial, do que a exclusão. Fatores como o processo desordenado de ocupação territorial, a urbanização acelerada e a total incapacidade do Estado de capitanear o planejamento regional, têm resultado não apenas na perpetuação de um quadro de exclusão de regiões mais carentes.

Baixos índices de desenvolvimento e alta concentração de renda são também características encontradas nas regiões mais ricas do nosso país. Contudo, isso é reflexo de um processo desordenado de desenvolvimento regional. As dificuldades das regiões mais pobres "transbordam" para as mais ricas. Ao mesmo tempo em que não se resolvem os problemas estruturais das regiões tidas como mais pobres, são gerados a cada dia mais problemas em todo o território. Por isso, discutir o desenvolvimento sustentável e a inclusão hoje não é apenas uma necessidade restrita a uma parcela da população brasileira, mas a todos nós. Um processo sustentável de desenvolvimento regional significa o fortalecimento do país como um todo.

Nesse contexto, analisar o processo de desenvolvimento sustentável envolve compreender suas dimensões que não podem ser dissociadas (social, ambiental, econômica e política-institucional). Contudo, a dimensão política-institucional se reverte de maior relevância no alcance da sustentabilidade em regiões que ainda apresentam grandes problemas estruturais, e onde a própria história traz peculiaridades que dificultam a inclusão de boa parte da sociedade no processo de desenvolvimento. Este é o caso da região Semiárida do Brasil.

Desse modo, a implementação das políticas públicas assumem o papel preponderante na promoção de condições de inclusão, assim como a atuação das instituições de cunho público, como os órgãos de desenvolvimento do governo, as ONG’s, as Instituições de Ensino e Pesquisa, dentre outros.

Em uma análise da atual conjuntura, percebe-se a disposição do Estado de mudar sua atuação em áreas como do semiárido. A interiorização de investimentos federais, especialmente na área da educação, parece quebrar um movimento histórico que colocava a população dessas regiões “na mão” dos intermediários políticos, nem sempre interessados no desenvolvimento includente.
Contudo, a realidade mostra que há ainda um longo caminho a percorrer para que se possa considerar adequada a atuação do Estado no Semiárido brasileiro. As últimas enchentes mostram o despreparo do poder público para antecipar tragédias e criar as condições mínimas para que os cidadãos do semiárido possam se incluídos de fato no processo de desenvolvimento do país.

Cariri-CE
Quixeramobim-CE

Quixeramobim-CE

Quixeramobim-CE

Quixeramobim-CE
Cariri-CE
Autoria de todas as fotos: Suely Chacon

Políitcas públicas no Semiárido

Chuvas: estados mais atingidos receberam menos de 1% dos recursos de prevenção a desastres



Ceará, Maranhão e Piauí são os três estados mais atingidos pelas chuvas. Apenas nas três localidades mais de 513 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas em 184 municípios, desde o início de abril. Contudo, as unidades mais afetadas com as enchentes no Nordeste foram as que menos receberam dinheiro do governo federal por meio do programa “prevenção e preparação para emergências e desastres”, um total de R$ 757,00. O valor representa menos de 1% daquele aplicado, este ano, por meio do programa, que destina verbas para contenção de encostas, canalização de rios e ações de capacitação de agentes da Defesa Civil. Com o programa, no total, foram desembolsados R$ 12,3 milhões até abril deste ano (veja tabela).


Já por meio do programa "resposta aos desastres", que recebe recursos após a ocorrência do problema, o governo liberou R$ 228,6 milhões este ano. Os estados do Nordeste não têm tradição de enchentes, ao contrário, são sempre lembrados por períodos rigorosos sem chuvas. A preocupação com a seca nesta região tem início ainda na época do Império, no século XVIII, quando D. Pedro 2º determinou em 1877 a construção de açudes para diminuir os efeitos da estiagem. Uma centena de anos depois o quadro é diferente. As políticas públicas agora devem ser direcionadas à contenção de chuvas.


Contudo, os danos causados pelo excesso de chuvas atingiram não só 8 estados do Nordeste, como também 3 estados do Norte e um da região Sul. Com isso, doze estados, contabilizando 340 municípios, foram assolados pelas chuvas, de acordo com a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional. São eles: Ceará, Maranhão, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas, Acre, Amazonas, Pará, Pernambuco e Santa Catarina. Especificamente para estes estados, a ajuda do governo em prevenção foi de R$ 3,3 milhões.


Embora não se possa prever desastres naturais, medidas como a construção de barragens reguladoras, elaboração de projetos e planos de emergência comunitária e a realização de zoneamentos urbanos podem contribuir para minimizar os danos e prejuízos de desastres físico-climáticos. Em seu site, a própria Sedec reconhece a necessidade de implementação de políticas infraestruturais ao apontar a ocupação desordenada do solo em áreas não edificáveis como causa para o problema das enchentes em território nacional.


Dessa forma, a secretaria sugere uma mudança cultural no que se refere à percepção de risco da população. “A percepção de risco é diretamente proporcional ao grau de desenvolvimento social de uma determinada comunidade ou grupo populacional, considerado em seus aspectos psicológicos, éticos, culturais, econômicos, tecnológicos e políticos”, informa.


No entanto, a professora da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora do laboratório de climatologia geográfica Juliana Ramalho credita a falha da política de prevenção aos políticos, que, segundo ela, não encaram a prevenção como prioridade, prevalecendo assim a cultura de remediar o problema. “Não constroem obras debaixo da terra, como águas pluviais, porque ninguém vê. Além dessa falta de interesse, as obras de prevenção são difíceis de serem executadas, caras, trazem transtornos iniciais e incluem remoção de população”, afirma.
Movimentação das autoridadesOntem, durante o programa semanal de rádio “Café com o Presidente”, Lula manifestou sua intenção de encaminhar ao Congresso Nacional uma medida provisória. Esta teria por finalidade liberar recursos para a recuperação dos estados nordestinos afetados pelas chuvas dos meses de abril e maio. Segundo levantamento prévio dos governos estaduais, os danos são de aproximadamente R$ 1 bilhão. Mas o valor real do desastre só poderá ser calculado após as águas baixarem.


Hoje de manhã, os ministros Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, e Márcio Fortes, das Cidades estiveram reunidos com os governadores do Maranhão, Roseana Sarney, do Ceará, Cid Gomes, do Piauí, Welington Dias, e do Rio Grande do Norte, Wilma Faria em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado para analisarem os estragos e meios de recuperação das cidades nordestinas atingidas pelas chuvas.O Contas Abertas entrou em contato com o Ministério da Integração Nacional para saber porque os estados da região Nordeste que mais foram castigados com as chuvas não foram bem contemplados com recursos do programa de prevenção. Todavia, até o fechamento da matéria o órgão não comentou o assunto.

Amanda Costa e Catharine Rocha
Do Contas Abertas

Fonte: http://contasabertas.uol.com.br/noticias/auto=2670.htm

Campanha sugere que você faça “xixi no banho”

Faça xixi no banho!

08/05/2009

A proposta visa mobilizar as pessoas para a preservação do meio ambiente e mostrar que uma descarga evitada por dia, resulta na economia de 4.380 litros de água potável por ano.
A F/Nazca Saatchi & Saatchi acaba de criar a campanha para divulgação da quinta edição do Viva a Mata - mostra de iniciativas e projetos em prol da Mata Atlântica, promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica, que acontece entre os dias 22 e 24 de maio, das 09h às 18h, na Marquise e Arena de Eventos do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A campanha intitulada “Xixi no Banho” tem em sua proposta levar para o público em geral, de maneira mais descontraída, como um simples ato pode contribuir com a preservação do meio ambiente, ou seja, economizando água.
De acordo com o diretor de Mobilização da SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, para esta edição do Viva a Mata, a Fundação quer chamar a atenção da sociedade de uma maneira mais simples e divertida, mostrando como pode ser fácil colaborar com a floresta mais ameaçada do País, a Mata Atlântica. “Em período de crise financeira, em que se ouve muito ‘não’ para tudo, este ano quisemos levar o ‘sim’ para o cotidiano das pessoas, incentivando que todos façam xixi no banho. O meio ambiente agradece a quantidade de água poupada em cada descarga, que chega a 12 litros. Uma descarga por dia corresponde a 4.380 litros de água por ano”, ressalta Mantovani.
Somente em São Paulo poderia ser economizado mais de 1.500 litros de água por segundo. Uma informação importante para aqueles que têm dúvida se é uma prática higiênica: o xixi é composto 95% de água e 5% de outras substâncias como uréia e sal.
Com criação de Eduardo Lima e João Linneu, direção de criação de Fábio Fernandes e Eduardo Lima, para a criação da parte online Henrique Lima e Julio Zukerman, direção de criação de Fábio Fernandes e Fábio Simões, a campanha conta com peças de anúncios, filme, site (www.xixinobanho.org.br), spot e ações de mídia exterior.

Campanha solidária
A FNazca trabalhou voluntariamente para a produção desta campanha e ela também será divulgada graças à cessão de espaços sem custo por veículos como TV Globo, Play TV, TNN/CNN , Sony, SBT, MTV, Rede Tv, Record, Record News e Discovery Channel; Rádios: Eldorado eAlpha Fm; Revista Terra da Gente e jornais: Jornal Trem ABC, Jornal da Linha, Sul, Metronews, Gazeta Mercantil e Diario Gde ABC

domingo, 10 de maio de 2009

Domingo em Juazeiro do Norte - Chuva e Sol brincam no meio do dia

Algumas fotos desse domingo em Juá!

Tempo mágico! Vocês precisavam ver como essa chuva chegou de repente, uma ventania varrendo tudo e trazendo muita água! E tão rápido como chegou, de repente se foi deixando a impressão de um sonho. Se não fossem os pingos na janela, parecia que não chovera... O sol veio mais lindo e vibrante do que antes. As duas primeiras fotos são do Prof. Dreno Viana, as outras são minhas. Todas tirads da varanda do apartamento na Lagoa Seca. Na penúltima dá para ver ao fundo a nossa UFC, que está ampliada na última foto que mostra o Campus banhado pelo sol de domingo depois da chuva.

Abração a todos!











Show de Jessier Quirino no Cariri

Olá amigos!
Compartilho hoje com vocês a grande oportunidade que tive: assistir ao vivo um show do poeta Jessier Quirino. Foi no Crato na última sexta-feira (08-05-09). O auditório estava lotado e ele foi perfeito como sempre! Contou seus causos e poemas e encantou a todos. E tinha gente de todo tipo: senhoras idosas, com jeito de quem tinha vindo da missa direto para o show, e rindo desbragadamante, jovens casais, casais maduros, senhores de chapéu (que balançavam a cabeça como quem concorda e lembra de ter vivido algo parecido), crianças animadíssimas e até bebês (que ficaram milagrosamente quietinhos!). Foi um grande espetáculo! Uma celebreção do nosso Sertão!
Na saída uma chuvarada veio nos banhar, mas quem se importa? Depois daqueles bons momentos, valeu a pena o banho. E, além disso, água no Sertão é mesmo sagrada (desde que não venha em forma de enchente, claro!). Vejam as fotos abaixo!
Abração e boa semana a todos!















sábado, 9 de maio de 2009

Chuvas no Sertão

Periodicamente o nosso Sertão é atingido por fortes chuvas. O sol que castiga dá lugar à água que é sempre bem vinda, mas às vezes cai do céu em uma quantidade além do que a terra suporta. O descompasso no Sertão é conhecido, mas assim como há dificuldade em se lidar com a estiagem, ainda há mais limitações nas ações preventivas em relação às enchentes. As notícias que relacionamos abaixo mostram um pouco a atual situação da maioria dos estados do semiárido, castigados por fortes chuvas, com milhares de famílias desabrigadas que mais uma vez perdem tudo do pouco que tem.

Nesse contexto, refletir sobre o papel do Estado e das políticas públicas é essencial. Questionar a efetividade das ações públicas, ou sua ausência é um exercício que pode mostrar as causas para a repetição de tragédias anunciadas. Contudo, o mais importante é começar a traçar planos factíveis para evitá-las, o que passa pela definição do papel do Estado, da sociedade e de cada um.



Esquecidos
Retrato de uma catástrofe anunciada

Demitri Túlio e Cláudio Ribeiro Dario Gabriel
Enviados à Zona Norte do Ceará
07 Mai 2009 - 00h25min

Em Marco, quem não arranjou um canto nos abrigos improvisados da Prefeitura tem de pagar um aluguel que varia de 80 a 250 reais em bairros altos. Pior, por não estarem em abrigos acabam nãorecebendo cestas básicas de alimento




Municípios que cresceram desordenadamente, prefeituras mais políticas do que técnicas, políticos proselitistas e populações que se acostumaram a trocar voto pelo assistencialismo oficial. Misture os quatro ingredientes em um ano de enchentes e conte, como certo, a ocorrência de uma catástrofe anunciada. Na região Norte do Ceará, o drama de refugiados das cheias se repetem. Apenas mudam de endereço e nome da cidade.


Em Marco, a 216 quilômetros de Fortaleza, não há mais espaço nos abrigos improvisados pela coordenadoria da Ação Social para colocar os mais de 1.300 desabrigados por causa do avanço “inesperado” do rio Acaraú. Avanço, grife-se, em locais onde não deveria haver gente morando. O bairro do Barro Vermelho e o sugestivo e destruído Iraque surgiram há mais de uma década e meia e vêm inchando em uma das margens do rio.


Áreas consideradas de risco por quase todos os prefeitos que se revezaram no decorrer desses anos - com secas ou cheias - e nada fizeram para se antecipar a uma situação previsível de caos. O município de Marco, diz Rosemberg Gomes Guimarães - coordenador da Ação Social, nunca viu a cor de um plano diretor. “Agora, na estreia do prefeito José Grijalma - conhecido por Paredão, Marco finalmente terá um ordenamento urbano”, promete.


Sem planejamento


Enquanto o planejamento urbano de Marco é apenas promessa, Rosemberg Guimarães foi enviado a Fortaleza para engrossar o coro dos emissários municipais que “suplicam” à Defesa Civil do Ceará por mais socorro.

Na desplanejada Marco, mais precisamente no bairro do Barro Vermelho que fica nas proximidades dos pilares da ponte sobre o rio Acaraú, mais de 100 casas estão sem seus moradores. Expulsos pelas chegada espaçosa das águas do rio, quem teve “sorte” ganhou um cantinho nas escolas ou outros abrigos improvisados e lotados de mulheres, crianças, homens, panelas, roupas molhadas... e lamentações de toda espécie.

Quem não teve “sorte”, ou quis apostar que a vinda do rio era mais uma visita “passageira” entre tantas outras, viu se desenhar outro problema. A falta de um lugar para onde ir. Sem eira nem beira e as coisas encharcadas, foram obrigados a alugar casas nos bairros altos de Marco. Foi o caso dos parentes do agente de saúde Manoel Valdenir Nascimento, 31 anos.

Retardatários na saída das casas, estão sendo obrigados a pagar um aluguel de R$ 200 e R$ 100 por duas residências no Centro de Marco. “São 16 pessoas. E tem um detalhe, porque perdemos as vagas nos abrigos perdemos o direito da cesta básica e outros benefícios”, reclama.

Rosemberg Guimarães tem uma explicação: Mesmo com mais de 1.300 desabrigados oriundos de 14 comunidades... Marco recebeu apenas 150 cestas de alimento da Defesa Civil do Estado para distribuir com os que perderam tudo. “Compreendo a reivindicação deles, mas a Defesa Civil do Estado não tem só Marco para socorrer. O pior, é que a necessidade de comida para os atingidos só aumenta”, explica.


E-Mais

O governador Cid Gomes já repassou para Marco e Bela Cruz a quantia de R$ 300 mil (cada) para a compra de cobertores, remédios e cestas básicas.

> Na sede de Marco as localidades mais alagadas pelas águas do Acaraú são: Bairro Vermelho, Ilhota, Centro (Conjunto Monsenhor Valdir) e Salinas. Na zona rural: Araras, Passagem das Pedras, Jucumãs, Mucambo, Panacuí, Tabuleiro Grande, Batim, Tapera Velha, Almas, Salinas II.

> Os povoados de Mucambo e Panacuí, no Município de Marco, a prefeitura não está conseguindo chegar para levar socorro. De acordo com Rosemberg Guimarães as estradas estão totalmente destruídas. Lá, segundo o coordenador da Ação Social, as pessoas estão passando fome.

> Cinco escolas, galpões, igrejas, garagens e até casas de farinhas foram improvisadas como abrigo para receber quem perdeu casa ou ficou desalojado no município de Marco.

> Em Bela Cruz estão sem energia elétrica e água potável as comunidades de: Ipueiras, Ingá Branca, Alto do Bode, Nicolau Peixoto (rua), Areias, Varjota, Timbira, Araticuns, Tabubas, Ilha do Rocha, Marquinho.

> Dois homens morreram por causa das enchentes, na semana passada em Bela Cruz. Lá, até ontem, segundo a prefeitura, 2.152 pessoas estão desalojadas, 1.460 desabrigadas, 6.722 afetadas. Foram 30 casas destruídas, 125 danificadas, 975 alunos sem aula e 40 km de estradas destruídos.

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/ceara/875690.html


Ameaça
Cheia em açudes pode afetar cidades do Baixo Jaguaribe
Marcos Cavalcanteda Redação
07 Mai 2009 - 00h25min
Se for preciso elevar a vazão nas comportas dos açudes Castanhão e Banabuiú, 13 cidades serão ainda mais prejudicadas

Se o nível das águas nos açudes Castanhão, o maior do Estado, localizado em Alto Santo, e Banabuiú, o terceiro maior, situado em Banabuiú, continuar subindo, a população de 13 municípios que formam o Baixo Jaguaribe poderá ficar ainda mais prejudicada. Atualmente, seis cidades da região - Itaiçaba, Jaguaruana, Limoeiro do Norte, Morada Nova, Palhano e Quixeré - estão com famílias desabrigadas pelas chuvas.
De acordo o presidente da Companhia de Gestão dos Hídricos, Francisco José Teixeira, atualmente o Castanhão e o Banabuiú têm contribuído pouco para as cheias na região. A maior parte das águas vem de outras fontes que desaguam no rio Jaguaribe. “O Castanhão tem recebido 1,2 mil metros cúbicos de água por segundo e liberado 600. Se continuar chovendo em maio do jeito que está hoje, vamos ter de aumentar a vazão dele ou do Banabuiú”, avisa Teixeira.
A Cogerh é responsável pelo monitoramento de 130 açudes no Estado, perenizando 2,5 mil quilômetros de rios, água que é liberada de acordo com um plano de demanda, estabelecido com os comitês de cada uma das 11 bacias hidrográficas do Estado. “Esse ano, como o passado e 2004, foram atípicos em chuvas”, destaca Teixeira.
Ele explica que o monitoramento dos açudes é feito diariamente. Com base nesse estudo, se um açude estiver próximo de sangrar, a Cogerh já comunica à Defesa Civil dos municípios, para que tenham mais tempo de se preparar para cheias. A inspeção também serve para detectar possíveis fissuras nas paredes dos açudes.
Outro açude que está levando transtorno à população é o Araras, localizado em Varjota. “A cheia vem do rio Acaraú, que recebe água dos açudes Araras e Forquilha. A água aqui está aumentando cada vez mais. Várias casas estão cobertas e você só chega se for de barco”, afirma o secretário executivo da Defesa Civil do município, César Roberto. Ameaça Segundo o presidente da Cogerh, não existe risco de a barreira do açude Itaúna, localizado em Chaval, ruir.
A situação do açude, que vem preocupando a população do município, foi mostrada por O POVO na edição de ontem. “O local está de difícil acesso, mas nossos técnicos viram que a erosão é no terreno natural, não na parede”, esclarece Francisco Teixeira.

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/ceara/875752.html


No Rio Grande do Norte, 40 açudes já atingiram a capacidade máxima
Do UOL NotíciasEm São Paulo
07/05/2009 - 13h15

A Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte informou nesta quinta-feira que 40 açudes no Estado já atingiram sua capacidade máxima. A secretaria monitora o nível de 46 reservatórios.
O último açude a ter capacidade máxima confirmada foi o Esguicho, no município de Ouro Branco. O reservatório comporta 21 milhões de metros cúbicos de água. Com a sangria desta barragem, o Rio Grande do Norte atinge 99,5% de sua capacidade hídrica, segundo nota divulgada pela secretaria.
Os únicos reservatórios que não sangram no Estado são os açudes localizados nos municípios de Patu, Lucrécia, Jardim do Seridó, Parelhas, Santa Cruz e Jacu. Entre eles, o mais distante da capacidade máxima é o reservatório de Zangarelhas, em Jardim do Seridó, que está 67% cheio.
Volume de rios impede chegada de ajuda no Piauí; chuvas afetam 10.195 famílias no Estado
Do UOL Notícias
*Em São Paulo
07/05/2009 - 11h56

O volume excessivo de água nos rios do Piauí está impedindo a chegada de ajuda humanitária - como alimentos, remédios, colchões e roupas - aos desabrigados no Estado. Os principais afetados pelas fortes chuvas na região estão no interior. Até a manhã desta quinta-feira, 10.195 famílias em 29 municípios piauienses haviam sido atingidas pelas enchentes, informou a Defesa Civil estadual.
Em Esperantina, cidade com o maior número de desabrigados, a 200 km de Teresina, o quadro é grave. Ontem (6), a rodovia que leva ao município foi encoberta pelas águas da chuva que fizeram o volume do Rio Longa subir mais de 9 metros. A chuva, que havia dado trégua desde segunda-feira (4), voltou a cair no interior. A preocupação agora é com as cidades pequenas, uma vez que na capital os trabalhos têm sido intensivos e o volume dos rios baixou.
Quase 50 mil pessoas afetadas no Piauí
No interior, o acesso está prejudicado por causa das condições ruins de rodovias estaduais, com buracos e pontos intrafegáveis. Subiram para três as cidades ilhadas.Ao contrário das cidades do interior, em Teresina as águas do rio Poti chegaram a baixar 1,2 m ontem e algumas vias começaram a ser reabertas. No bairro de São João, na capital piauiense, 290 casas ficaram submersas após a enchente do rio Poti. Os moradores do local, além de enfrentar as chuvas, têm se organizado para realizar rondas noturnas com botes e lanternas para evitar saques às residências que tiveram de ser abandonadas. Há relatos de furtos de televisões e botijões de gás.
O governador Wellington Dias (PT) determinou que as aulas nas escolas estaduais fossem retomadas no Estado. Boa parte delas, porém, está ou alagada ou servindo de abrigo.
Maranhão
Mais chuva no Nordeste

As chuvas devem perder força no Norte e no Nordeste, mas não darão trégua às duas regiões nesta quinta-feira (7). A previsão é de meteorologistas da Somar.

A Secretaria de Saúde do Maranhão recebeu medicamentos enviados pelo Ministério da Saúde para atender as mais de 155 mil pessoas afetadas pelas enchentes no Estado. Segundo o governo estadual, os medicamentos devem ser encaminhados aos municípios afetados a partir de hoje. São 265 mil unidades de 15 tipos diferentes de medicamentos e insumos, como bactericidas, anti-inflamatórios, gaze, seringas descartáveis, esparadrapos, entre outros itens.A empresa Alumar também doou material médico ao governo estadual. Entre os medicamentos, foram doados antifúngicos, antibióticos e antiparasitários.
Bahia
O número de mortos devido às chuvas que atingiram Salvador subiu para seis, após o corpo de um rapaz de 20 anos ter sido encontrado na tarde de ontem pelo Corpo de Bombeiros. O jovem foi morto em um desabamento. Cerca de duas horas depois, o corpo de uma menina foi localizado por populares em um canal a mais de 4 km do local em que, na terça-feira (5), uma mulher de 27 anos e sua filha de seis foram arrastadas pelas águas do rio Camurujipe.
*Com informações da Folha Online e da Agência Estado

Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/05/07/ult5772u3892.jhtm

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Prêmio Top Blog Brasil

Olá amigos!

O nosso Blog foi indicado ao Prêmio Top Blog Brasil, e está concorrendo na categoria Sustentabilidade.
Convido a todos, que fazem esse Blog junto comigo, a participarem da votação. É mais uma forma de divulgar nosso Sertão e nossas idéias.
Estamos todos de parabéns pela indicação!

Abraços!
Suely

BNB LANÇA EDITAIS PARA PESQUISA E DIFUSÃO DECONHECIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO

O Banco do Nordeste (BNB), por intermédio do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci), acaba de lançar dois editais de seleção de projetos de pesquisa e difusão de conhecimento científico e tecnológico. Os editais (Avisos 04/2009 e 05/2009) referem-se ao apoio à elaboração de teses e dissertações para formação de recursos humanos, mediante concessão de auxílio financeiro a estudantes de mestrado ou doutorado que desenvolvam projetos com temáticas de relevância para o desenvolvimento do Nordeste.
O Aviso 04/2009 está relacionado à área de Economia, enquanto o Aviso 05/2009, às áreas de Sociologia, Planejamento urbano e regional, Geografia, Meio ambiente, Desenvolvimento regional e Turismo. As entidades proponentes devem ser, necessariamente, instituições de ensino superior, com sede na área de atuação do BNB (Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Bahia, Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo), com programas de pós-graduação stricto sensu cadastrados na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e conceito igual ou superior a três.
Oriundos do Fundeci e operacionalizados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), os recursos, no valor de R$ 176,4 mil para cada edital, serão concedidos às entidades proponentes em caráter não-reembolsável.
Outros editais
Recentemente também foram lançados três outros editais, referentes à pesquisa e difusão de tecnologias para caprinos e ovinos (Aviso 01/2009), para Arranjos Produtivos Locais (APL) de Sergipe (Aviso 02/2009) e ao apoio à elaboração de teses e dissertações sobre APL de Sergipe (Aviso 03/2009).
Exigências nutricionais, sistemas de produção com indicadores econômicos e zootécnicos de alternativas de cruzamento, manejo sanitário, reflorestamento com espécies forrageiras nativas, desenvolvimento de rações de baixo custo, implantação de bancos comunitários e energias alternativas são algumas das linhas temáticas contempladas.
Prazos
Para o Edital 01/2009, os projetos devem ser apresentados até o dia 04 de maio, para os Avisos 02/2009 (APL de Sergipe) e 03/2009 (teses e dissertações de APL de Sergipe), o prazo é até 04 de junho, e para os 04/2009 e 05/2009, os projetos devem ser apresentados até 27 de maio.
Os interessados podem acessar a página www.bnb.gov.br <http://www.bnb.gov.br/> e procurar o menu do Fundeci, em que estão disponíveis os editais e o download do formulário. A divulgação dos projetos pré-selecionados está prevista para 30 dias após o prazo final de recebimento das propostas.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mestrado em Recursos Hídricos Da UFC oferece vagas para o seu Campus Avançado no Cariri


O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Ceará abriu inscrições para seleção ao Mestrado em Engenharia Civil - Área de Concentração Recursos Hídricos, com 04 vagas destinadas exclusivamente à UFC-CAMPUS CARIRI. Estas vagas permitirão que os candidatos selecionados cumpram a carga horária das disciplinas e desenvolvam seus trabalhos nas instalações da UFC-Campus Cariri, inclusive com a possibilidade de concessão de bolsas de estudo CAPES, CNPq e/ou FUNCAP.

As inscrições deverão ser feitas pessoalmente ou por procuração, na Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil - Recursos Hídricos/Saneamento Ambiental, nos horários de 9 às 12h e das 14 às 16h. Endereço: Campus do Pici, Centro de Tecnologia bloco 713, CEP 60455-970 - Fortaleza/Ceará. Os candidatos residentes fora de Fortaleza poderão solicitar inscrição mediante correspondência SEDEX, postada até o dia 30/06/2009.
Período de inscrição é de 27 de abril a 30 de junho de 2009.
As provas serão aplicadas no dia 03 de julho de 2009, às 8 horas, no Campus da UFC no Cariri, Laboratório de Recursos Hídricos - Bloco Laranja.
As informações detalhadas, incluindo Edital, Ficha de Inscrição e Documentação Requerida, estão disponíveis no sítio da Pós-Graduação na Internet (http://www.posdeha.ufc.br/).

Mudanças Climáticas

06/05/2009 - 15:49:29

Estados e municípios debatem agenda comum

Estados e municípios brasileiros associados ao ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade discutirão no dia 18 de maio em Brasília uma estratégia comum para levar suas contribuições às negociações internacionais sobre as mudanças climáticas na Conferência do Clima das Nações Unidas em Copenhague (COP 15), em dezembro próximo. Alguns representantes dos governos estaduais e municipais farão parte da delegação brasileira que participará dos debates no evento da ONU com o objetivo de aprovar um novo acordo internacional que substituirá o Protocolo de Quioto, cuja primeira fase expira em 2012. O evento será realizado de 8h às 18:30h no hotel Brasília Alvorada. Veja o site do evento (http://www.jornadaiclei.org/).

O encontro nacional “Políticas Públicas pelo Clima: Rumo a Copenhague 2009″ pretende reunir os principais atores sociais relevantes para conhecer o estado atual das negociações sobre clima, as ações em curso no combate ao aquecimento global e as experiências para reduzir as emissões de gases de efeito estufa nos governos locais.
O evento reunirá tomadores de decisão e técnicos graduados do governo federal, dos estados e dos municípios que estão liderando as ações de combate ao aquecimento global no Brasil. Entre os destaques, estão os governos de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia.

Vários municípios brasileiros também implementam iniciativas e programas de prevenção e controle aos efeitos das mudanças climáticas. São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), e Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Betim (MG), Volta Redonda (RJ), e Palmas (TO) destacam-se no enfrentamento das questões climáticas. Esses municípios integram a rede latino-americana de Cidades pela Proteção do Clima. “Precisamos levar este debate ao maior número de prefeitos”, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, ao aceitar o convite do Iclei para participar do seminário.

Para o presidente da Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Clarismino Luiz Pereira Júnior, os municípios brasileiros já estão assumindo seus compromissos na redução das emissões de gases do efeito estufa e implementando ações para prevenir e combater os efeitos das mudanças climáticas.

Construções Sustentáveis
O encontro faz parte da I Jornada Brasileira sobre Mudanças Climáticas e Consumo Sustentável que terá como parte da programação, no dia 19 de maio, o Seminário Internacional Construções Sustentáveis para uma Nova Economia. Destinado à cadeia produtiva do o setor de construção civil, o seminário servirá para discussões relacionadas às construções sustentáveis, um tema que começa a ganhar consistência junto a governos locais no Brasil com o apoio dos projetos desenvolvidos pelo ICLEI, no contexto atual de transição de modelo econômico.
O ICLEI realizará ainda, no dia 20, uma reunião de trabalho reservada sobre clima, consumo e construções sustentáveis

Parceiros
Parceiros do Roadmap - Cidades e Governos Locais Unidos (UCLG), Metropolis, C-40, World Mayors Council on Climate Change (WMCCC).
Apoio institucional
ANAMMA - Associação Nacional de Órgãos Municipais do Meio Ambiente; CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção; CNM - Confederação Nacional de Municípios; CBCS - Conselho Brasileiro de Construção Sustentável; CDS-UnB - Universidade de Brasília; GVces - Centro de Estudo em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas;PNUMA-Brasil; SINDUSCON/DF.
Financiadores
União Europeia - EuropeAid, Embaixada Britânica, Caixa Econômica Federal - CEF.

Sobre o ICLEI
O ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade é uma associação democrática internacional formada por mais de mil governos locais e organizações governamentais nacionais e regionais que têm em comum o compromisso com o desenvolvimento sustentável. Participam da rede 35 governos da América Latina.

Lançado como Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais em 1990 na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o ICLEI desenvolve e gerencia campanhas e programas que abordam questões de sustentabilidade local e protegem bens comuns globais (qualidade do ar, clima e água, entre outros), fazendo a ligação entre a ação local e as metas e objetivos de acordos internacionais.

O ICLEI estimula os governos locais a:
-Promoverem a conscientização política sobre questões-chave para a sustentabilidade;
-Estabelecerem planos de ação para atingir objetivos concretos e mensuráveis;
-Trabalharem para atingir as metas através da implementação de projetos;
-Avaliarem os progressos locais e cumulativos rumo à sustentabilidade.

Como agência internacional de desenvolvimento sustentável para governos locais, o ICLEI fornece informações, treina técnicos em gestão local, organiza conferências, facilita o intercâmbio entre cidades e a constituição de redes, executa pesquisas e projetos-piloto, além de prestar serviços técnicos e de consultoria.
Navegue pelo site do ICLEI: www.iclei.org

(Envolverde/ICLEI)

Fonte: Mercado Ético (http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/estados-e-municipios-debatem-agenda-comum/)