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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Apicultura do Nordeste valorizada


27 de janeiro de 2011 - 15:42 - Por TM

Mel paraibano recebe selo federal que autoriza exportação

Selo permite a comercialização em outros Estados e fora do país ampliando mercado para a atividade
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Foto: Divulgação
Com uma produção média de 50 toneladas de mel ao ano, a Cooperativa Regional dos Produtores Rurais, Coaprodes, formada por cerca de 300 produtores da região do Brejo e Curimataú paraibano, acabou de receber o selo do Serviço de Inspeção Federal, o SIF.
O selo autoriza a comercialização do produto fora dos limites do Estado, assim como para a importação. Com a autorização a Paraíba tem a possibilidade de abrir novos mercados e expandir o crescimento do setor.
Com essa medida os produtores poderão vender para farmácias, redes de supermercados, bem como abrir pontos próprios para comercialização. Antes do selo os produtores ficavam limitados à comercialização com o governo do Estado e prefeituras, agora poderão vender em pontos comerciais e até exportar
Novos mercados
Com as melhorias agregadas aos produtos, a Coaprodes deve investir também no segmento do turismo, colocando os produtos à venda em estabelecimentos que serão frequentados por turistas durante a Copa de 2014.
Até o início deste ano, o principal comprador do mel produzido eram as prefeituras e o Governo Estadual, que escoavam o alimento para a merenda escolar. Agora em 2011, o selo já rende inícios de negociações com grandes grupos como o Walmart e o Pão de Açúcar.
Com informações da Agência Sebrae de Notícias.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Rede de Pesquisa de Polinizadores do Meloeiro no Semiárido Brasileiro - REPMEL

Pesquisadores criam rede para estudar polinizadores do meloeiro no Semiárido
Projeto constitui a REPMEL e conta com a participação de pesquisadores do Semiárido
Pode parecer exagero, mas sem a presença de abelhas é praticamente impossível colher frutos em quantidade e qualidade nos plantios de melão. Cabe a elas o papel quase que exclusivo de polinizar as flores que evoluem e se transformam nos frutos que, no Brasil, vão movimentar, só com exportações, negócios da ordem de 128,21 milhões de dólares e na região Nordeste emprega, de forma direta e indireta, 29 mil e 94 mil pessoas, respectivamente.
A interação entre a atividade polinizadora desses insetos e os bons resultados produtivos nessa cultura vai ganhar um importante apoio institucional: a Rede de Pesquisa de Polinizadores do Meloeiro no Semiárido Brasileiro ou REPMEL. Especialistas das áreas de agronomia, ecologia, botânica, taxonomia e socioeconomia, de diversas instituições, já estão em campo com o objetivo de gerar conhecimentos científicos e tecnológicos inovadores e que beneficiem a cadeia produtiva dessa olerícola.

Identificação – A rede irá executar o projeto "Avaliação da eficiência dos serviços de polinização no incremento da produtividade do melão no semiárido brasileiro" em três áreas da região Nordeste que respondem por 95% da produção nacional: os pólos de Mossoró e Açu (RN), do Baixo Jaguaribe (CE) e do Submédio São Francisco (BA e PE).
A variedade de temas propostos para estudo será tratada em quatro subprojetos. No primeiro deles, "Avaliação Comparativa de visitantes florais em três variedades de meloeiro", coordenado pela bióloga Lucia Helena Piedade KiiII, pesquisadora da Embrapa Semiárido, a equipe de pesquisadores fará investigações para conhecer os agentes polinizadores das flores do meloeiro. Observarão, também, se esses agentes têm preferência por alguma das três variedades de melão em estudo: amarelo, pele de sapo e orange fresh.
O segundo, "Comparação de visitantes florais de meloeiro em diferentes tipos de cultivo", terá a coordenação da professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Kátia Maria Medeiros de Siqueira. Neste, o objetivo é verificar se há diferença na diversidade, na densidade e no comportamento dos insetos polinizadores do meloeiro em cultivo orgânico e em cultivo convencional em diferentes épocas do ano e sob cobertura plástica. Este estudo vai verificar se o manejo da cultura pode influenciar no comportamento e padrão de visita à área cultivada.
A "Avaliação da eficiência e dos impactos econômicos dos serviços de polinização no meloeiro" é o terceiro subprojeto, coordenado pela professora Eva Mônica da Silva, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A meta é quantificar e valorar os serviços de polinização nos meloeiros da variedade amarela. O quarto, "Plano de Manejo de Polinizadores para cultura do meloeiro", também coordenado por Lúcia Kiill, prevê a realização de um diagnóstico e um plano de manejo para as variedades do meloeiro de modo a incrementar a atividade de polinização e, em conseqüência, melhorar a produtividade e qualidade das safras.
Pouco – De acordo com Lucia Kiill, até o momento pouco se tem feito no semiárido do Brasil acerca da interação entre os polinizadores e as culturas agrícolas exploradas comercialmente. Em muitos plantios, baixas produtividades são, em geral, atribuídas a fatores como condições climáticas, variedades cultivadas, poucos resultados com o uso de agroquímicos, solo, ataque de pragas e doenças.
"Desta forma, pouco se investe em pesquisas sobre os requerimentos de polinização e identificação de polinizadores eficientes para as principais culturas exploradas na região. A colocação de caixas de abelhas melíferas dispostas na área de cultivo do melão é uma das estratégias para que se registre o aumento da produtividade", garante Lucia.
Em pesquisa anterior, divulgada no ano de 2008 com a cultura da manga, Lúcia Kiill e Kátia Siqueira constataram que "a interação entre inseto e planta é fundamental para produção dos frutos na mangueira". A análise de dados dessa pesquisa permitiu às pesquisadores recomendar a aplicação de agroquímicos no pomar apenas depois das 17 h. Dessa maneira é evitado o horário de pico da visitação das abelhas nas inflorescências das mangueiras: entre 8h e 11h. Foi registrada ainda uma maior visitação dos insetos em áreas de cultivo orgânico.
"A expectativa é que resultados similares ocorram no cultivo do meloiero e que ao final de três anos, possa ser definido o número de colméias/ha para que haja uma produção adequada e de qualidade", afirma.
O projeto que constitui a REPMEL conta com a participação de pesquisadores da Embrapa Meio Norte (PI), Embrapa Agroindústria Tropical (CE), Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE), Universidade Federal do Vale do São Francisco (BA), Universidade Federal da Bahia (BA), Universidade Federal Rural do Semi-Árido (RN), Universidade do Estado da Bahia (BA), Rede Baiana de Polinizadores (BA), Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN).
Fonte: Embrapa/cpatsa

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Exportação de Mel - "made in Piauí"


PI: Estado se consolida 2º maior exportador de mel no País

Valor das exportações chegou a US$ 5,62 mi no primeiro semestre deste ano e Piauí fica atrás apenas de São Paulo
14 de julho de 2010 - 15:24 - Por TM
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Foto: Divulgação
O Piauí exportou US$ 5,62 milhões em mel no primeiro semestre de 2010, valor que coloca o estado como o segundo maior exportador de mel do País, perdendo apenas para São Paulo, que nos seis primeiros meses de 2010, exportou cerca de US$ 8 milhões.
A média de preço de comercialização do mel foi de US$ 2,87/kg, um valor recorde. Dezenove países importaram mel do Brasil no primeiro semestre. Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações brasileiras do produto, respondendo por 51,3%, do total comercializado, pagando um valor médio de US$ 2,81/kg.
Na Europa, o principal mercado foi a Alemanha, que importou mais de um quarto (26,4%) do total de mel exportado pelo Brasil, a um valor de US$ 2,94/kg. O terceiro maior destino do mel foi o Reino Unido, a um valor médio de US$ 2,87/kg. O melhor preço foi pago pelo Canadá, que importou mel do Brasil a US$ 3,24/kg.
Segundo dados do Sebrae, apenas duas empresas piauienses participaram das exportações de mel. Em todo o País, 35 empresas trabalharam com a venda externa do produto, sendo que apenas quinze delas comercializaram o equivalente a 91,6% do total exportado pelo Brasil. As empresas piauienses estão entre as que mais exportaram, com uma média acima de US$ 500 mil.
Segundo o Atendimento Coletivo Agronegócios do Sebrae no Piauí, existe um trabalho voltado para o desenvolvimento da apicultura no Piauí. São Atendidos cerca de 2,5 mil produtores, distribuídos em três projetos: Apis Araripe, Apis Serra da Capivara e Apis Região Norte.
Esses trabalhos envolvem duas entidades representativas do setor: a Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro, Casa Apis, e a Associação dos Apicultores da Microrregião de Simplício Mendes. As cooperativas, que recebem apoio do Sebrae no Piauí são orientadas para o investimento no setor de exportação.
Com informações da Agência Sebrae de Notícias.

sábado, 10 de julho de 2010

Ceará discute Apicultura

SERTÃO DOS INHAMUNS

Seminário regional reúne apicultores

10/7/2010 Clique para Ampliar
Alimentação artificial das abelhas foi debatida no seminário, por conta da diminuição das plantas na estiagem 
SILVÂNIA CLAUDINO
Crateús. Marmeleiro, canelinha, bamburral, xanana, malva branca, aroeira, algaroba, oiticica e juazeiro são plantas muito conhecidas no Ceará e nos Inhamuns. Nem todos, porém, sabem o quanto estas plantas nativas do semiárido brasileiro são importantes para a apicultura.

Os apicultores da região terão mais conhecimento sobre a flora apícola e alimentação dos seus enxames, também de forma artificial, com o Seminário Regional de Apicultura, realizado, ontem, no Teatro Rosa Moraes, em Crateús. A promoção foi do Sebrae, Cooperativa de Apicultores da Região dos Inhamuns, Banco do Nordeste e Prefeituras Municipais.

Cerca de 250 apicultores participam do seminário. Necessidade nutricional dos enxames e como preparar e ofertar a alimentação artificial aos enxames para substituir o mel e pólen, diminuídos em decorrência da estiagem, foram os principais assuntos do dia. Programas de crédito e custeio também foram repassados.

Novo Oriente, município que mais produz mel na região, foi um dos primeiros a utilizar a alimentação artificial. "Ano passado já utilizamos a técnica no segundo semestre para garantir as duas últimas floradas", diz Nazion Rosendo, apicultor do município, que produziu 300 toneladas de mel em 2009.

MAIS INFORMAÇÕES
Sebrae - Escritório de Crateús (88) 3691.2060
Agroapis
(88) 9613.1410

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Notícias sobre Apicultura e Abelhas

Aberta as inscrições para encontro de apicultores

Evento acontece em Araripina, nos dias 16 e 17 de julho; programação inclui palestras, minicursos e debates
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Foto: Divulgação.
Gestão de entrepostos, cooperativismo, acesso ao crédito, desenvolvimento sustentável. Esses são alguns dos temas a serem discutidos no 7º Encontro Estadual de Apicultura, promovido pelo Sebrae em Pernambuco e pela Cooperativa deApicultores e Meliponicultores da Região do Araripe (Coampis) nos dias 16 e 17 de julho, na Faculdade de Ciências Agrárias em Araripina (Faciagra).
As inscrições  custam R$10 para o Encontro e R$ 15 por minicurso, e podem ser feitas até sábado (10) na Unidade de Negócios Sebrae Sertão do Araripe, em Araripina, ou por depósito bancário para (Banco do Brasil, Ag: 3434-7, C/c 6096-8, Cód. Identificador: 414003) com envio do comprovante de pagamento pelo e-mail : danielarodrigues@pe.sebrae.com.br.
O objetivo do evento é disponibilizar aos produtores, empreendedores e pesquisadores de apicultura um espaço para difusão de informações técnicas e mercadológicas sobre o setor, a fim de fortalecer a cadeia produtiva da apicultura no Sertão do Araripe e em todo o estado de Pernambuco.
A programação inclui palestras, apresentação de casos de sucesso, debates e minicursos. Além disso, será promovida visita técnica com 25 apicultores a um dos apiários de Araripina e apresentações culturais do Sotaque Nordestino, às 20h, no dia 16, e de Flávio Leandro, no mesmo horário, no dia 17.
Dentro da programação do 7º Encontro Estadual de Apicultura, acontecerá ainda a 1ª Feira do Mel, nos dias 16 e 17, das 10h às 22h. Interessados em montar estandes podem entrar em contato com a U.N Sebrae Sertão do Araripe. A ideia da iniciativa é fomentar a comercialização de produtos relacionados ao setor, como embalagens, equipamentos apícolas, mel e derivados.
Mais informações: (87) 3873-1708
Com informações Agência de Notícias
http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/pe-aberta-as-inscricoes-para-encontro-de-apicultores/



05/07/2010
Desaparecimento de abelhas pode prejudicar produção de frutos no Brasil, diz especialista

Da Agência Brasil

Brasília - A diminuição da quantidade de abelhas pode prejudicar a cultura de frutos como melão, manga, melancia e goiaba no Brasil. A bióloga e pesquisadora da Embrapa Semiárido, Márcia Ribeiro, em entrevista à Rádio Nacional, afirmou que os Estados Unidos e o Canadá já estimam a perda de milhões de dólares na produção de frutos com o desaparecimento das abelhas.

De acordo com a bióloga, no Brasil, ainda não há estudos sobre esses prejuízos. “Mas já se sabe que o número de abelhas está diminuindo aqui também”. Ela explicou que em diversas culturas as abelhas são necessárias para que haja a polinização das flores e, consequentemente, a planta possa produzir frutos.

Para a pesquisadora, o Brasil começou a investir, em estudos de polinizadores e formas de polinização nos últimos anos. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) lançou, em setembro do ano passado, edital para a pesquisa da polinização em diversas culturas. A pesquisadora salienta que essas pesquisas estão apenas começando.

Segundo Márcia Ribeiro, as abelhas são mortas por pessoas que colhem mel de colmeias naturais. “Elas vão até a vegetação nativa, extraem o mel dos ninhos sem nenhum cuidado e deixam as abelhas morrerem, causando um desequilíbrio no meio ambiente.”

Edição: Talita Cavalcante

domingo, 16 de maio de 2010

Mel - Alternativas Sustentáveis para o Semiárido


ABELHAS NATIVAS

Sustentabilidade ambiental

16/5/2010 Clique para Ampliar
AS MELGUEIRAS ESPECIAIS SÃO instaladas nos troncos das árvores nativas. A preferida pelas abelhas melíponas é a imburana 
ALEX PIMENTEL

Clique para Ampliar
CRISTOVÃO SLVA Farias é o engenheiro agrônomo e técnico do Cetra, que trabalha no projeto em Quixadá
ALEX PIMENTEL
Projeto, em Quixadá, recruta abelhas como parceiras de economia alternativa e preservação ambiental

Quixadá. Pequenos produtores da comunidade de Lagoa do Mato, zona rural de Quixadá, são incentivados ao manejo sustentável de abelhas nativas como fonte de economia alternativa e preservação ambiental. A iniciativa é do Centro de Estudos e Defesa do Trabalhador (Cetra). Um engenheiro agrônomo acompanha a implantação do projeto de revitalização da Caatinga voltado para produção de mel orgânico e de pasto apícola. A proposta se complementa com a recuperação das colônias de melíponas.
Além da oficina sobre o manejo e a coleta de mel, a entidade parceira do Projeto Dom Helder Câmara distribuiu criatórios com os grupos da agricultura familiar. É a primeira experiência realizada no Sertão Central do Ceará. Dezoito famílias estão montando 40 caixas de melíponas no entorno de Lagoa do Mato, comunidade rural situada a 58Km do Centro de Quixadá. Foi a recompensa recebida pelo aprendizado da lição de sensibilização.
No curso, a Caatinga é citada como um dos biomas mais ameaçados do Brasil, sendo o único exclusivamente brasileiro, abriga fauna e flora endêmicas. O desmatamento para produção de carvão, a criação de gado extensivo, a produção de queimadas para agricultura proporciona o desaparecimento de espécies polinizadoras, como as abelhas nativas. Também são responsáveis pela degradação desse ecossistema tipicamente brasileiro.
Conforme um dos agentes sociais do Cetra, Rosângelo Marcelino da Silva, a sensibilização é crucial para a sucesso da experiência. A prática exploracionista de muitos meleiros colabora para o sumiço das abelhas. O mel é extraído sem critério, deixando esses insetos vulneráveis ao ataque de predadores. O avanço do corte de lenha, de umburana e catingueira são outras razões para a extinção das melíponas, enfatiza o mobilizador do Cetra.

Função
O agrônomo do Cetra, Cristóvão Farias, expõe as melíponas como abelhas nativas. Co-evoluíram com as florestas. Elas desempenham uma função importante de polinização das plantas e consequentemente na preservação da Caatinga. Pesquisas apontam as abelhas como responsáveis por 90% da transferência dos grãos de pólen de uma flor para a outra nas matas nativas. Na opinião deles, esse processo natural justifica os ganhos ambientais e, ainda, a importância de ações dessa natureza.
Quanto ao modelo de criação de melíponas implantado no Sertão Central é fundamento na experiência pioneira no Ceará, desenvolvida na comunidade de Lagoa das Pedras, município de Apuiarés, no Vale do Curu, Zona Norte do Estado. "Dá certo. Vale a pena trabalhar com esse tipo de abelha", comenta empolgado Everardo Moreira, um dos 39 apicultores daquela localidade. Ele foi o primeiro a acreditar na alternativa. Possui 32 colmeias povoadas. Em 2009 recolheu 20 quilos. Lucrou R$ 1.600,00.
Segundo o Cetra, no Ceará, além de Lagoa das Pedras, apenas pequenos produtores de Vieira dos Carlos, no Trairi, compartilhavam essa experiência. Agora, Lagoa do Mato e outras oito comunidades do Sertão Central estão sendo beneficiadas: Camará, Serrinha, Recreio e Lages, em Quixeramobim e Campo Alegre, Palmares e Sítio Veiga, em Quixadá. O projeto conta com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (Cida) e apoio do Sebrae.

MAIS INFORMAÇÕES
Cetra
(88) 3444.3006
E-mail: quixeramobim@cetra.org.br

VANTAGENS
Atividade não representa risco

Quixadá. De acordo com o engenheiro agrônomo e técnico do Centro de Estudos e Defesa do Trabalhador (Cetra), Cristóvão Silva Farias, "a principal vantagem na criação de abelhas sem ferrão, as melíponas, está no prazer que o manejo diário proporciona às famílias rurais, uma vez que esta atividade não representa qualquer risco de acidentes com os enxames. São assim chamadas por apresentarem este instrumento de defesa atrofiado, são verdadeiramente insetos sociais".
O mel desse tipo de abelha também é mais medicinal do que de outras abelhas agregando assim mais valor comercial ao produto. Segundo ele, isso ocorre por duas razões.

Seletivas
"As melíponas, como a jandaíra, são seletivas na escolha das flores visitadas, e também porque elas produzem um antibiótico no mel, chamado de inibina, evitando o desenvolvimento de fungos e bactérias que possam azeda-lo. Esse processo está relacionado ao amadurecimento desse tipo de mel. Apresenta menor viscosidade e maior umidade, em média 40%, sendo mais fácil de fermentar e, portanto, com maior teor de inibina em relação as africanizadas", explicou o engenheiro. Já as jandaíras são abelhas indígenas, nativas do território brasileiro, não foram trazidas e introduzidas pelo homem de outras partes do mundo, como ocorreu com as abelhas do gênero Apis melífera. Diz que elas constroem seus ninhos em ocos de árvores, cupinzeiros e formigueiros, e nos mais variados locais onde encontram espaço e segurança suficientes para o desenvolvimento da colônia.

Materiais
"Na elaboração dos ninhos utilizam diversos ´materiais de construção´ tais como a cera pura, o cerume (mistura de cera + própolis) ou ainda o batume (própolis + barro), destinados e vedação e delimitação do espaço. No interior do País é comum encontrarmos abelhas sem ferrão sendo criadas em troncos de árvores cortados e fechados com barro. Para dar condições ao homem de coletar o mel devidamente, foram criados diversos tipos de caixas racionais para as mais diversas espécies de abelhas", finalizou.

Alex PimentelColaborador
Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Caderno Regional - http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=786094