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sábado, 21 de maio de 2011

Safra de Mel no Ceará

Apicultores do CE comemoram safra de 300 t

Publicado em 22 de maio de 2011

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Os produtores de mel de abelha estão motivados e alguns já pensam em ampliar a atividade na região. O clima entre eles é de expectativa
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Extração de mel de abelha na região Centro-Sul, onde a atividade prova ter boa competitividade 
FOTOS: HONÓRIO BARBOSA
Diferentemente de 2010, o quadro atual é animador. Neste ano, a colheita deve se prolongar até junho

Iguatu Os apicultores da região Centro-Sul comemoram a produção de mel de abelha, que deve chegar a uma colheita de 300 toneladas, na safra deste ano. As boas chuvas que banham as áreas produtoras desde janeiro passado favorecem a florada da Caatinga e contribui para o aumento da produção nas colmeias.

Diferentemente de 2010, o quadro atual é animador. Ano passado, a estiagem provocou queda na produção de mel de abelha e a região colheu menos de 100 toneladas do produto. Neste ano, a colheita começou cedo, em janeiro passado, e deve se prolongar até junho. "A safra será três vezes maior, em relação ao ano passado", diz o presidente da Associação Iguatuense de Apicultores (AIA), Júnior Cézar Ferreira Lima.

O mercado é favorável. Os associados da AIA já venderam 20 toneladas de mel para uma empresa exportadora, localizada na cidade de Bebedouro, no Interior de São Paulo. De lá, o produto chega aos centros consumidores da Europa. "Em junho, vamos vender mais 30 toneladas", anunciou Júnior Lima.

Atualmente, o quilo do produto é comercializado por R$ 3,60. O preço em face do aumento da oferta está inferior 60 centavos ao valor praticado em 2010, quando houve queda na safra e redução dos estoques. Entretanto, os apicultores estão satisfeitos. "O valor atual permite um bom lucro em comparação com outros produtos da agricultura", observa Júnior Lima.

Na região Centro-Sul, os principais produtores são Iguatu, Acopiara, Catarina, Jucás, Cariús e Quixelô. Desde o início da década passada que a produção é crescente. Produtores individuais de médio e grande porte e pequenos criadores, associados em grupos, estão motivados a ampliar a atividade produtiva.

O presidente da AIA, Júnior Lima, observa que graças à liberação de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) por meio do programa de crédito Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) do Banco do Brasil e o apoio do Sebrae com oferta de orientação técnica e consultoria, a apicultura vem crescendo na região.

O consultor do Sebrae, Francisco Luis Dondi Neto, dá orientação técnica aos associados da AIA e a outros grupos de produtores na região. "Apesar da falta de incentivo de órgãos públicos, a atividade está em expansão, ganhando força. Não impede que o produtor tenha outras atividades regulares".

Dondi Neto reforça que o mercado é favorável e a atividade é lucrativa, além de favorecer a proteção ao meio ambiente, mantendo as matas nativas. "O principal do setor é a falta de adequada infraestrutura para beneficiamento do produto", observa. "No verão, ocorre perda de enxames por falta de manejo adequado".

Exemplos

Na região, há bons exemplos de produtores que crescem de forma individual ou em grupo. Próximo ao Distrito de Caipu, em Cariús, Edmar Bezerra é um deles. Dedica-se à atividade e alcançou boa produtividade. No Sítio Tapera, em Quixelô, o destaque é a produção associativa.

Pequenos agricultores viram na apicultura a possibilidade de ampliar a renda e passaram a produzir mel de abelha, a partir da formação de um grupo. A produção associativa no Sítio Tapera é modelo e exemplo para outras comunidades. "Facilita a aprovação de projeto de financiamento e a formação técnica", diz o consultor Dondi Neto. "Um incentiva o outro, troca informações e há melhores condições de acompanhamento e orientação aos associados". Outros produzem de forma individual. Nessa modalidade, no Centro-Sul, há pequenos, médios e grandes produtores.

MAIS INFORMAÇÕES

Associação Iguatuense de Apicultores, Av. Agenor Araújo, S/N, Centro - Região Centro-Sul

Telefone: (88) 3581. 1966

FORTALECIMENTO

Atividade está em expansão

Na última década, a apicultura está em expansão em vários Municípios do Interior. As regiões Inhamuns e Centro-Sul são destaque. No ano passado, por exemplo, a Associação dos Apicultores de Quixelô assinou contratos com o Banco do Brasil, beneficiando 17 produtores de mel de abelha. Foram liberados R$ 150 mil, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para o incremento da atividade.

O esforço da instituição é ampliar e fortalecer a cadeia produtiva da agricultura familiar, em Quixelô. Os produtores de mel de abelha estão motivados e alguns já pensam em ampliar a atividade produtiva. O clima entre eles é de expectativa. O presidente da Associação, Aildo Oliveira, lembrou que nos últimos três anos foram investidos mais de R$ 200 mil no setor. "O nosso objetivo é inserir a apicultura na agricultura familiar como alternativa a outras atividades que já existem dentro do Município", disse Oliveira. "A produção de mel ainda é baixa, mas existe um grande potencial a ser explorado". Pelo visto, o esforço da associação é para ampliar a renda familiar. A maioria da população de Quixelô, cerca de 80%, reside na zona rural. Esse pessoal vive da agricultura familiar, da exploração da pecuária e há, portanto, potencial para o crescimento da apicultura.

De acordo com o presidente da Associação dos Apicultores de Iguatu, Júnior Cézar Lima, a exploração da apicultura, no Centro-Sul, vem crescendo e a expectativa é de expansão da atividade nesta década. "A tendência é de aumento do número de produtores e da produtividade. Temos comercialização garantida".

Os números demonstram a expansão da atividade. A produção e a exportação de mel de abelha no Ceará são crescentes. Em 2010, foi exportado o equivalente a 10 milhões de dólares. A apicultura cearense é uma atividade que mobiliza mais os produtores da agricultura familiar.

Dados da Federação Cearense de Apicultura (FCA) apontam a existência de 300 mil colmeias espalhadas pelo Ceará. No Brasil, o Ceará ocupa o 4° lugar, em produção de mel, e, no Nordeste, perde apenas para o Piauí, segundo o IBGE. A entidade estima que a produção deste ano será de cerca de quatro mil toneladas. "Em 2010, perdemos mais de 70% da safra por causa da seca", disse o presidente da FCA, Francisco Teixeira Filho. Se no próximo ano a quadra invernosa for favorável, na avaliação da FCA, a safra, sim, será bem favorável. "Os enxames serão recompostos neste ano e com um bom inverno em 2012 teremos uma elevação na produção".

Chico Filho lamentou a falta de apoio, de política pública para o setor.

MAIS INFORMAÇÕES

Federação Cearense de Apicultura, Rua Capitão Rocha Andrade 162 - Mombaça/ Telefones: (88) 3583.3436/ (88) 9910.9950

Honório Barbosa
Repórter

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Apicultura do Nordeste valorizada


27 de janeiro de 2011 - 15:42 - Por TM

Mel paraibano recebe selo federal que autoriza exportação

Selo permite a comercialização em outros Estados e fora do país ampliando mercado para a atividade
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Foto: Divulgação
Com uma produção média de 50 toneladas de mel ao ano, a Cooperativa Regional dos Produtores Rurais, Coaprodes, formada por cerca de 300 produtores da região do Brejo e Curimataú paraibano, acabou de receber o selo do Serviço de Inspeção Federal, o SIF.
O selo autoriza a comercialização do produto fora dos limites do Estado, assim como para a importação. Com a autorização a Paraíba tem a possibilidade de abrir novos mercados e expandir o crescimento do setor.
Com essa medida os produtores poderão vender para farmácias, redes de supermercados, bem como abrir pontos próprios para comercialização. Antes do selo os produtores ficavam limitados à comercialização com o governo do Estado e prefeituras, agora poderão vender em pontos comerciais e até exportar
Novos mercados
Com as melhorias agregadas aos produtos, a Coaprodes deve investir também no segmento do turismo, colocando os produtos à venda em estabelecimentos que serão frequentados por turistas durante a Copa de 2014.
Até o início deste ano, o principal comprador do mel produzido eram as prefeituras e o Governo Estadual, que escoavam o alimento para a merenda escolar. Agora em 2011, o selo já rende inícios de negociações com grandes grupos como o Walmart e o Pão de Açúcar.
Com informações da Agência Sebrae de Notícias.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Apicultura no Cariri cearense



Encontro discute projeto de incremento da apicultura no Cariri
Ter, 18 de Janeiro de 2011 18:40
Instituições reuniram-se no último dia 17, em Barbalha, para discutir a retomada e o redimensionamento do projeto de incremento da atividade apícola na mesorregião do Cariri cearense.
O encontro promoveu o debate entre instituições chaves para o desenvolvimento da atividade na região. Estavam presentes, o senador José Pimentel, o prefeito do município de Barbalha José Leite, o Superintendente Estadual do Banco do Brasil Luiz Carlos Moscardi, o Gerente Geral do BNB de Juazeiro do Norte Alberi Viana, o Superintendente Regional do Banco do Brasil Oliveira Carneiro da Silva, o Secretário do Desenvolvimento Agrário Nelson Martins e a presidente em exercício do Instituto Centec, Ondina Canuto, que apresentou a proposta elaborada pela Divisão de Relacionamento Empresarial (DRE) do Centec para atuar no APL apicultura da região em questão. A proposta incluía também o funcionamento do entreposto de mel e cera localizados na Fazenda Experimental de Barbalha.
De acordo com Ondina, o Entreposto de Barbalha é um equipamento importante na cadeia produtiva do mel, mas que precisa ser visto como parte de uma rede física e social que envolve a articulação de instituições financiadoras e de capacitação técnica e organizativa dos produtores.
A presidente do Centec destacou ainda, a importância da iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) de liderar este processo e declarou a disponibilidade do Centec na participação efetiva do projeto de incremento apícola.
Neste contexto, foi apresentada proposta de organização produtiva elaborada pelo Instituto Centec, bem como experiências exitosas da Fundação Banco do Brasil, que já atua na área de desenvolvimento regional sustentável.
A partir da proposta apresentada, o secretário de desenvolvimento agrário, Nelson Martins, solicitou a elaboração dos custos para o desenvolvimento do projeto, que deverá ser efetivado junto a instituições parceiras.
Dentre os principais objetivos do projeto estão: a organização produtiva dos apicultores, a capacitação profissional, a melhoria no processo de gestão e o perfeito funcionamento das casas de mel e do entreposto de mel e cera, além de disseminar o interesse pela atividade.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Estiagem e Apicultura no Ceará

Apicultores recebem crédito

11/10/2010 Clique para Ampliar
A exploração do mel por agricultores familiares vem crescendo na região Centro-Sul, como alternativa de ampliação da renda 
FOTOS: HONÓRIO BARBOSA
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Conforme avaliação de técnicos, a atividade ainda requer melhoramentos no manejo, com a adoção de novas técnicas que garantirão maior produtividade das colmeias
Mesmo com os impactos da estiagem, agricultores não desistem da exploração do mel de abelha

Quixelô. Com o objetivo de ampliar e fortalecer a cadeia produtiva da agricultura familiar, neste município, a Associação dos Apicultores assinou contratos com o Banco do Brasil, beneficiando 17 produtores de mel de abelha. Será liberado um total de R$ 150 mil, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Os novos produtores de mel estão motivados a começar ou ampliar a atividade produtiva. O clima entre eles é de expectativa. O presidente da Associação, Aildo Oliveira, apresentou os resultados obtidos nesses três anos de criação da entidade. Foram movimentados R$ 221 mil de recursos mobilizados na comercialização do mel e financiamento do Pronaf. "O nosso objetivo é inserir a apicultura na agricultura familiar como alternativa a outras atividades que já existem dentro do Município", disse Oliveira. "A produção de mel ainda é baixa, mas existe um grande potencial a ser explorado", aposta.

O esforço da associação é para ampliar a renda familiar. A maioria da população de Quixelô, cerca de 80%, reside na zona rural. Esse pessoal vive da agricultura famíliar, da pecuária e há potencial para o crescimento da apicultura.

Consórcio

A exploração da apicultura será em consórcio com os projetos de criação de ovinos, caprinos e com o plantio de caju. A ideia é agregar mais renda para as comunidades produtivas. "Houve uma mudança no perfil econômico das famílias associadas. Essas atividades agregadas vão oferecer mais qualidade de vida e serão realizadas com práticas de manejo com proteção ao meio ambiente", diz Oliveira.

A estratégia do grupo é capacitar, fazer o diagnóstico das áreas para saber a viabilidade e conseguir os investimentos. Tudo isso com apoio dos parceiros para obter uma boa produção e com qualidade.

Durante recente encontro, representante dos parceiros como Sebrae, Banco do Brasil e da empresa fornecedora dos equipamentos para produção ressaltaram a importância do desenvolvimento da produção de mel e do associativismo entre os produtores, capacitações, o bom manejo das colmeias, o cuidados com o meio ambiente e as formas de captação de recursos financeiros. A reunião contou com a participação de sócios da entidade, parceiros, representantes do Sebrae e o proprietário da empresa Facomel, Luiz Lucas, que vai fornecer os equipamentos para os produtores.

De acordo com o presidente da Associação dos Apicultores de Iguatu, Erasmo Leite de Souza, a exploração da apicultura, na região Centro-Sul, vem crescendo e a expectativa é de expansão da atividade nesta década. "A tendência é de aumento do número de produtores e da produtividade", frisou. "Temos comercialização garantida".

Na região, estima-se em 300 produtores. Este ano, por causa da seca, houve uma queda na produção estimada em 70%. Se o inverno tivesse sido regular, a produção esperada era de 100 toneladas. Em face dessa realidade, os apicultores estão tendo que alimentar os enxames com o próprio mel, rapadura, soja e dispor água em tanques próximos às colmeias para evitar a mortandade ou fuga das abelhas nas áreas de cultivo.

A Associação dos Apicultores de Iguatu ofereceu uma consultoria técnica para o manejo correto das colmeias nesta época de escassez de água e de flora. Para o produtor, Ernane Oliveira, os produtores vão enfrentar as dificuldades decorrentes deste ano porque a atividade não é exclusiva e há conscientização acerca da viabilidade do setor. "O ano passado foi muito bom, mas neste ano a queda de produção chega a 70%", disse. "Mesmo assim, ninguém vai abandonar". Ernane Oliveira esperava produzir 3,5 toneladas de mel, mas conseguiu apenas uma tonelada. O preço do quilo do produto para o produtor é considerado satisfatório, em torno de R$ 4,00 o quilo. Há dois anos estava em torno de R$ 2,60.

Financiamento

150 mil reais foram liberados pelo Banco do Brasil para a Associação dos Apicultores de Quixelô, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)

MAIS INFORMAÇÕES 

Escritório do Sebrae em Iguatu, Rua 21 de Abril, S/N, 
Bairro Prado, (88) 3561. 1864
Fecap: (85) 3583.3436

ATIVIDADE EM EXPANSÃO

Setor favorece preservação ambiental

O mercado externo é favorável ao mel produzido no Ceará, Estado com vegetação propícia ao manejo

Iguatu. Além de um mercado favorável e promissor, a apicultura é uma atividade que contribui muito para a preservação ambiental. Nesta próxima década, o setor deve crescer ainda mais, no Ceará. Essa é a expectativa dos produtores. Embora, neste ano, os apicultores enfrentem um quadro de adversidade, por causa da estiagem. Somente em Iguatu há cerca de 100 produtores e a tendência é de crescimento do número de colméias e expansão da atividade.

O consultor técnico em apicultura, Francisco Luís Donde Neto, observou que a atividade ainda necessita de avanços e de implantação de modernas técnicas de manejo, além de melhor organização e articulação dos apicultores. "Muito progresso já houve, mas temos muito caminho a ser conquistado", disse. Ele considera o cenário mundial favorável e estima que a atividade tenha mais força na região. "Nos últimos dez anos, houve um crescimento expressivo".

Em março passado, cerca de 500 apicultores, de 30 municípios do Ceará, estiveram reunidos em Quixadá, para discutir estratégias de crescimento e fortalecimento do setor. O evento foi promovido pela Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) e Federação Cearense de Apicultura (Fecap).

O encontro serviu para conscientizar os apicultores sobre a necessidade de organização e da viabilidade de expansão do mercado apícola. A meta da Fecap é duplicar a exportação de mel de abelha. Segundo números da associação, em 2009, foram vendidas 26 mil toneladas. O Ceará atingiu a segunda colocação. Perdeu apenas para o Estado de São Paulo.

Os produtores sabem da importância do setor e vêm adotando práticas corretas de manejo, retirada do produto das colméias e armazenamento. Uma característica da produção regional é o trabalho associativo. A matéria-prima apícola é exportada principalmente para a Europa e Estados Unidos.

O Ceará é favorável ao desenvolvimento da atividade graças à vegetação peculiar do Nordeste, a Caatinga. O diretor de comunicação da Fecap, Paulo Airton de Macedo, disse que o reflorestamento de matas nativas é fundamental para o desenvolvimento da atividade. Macedo citou como exemplo o modelo desenvolvido em Parambu, nos Inhamuns, os apicultores também cultivam mudas nativas.

O associativismo é o melhor caminho para os pequenos produtores, característicos da agricultura familiar. O grupo unido dispõe de mais facilidade para obter financiamento do Pronaf para investimento no setor, conquistar melhores preços e mercado na venda do mel.

O presidente da Fecap, Francisco Teixeira Filho, ressaltou a necessidade de mais investimentos na apicultura, por parte do governo, melhor assistência técnica e estruturação para extração do mel. "Precisamos nos organizar ainda mais", disse Chico Filho. "Estamos diante de um mercado promissor". O presidente da Associação dos Apicultores de Quixelô, Aildo Oliveira, defende que a atividade deva ser fortalecida com os produtores da agricultura familiar para ampliar a renda no campo e ajudar a fortalecer as famílias no sertão. Destacou a característica de não exclusividade da apicultura. "É uma atividade que dá lucro e é explorada com outras", frisou. Na região Centro-Sul, Acopiara é um dos municípios que vem se destacando na produção apícola.

HONÓRIO BARBOSA
REPÓRTER

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Exportação de Mel - "made in Piauí"


PI: Estado se consolida 2º maior exportador de mel no País

Valor das exportações chegou a US$ 5,62 mi no primeiro semestre deste ano e Piauí fica atrás apenas de São Paulo
14 de julho de 2010 - 15:24 - Por TM
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Foto: Divulgação
Piauí exportou US$ 5,62 milhões em mel no primeiro semestre de 2010, valor que coloca o estado como o segundo maior exportador de mel do País, perdendo apenas para São Paulo, que nos seis primeiros meses de 2010, exportou cerca de US$ 8 milhões.
A média de preço de comercialização do mel foi de US$ 2,87/kg, um valor recorde. Dezenove países importaram mel do Brasil no primeiro semestre. Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações brasileiras do produto, respondendo por 51,3%, do total comercializado, pagando um valor médio de US$ 2,81/kg.
Na Europa, o principal mercado foi a Alemanha, que importou mais de um quarto (26,4%) do total de mel exportado pelo Brasil, a um valor de US$ 2,94/kg. O terceiro maior destino do mel foi o Reino Unido, a um valor médio de US$ 2,87/kg. O melhor preço foi pago pelo Canadá, que importou mel do Brasil a US$ 3,24/kg.
Segundo dados do Sebrae, apenas duas empresas piauienses participaram das exportações de mel. Em todo o País, 35 empresas trabalharam com a venda externa do produto, sendo que apenas quinze delas comercializaram o equivalente a 91,6% do total exportado pelo Brasil. As empresas piauienses estão entre as que mais exportaram, com uma média acima de US$ 500 mil.
Segundo o Atendimento Coletivo Agronegócios do Sebrae no Piauí, existe um trabalho voltado para o desenvolvimento da apicultura no Piauí. São Atendidos cerca de 2,5 mil produtores, distribuídos em três projetos: Apis Araripe, Apis Serra da Capivara e Apis Região Norte.
Esses trabalhos envolvem duas entidades representativas do setor: a Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro, Casa Apis, e a Associação dos Apicultores da Microrregião de Simplício Mendes. As cooperativas, que recebem apoio do Sebrae no Piauí são orientadas para o investimento no setor de exportação.
Com informações da Agência Sebrae de Notícias.

sábado, 10 de julho de 2010

Ceará discute Apicultura

SERTÃO DOS INHAMUNS

Seminário regional reúne apicultores

10/7/2010 Clique para Ampliar
Alimentação artificial das abelhas foi debatida no seminário, por conta da diminuição das plantas na estiagem 
SILVÂNIA CLAUDINO
Crateús. Marmeleiro, canelinha, bamburral, xanana, malva branca, aroeira, algaroba, oiticica e juazeiro são plantas muito conhecidas no Ceará e nos Inhamuns. Nem todos, porém, sabem o quanto estas plantas nativas do semiárido brasileiro são importantes para a apicultura.

Os apicultores da região terão mais conhecimento sobre a flora apícola e alimentação dos seus enxames, também de forma artificial, com o Seminário Regional de Apicultura, realizado, ontem, no Teatro Rosa Moraes, em Crateús. A promoção foi do Sebrae, Cooperativa de Apicultores da Região dos Inhamuns, Banco do Nordeste e Prefeituras Municipais.

Cerca de 250 apicultores participam do seminário. Necessidade nutricional dos enxames e como preparar e ofertar a alimentação artificial aos enxames para substituir o mel e pólen, diminuídos em decorrência da estiagem, foram os principais assuntos do dia. Programas de crédito e custeio também foram repassados.

Novo Oriente, município que mais produz mel na região, foi um dos primeiros a utilizar a alimentação artificial. "Ano passado já utilizamos a técnica no segundo semestre para garantir as duas últimas floradas", diz Nazion Rosendo, apicultor do município, que produziu 300 toneladas de mel em 2009.

MAIS INFORMAÇÕES
Sebrae - Escritório de Crateús (88) 3691.2060
Agroapis
(88) 9613.1410