sábado, 4 de julho de 2009

Energia Solar como aliada na agricultura orgânica

Cultivo orgânico tem energia solar como novo aliado

Pequenos produtores rurais do Centro-Sul decidem inovar no cultivo da terra e têm a energia solar como fonte aliada.


Painéis Solares

Lavras da Mangabeira. Produzir hortaliças orgânicas, irrigadas a partir de um sistema de energia solar, favorecendo o meio ambiente e a saúde dos consumidores. Esse é um modelo agroecológico que está em curso no Sítio Oitis, na zona rural deste município, localizado na região Centro-Sul do Estado. A experiência é inédita e já dá os primeiros resultados: colheita de frutos de boa qualidade, comercialização no mercado local e melhoria da renda familiar.

Diretamente são beneficiadas quatro famílias de pequenos produtores rurais, que durante décadas estavam acostumadas a produzir grãos, arroz, milho e feijão. Pimentão, coentro, cebolinha, alface, quiabo e tomate agora fazem parte do cardápio diário dos moradores da comunidade. O excedente da produção é comercializado para a cidade. A qualidade dos frutos chama a atenção dos consumidores.

O projeto foi implantado pelo escritório da Ematerce, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Coordenadoria de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e do Instituto Agropolos. Foram investidos R$ 45 mil. Os recursos foram utilizados na instalação de nove placas de energia solar, de um galpão telado (estufa), construção de uma caixa d´água com capacidade para 12 mil litros de água, aquisição de uma eletrobomba e de um sistema localizado de irrigação.


Plantio orgânico no Sítio Oitis - Lavras da Mangabeira-CE (Foto: Honório Barbosa)




A irrigação é feita a partir de um poço já existente no sítio, que é de excelente qualidade. O projeto foi implantado numa área de meio hectare. Além das verduras, foram cultivadas mudas de goiaba, mamão e macaxeira, cuja produção deve ocorrer até o fim do ano.
“O Sítio Oitis foi escolhido porque tem solo produtivo, água e um trabalho comunitário organizado”, explicou o chefe do escritório local da Ematerce, Kléber Correia.


No Ceará, há mais três projetos em andamento no Interior semelhante ao do Sítio Oitis, que partiu na frente na produção e comercialização dos frutos. Bastaram duas reuniões para sensibilizar a comunidade e em particular os irmãos, Cícero Henrique Pessoa Neto e José Pessoa, e os sobrinhos, Flávio e Wendel de Araújo. Os quatro estão administrando a produção de hortaliças.
Fator favorável
A comunidade dispõe de energia elétrica, mas a rede de distribuição fica distante 800 metros da área de produção. Isso foi outro fator que favoreceu a escolha do lugar para a implantação do projeto. O trabalho de extensão do escritório da Ematerce permitiu identificar as potencialidades do Sítio Oitis. “Um dos objetivos do programa é o fortalecimento do associativismo”, lembrou Kléber.
Em janeiro passado, os canteiros de hortaliças foram erguidos, e o galpão de tela foi armado. Os frutos logo apareceram. Apesar da produção está em fase inicial, duas vezes por semana há comercialização dos produtos na cidade e nas comunidades vizinhas. Neste mês de junho, o grupo apurou R$ 900,00, mas a expectativa é de crescimento nas vendas. “Não faltam compradores, pois os produtos são de qualidade, livre de agrotóxicos”, diz o produtor, Cícero Pessoa Neto.
Apesar de não fazer parte diretamente do projeto, o presidente da Associação Comunitária do Sítio Oitis, José Nailton de Alencar, avalia que a medida está num ritmo favorável. “Está bom, pois melhora a renda das famílias”, disse. A dona-de-casa e irmão de dois produtores, Luíza Pessoa, contou que sempre acreditou no programa. “Alguns estavam desanimados e pedi que colocasse o trabalho pra frente”, comentou.
Toda terça-feira os produtores recebem a visita do agente rural, Damião da Costa, que dá assistência técnica. “O grupo está unido, acreditando no projeto”, disse. “Nos próximos meses a produção vai aumentar”. Para incentivar outros agricultores, a Ematerce realizou recentemente um Dia Especial de Campo sobre o cultivo agroecológico. “A idéia deu certo e despertou interesse em outros produtores que já querem produzir sem agrotóxico”, disse Costa. “Os frutos têm mais qualidade, consistência e sabor”.
O mais jovem do grupo, Flávio de Araújo, 17 anos, está concluindo o Ensino Médio e tem uma expectativa dividida entre a continuidade do projeto e dos estudos. Pretende fazer um curso técnico superior na unidade do Instituto Federal de Educação Tecnológica de Cedro. É ele que faz diariamente todas as anotações sobre despesa e venda dos produtos. “Esse trabalho é diferente porque não se usa veneno e a produção agroecológica me entusiasma. Quem consome os nossos produtos não precisa ter medo”.
Mais informações:
Escritório da Ematerce em Lavras da Mangabeira
Rua Coronel João Augusto, 280, Centro
(88) 3536. 1636
HONÓRIO BARBOSA
Repórter
Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Caderno Regional. Fortaleza, 3 de julho de 2009.

Um comentário:

Atualizações via email disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...



"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado


O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista.



O CRIME DE LESA HUMANIDADE


A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.



A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que: a) seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) sejam os restos mortais exumados e identificados através de DNA e enterrados com dignidade, c) os documentos do massacre sejam liberados para o público e o crime seja incluído nos livros de história, d) os descendentes das vítimas e sobreviventes sejam indenizados no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


A Ação Civil Pública inicialmente foi distribuída para o MM. Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, redistribuída para a 16ª Vara Federal na cidade de Juazeiro do Norte/CE, e lá chegando, foi extinta sem julgamento do mérito em 16.09.2009.



AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


A SOS DIREITOS HUMANOS inconformada com a decisão do magistrado da 16ª Vara de Juazeiro do Norte/CE, apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife, com os seguintes argumentos: a) não há prescrição porque o massacre do Sítio Caldeirão, é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos das vítimas do Sítio Caldeirão não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do Czar Romanov, que foi morta no ano de 1918 e encontrada nos anos de 1991 e 2007;



A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


A SOS DIREITOS HUMANOS, a exemplo dos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, por violação dos direitos humanos perpetrado contra a comunidade do Sítio Caldeirão.



A “URCA” E A “UFC” PODEM ENCONTRAR A COVA COLETIVA


A Universidade Regional do Cariri – URCA, pelo Laboratório de Pesquisa Paleontológica – LPPU bem como a Universidade Federal do Ceará podem encontrar a cova coletiva, pois têm tecnologia para tal.



COMISSÃO DA VERDADE ATRAVÉS DO PROJETO CORRENTE DO BEM


A SOS DIREITOS HUMANOS pede que todo aquele que se solidarizar com esta luta que repasse esta notícia para o próximo internauta bem como, para seu representante na Câmara municipal, Assembléia Legislativa, Câmara e Senado Federal, solicitando dos mesmos um pronunciamento exigindo que o Governo Federal informe a localização da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão.



Paz e Solidariedade,



Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197 – 8719.8794
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
www.sosdireitoshumanos.org.br