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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Energia solar no Sertão


meio ambiente

Agricultor familiar faz cultivo protegido com energia solar

Publicado em 13 de novembro de 2011 

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Com o filho, Clésio da Silva, o produtor Antônio Aroldo Muniz da Silva dá exemplo de como conviver com o semiárido nordestino
FOTOS: ANTÔNIO CARLOS ALVES
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No pomar do agricultor familiar de Itatira estão plantadas, fora da estufa, verduras como tomate, pimentão, beterraba e cenoura, e frutas como goiaba e melancia
Antônio Aroldo Muniz da Silva inova nos Sertões de Canindé com a produção de alimentos orgânicos
Itatira Um agricultor residente na zona rural deste Município, a 216 quilômetros de Fortaleza, localizado no semiárido Nordestino, está dando bom exemplo de como conviver com a falta de chuvas e preservar o meio ambiente. Antônio Aroldo Muniz da Silva, de 49 anos, conhecido no meio rural por "Chico Dôra", morador de Poço da Pedra, que fica a 30 quilômetros da sede do Município, ao lado da CE-366, não esconde a sua alegria de ser o único do Estado do Ceará a produzir alimentos orgânicos que estão sendo utilizados no cardápio da merenda escolar de Itatira.

Energia solar
Tudo começou depois que o Governo do Estado implantou um estufa de 98 metros quadrados para o plantio de 867 pés de tomate e 40 pés de pimentão, para uma experiência. Segundo o agricultor familiar, o projeto faz parte do Fundo de Combate a Pobreza (Fecop) e funciona por meio de energia solar.

A instalação veio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA). De início, o projeto atenderia 25 famílias, mas ninguém acreditou no sucesso e tudo ficou nas mãos de seu Chico Dôra, como é conhecido na região, e de seu filho, Antônio Clésio Sousa da Silva, de 23 anos. Foram investidos R$ 26 mil. Além da estufa, existem na horta um tanque de 50 mil litros de água, um cacimbão no leito do Rio São Joaquim e a produção de energia solar por meio de nove placas instaladas ao lado da área de produção.

No pomar do agricultor familiar estão plantados fora da estufa tomate, pimentão, beterraba, cenoura, alface, cheiro verde, goiaba, jerimum, melancia, pimenta de cheiro, quiabo, macaxeira, batata doce, melão verde, pepino, entre outros cultivares.

Permanente
A água permanente, que corre por gravidade, ajuda na produtividade. A renda de produção familiar de Chico Dôra gira em torno de R$ 1.542,34. Além de vender para a Prefeitura, a produção também é comercializada entre as famílias que moram na área. "Minha intenção é ampliar o programa de convivência com a seca. Estou vivendo uma experiência muito boa na minha vida, com essa modalidade de trabalho produtivo sem agrotóxicos", disse o agricultor familiar.

A horta oferece uma série de vantagens. Os produtos são orgânicos, sem veneno e, ainda, ajudam a preservar o meio ambiente. Chico Dôra cria galinhas que se alimentam dos restos de verduras que passam pelo processo de qualidade.

O próximo passo, segundo ele, é a implantação de colmeias para a criação de abelhas Jandaíra, porque elas aproveitariam a flora do maracujá, da goiaba e de outros cultivos naturais para a produção do mel.

Orgânico
Para os técnicos da Ematerce de Itatira, o objetivo é favorecer o plantio orgânico, protegendo as plantas de pragas e doenças, além de incrementar a produção sem agrotóxicos. "Sempre incentivamos a agricultura familiar. Esse projeto do Governo do Estado, graças à força do nosso sertanejo, está dando certo. Está gerando emprego e renda para esse produtor que sempre acreditou na agricultura familiar", observa o prefeito da cidade Zé Dival.

Os resultados positivos que estão sendo alcançados na localidade de Poço da Pedra, com o projeto do cultivo protegido e solar, é uma iniciativa da Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce), Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), em parceria com a Coordenadoria de Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Instituto Agropolos.

Comunitária
Na visão do presidente do Instituto Agropolos do Ceará, Celso Crisóstomo, o projeto de cultivo protegido e energia solar funciona com uma mão-de-obra totalmente comunitária, que busca aproveitar a energia solar para plantação de hortaliças orgânicas. "Essa produção é vendida facilmente, porque hoje a nova realidade do campo já traz a consciência de que se faz necessário o consumo de produtos sem a presença de produtos que tragam prejuízos a saúde humana", ressalta Celso Crisóstomo.

Ele defende e assegura que o cultivo protegido é uma das alternativas de maior viabilidade técnica e econômica para aumentar a produtividade de hortaliças e reduzir a aplicação de defensivos agrícolas.

"Os resultados do cultivo protegido e energia solar em Poço da Pedra em Itatira, onde apenas um agricultor cuida de tudo, mostram que é possível a instalação dessa modalidade em outras áreas dos Sertões de Canindé. Tudo passa pela geração de renda, preservação do meio ambiente e o consumo de alimentos saborosos na mesa da população", destaca Celso.

MAIS INFORMAÇÕES 

Instituto Agropolos do Estado do Ceará
Rua: Barão de Aratanha - 1450
Telefone: (85) 3101.1670

AGRICULTURA FAMILIARProdutos vão ganhar selo de qualidade
O Governo do Estado anunciou a criação do "Selo Agricultura 100% Familiar", certificando os produtos familiares
Canindé Para valorizar a agricultura familiar e ampliar seus espaços de comercialização e facilitar sua identificação, o presidente do Instituto Agropolos do Ceará, Celso Crisóstomo, anunciou que o governador do Estado do Ceará, Cid Gomes, lançou o "Selo Agricultura 100% Familiar".

De acordo com ele, o selo certifica que o produto foi feito por agricultores familiares do Ceará. Uma vantagem para os produtor que tem uma certificação garantida pelo Governo do Estado é para o consumidor que identifica os produtos locais com mais facilidade.

Critérios
Entretanto, para obter o selo, é necessário passar por alguns critérios. É preciso ter a declaração de aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). DAP física ou jurídica que comprova que a unidade é de produção familiar.

Outro é que os produtos devem atender às exigências de qualidade de mercado, sendo processados e beneficiados segundo normas e orientações que garantam a higiene e a padronização dos produtos.

Padronização
A embalagem também deve ser padronizada e ter um rótulo com informações básicas, identificação do produto, composição, peso líquido, validade, presença ou não de glúten, fabricante ou responsável técnico, endereço do local da produção e, ainda, contato.

Terão prioridade os agricultores familiares que têm acompanhamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) com regularidade, os que estão ligados a uma organização social (cooperativa ou associação) e, também, os que adotam técnicas que ajudam a preservar o meio ambiente.

Como obter o selo
O agricultor deve procurar uma unidade do Instituto Agropolos do Ceará, um escritório da Ematerce ou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais em sua região para preencher uma ficha de cadastro. Nesta ficha, o agricultor informa se recebe Assistência Técnica e Extensão Rural de alguma dessas entidades relacionadas. Se recebe, um técnico dessa instituição que trabalha com ele já está credenciado para avaliar a concessão do selo e analisar o pedido. Se o agricultor não recebe assistência técnica, deve indicar qual a entidade que deseja que o avalie.

O técnico credenciado visita a unidade de produção do agricultor, analisa a solicitação e emite um parecer. Quando o parecer positivo é confirmado pela Comissão Gestora do selo, o agricultor recebe um certificado e os selos. O certificado terá validade por dois anos e deve ser renovado depois desse período. Caso o pedido seja negado, as razões de recusa são informadas ao agricultor. Ele pode tentar o cadastro para receber o selo novamente quando corrigir as falhas com a ajuda de entidades de assistência técnica.

Fique por dentro Cesta de produtos
A qualidade dos produtos orgânicos é indiscutível. Por não ser cultivado com agrotóxicos, mas de forma bem natural, é muito mais saudável para o consumidor. No entanto, os preços podem ser um pouco mais caros, mas vale à pena. Confira tabela de preços dos produtos orgânicos em Itatira: tomate: R$ 2,00 o quilo; beterraba: R$ 1,95 o quilo; Cenoura: R$ 1,75 o quilo; maracujá: R$ 0,30 a unidade; goiaba: R$ 2,90 o quilo; macaxeira: R$ 1,50 o quilo; jerimum: R$ 0,70 o quilo; Melancia: R$ 0,70 o quilo; pepino: R$ 1,00 a unidade; melão verde: R$ 2,00 o quilo; pimentão: R$ 0,30 a unidade; alface: R$ 0,80 o molho; cheiro verde: R$ 0, 30 o molhe; quiabo: R$ 2,10 o quilo. Todos os produtos são colhidos pela manhã para evitar que percam o seu paladar.

Antônio Carlos AlvesColaborador

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Energia solar no Ceará


Usina solar de Tauá produz média mensal de 150 MWh de energia

Publicado em 01/11/2011 - 7:00 por Maristela Crispim



A tendência da usina solar de Tauá é de ampliação Foto: Kiko Silva

Durante os três primeiros meses de operação comercial da usina solar de Tauá, da MPX, empresa de energia do Grupo EBX, foi produzida uma média mensal de energia ativa – aquela que gera o funcionamento de equipamentos elétricos e eletrônicos – de 150 megawatts-hora, o que significa uma capacidade para acionar cinco mil geladeiras.
Em operação desde julho, a usina tem capacidade instalada inicial de 1 MW, o suficiente para abastecer 1,5 mil famílias, e conta com tecnologia no estado da arte em painéis fotovoltaicos.
Está localizada no município de Tauá, no sertão do Ceará, a 360 Km de Fortaleza.
A planta solar recebeu investimentos de cerca de R$ 10 milhões e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apoiou o projeto pioneiro no País com um aporte de R$ 1,2 milhão.
A MPX Tauá recebeu, em setembro, um time de especialistas em energia solar da GE, dando andamento aos trabalhos para ampliação da capacidade da usina.
O acordo com a empresa, firmado na ocasião da inauguração da Solar Tauá, prevê que a GE forneça todo o pacote de equipamentos e sistemas de tecnologia fotovoltaica para a duplicação do empreendimento, que chegará a 2 MW de capacidade instalada em 2012.
Com a expansão, mais 6,9 mil painéis serão instalados na usina solar. Ao todo, serão 11.580 módulos solares captando a luz e transformando-a em energia elétrica.

domingo, 7 de agosto de 2011

Energia solar no sertão do Ceará

Ex-vilão, sol vira esperança de crescimento no semiárido cearense
Do céu que sempre castigou pela seca no Estado, espera-se agora que venha o desenvolvimento pela energia solar
Danilo Fariello, enviado especial a Tauá (CE) | 05/08/2011 16:33

Um mito centenário prevê que o sertão viraria mar algum dia. No semiárido cearense, a principal expectativa que vem dos céus agora é outra, e muito melhor do que fim do mundo e inundação pregados por Antonio Conselheiro em Canudos no século 19. Agora é do sol incessante – que sempre esteve sobre as cabeças dos cearenses e parecia castigante durante os meses de seca mais brava – que vem uma grande esperança de desenvolvimento econômico.



Foto: Divulgação
Cidade de Tauá e região têm esperança de que usina solar traga desenvolvimento acelerado



Foi na cidade de Tauá (CE), na microrregião dos Inhamuns, que a MPX, do grupo EBX de Eike Batista, decidiu instalar a primeira usina de energia solar do País. Inaugurada a usina para gerar o primeiro megawatt ontem, espera-se agora que a construção (e os empregos por ela gerados) seja incessante até que se ocupe todo o parque disponível e sejam instalados 50 MW de geração.

Tanta energia disponível – embora a um preço ainda elevado para os padrões nacionais – coloca a cidade em polvorosa. Com frequência, o jatinho de Eike vem e vai à cidade – distante longos 400 quilômetros de Fortaleza por estrada - e prenuncia que aquele lugar encravado no semiárido não está esquecido do mundo desenvolvido.

Pela cidade, com quase 60 mil habitantes, muito se fala da usina e os benefícios que ela pode trazer. “As feiras de ciências nas escolas no último ano foram temáticas sobre a energia solar, sendo que antes a gente tratava mais de questões agrícolas”, diz Victor Cavalcante Motta, presidente da união municipal dos estudantes.

O iG esteve na cidade no ano passado e mostrou experiências de combate à degradação do solo e iniciativas isoladas de desenvolvimento, como o fornecimento de tecido de algodão para produção de tênis franceses por uma associação de moradores, a Adec. Porém, um ano depois, a expectativa é de que uma grande fábrica da gaúcha, a Aniger, se instale na cidade para produzir totalmente calçados para empresas estrangeiras como a Nike. Procurada. a Aniger não confirma, mas não nega a instalação da planta.

Segundo o prefeito da Tauá, Odilon Aguiar, serão construídos inicialmente dois galpões de 10 mil metros quadrados cada e poderão ser oferecidos até 1 mil novos empregos nessa indústria. “É um novo momento que floresce na cidade”, afirmou.

Sol como fonte de desenvolvimento

Como a produção de calçados é uma indústria manufatureira com relativamente baixo valor agregado, a expectativa do governo do Estado é de que empresas com produção mais complexa também cheguem à região para desfrutar da energia solar. 

Francisco Zuza de Oliveira, presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), quer criar uma espécie de selo que indique que as empresas da região têm comprometimento ambiental, pelo uso da energia renovável. “Isso ajuda a vender os produtos”, afirmou.

Mas, como o preço da energia solar ainda é cara (até 50% mais do que a energia hidrelétrica), considera-se a possibilidade de se criar um fundo com incentivos para atrair novas empresas.

Além da usina da MPX em Tauá, a Adece firmou um acordo com a empresa Bom Sol Energia Renováveis, ligada ao grupo Sky Solar, da China, para instalar painéis de energia solar para suprir necessidades de irrigação de pequenos produtores no sertão. Neste caso, trata-se de experiências de tamanho muito menor do que a maior (e primeira) usina solar da América Latina, a da MPX.

Expectativa da grande virada

Mas, para políticos e moradores da região, o sertão vai crescer mesmo quando perceberem que logo ali abaixo daquele solo há uma imensidão de minerais com quartzo, matéria-prima fundamental para a construção de placas fotovoltaicas da energia solar.

A região espera que o acordo anunciado ontem entre MPX e GE – por enquanto de fornecimento de equipamentos importados e criação de um centro de pesquisa no local – resulte em uma indústria de placas para fornecer para toda a América Latina. 

“Temos expectativa de que, no futuro, esse potencial possa ser explorado”, diz Edmilson Junior, presidente da vizinha Quixeramobim, onde já existe uma indústria de calçados.

“Queremos trazer toda a cadeia produtiva para construção dessas placas”, diz Zuza, da Adece, entidade ligada ao governo do Ceará. O presidente da GE para a América Latina diz, porém, que a construção de fábrica no sertão ainda está no radar, mas pode ocorrer se os trabalhos do centro de pesquisa tiverem sucesso. “Mas ainda temos muito a desenvolver antes.”

O repórter viajou a convite da MPX

terça-feira, 15 de março de 2011

Energias Alternativas

Da Agência Ambiente Energia - Elaborado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), documento oferece aos tomadores de decisão subsídios quanto às macro ações político-institucionais, que em concerto com a visão de demanda futura e com principais pensamentos estratégicos de especialistas, tenham elevado potencial para promover o estabelecimento e a sustentabilidade do empreendimento fotovoltaico no país. Documento é um extrato executivo de documentos gerados no estudo desenvolvido sobre a indústria fotovoltaica.

O trabalho foi produzido por equipe técnica do CGEE encarregada da liderança do Estudo “Tecnologias Críticas e Sensíveis em Setores Prioritários” (foco no Silício) e apresenta elementos e instrumentos que podem balizar ações governamentais que estão em fase de estruturação e que tem o foco em energia solar fotovoltaica, tais como o Sistema Brasileiro de Tecnologia do MCT (Sibratec), o Programa de CT&I em Energia Renováveis do MCT, e o Estudo de Geração Distribuída com Sistemas Fotovoltaicos do MME.
O grupo teve a colaboração – em oficinas presenciais e em consultas eletrônicas – de quase duas centenas de pesquisadores e executivos de instituições de governo e de empresas para chegar a esta síntese, apresentada por meio de quatro propostas complementares entre si:
1) Incentivo à pesquisa e à inovação tecnológica;
2) Criação de mercado consumidor;
3) Estabelecimento de indústrias de células solares e de módulos fotovoltaicos; e
4) Estabelecimento de indústrias de silício grau solar e grau eletrônico.

Foto: Chesf – LG Studio

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Exemplo de inclusão - Energia alternativa

Lâmpada do Aladim moderno

Lâmapada a energia solar N200, da Nokero, foto: divulgação
Um quarto da humanidade queima combustíveis fósseis para iluminar suas casas, e a OMS (Organização Mundial de Saúde) relata que metade usa carvão, madeira, excremento de animais e restos das colheitas para cozinhar e se aquecer. A prática contribui para um dos piores, tristes e insuspeitos problemas de saúde do mundo. Anualmente, 1,6 milhão de pessoas morrem em decorrência da fumaça gerada dentro de seus próprios lares. As vítimas habitam pequenos casebres espalhados pelas regiões mais pobres do mundo, especialmente a África Subsaariana.
O surgimento de pequenas luminárias autossuficientes e alimentadas por energia solar é um grande passo para minorar o problema. A Nokero, uma empresa sediada em Hong Kong, oferece um modelo desse tipo, a N200, equipamento resistente e a prova d’água, que pode ser pendurado em qualquer lugar (veja foto acima e imediatamente abaixo).
Modelo N200 desmontado e exibido em funcionamento, fotos: divulgação
A iluminação é feita através de LEDs alimentados por uma pilha AA recarregável. Durante o dia, ela é abastecida pela luz do sol através de uma célula fotovoltaica acoplada à parte traseira do equipamento, que pesa completo só 85 gramas.  Totalmente carregado, ilumina por 4 horas. Como isso leva mais de um dia, sua carga, em geral, é suficiente para 2 ou 3 horas de uso. A intensidade também não é ideal, mas substitui fácil um lampião a querosene — veja um vídeo sobre o produto.
Aliás, o nome da empresa, Nokero, é uma alusão a No Kerosene (Sem querosene). Segundo o fabricante, viver perto de um lampião equivale a fumar 40 cigarros por dia. E o consumo mundial do querosene para iluminação equivale — em produção de carbono — a poluição de 30 milhões de carros. A N200 custa 20 dólares e a N100, sua irmã um pouco mais fraca, custa 15, com a possibilidade de se obter bons descontos para compras em grande quantidade.
Enquanto a Nokero fez o produto mais robusto, simples e barato possível. Outra empresa, a D.light, arriscou-se com desenhos mais elaborados. Oferece a D.LIGHT S250, uma lanterna de mão que também serve para carregar o celular. Outra variante é uma lanterna com formato parecido ao de um lampião, mas que, segundo a empresa, é três vezes mais luminosa e dura 8 horas a partir de uma carga completa. Por fim, também oferece um abajur para leitura com capacidade para 15 horas e seis vezes o brilho de um lampião (fotos abaixo). Esses modelos custam entre 10 e 45 dólares.
A partir da esquerda, os modelos D.LIGHTS250, D.LIGHTS10 e Solata S380 da D.light, fotos: divulgação
Pequenos confortos como fazer consertos, ler livros de lazer e estudo ou simplesmente conviver sem precisar se intoxicar são algumas das inúmeras possibilidades que esses pequenos inventos possibilitarão a cerca de 2 bilhões de pessoas.
Leia mais sobre o problema da poluição doméstica no site da OMS. Dicas: blog Catalisando, de Carlos Alberto Teixeira, e site da BBC.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Energia Solar no Sertão do Ceará

Getty Images

CHESF

Usina solar

Com capacidade de gerar 1 mw (suficiente para abastecer cerca de 500 casas), a primeira usina solar brasileira será interligada ao sistema elétrico da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf




Em breve, a paisagem de Tauá, CE, ficará parecida com a da foto acima, clicada em Sevilha, na Espanha. A novidade, ainda isolada, pode multiplicar-se em breve. “Com o aumento dos custos de produção de energia elétrica e a redução das despesas de fabricação das placas fotovoltaicas, prevejo uma paridade tarifária que tornaria a segunda opçãomais viável”, diz Ricardo Rüther, especialista no tema e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 
Construir pequenas usinas como a de Tauá, de abrangência local, ou instalar painéis fotovoltaicospróximos aos pontos de consumo (como em coberturas deprédios) pode ser um caminho interessante. “Assim, gasta-se menoscom redes de transmissão e distribuição”, afirma Ricardo. Sem falar nosganhos quantitativos: segundo ele, se a área inundada de Itaipu fosse coberta por placas fotovoltaicas, a produção de energia dobraria. 

EM BREVE NA SUA CASA 
O Brasil ainda não fabrica placas fotovoltaicas (importa de marcas como Kyocera, Sharp, Sanyo e SS Solar),mas há grande expectativa quanto à participação do país na geração de energia solar. “Temos boa insolação e a maior reserva de quartzo do mundo, de onde se extrai o silício, usado nas células solares. Desenvolver o setor é questão de dez anos”, afirma Ricardo Ruther. 
Além disso, a pressão mundial pelo uso de fontes renováveis favorece a queda dos preços das placas, o que disseminará o uso. “Por enquanto, os consumidores são pessoas de classe alta, dispostas a pagar mais pela energia limpa, ou populações muito carentes, que obtêm ajuda do governo para a compra dos painéis”, diz Airton Dudzevich, da loja paulista Supergreen, especializada em produtos e sistemas sustentáveis.