sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

UFC - Bolsas para formação de professores na Espanha

27-Jan-2010

Estão abertas inscrições para as bolsas de estudos de Formação Permanente para Professores, abrangendo todas as áreas do conhecimento (Mobilidade de Professores e Pesquisadores Brasil-Espanha), oferecidas pela Fundação Carolina, da Espanha, e destinadas às universidades que integram o Grupo Tordesillas, dentre as quais a Universidade Federal do Ceará.

As bolsas podem ter duração de um a três meses. A primeira convocatória é para candidaturas até o dia 15 de março, relativas ao período de permanência de 1° de maio de 2010 a fevereiro de 2011. A segunda convocatória destina-se a candidaturas recebidas entre 16 de março e 15 de junho, para o período de permanência de 15 de setembro de 2010 até 28 de fevereiro de 2011.

As bolsas incluem passagem aérea (ida e volta), seguro médico e 1.200 euros mensais. Os detalhes da inscrição e pré-requisitos poderão ser obtidos no site: http://gestion.fundacioncarolina.es/candidato/becas/ficha/ficha.asp?Id_Programa=1970#33.

Fonte: Profª Maria Elias Soares, Coordenadora de Assuntos Internacionais da UFC - (fone: 85 3366 7335 - E-mail: inter@ufc.br)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ipea lançou site que mapeia dados sobre municípios


(28/01/2010 - 11:29)

Informações sobre áreas como educação e pobreza são acessíveis pelo: http://mapas.ipea.gov.br

O portal Mapas Ipea, acessível pelo endereço http://mapas.ipea.gov.br, permite que qualquer pessoa possa obter informações consolidadas sobre todos os municípios brasileiros. Por meio dele é possível, por exemplo, obter detalhes sobre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. A apresentação da ferramenta foi feita nesta quinta-feira, 28, pela diretora-adjunta de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea, Fernanda de Negri, e pelo assessor técnico da Presidência do Instituto Erivelton Guedes.

Entre os dados disponíveis, pode-se consultar a população, a área, o Produto Interno Bruto (PIB), rodovias, estatísticas de educação e quantidade de servidores públicos nos municípios. Os mapas permitem, ainda, saber quais municípios têm acesso mais rápido a aeroportos e quais têm mais famílias em situação de pobreza. Qualquer pessoa poderá montar seu próprio mapa, sobrepondo as camadas de dados que lhe interessam, permitindo novos cruzamentos de dados.

"O Mapas Ipea permite análises simples e rápidas. Por exemplo, um município que não tem sistemas próprios desse tipo pode se utilizar da ferramenta para fazer suas análises, comparar seus indicadores com os de municípios vizinhos", explicou Erivelton. "Trata-se de um instrumento importante tanto do ponto de vista do formulador de políticas públicas quanto do gestor municipal ou estadual", afirmou Fernanda de Negri.

Erivelton acrescentou que o portal pode ser facilmente utilizado por qualquer cidadão. "Se um professor de geografia estiver dando aula sobre desigualdade de renda, ele encontrará dados sobre esse assunto no Mapas Ipea." Com o tempo, novos dados serão inseridos. "Hoje é possível encontrar na ferramenta informações como o número de famílias pobres atendidas pelo Bolsa Família. As obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) serão uma das próximas camadas acrescentadas, devido ao grande interesse público", declarou. Segundo o assessor, as prioridades de atualização vão ser definidas de acordo com a vontade dos usuários do sistema. Sugestões podem ser encaminhadas para o e-mail
mapas@ipea.gov.br.

"O Ipea tem vários estudos que podem ser incluídos no Mapas Ipea. Temos, por exemplo, informações sobre a distribuição espacial de várias indústrias, temos indicadores tecnológicos dos municípios", afirmou a diretora da Diset. O Mapas Ipea foi elaborado a partir do software livre I3Geo. A ferramenta do Ipea reúne em um só endereço informações já públicas que têm como fonte ministérios e outros órgãos federais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - alguns dos quais utilizam há mais tempo a plataforma I3Geo.

As informações atualmente disponíveis no portal - cuja interface também pode ser acessada nos idiomas inglês, espanhol e italiano - têm como origem o IBGE, ministérios e o próprio Ipea. Muitos dos dados foram retirados da publicação Presença do Estado no Brasil: Federação, suas Unidades e Municipalidades, lançada em dezembro passado. A apresentação do Mapas Ipea ocorreu na sede do Instituto em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Edifício BNDES, subsolo). Houve transmissão on-line pelos sites
www.ipea.gov.br e www.agencia.ipea.gov.br.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Produção de Grãos

Produção de grãos em Sergipe deve superar 700 mil toneladas

Levantamento do IBGE e da Conab apontou estado como 2º maior produtor de grãos do Nordeste

Os pequenos produtores de milho e feijão sergipanos vão fechar 2009 com fartura, conforme aponta levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A safra deste ano deve superar as 700 mil toneladas, o que coloca o estado como o 2º maior produtor de grãos do Nordeste, atrás da Bahia.

Foto: Luiz Carlos Moreira/Seagri

Safra de milho e feijão deve atingir 728,3 mil toneladas neste ano. Foto: Luiz Carlos Moreira/Seagri

A última avaliação do IBGE e da Conab sobre a produtividade agrícola no segmento de grãos tinha sido feita em 2006, quando Sergipe produzia 284,9 mil toneladas de milho e feijão, número que saltou para 728,3 mil toneladas neste ano.

“Superamos estados de dimensões territoriais muito superiores ao nosso, como é o caso do Ceará. Esses números são reflexo da disseminação de tecnologia no campo, através da assistência técnica que prestamos. Hoje, estamos sedimentando uma atividade e reduzindo a aquisição desse insumo básico fora de Sergipe e já beneficiamos cerca de 70 mil famílias”, afirma o secretário de estado da Agricultura, Paulo Viana.

O governo do estado atribui o crescimento da produção de grãos à política de priorização da agricultura familiar, que consiste em capacitações e assistência técnica ao pequeno agricultor, bem como ao zoneamento agrícola, integração ao mercado, processo de distribuição e compra de sementes, de produção de bancos de sementes e medidas emergenciais - como o aluguel de tratores.

Para evitar que a grande oferta de mercado provoque queda nos preços e prejuízo para os agricultores, a Conab comprou 2,7 mil toneladas e já distribuiu parte dos grãos, estimada em 20 mil toneladas, para pessoas que se encontram em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Segundo a superintendente regional da Conab, Rose Pondé,essa parceria tem permitido a injeção de dinheiro no mercado do interior, a exemplo de Poço Verde, onde somente com o feijão os agricultores comercializaram com a Conab aproximadamente R$ 3 milhões.

Com informações da Agência Sergipe de Notícias.

Fonte: Tendências e Mercado. 16 de dezembro de 2009 - 10:39

http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/producao-de-graos-em-sergipe-deve-superar-700-mil-toneladas/

Produção de Cana-de-açúcar

Produção de cana-de-açúcar bate recorde em 2009

Prejudicado pela seca e pela crise, NE não acompanha crescimento nacional; produção em AL pode cair até 15%

Colheita da cana-de-açucar pode durar somente até janeiro em AL. Foto: Agência Brasil

Colheita da cana-de-açúcar pode durar somente até janeiro em AL. Foto: Agência Brasil

A produção total de cana a ser moída pela indústria sucroalcooleira no Brasil em 2009 é considerada um recorde nacional, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A companhia divulgou nesta quarta-feira (16) que serão 612,21 milhões de toneladas, quantidade 7% maior que a da safra passada, embora esteja abaixo da prevista pela pesquisa realizada em setembro, que apontou uma produção de 629,02 milhões de toneladas de cana a ser moída.

A produtividade média, por sua vez, aumentou 0,4% sobre a temporada anterior, e agora é de 81.293 quilos por hectare (ha). A Conab estima em 7.531 mil hectares a área de plantio da cana destinada ao setor sucroalcooleiro, distribuídos entre São Paulo, com 4.101 mil hectares; Paraná, com 590,1 mil ha; Minas Gerais, com 587 mil ha; Goiás, com 520,3 mil ha; e Alagoas, com 448 mil ha.

Crise econômica e seca

Destaque nordestino na produção de açúcar e álcool, Alagoas não segue a tendência nacional de crescimento na produção canavieira. Com a lavoura em fase de colheita, produtores se dizem prejudicados com os efeitos da crise econômica internacional e com problemas causados pela falta de chuva na região. “Não tivemos chuva no período certo. Agora mesmo estamos em plena seca. E ainda estamos sofrendo as conseqüências da crise econômica. A quebra da safra pode chegar até 15% em algumas unidades”, diz o vice-presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Alagoas, Maxuwell Vasconcelos.

Segundo estimativas do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Alagoas (Sindaçúcar-AL), a colheita no estado ficará abaixo de 26 milhões de toneladas, o que representaria a segunda safra seguida com desempenho negativo. Além disso, a colheita seria acelerada, principalmente nas unidades menores, que podem concluir a moagem até o mês de janeiro.

A média histórica das chuvas das últimas 26 safras no estado para os meses de outubro e novembro é de 64,1 milímetros (mm), segundo dados do Sindaçúcar/AL, que aponta uma média três vezes menor para este ano. Levantamento da entidade mostra que em outubro de 2009 foi registrada uma precipitação pluviométrica de apenas 8,0 mm e em novembro de 13,3 mm.

Para Maxwuell Vasconcelos, o problema se estende a outros estados da região Nordeste, que não teriam como acompanhar o crescimento registrado na produção nacional. “Não temos mais áreas para expandir nossa plantação. Na região Centro-Sul, várias áreas de pastagem foram destinadas à cana, mas aqui nossa área já é conhecida”.

Cada tonelada de cana-de-açúcar que Alagoas deixa de esmagar representa, hoje, cerca de R$ 120 a R$ 130 a menos de faturamento para as indústrias do setor sucroenergético. A quebra de safra, de 1,4 milhão de toneladas representa uma perda financeira, para o Estado, que vai de R$ 170 a R$ 180 milhões, de acordo com os preços atuais do açúcar e do etanol.

Mercados

De acordo com a Conab, do total de cana esmagada no Brasil, cerca de 54% (336,2 mil t) se destina à produção de 25,8 milhões de litros de álcool. Deste volume, 18,2 bilhões de litros são do tipo hidratado (etanol) e 7,6 milhões do anidro. O etanol tem uma redução de exportação de cerca de 1,5 bilhão de litros em relação à safra passada, que foi de 4,9 bilhões de litros.

Mas o mercado interno, aponta a companhia, sinaliza positivamente, com maior crescimento de consumo, em função do aumento da frota de veículos flex-fuel (movidos tanto a gasolina como a álcool) que representam 90% dos carros leves.

Cerca de 45% do restante da cana moída (276 mil t), ainda segundo informações divulgadas pela Conab, vão para a produção de 34,6 milhões toneladas de açúcar. De 23 a 24 milhões de toneladas do açúcar produzido devem ser exportados, principalmente, para Índia e Rússia. Na temporada anterior foram 20 milhões toneladas do produto. O consumo interno aproxima-se de 11 milhões toneladas, sendo que 60% por meio de produtos industrializados.

Fonte: Tendências e Mercado. 16 de dezembro de 2009 - 18:36 - Por Acássia Deliê

http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/producao-de-cana-de-acucar-bate-recorde-em-2009/

Produção de Algodão

Bahia registra aumento de 3,8% na produção de algodão

Levantamento verificou que valor da produção agrícola alcançou R$ 148,4 bilhões em 2008 no país

Embora a produção de algodão herbáceo no Brasil tenha caído 3,1% no ano passado, na Bahia a produção registrou aumento de 3,8% no mesmo período, devido às condições climáticas favoráveis à cultura. Os dados são da pesquisa de Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada na última semana, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Município baiano de São Desidério plantou mais de 136 mil hectares de algodão. Foto: Divulgação

Mais de 136 mil hectares de algodão foram plantados no município baiano de São Desidério. Foto: Divulgação

O bom desempenho do estado se deve também à área de plantio (136.756 hectares) do município baiano de São Desidério, considerado o maior produtor de algodão do país, pois sua área é muito superior aos demais produtores.

No Mato Grosso, maior produtor nacional, houve queda de 5,5% na safra, devido ao custo de produção do algodão ser bem maior que o de outras lavouras. A Bahia representa 29,3% da produção do país.

A pesquisa constatou também que a produção nacional de algodão herbáceo, na safra 2008, foi 3,1% inferior à obtida no ano de 2007, reflexo, em sua maior parte, da retração da área de colheita, que foi de 1.063.817 hectares, mostrando um decréscimo de 5%. As maiores reduções ocorreram em Minas Gerais (16,1%) e São Paulo (52,9%), que diminuíram bastante suas áreas de plantio de algodão.

Os seis maiores produtores de algodão herbáceo do país são Mato Grosso, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Os estados do Mato Grosso e Bahia, juntos, representam 81,6% de toda produção.

Valor da produção

O levantamento verificou que o valor da produção da agricultura alcançou R$ 148,4 bilhões, registrando um acréscimo de 27,3% em relação a 2007. Esse resultado representa uma elevação de R$ 31,9 bilhões, explicada principalmente pelo aumento dos preços da soja – que respondeu por 26,1% do valor da produção agrícola brasileira -, do milho, do feijão e do arroz, além da maior produção de cana-de-açúcar, que teve aumento de 17,4%, apesar de ter contribuído com apenas 8,2% no valor da produção, de café e de trigo.

A pesquisa mostra um crescimento de 4,8% na área plantada, com a incorporação de quase 3 milhões de hectares, somando 65.338.804 milhões de hectares. Somente a soja teve um aumento de cerca de 500 mil hectares no período, e o milho, de 736 mil hectares.

Já a safra nacional de café, colhida em 2008, totalizou 46,6 milhões de sacas de 60 quilos (2.796.927 toneladas). Em 2007, o país colheu 37,5 milhões de sacas (2.249.011 toneladas). Em 2008, portanto, o aumento na produção foi de 24,4 %. O rendimento médio nacional consolidado foi de 1.259 quilos por hectare (21 sacas por hectares). A Bahia participa com 5,8% da produção total do país.

A produção nacional de feijão também obteve bons resultados em 2008, mostrando um acréscimo de 9,2% frente ao ano anterior. Na Bahia, importante centro produtor, com a estiagem observada na segunda safra, a produção mostrou uma pequena redução de 0,3%, sendo produzidas 318.522 toneladas.

Laranja e soja

A safra nacional de laranja, em 2008, totalizou 18.538.084 toneladas (454,4 milhões de caixas de 40,8 quilos). O estado de São Paulo, maior produtor, produziu 14.537. 610 toneladas (356,3 milhões de caixas de 40,8 quilos). Estados que também têm importante participação na citricultura brasileira são Bahia (6,0%), Sergipe (4,2%), Paraná (2,8%) e Rio Grande do Sul (1,8%).

Na Bahia, segundo estado produtor de laranja do país, com safra obtida de 1.116.896 toneladas (27,4 milhões de caixas), o município de Rio Real, um dos 20 maiores produtores do país, tem significativa participação no cenário citrícola nacional, tanto em área cultivada como no bom nível tecnológico de seus pomares.

Já a produção nacional de soja, em 2008, somou 59.242.480 toneladas, sendo 2,4 % maior que a do ano anterior, quando foram colhidas 57.857.172 toneladas. A Bahia aparece com 4,6% da produção do país.

As informações são da Assessoria Geral de Comunicação Social do Governo do Estado da Bahia.

Fonte: Tendências e Mercado. 21 de outubro de 2009 - 8:05

http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/bahia-registra-aumento-de-38-na-producao-de-algodao/

Produção de Mel

Exportação de mel cresce e bate recorde em 2009

A receita no ano passado foi de US$ 65,79 milhões, correspondentes a 26 mil toneladas

Exportação de mel cresce e bate recorde. Foto: Divulgação

Exportação de mel cresce e bate recorde. Foto: Divulgação

O valor das exportações de mel em 2009 cresceu mais de 51% em comparação com 2008. O preço foi recorde, atingindo US$ 2,77/Kg. A receita no ano passado foi de US$ 65,79 milhões, correspondentes a 26 mil toneladas. Nesse mesmo período houve aumento em 42% na quantidade comercializada.

Os Estados Unidos foram o principal destino do mel brasileiro, comprando16, 98 mil toneladas, totalizando US$ 41,13 milhões, seguido da Alemanha com US$ 13,61 milhões, e Reino Unido que ampliou sua participação para US$ 6,05 milhões.

No mercado interno, São Paulo permaneceu na liderança das exportações, com US$ 17,51 milhões. O estado respondeu sozinho por um quarto das exportações brasileiras em 2009. No nordeste o destaque foi Ceará com US$ 14,37 milhões, referente a mais de um quinto do valor exportado (21,8%), embora Pernambuco seja o maior produtor com 26 mil toneladas. Destacam-se ainda o Rio Grande do Sul com receita de US$ 9,68 milhões e Santa Catarina, com US$ 7,91 milhões.

Fonte: Tendências e Mercado. 22 de janeiro de 2010 - 14:30 - Por TM

http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/exportacao-de-mel-cresce-e-bate-recorde-em-2009/


ICMS sobre produção de mel terá redução de 12% em PE

Determinação deve beneficiar pequenos apicultores, responsáveis por 75% da produção de mel no estado

Apicultores de Pernambuco terão redução de 12% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para as operações interestaduais de venda do produto por cooperativas ou produtores, medida que deve aquecer o setor de produção de mel do estado.

Foto: Divulgação/Sebrae

Medida vai tornar produto mais competitivo no mercado. Foto: Divulgação/Sebrae

A determinação, cuja lei (nº 13.993) entrou em vigor ontem (22), vai beneficiar principalmente os pequenos produtores, responsáveis por 75% da produção do mel em Pernambuco. O Sertão do Araripe é hoje o destaque pernambucano do setor. Cerca de 1.500 toneladas/ano de mel e outras 200 toneladas/ano de cera são produzidas na região, responsável por 25% de toda produção do estado.

Ao comentar a iniciativa, o governador Eduardo Campos se disse feliz por assinar mais uma lei de redução da carga tributária e salientou que a renúncia de recursos por parte do estado será compensada pelo aquecimento econômico do setor e seus desdobramentos.

Competitividade

“Pela pouca demanda, é mais vantagem para o estado retirar o tributo de 12% do ICMS, já que tem pouco impacto no orçamento. Dessa forma, aquecemos o setor da produção de mel, gerando mais emprego e renda, e colocando Pernambuco em pé de igualdade com estados como o Piauí e o Rio Grande do Norte, por exemplo”, afirmou.

Antes da Lei, os apicultores precisavam pagar tributos de 12% de ICMS antes de industrializar os seus produtos. Para fugir dos encargos, muitos vendiam o mel ainda em estado bruto para outros estados, como o Piauí – dono de um forte polo do setor na região – onde ocorria o processo de refino e engarrafamento. Agora os fabricantes passam a ganhar crédito de 12%, o que, na prática, torna-os isentos de qualquer imposto.

“Esperávamos isso há muito tempo. Pernambuco estava ilhado, porque todos os estados vizinhos têm essa isenção e nosso mel era escoado por isso”, disse Antônio Ferreira Júnior, 45, apicultor há 25 anos. Morador do Cabo de Santo Agostinho, Antônio explicou que o mel produzido em Pernambuco ficava na clandestinidade e só ganhava “cidadania” ao atravessar as fronteiras em direção a outras regiões. “Nosso produto entrava na contabilidade final como se fosse deles, não na nossa. Isso não favorecia nem a Pernambuco nem a apicultura local”, concluiu.

Fonte: Tendências e Mercado. 23 de dezembro de 2009 - 12:17

http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/icms-sobre-producao-de-mel-tera-reducao-de-12-em-pe/

Produção de Flores

26 de janeiro de 2010 - 17:10 - Por TM

NE investe e amplia produção de flores

Cultivo se destaca e movimenta negócios milionários nos diversos estados da região

Ceará da exportação brasileira de flores. Foto: Sxc

Foto: Sxc

Com grande potencial competitivo e alta produtividade, o cultivo de flores no Nordeste desponta como uma das atividades mais promissoras. Solos férteis e temperaturas adequadas garantem uma produção que pode chegar a 200 rosas por m²/ano, duas vezes superior à produtividade da Colômbia, maior produtor latino-americano de flores. As condições climáticas favoráveis com sol o ano inteiro contribuem para o aumento dessa produtividade, pois reduz o tempo de colheita para até 45 dias. Em outras regiões do Brasil, o tempo médio para a colheita das flores é de até 70 dias.

No município de São Benedito, no estado do Ceará, estão concentrados campos de flores coloridas, estufas modernas com eficientes sistemas de produção e até um tipo de rosa vermelha exclusiva da região. A cidade se destaca no ranking das exportações da floricultura no Brasil. Também se observa a produção de rosas, flores e bulbos na região Metropolitana de Fortaleza, Maciço de Baturité, serra da Ibiapaba e sertão do Cariri. O estado vem apresentando um crescimento anual de 4,5% e exportando em torno de US$ 5 milhões.

Já em Vitória da Conquista, na Bahia, a produção de flores injeta R$ 500 mil por mês na economia e representa a maior produção individual da espécie Palma de Santa Rita. A produção mensal de rosas, considerando a cooperativa e os produtores independentes, gira em torno de 50 a 60 mil dúzias por mês. O Projeto Flores da Bahia, desenvolvido pelo Governo do Estado, visa capacitar e aprimorar o cultivo das diversas espécies que se adaptam à região e conta com a participação dos municípios Barra do Choça, Maracás e a Chapada Diamantina, que se destacam pela produção de rosas, movimentando R$ 15 milhões/ano.

Quando o assunto é flores tropicais, Pernambuco sai na frente com a maior produção nacional e a quinta de flores tradicionais. O estado se destaca pela estrutura montada para controle e aperfeiçoamento das plantas. São diversos laboratórios que cuidam do melhoramento genético e da produção. Tudo isso visando fortalecer o cultivo e as exportações. Atualmente 197 produtores exploram 125 hectares de terra: 32 produtores de flores tropicais (70 hectares) e 165 de flores de clima temperado (55 hectares), organizados em quatro associações e uma cooperativa, movimentando recursos da ordem de R$ 36 milhões/ano, gerando 800 empregos diretos e milhares de indiretos. A produção se concentra nas cidades do litoral, zona da mata e agreste, com destaque para Petrolina.

O Brasil, em 2008, exportou nove mil toneladas de flores e rosas, no valor de US$ 35,5 milhões. E há investimentos valiosos que visam a certificação da floricultura regional, reduzindo impactos ambientais, firmando a imagem da floricultura brasileira, além de possibilitar diferenciais de preços no mercado. Um sistema de produção sustentável e socialmente correto se transforma numa valiosa chave para a abertura de portas aos exportadores brasileiros, em especial os nordestinos, nos principais mercados consumidores, principalmente no europeu.

Fonte: Tendências e Mercado. http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/ne-investe-e-amplia-producao-de-flores/