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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Rio São Francisco - Ações no Território

BA: Cursos promovem conhecimento no ‘Velho Chico’

Programação estimula o desenvolvimento dos negócios de produtores rurais organizados em associações/cooperativas

BA: Cursos promovem conhecimento no 'Velho Chico'. Foto: Divulgação

BA: Cursos promovem conhecimento no 'Velho Chico'. Foto: Divulgação

As ações iniciadas em janeiro nos municípios do ‘Projeto Território da Cidadania – Velho Chico’ prosseguem em fevereiro. Elas reúnem uma série de capacitações, que beneficiam setores como mandiocultura, ovinocaprinocultura e piscicultura. Velho Chico é a designação popular para o Rio São Francisco.

O Projeto do Território do Velho Chico, com gestão do Sebrae/BA, tem como público-alvo produtores rurais organizados em associações/cooperativas, assentados, quilombolas, colônias de pescadores e grupos indígenas na área de abrangência do Território Velho Chico ligadas às atividades da caprinocultura, mandiocultura e piscicultura.

A iniciativa tem como objetivo apoiar o desenvolvimento do território Velho Chico por intermédio do fortalecimento, modernização, aplicação e consolidação dos pequenos negócios existentes, com foco na comercialização, com ênfase na cooperação e aumento de renda.

Isso será feiro através de uma série de ações, como capacitações, consultorias tecnológicas, gerenciais, de mercado, consultoria em associativismo e cooperativismo, seminários, missões técnicas e comerciais, participação em feiras e etc.

Para esse ano, a meta é aumentar em 80% a renda dos agricultores inseridos no projeto, em 30% os novos negócios provenientes da caprinocultura, da mandiocultura e da piscicultura e incrementar em 30% a geração de novos empregos no segmento de produção de caprinos, mandioca e peixes.

O Território da Cidadania Velho Chico, na Bahia, abrange uma área de 46.334,80 Km² e é composto por 16 municípios: Barra, Bom Jesus da Lapa, Brotas de Macaúbas, Carinhanha, Feira da Mata, Ibotirama, Igaporã, Malhada, Matina, Morpará, Muquém de São Francisco, Oliveira dos Brejinhos, Paratinga, Riacho de Santana, Serra do Ramalho e Sítio do Mato.

A população total do território é de 362.678 habitantes, dos quais 198.558 vivem na área rural, o que corresponde a 54,75% do total. Possui 29.822 agricultores familiares, 8.759 famílias assentadas, 27 comunidades quilombolas e 3 terras indígenas. Seu IDH médio é 0,62.

Com informaçõs da Assessoria.

Fonte: Tendências e Mercado. http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/ba-cursos-promovem-conhecimento-no-velho-chico/

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Produção de Algodão

Bahia registra aumento de 3,8% na produção de algodão

Levantamento verificou que valor da produção agrícola alcançou R$ 148,4 bilhões em 2008 no país

Embora a produção de algodão herbáceo no Brasil tenha caído 3,1% no ano passado, na Bahia a produção registrou aumento de 3,8% no mesmo período, devido às condições climáticas favoráveis à cultura. Os dados são da pesquisa de Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada na última semana, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Município baiano de São Desidério plantou mais de 136 mil hectares de algodão. Foto: Divulgação

Mais de 136 mil hectares de algodão foram plantados no município baiano de São Desidério. Foto: Divulgação

O bom desempenho do estado se deve também à área de plantio (136.756 hectares) do município baiano de São Desidério, considerado o maior produtor de algodão do país, pois sua área é muito superior aos demais produtores.

No Mato Grosso, maior produtor nacional, houve queda de 5,5% na safra, devido ao custo de produção do algodão ser bem maior que o de outras lavouras. A Bahia representa 29,3% da produção do país.

A pesquisa constatou também que a produção nacional de algodão herbáceo, na safra 2008, foi 3,1% inferior à obtida no ano de 2007, reflexo, em sua maior parte, da retração da área de colheita, que foi de 1.063.817 hectares, mostrando um decréscimo de 5%. As maiores reduções ocorreram em Minas Gerais (16,1%) e São Paulo (52,9%), que diminuíram bastante suas áreas de plantio de algodão.

Os seis maiores produtores de algodão herbáceo do país são Mato Grosso, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Os estados do Mato Grosso e Bahia, juntos, representam 81,6% de toda produção.

Valor da produção

O levantamento verificou que o valor da produção da agricultura alcançou R$ 148,4 bilhões, registrando um acréscimo de 27,3% em relação a 2007. Esse resultado representa uma elevação de R$ 31,9 bilhões, explicada principalmente pelo aumento dos preços da soja – que respondeu por 26,1% do valor da produção agrícola brasileira -, do milho, do feijão e do arroz, além da maior produção de cana-de-açúcar, que teve aumento de 17,4%, apesar de ter contribuído com apenas 8,2% no valor da produção, de café e de trigo.

A pesquisa mostra um crescimento de 4,8% na área plantada, com a incorporação de quase 3 milhões de hectares, somando 65.338.804 milhões de hectares. Somente a soja teve um aumento de cerca de 500 mil hectares no período, e o milho, de 736 mil hectares.

Já a safra nacional de café, colhida em 2008, totalizou 46,6 milhões de sacas de 60 quilos (2.796.927 toneladas). Em 2007, o país colheu 37,5 milhões de sacas (2.249.011 toneladas). Em 2008, portanto, o aumento na produção foi de 24,4 %. O rendimento médio nacional consolidado foi de 1.259 quilos por hectare (21 sacas por hectares). A Bahia participa com 5,8% da produção total do país.

A produção nacional de feijão também obteve bons resultados em 2008, mostrando um acréscimo de 9,2% frente ao ano anterior. Na Bahia, importante centro produtor, com a estiagem observada na segunda safra, a produção mostrou uma pequena redução de 0,3%, sendo produzidas 318.522 toneladas.

Laranja e soja

A safra nacional de laranja, em 2008, totalizou 18.538.084 toneladas (454,4 milhões de caixas de 40,8 quilos). O estado de São Paulo, maior produtor, produziu 14.537. 610 toneladas (356,3 milhões de caixas de 40,8 quilos). Estados que também têm importante participação na citricultura brasileira são Bahia (6,0%), Sergipe (4,2%), Paraná (2,8%) e Rio Grande do Sul (1,8%).

Na Bahia, segundo estado produtor de laranja do país, com safra obtida de 1.116.896 toneladas (27,4 milhões de caixas), o município de Rio Real, um dos 20 maiores produtores do país, tem significativa participação no cenário citrícola nacional, tanto em área cultivada como no bom nível tecnológico de seus pomares.

Já a produção nacional de soja, em 2008, somou 59.242.480 toneladas, sendo 2,4 % maior que a do ano anterior, quando foram colhidas 57.857.172 toneladas. A Bahia aparece com 4,6% da produção do país.

As informações são da Assessoria Geral de Comunicação Social do Governo do Estado da Bahia.

Fonte: Tendências e Mercado. 21 de outubro de 2009 - 8:05

http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/bahia-registra-aumento-de-38-na-producao-de-algodao/

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Bahia negocia vinda da primeira indústria de turbinas eólicas da América Latina


Em paralelo às discussões mundiais sobre o futuro climático do Planeta, em Copenhagen, o Governo da Bahia assinou, durante o evento, um protocolo de intenções com a multinacionalAlstom, em prol da energia limpa. O acordo, firmado no Convento do Carmo Hotel, prevê a instalação da primeira unidade industrial de turbinas eólicas na América Latina.


"Escolhemos a Bahia por duas razões principais. A primeira delas é o potencial eólico do Nordeste e a segunda é, justamente, a melhor estrutura apresentada pelo estado dentro desta região", explicou o presidente da filial brasileira, Philippe Delleur, ressaltando o compromisso da empresa francesa em participar do desenvolvimento responsável do Estado.

A nova fábrica, a ser instalada no Pólo Industrial de Camaçari, terá suas atividades voltadas à construção de turbinas para geração de energia elétrica a partir do vento (eólica). A capacidade prevista é de 300 megawatts anuais. O suficiente para alimentar uma cidade de médio porte com energia renovável, enfatizando o compromisso estadual com as políticas ambientais.

Estima-se o investimento inicial de R$ 50 milhões, com a possibilidade de faturamento anual de até R$ 1 bilhão e a implantação de 150 empregos diretos. Em contrapartida, o governo concederá incentivos fiscais, além de infraestrutura necessária para instalação do empreendimento e apoio destinado à obtenção de financiamentos.

"O acordo é resultado de um processo iniciado em março de 20o9, quando viajamos à França para iniciar as discussões. Com a vinda desta empresa mundial, ganhamos competitividade, energia limpa e uma cadeia produtiva em torno do que será montado", afirmou o governador Jaques Wagner, enfatizando os atuais saldos positivos em conseqüência da atração de investimentos para o estado, a exemplo dos R$ 2,4 bilhões anunciados pela Ford, em novembro.

"Fechamos o mês de novembro com o saldo positivo de 13.240 empregos, o melhor novembro do país desde que a série Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é pesquisada", informou Wagner.


Links referenciados

www.ba.gov.br

Alstom
www.alstom.com.br

Fonte: Jornal Agrosoft
http://www.agrosoft.org.br/agropag/212958.htm

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ECO-ECONOMIA - Princípio Preservador-Pagador no Baixo Sul da Bahia

Eduardo Athayde
16/09/2009 - 11:24:07

O Estado do Mundo 2009, relatório do Worldwatch Institute (WWI), mostra que ao inverter a curva de crescimento de emissões de gases de efeito estufa até 2020, a economia criará mercados globais da ordem de US$ 2,5 trilhões por ano em produtos e serviços de baixo carbono, informação estratégica para projetos de valoração de ativos ambientais onde a preservação, uma imperiosa necessidade, é usada como base para construção do PIBS (Produto Interno Bruto Sustentável).

Os novos fundamentos eco-econômicos mudam os lugares onde a riqueza é criada afetando formas de trabalho e investimentos. Pagar para preservar é uma nova tendência que influencia empresas e governos. A visão de Corredores Ecológicos, assim batizados pela noção ultrapassada da possibilidade da preservação pela intocabilidade, migra para o paradigma de “Corredores Eco-Econômicos”, reinterpretada pelo principio integrador do preservador-pagador, gerador riquezas, onde a preservação é entendida também como lastro para os econegócios. Quanto pode valer, por exemplo, os princípios ativos da Mata Atlântica num mundo onde o mercado de plantas medicinais movimenta uma economia de 45 bilhões de dólares (igual ao PIB da Bahia) e cresce 20% ao ano?

Sintonizados na visão da eco-economia projetos são monitorados pela ONU ao redor do mundo. Na Bahia, a Associação Guardiã da Área de Proteção Ambiental do Pratigi (AGIR), no Baixo Sul, desenvolve projeto piloto acompanhado pela Divisão das Nações Unidas para o Desenvolvimento e Questões Sociais (UNDESA), tendo como linha mestra o princípio do preservador-pagador. Dados atualizados, sistematizados em anuário estatístico da AGIR, produzido em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), orientam planos de ação onde a educação coletiva é pilar para ajudar a população local migrar da ignorância passiva para a inteligência da sustentabilidade, promovendo o lucro social, econômico e ecológico de forma integrada. Exemplo a ser seguido pelas unidades de conservação no Brasil.

Eduardo Athayde é diretor do WWI-Worldwatch Institute. Email: Eduardo@uma.org.br

Fonte: Mercado Ético
http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/preservador-pagador-no-baixo-sul-da-bahia/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ações do documento Projeto da Embrapa estuda formas de aproveitamento do ouricuri por agricultores familiares

Palmeira é típica da Bahia

Com 82 anos, seu Rosentino Prudêncio dos Santos sempre morou em uma “tirinha de terra” no lugarejo de Pilões, município de Jacobina – BA. Planta um “pouquinho” de feijão, de milho, de mandioca. Camisa puída, facão na cintura, ele aponta com as mãos calejadas de onde costuma tirar a renda para comprar “café, açúcar”: os muitos pés de licuri que se espalham por sua pequena propriedade.

Nos tempos de inverno (janeiro a abril), e mais ainda quando as trovoadas anunciam a permanência das chuvas por mais tempo, ele sai à cata de cachos dessa palmeira para vender, quase sempre, a atravessadores que percorrem ávidos a região para comprar a coleta dos agricultores.

Os cachos que coleta, cheios de coquinhos, Seu Rosentino espalha em parte do terreiro da sua casa e deixa secar ao sol. É o único pré-beneficiamento que faz antes de quebrá-los e entregar no ponto de venda por preço que ele diz ser muito fraco (entre R$ 0,60 e R$ 1,00, o quilograma). Daí pra frente, ele não sabe exatamente o que é feito dos coquinhos, mas há uns 30 anos, “quando o povo pegou a vender”, que “dizem que é para fazer óleo”.

Mercado - O licuri ou ouricuri é uma palmeira tipicamente baiana que chega a alcançar 6 metros de altura. Em grandes áreas do semiárido do estado, inclusive nas caatingas secas e pedregosas, plantas da espécie dominam a paisagem na vegetação nativa. Nas roças, como a de seu Rosentino, é comum o consórcio dessa palmeira e culturas de subsistência: feijão, milho, mandioca e forrageiras.

“Antigamente”, o processamento caseiro da amêndoa do coquinho do licuri abastecia as famílias de tempero, sabão, óleo para alisar cabelo e cicatrizar cortes, revela o agricultor. Também, de muito tempo, se enfiam os coquinhos num cordão, à semelhança de um colar, para ser vendido em feiras livres.

A movimentação dos atravessadores pelos territórios baianos da região do Sisal, que abrange 20 municípios, e do Piemonte do Norte do Itapicuru, formado por 9 municípios, revelam que está sendo formado um mercado em torno de co-produtos da palmeira em escala comercial e até industrial, que organizações não governamentais e instituições públicas de pesquisa e desenvolvimento buscam estimular iniciativas e empreendimentos que gerem renda e emprego para um universo de agricultores como o Seu Rosentino.

100% – Uma dessas iniciativas é o projeto “Estratégias de aproveitamento dos co-produtos do coco ouricuri na alimentação humana e animal”, coordenado pelo engenheiro agrônomo José Barbosa dos Anjos, pesquisador da Embrapa Semi-Árido, e financiado pelo Instituto de Desenvolvimento da Região do Sisal (IDRSisal). Já em execução, são avaliadas técnicas de pré-processamento para utilizar a palmeira na produção de alimentos, de óleo, de fonte energética, bebida, sabonetes, sabões, detergentes e picolés.

De acordo com José Barbosa, em cada parte da planta de ouricuri, há propriedades que podem ser transformadas em ingredientes comerciais capazes de gerar renda e postos de trabalho. Análises de laboratório, registraram a propriedade de quase 100% de saponificação, por isso o óleo extraído do coco de ouricuri tem destino certo: as indústrias de saboaria. Neste caso, o percentual de soda cáustica é bem menor no processamento de sabões, sabonetes e detergentes.

Outro co-produto do ouricuri é uma espécie de casca que envolve o coquinho. De consistência muito dura, esse resíduo é apontado pelo pesquisador da Embrapa como um combustível renovável, que pode ser incluído na matriz energética da região. Com baixo teor de enxofre, a adoção desse material, para alimentar fornos de cerâmicas ou fogões de residências, reduz a pressão pelo corte da vegetação nativa para produção de lenha, como também causa pouco impacto sobre o efeito ao meio ambiente, por se tratar de uma energia limpa e de fonte renovável. Segundo ele, mais ou menos 20 kg de carvão de ouricuri geram a mesma energia de um botijão de 13 kg de GLP (gás liquefeito de petróleo).

Indústria – Para Barbosa, o ouricuri precisa ter uma exploração racional e ser encarada pelos agricultores familiares do semiárido baiano como uma cultura perene e rentável. O projeto que coordena tem a pretensão de introduzir técnicas adaptadas à exploração dos co-produtos da palmeira em nível de propriedades ou em comunidades urbanas.

Em Caldeirão Grande, um dos municípios que formam o Território do Piemonte do Norte do Itapicuru, a instalação no ano de 2008 de uma indústria no âmbito de um programa da Superintendência da Indústria e Comércio do Governo da Bahia tem dado nova dinâmica ao mercado de ouricuri na região. Inicialmente cedida a uma associação de agricultores para exploração, acabou sendo assumida pela Indústria de Extração de Óleo Vegetal (Inovec). Do processamento inicial de 600 kg/semana, já chega a esmagar, no período de safra 2000-2500 kg/ semana.

Kedna Samira Bezerra Sobreira, Gerente Administrativa da Inovec, considera pouco. Ela explica que trabalha com a meta de chegar a esmagar entre 1000 kg e 2000 kg por dia da amêndoa do ouricuri. O mercado, que se restringia a clientes fabricantes de material de limpeza (sabão, detergente e desinfetante) em municípios vizinhos (Morro do Chapéu e Euclides da Cunha), tem perspectivas de expansão para lugares tão distantes quanto Lauro de Freitas, Vitória da Conquista e Feira de Santana.

Potencial – As vantagens da industrialização são percebidas pelo genro de Seu Rosentino, Maurício Almeida dos Santos. Para ele, viabilizar o processamento da amêndoa pelos próprios agricultores é maneira que vê para conseguirem melhores preços na venda do ouricuri. Da forma como acontece atualmente, a comercialização a granel (licuri inteiro), ao preço de R$ 0,10/Kg, gera uma pequena renda que apenas compra poucos itens da cesta básica das famílias, explica.

Assistente Social, com atuação nos municípios de Filadélfia e Pindobaçu, Solange Santos Marinho considera que a instalação e o funcionamento regular de uma indústria são o modo mais acertado de ampliar a renda das famílias de agricultores e de impulsionar o desenvolvimento econômico de municípios, com base em um recurso abundante e local. Num estudo feito com o objetivo de dimensionar a densidade da palmeira de ouricuri na área territorial de Caldeirão Grande, chegou -se à estimativa da ocorrência de uma população de plantas de mais de 15 milhões de pés, com uma produção média anual estimada em 12 kg de amêndoa por palmeira.

A industrialização também é uma forma de aumentar a produtividade do trabalho dos agricultores. O rendimento da extração manual de coco ouricuri é muito baixo: em torno de 5 a 7 kg de amêndoa por dia. O equipamento desenvolvido para quebra do coco, em operação na Inovec, produz 600 kg de coquinho, por hora.

O ouricuri precisa passar a ser explorado em bases mais racionais. Algumas questões tecnológicas ainda precisam ser acertadas para aprimorar o desenvolvimento de novos co-produtos. Contudo, o planejamento de melhores estratégias de aproveitamento do coco e de seus co-produtos deve levar a atividade a evoluir de uma forma artesanal, para se consolidar em negócios rentáveis para muitas famílias do sertão baiano, afirma José Barbosa.


Contatos:
José Barbosa dos Anjos – pesquisador;
jbanjos@cpatsa.embrapa.br
Marcelino Ribeiro – jornalista;
marcelrn@cpatsa.embrapa.br
Embrapa Semi-Árido – 87 3862 1711