terça-feira, 14 de setembro de 2010

XIV World Water Congress


http://www.worldwatercongress.com/en/index.php

XIV World Water Congress



The XIV World Water Congress continues a tradition of meetings designed specifically for water resources professionals - practitioners, researchers, decision-makers, and others. A triennial event of the International Water Resources Association (IWRA), the recent Congresses have been held in Montpellier (2008), New Delhi (2005) and Madrid (2002).
IWRA, the Congress International Scientific Committee (ISC), and the Secretariat of Water and Energy Resources of the State of Pernambuco, Brazil (SRHE), are pleased to invite interested participants to the XIVth Congress in Porto de Galinhas, near the city of Recife, during the period September 25-29, 2011. Core support for the Congress is provided by IDRC, Canada’s International Development Research Centre, which supports research in developing countries to promote growth and development. The result is innovative, lasting local solutions that aim to bring choice and change to those who need it most.
The XIV Congress will address Adaptive Water Management: Looking to the Future. The ISC, composed of members from regional and international bodies, universities and research organizations, has planned four central themes:
1) adaptive water management
2) water resources and global change
3) governance and water law
4) knowledge systems.

Plenary sessions and keynote speakers will set the broader context to frame individual, more detailed sessions.
We look forward to your participation and encourage you to continue checking the Congress website for updates over the coming months leading up to the Congress.

GOALS

The World Water Congress will highlight emerging drivers of water resources management including climate change; population growth, urban expansion and demographic changes; economic development; water quality degradation, and ecosystem water requirements including to mantain biodiversity. Each of these will alter the way water is managed; together, they will require fundamentally new priorities for technology and infrastructure, management and policy, allocation and pricing, laws and institutions, and above all a new future outlook for water resources professionals.

OBJECTIVES

What is "adaptive management"? As we enter an era of drastically heightened pressure on water resources combined with greater exposure to extremes (drought and floods), managers and decision makers (from users to agencies, to global water initiatives) must reconfigure conventional approaches that have assumed bounded variability in hydrologic, water demand, and institutional terms. This new conception of water management seeks to better integrate scientific, engineering, social, and institutional perspectives. It requires new understanding of multiple factors that influence how water is used and managed and of what we must do to innovate. For example, what are the tradeoffs of new treatment systems for water supply or wastewater that are increasingly energy-intensive when climate change mitigation will require reduced energy inputs? How do decision processes at local to national to global scales incorporate new perspectives? Are agencies, professionals, and the public able to change their thinking ("learn") quickly enough to keep pace with growing uncertainty in conditions? How do water systems build adaptive capacity to face multiple stressors, some of which are potentially catastrophic or yet unknown such as climate change impacts? These and other questions will challenge Congress participants.

THEMES

Four themes will provide the overall structure for the Congress:
  • Adaptive water management
  • Water resources and global change
  • Governance and water law (co-convened by IWRA and AIDA)
  • Knowledge systems
Each theme will be comprised of a set of sessions as indicated below. Sessions may be combined, or expanded, depending on Congress participants’ interest.
Participants submitting abstracts will indicate which session(s) would be the most appropriate for their paper.  The ISC will attempt to accommodate these requests, but cannot assure participants that they will be in the session of their first choice.
Adaptive water managementWater resources
and global change
Governance
and water law
Knowledge systems
AM1. TRANSITION TO AWM: MULTI-LEVEL GOVERNANCE OF TRANSFORMATION
Info
GC1. DRIVERS OF CHANGE: CONTEXTUALIZATION
Info
GL1. EMERGING CHALLENGES IN WATER LAW AND ADMINISTRATION IN THE CONTEXT OF CLIMATE CHANGE
Info
KS1. DISCURSIVE SCIENCE, INNOVATIVE POLICIES AND STAKEHOLDER PARTICIPATION
Info
AM2. AWM, IWRM, AND CO-MANAGEMENT
Info
GC2. AWM AND DEMOGRAPHIC CHANGES
Info
GL2. WATER GOVERNANCE AND INSTITUTIONS
Info
KS2. BUILDING SCIENCE-POLICY-STAKEHOLDER INTERFACES
Info
AM3. CONCEPTUAL AND METHODOLOGICAL FRAMEWORKS IN AWM: HOW TO SHARE LESSONS LEARNED
Info
GC3. AWM AND FOOD SECURITY
Info
GL3. BALANCING EQUITY, EFFICIENCY AND THE ENVIRONMENT IN WATER ALLOCATION AND RE-ALLOCATION, IN THE CONTEXT OF ADAPTIVE WATER MANAGEMENT (AWM)
Info
KS3. ROLE & INTERACTION OF DIFFERENT KINDS OF KNOWLEDGE IN AWM
Info
AM4. HOW TO DEAL WITH UNCERTAINTY IN AWM
Info
GC4. AWM AND ENERGY SECURITY
Info
GL4. WATER POLLUTION CONTROL
Info
KS4. IMPACT PATHWAYS AND THE ADOPTION OF INNOVATION
Info
AM5. AWM AND SUSTAINABLE DEVELOPMENT
Info
GC5. AWM AND ECONOMIC DEVELOPMENT
Info
GL5. THE HUMAN RIGHT TO WATER: GOVERNANCE DIMENSIONS
Info
KS5. KNOWLEDGE NETWORKS, SOCIAL LEARNING AND LEARNING ALLIANCES IN AWM
Info
AM6. AWM IN OVERCOMING TRADE-OFF BETWEEN HUMAN AND ENVIRONMENTAL WATER NEEDS
Info
GC6. AWM AND CLIMATE CHANGE
Info
GL6. THE HUMAN RIGHT TO WATER: LEGAL DIMENSIONS
Info
KS6.WATER MANAGEMENT IMPACTS FROM OUTSIDE THE WATER SECTOR
Info
AM7. THE ECOSYSTEM SERVICES CONCEPT IN AWM
Info
GC7. AWM AND ALTERED HYDROLOGIC SYSTEMS
Info
GL7. LAW AS LEADER IN COMMUNITY ATTITUDES AND SUSTAINABILITY
Info
KS7. ROLE OF MODELS IN ADAPTIVE WATER MANAGEMENT
Info
AM8. AWM AND FLOODS
Info
GC8. AWM AND MANAGING UNCERTAINTY AND EXTREMES
Info
GL8. GOVERNANCE AND MANAGEMENT OF TRANSBOUNDARY WATERS
Info
KS8. SCIENTIFIC ASSESSMENTS AND THE SCIENCE-POLICY INTERFACE
Info
AM9. AWM, WATER SCARCITY AND DROUGHTS
Info
GC9. EMERGING TECHNOLOGYAND INFRASTRUCTURE
Info
GL9. THE LEGAL DIMENSIONS OF TRANSBOUNDARY WATERS IN THE FACE OF THE CLIMATE CHANGE CHALLENGE
Info
KS9. FUTURE OUTLOOK PLENARY
Info




TIMELINE

October 15, 2010: Deadline for special session proposals 

November 15, 2010: Deadline for submission of abstracts

December 2010: Inform authors of accepted presentations/ posters

May 2011: deadline for submission of the final version of presentations

September 25-28, 2011: Congress

September 29 - October 1, 2011: Optional trips


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Conferência Internacional sobre os Sete Saberes para uma Educação do Presente



A UNESCO e a Universidade Estadual do Ceará, associadas à Universidade Católica de Brasília e à Universidade de Barcelona, acreditando na relevância das idéias e ideais estabelecidos na obra de Edgar Morin – Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro propõem-se a realizar, em Fortaleza/Ceará, no período de 21 a 24 de setembro de 2010, a Conferência Internacional sobre os Sete Saberes para uma Educação do Presente - e a encaminhar suas recomendações e sugestões à Assembléia Geral das Nações Unidades, até o final de 2010, para os devidos encaminhamentos de natureza político- administrativa. Este evento terá como Presidente de Honra o sociólogo e filósofo Dr. Edgar Morin e será presidido pelo Sr. Dr. Vincent Defourny, representante da UNESCO no Brasil, sendo prevista a participação local de mais de 1000 educadores e virtual de mais de 5000 pessoas, em salas de teleconferência distribuídas pelo país.

Objetivos e estrutura

Esta conferência tem por objetivos desenvolver uma escuta pedagógica sobre as facilidades e dificuldades apresentadas pela comunidade educacional no desenvolvimento de práticas pedagógicas coerentes com as questões propostas no referido documento e extrair, dos diferentes círculos de diálogos e das conferências plenárias, elementos substantivos capazes de nortear possíveis recomendações a serem encaminhadas às diferentes instituições nacionais e internacionais, para futuros desdobramentos e financiamentos de projetos e atividades relacionadas a esta temática. Pretende-se, também, iniciar um profícuo diálogo entre escolas e universidades, para intercâmbio de saberes e de práticas pedagógicas capazes de iluminar novos cursos de formação docente, a partir da complexidade. Outro objetivo importante refere-se ao interesse no compartilhamento de experiências inovadoras fundamentadas na complexidade, na transdisciplinaridade e na ecoformação, capazes de colaborar para o desenvolvimento de uma pedagogia alternativa, a partir desses referenciais teóricos.

A estrutura de conteúdos da Conferência está organizada ao redor dos Setes Saberes para uma Educação do Futuro, de autoria de Edgar Morin, articulando-se ao redor dos seguintes blocos temáticos:

  • As cegueiras do conhecimento;
  • Os princípios do conhecimento pertinente;
  • Ensinar a condição humana;
  • Ensinar a identidade terrena;
  • Enfrentar as incertezas;
  • Ensinar a compreensão;
  • A ética do gênero humano;


Presidencia e Comitês

PRESIDENTE DE HONRA

  • EDGAR MORIN

PRESIDENTE DA CONFERÊNCIA

  • Vicent Defourny – Representante da UNESCO/Brasil

VICE-PRESIDÊNCIA

  • Maria Cândida Moraes
  • Universidade Católica de Brasília (UCB)
  • Celina Magalhães Ellery
  • Universidade Estadual do Ceará (UECE)


MAIS INFORMAÇÕES: http://www.uece.br/setesaberes/

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Incêndios em todo Brasil

Fogo atinge o Parque da Chapada Imperial, em Brazlândia, cidade-satélite de Brasília (DF), nesta segunda-feira (6). Umidade relativa do ar na capital federal deve continuar baixa até quarta-feira. Foto de Celso Junior/AE - http://noticias.uol.com.br/album/100906_album.jhtm?abrefoto=32

Governo decreta estado de emergência ambiental no Ceará e em mais 14 estados


Levantamento mostra a existência de 1.178 focos de incêndio no país hoje, conforme dados do satélite de referência
07/09/2010 17:04
O Ministério do Meio Ambiente decretou estado de emergência ambiental em 14 estados e o Distrito Federal por causa do grande número de focos de queimadas. Estão na lista os estados: Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Pará, Piauí, Tocantins, Bahia, Goiás, Minas Gerais e o Distrito Federal.

Com o decreto, o estados podem contratar brigadistas para combater o fogo sem a necessidade de licitação, por exemplo. A portaria com a lista foi publicada ontem (6) no Diário Oficial da União.

Levantamento do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostra a existência de 1.178 focos de incêndio no país hoje (7), conforme dados do satélite de referência. Do total, o maior número foi registrado em Goiás, 892. Em seguida aparecem Tocantins (288 focos), Bahia (239), Minas Gerais (203), Distrito Federal (31), Mato Grosso (17) e São Paulo (8).

Agência Brasil

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Experiência com Agroecologia no Ceará

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Agroecologia favorece produtividade da mandioca

5/9/2010 Clique para Ampliar
Produtores da comunidade de Pirangi, em Itapipoca, cultivam a variedade “pretinha” e alcançam melhor rendimento que a modalidade anterior 
FOTOS: WILSON GOMES

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Casa de farinha em comunidade de Itapipoca. A produção do derivado da mandioca responde por 85% do que é produzido neste tipo de cultura no Estado, destinando-se à alimentação humana
Aumento de oito toneladas para 20t por hectare de mandioca é o resultado positivo alcançado em Itapipoca

Itapipoca - Uma associação formada por 25 famílias está atuando na transição da agricultura convencional para a agroecologia, fazendo com que a produção no campo aumente e se torne bastante rentável para todos que estão envolvidos no projeto. Este projeto foi implantado na comunidade de Pirangi, zona rural deste município e está sendo assistido pela Ematerce.

É um sistema de produção que visa o resgate de práticas agrícolas já conhecidas pelos produtores, a partir do uso de ferramentas tecnológicas e sociais cujo objetivo é o melhor incremento da produção e maiores possibilidades de mercado para o produtor.

O projeto implantado, que está servindo de piloto para outras comunidades, visa mostrar ao produtor de mandioca que ele pode optar por uma diversificação das espécies do cultivo de mandioca, ou usar somente uma variedade. "Aqui estamos trabalhando com uma única espécie, a mandioca variedade pretinha", disse Zilval Fonteles, engenheiro agrônomo da Ematerce. Segundo ele, a espécie tem uma produtividade de até 15 toneladas por hectare plantado, contra as 10 toneladas produzidas em área de igual tamanho com outros tipos de mandioca. "Além disso, a ´pretinha´ permite a colheita num tempo menor, algo em torno de um ano. Outra vantagem é o descascamento mais rápido, facilitando o trabalho das casas de farinha", ilustra Zilval Fonteles.

A transição da agricultura convencional para a agroecologia já mostrou suas vantagens e em pouco tempo conseguiu fazer com que os produtores aumentasse de oito toneladas por hectare, para 20t, por hectare. "A modernização da mandicultura foi necessário com a construção de uma fábrica de beneficiamento moderna, visando o aumento da produção de goma, farinha e outros subprodutos" explica Zilval Fonteles.

Melhor preço

"Antes a gente produzia de forma desordenada perdendo muito na qualidade obtendo um valor na venda muito inferior ao praticado no mercado local. Muitos compradores só pagavam R$ 35,00 por uma saca de 60 quilos, hoje o preço chegou a R$ 45,00", disse o presidente da Associação Prodesenvolvimento de Sítio Pirangi, José Cláudio Rosa.

Para o presidente da associação, um dos fatores que hoje devem ser levado em conta é a seleção de matéria adequada, higiene e os cuidados durante todo o processo de fabricação. "Com as novas tecnologias que estão sendo implantada na nova casa de farinha, o rendimento médio hoje chega a 30%", disse José Cláudio.

De acordo com engenheiro agrônomo da Ematerce, Zilval Fonteles, a agroecologia é constituída de diversos fatores que vão muito além da agricultura convencional, que é uma agricultura de exclusão.

"É um apanhado de técnicas, de parâmetros, de conhecimento local, de conhecimento do agricultor sobre o ecossistema em que ele vive, interação do meio ambiente com a natureza e o ser humano", disse Zilval Fonteles, acrescentando que devido a essa modernização introduzida, dentro das especificações tecnológicas exigidas, permite a produção de produtos de boa qualidade e de maior valor comercial, por custos razoáveis, proporcionando aumento na renda do produtor rural, o que gera uma grande expressividade apresentada pela cultura da mandioca no cenário socioeconômico do Estado.

Cultura de subsistência

Por não exigir maiores cuidados, o plantio da mandioca é um dos cultivos mais comuns realizados pelo homem do campo, considerado inclusive como cultura de subsistência no meio rural nordestino.

A mandioca é uma espécie nativa do Brasil e está distribuída em todo o território nacional. As principais regiões produtoras são: Nordeste (46%), Norte (25%), Sul (17%), Sudeste (7%) e Centro-Oeste (4%). Em nível nacional, 40 a 45% da produção destinam-se para farinha, 10% a fabricação do amido, 30% ao consumo de mesa e o restante é para a alimentação animal.

No Ceará em torno de 85% da produção de raiz de mandioca destina-se ao consumo humano, principalmente na forma de farinha e amido (goma), produtos considerados de baixa qualidade em razão das agroindústrias existentes serem artesanais e munidas de equipamentos obsoletos. O restante da raiz produzido é utilizado na alimentação animal, na forma fresca, ensilada ou fenada.

O interesse pela cultura deve-se a sua capacidade de adaptação as mais variadas condições ambientais.

Por suas características de rusticidade, em períodos de seca, comuns nas regiões semiáridas, a mandioca é capaz de produzir alimento, mesmo que precariamente, o que não acontece com a quase totalidade das mesófitas cultivadas nessas regiões, desempenhando assim, um importante papel social, notadamente junto às populações de baixa renda.

Quando as condições ambientais lhe são favoráveis, a mandioca se destaca das outras espécies cultivadas por sua elevada produção de biomassa por unidade de área. Daí a preferência de muitos produtores.

Fique por dentro 
Valor econômico

O cultivo da mandioca é de grande relevância econômica como principal fonte de carboidratos para milhões de pessoas, essencialmente nos países em desenvolvimento. O Brasil possui aproximadamente dois milhões de hectares é um dos maiores produtores mundiais, com produção 23 milhões de toneladas de raízes frescas de mandioca. Normalmente se recomenda o plantio de maio a outubro. Entretanto o plantio pode ser recomendado em qualquer época, desde que haja umidade suficiente para garantir a brotação das hastes. As principais pragas são: mandarovás, ácaros, percevejo de renda, mosca branca, mosca do broto, broca do caule, cupins e formigas. As doenças mais comuns são: Podridão de raiz, Bacteriose, superbrotamento, viroses. Ao ser constatada qualquer alteração no estado fitossanitário, consultar o órgão competente mais próximo.

MAIS INFORMAÇÕES

Associação Pro-Desenvolvimento do Pirangi
Sítio Pirangi, Itapipoca
(88) 3631.8008

VANTAGENS
Cultivo é base para a agricultura familiar

A mandioca apresenta rendimento superior a outras culturas e gera expressiva fonte de trabalho no Estado

A cultura da mandioca constitui a base da economia dos agricultores familiares das regiões litorânea, Chapada do Araripe e parte da Chapada da Ibiapaba. Ainda que haja uma intensificação da exploração de culturas permanentes, na zona mandioqueira, a cultura da mandioca persiste por ser responsável pela ocupação da maior parcela da força de trabalho das famílias rurais, além de ser a base alimentar dessas famílias e seus animais.

No Estado, 85% da produção de mandioca é transformada em farinha, sendo totalmente destinada à alimentação humana, principalmente para a população de menor poder aquisitivo. A maior produção de farinha ainda é feita em pequenas unidades fabris, as chamadas "casas de farinha", situadas nas próprias propriedades. Os equipamentos são primitivos, com exceção dos motores a explosão e elétrico, e a energia elétrica, monofásica, está bastante difundida no interior cearense.

O que torna a mandioca um cultivo sustentável é a sua capacidade de produzir em solos, cujo teor de fósforo é baixo e de realizar fotossíntese em condições de estresse hídrico, além das diversas utilidades e aplicabilidades.

Até agosto, no Ceará, a lavoura da mandioca apresentou um rendimento de 12,03%, enquanto que o café, outro produto em alta, teve um rendimento de 4,03%. Os dados foram divulgados recentemente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Valor bruto

Assim, a cultura da mandioca continua sendo o 4º maior produto em valor bruto da produção agrícola (VBP), no Estado, com R$ 157,9 milhões, 47% a mais do que em 2009.

Quatro anos atrás, o Estado atingiu uma área de cultivo de 180.602 hectares com a cultura da mandioca, representando 9,7% da sua área apta, sendo colhido 88.602 ha, onde foram produzidas 860.780t de raiz de mandioca.

Outra cultura que vem ganhando força na região de Itapipoca é a cajucultura. Na comunidade de Pirangi foi realizado um trabalho intensivo de substituição de copas nos cajueiros velhos e improdutivos por cajueiros anão precoce. Com esse trabalho, a produção de caju passou de 380 quilos/ha para 600 quilos/ha.

Com a utilização de tratos culturais, levando em conta técnicas agroecológicas, as perdas médias nos cajueiros foi de 40%, diferente da média da região que chegou a 80%, em 2009.

Uma fonte de renda importante para a comunidade vem do ensino de técnicas de enxertia para agricultores de outras comunidades. A capacitação também favorece o intercâmbio entre produtores.

Renda

"A comunidade já tinha um potencial muito grande voltado para mandiocultura"

Zilval Fonteles
Engenheiro agrônomo da Ematerce

"Com a nova tecnologia melhorou a qualidade da farinha e o preço também"

José Cláudio Rocha
Presidente da Associação de Produtores

"O cultivo da mandioca tem ajudado tanto na produção, quanto na renda familiar"

Parlim Monteiro dos SantosAgricultor

Wilson Gomes
Colaborador

sábado, 4 de setembro de 2010

Mudanças Climáticas no Semiárido

Inpe: desertificação no Semiárido é inevitável



Por Portal do Meio Ambiente, 12 de agosto de 2010

As mudanças climáticas potencializarão a vulnerabilidade do processo de desertificação do Semiárido nordestino, afirmou na segunda-feira, 9 de agosto, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara. Ele não acredita que a transposição de águas do Rio São Francisco e os açudes conseguirão amenizar o problema da desertificação, uma das consequências do aquecimento global.
"Há uma tragédia anunciada no mundo e estamos todos perplexos ante a incapacidade de mudar o clima, enquanto os países mais desenvolvidos, que são os mais poluidores da atmosfera, como é o caso dos Estados Unidos, não assumem abertamente compromissos para reduzir os efeitos, mesmo em longo prazo", criticou Câmara. Segundo o diretor do Inpe, as regiões polares e tropicais são as que mais sofrerão as consequências nos próximos anos.
Na concepção de Gilberto Câmara, o Semiárido é a região do país que merece mais atenção em relação aos impactos do aquecimento global. O diretor do Inpe participou de um evento em Brasília que culminou na assinatura de um acordo de cooperação entre o instituto e o Ministério do Meio Ambiente, no qual está prevista a criação de um sistema de alerta precoce de secas e desertificação no Semiárido nordestino.
Durante o encontro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu a adoção de políticas públicas destinadas ao Semiárido para os próximos dez anos, a fim de amenizar os efeitos negativos das mudanças climáticas. Segundo a ministra, a Caatinga já perdeu 50% da cobertura original. "É necessário, pelo menos, tentar evitar que a situação se agrave ainda mais", acrescentou ela, ao destacar a necessidade de investimentos dos bancos públicos na área.
Alimentos
A ministra também lembrou que a demanda por alimentos no país nas próximas décadas estará condicionada ao uso sustentável dos recursos naturais. ¿Sem água não haverá energia nem agricultura." Ela criticou a falta de engajamento dos prefeitos nas discussões sobre sustentabilidade do meio ambiente, considerada por ela "crucial em um momento em que o tema desperta a atenção no Brasil e no mundo inteiro". Para Teixeira, os gestores municipais, "quando fazem suas marchas a Brasília, não trazem na sua agenda assuntos de interesse do meio ambiente".
Izabella Teixeira ressaltou que tratar do assunto de forma estratégica é fundamental, dada a importância para a produção de alimentos, a geração de energia e a redução de desastres naturais, como as enchentes ocorridas em Alagoas e Pernambuco em consequência de chuvas, que também tiveram exemplos drásticos em outros pontos do planeta, como no Paquistão.
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançará oficialmente no Brasil a Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação, durante a abertura da segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas (Icid 2010), que será realizada em Fortaleza (Ceará) nos dias 16 a 20 de agosto.
Fonte: Terra Notícias

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Prêmio "Instituição Ecoeficiente do Semiárido Brasileiro"

PACTO DOS INHAMUNS (30/8/2010)

Prêmio internacional ao sertão

30/8/2010 Clique para Ampliar
Agricultor Orlando Soares, da localidade de Estação, em Crateús, tornou-se um grande defensor do Projeto Aduba Sertão. Ele produziu 45 sacas de feijão na sua propriedade de 2,5 hectares 
SILVANIA CLAUDINO

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Pacto Ambiental dos Inhamuns recebe premiação internacional pelas ações em prol do semiárido cearense

Crateús. "Instituição Ecoeficiente do Semiárido Brasileiro". Este foi o título conquistado pelo Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns e Sertões de Crateús (Parisc) durante a realização da Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18), realizada recentemente em Fortaleza. O reconhecimento é uma das premiações mais importantes internacionalmente na área e vem coroar o trabalho iniciado há quatro anos na região, com o carro-chefe do Pacto, o Programa Aduba Sertão.

Criado em Independência, numa iniciativa da Prefeitura Municipal em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), o Programa hoje é replicado em vários outros municípios da região, como Quiterianópolis, Tauá, Crateús, Novo Oriente e Parambu.

Para o presidente do Pacto, Valdi Coutinho, prefeito de Independência, o Programa "é o milagre da transformação no semiárido". Ao se conhecer um pouco do Programa, percebe-se a sua importância na produção, na conservação dos solos e preservação ambiental. O programa é o principal objeto de trabalho sustentável e ecologicamente correto nos Inhamuns e Sertões de Crateús.

O objetivo central é "conseguir produzir em harmonia com a natureza", como declara o prefeito em suas palestras pelos municípios da região, desde que viu os resultados positivos do Programa em seu município. Com a implantação do Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns e Sertões de Crateús (Parisc), o Programa foi disseminado na região.

"O município de Independência conseguiu uma produção recorde sem desmatamentos ou queimadas", declara o secretário executivo do Pacto, Jorge Moura. Seguindo orientações emanadas do Programa Aduba Sertão, vários municípios replicaram os procedimentos contabilizando o aumento da produtividade, do poder aquisitivo dos agricultores, evitando práticas destrutivas como desmatamentos e queimadas e abolindo o uso de agrotóxicos, herbicidas e venenos, numa postura em benefício da coletividade e da sustentabilidade do planeta.

Experiência

A experiência é apontada como a solução em curto prazo para a recuperação de áreas degradadas do semiárido, transformando-as em terras produtivas. "Trabalhando a excelência no campo e mudando radicalmente a concepção do pensar e agir dos agricultores, conseguindo incorporar uma mudança cultural em benefício do meio ambiente e com forte impacto social no setor econômico do município é que o Programa teve visibilidade não só na região, mas em todo o Estado e agora recebe o reconhecimento na Conferência. Este é o coroamento de todos estes esforços", diz Jorge Moura.

O secretário ressalta ainda que o Pacto possui outras vertentes de trabalho, além da execução do Programa Aduba Sertão, voltadas para a sustentabilidade ambiental, unindo poder público, sociedade civil e iniciativa privada em um trabalho harmônico pelo fortalecimento ambiental, econômico, social e cultural. A interligação entre as Secretarias Municipais de Meio Ambiente e os Conselhos de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Condema) têm sido outra vertente forte do Pacto e que é também a responsável pelos êxitos do próprio Programa e de outras ações que o Pacto vem discutindo e envidando esforços na consolidação nas regiões. Moura ressalta também que para o êxito do Pacto foi importante a adesão imediata e envolvimento dos gestores dos municípios de Tauá e Independência.

Potencial

O potencial ecoturístico das regiões também é outra ação desenvolvida. Segundo Jorge Moura, "muitos municípios não tinham a real noção da importância deste setor e agora já estão vislumbrando estes potenciais: os sítios arqueológicos existentes em Independência é um destes exemplos e que já está sendo trabalhado com apoio do Projeto Mata Branca", diz.

De acordo com o secretário, o êxito do Programa trouxe também, para o Pacto e para a região, credibilidade junto aos órgãos e instituições: "a Associação dos Prefeitos do Estado do ceará (Aprece) em recente contato conosco nos informou que pretende implantar o Programa em todas as regiões do Estado". Isso demonstra que o sucesso do programa serve de exemplo que outras cidades possam também desenvolver ações em prol do meio ambiente.

As reuniões do Pacto Ambiental ocorrem trimestralmente, no Município escolhido pela assembleia presente no encontro. A próxima reunião acontecerá no mês de setembro em Monsenhor Tabosa. Na pauta, discussão sobre o destino dos resíduos sólidos, grande preocupação e problema ambiental dos municípios da região. A ideia é que, mais uma vez, com a união dos municípios seja encontrada solução conjunta para a instalação de aterros sanitários, com o fim de acabar em definitivo com os atuais lixões.

Desta vez, Crateús está na linha de frente das discussões: "Aterros Sanitários Consorciados é a nossa proposta e paralelo a isso os municípios vão trabalhando a coleta seletiva", declara Wanderley Marques, técnico da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Crateús e um dos representantes do Município no Pacto.

RESULTADOS
Programa melhora áreas degradadas

Crateús. Nesta cidade, o Programa Aduba Sertão tem outro nome: é o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas. A diferença está somente na nomenclatura, pois a filosofia e os métodos são os mesmos, replicados do Programa que iniciou no Município de Independência e chegou a Crateús por meio do Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns e Sertões de Crateús, o Aduba Sertão.

Os êxitos também são similares, apesar da área plantada ser menor, por enquanto. Aqui, o projeto foi implantado no início deste ano, por intermédio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, em parceria com a Ematerce. E o mesmo grupo será trabalhado ano que vem. De acordo com a Secretaria, foram trabalhados 45 hectares nas localidades de Estação, Monte Nebo, Barra do Simião, Valente, Apuí, Assentamento São Gonçalo, Várzea Grande e Jardim, beneficiando, no total, 31 agricultores.

Investimento

Eles receberam R$ 800,00 de incentivo por meio do Projeto e sob sua responsabilidade ficou o preparo da terra (roço, limpeza, arado), além do compromisso em plantar 100 mudas de espécie nativa ou frutífera. A maioria deles escolheu muda de cajueiro. Em algumas áreas não chegou a haver plantio devido ao escasso volume de chuvas.

O destaque ficou para a localidade de Estação, onde houve o maior aproveitamento.

Orlando Soares, agricultor da localidade, se tornou um grande defensor do Projeto, pois produziu, em seus 2,5 hectares, 45 sacas de feijão, que está consumindo com a família e vendeu uma parte. Além do feijão, já está comercializando o caju na cidade. "Se todos tivessem a oportunidade de trabalhar assim era muito bom, pois a gente produz, apura dinheiro e preserva a terra", diz. "No final, o aproveitamento foi de 38 hectares e a grande maioria produziu, tirou uma boa quantidade de feijão e agora já começou a colher o caju", comemora um dos técnicos da Secretaria que acompanhou o trabalho, Wanderley Marques.

Dentro da mesma concepção de conservar e recuperar o solo degradado no sertão, plantando sem desmatar ou fazer uso de queimadas, está prestes a iniciar no Município os projetos agroflorestas e quintais produtivos, estes executados em áreas menores, beneficiando agricultores da bacia do riacho São Francisco.

MAIS INFORMAÇÕES
Pacto Ambiental dos Inhamuns e Sertões de Crateús: 
(88) 8816.2943

Prefeitura de Independência
(88) 3675.1244

Silvania Claudino
Especial para o Regional