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sábado, 16 de janeiro de 2010

Pesquisa desenvolve queijos de leite de cabra com ervas e frutas da caatinga


Estimular a renda de produtores rurais nordestinos e, ao mesmo tempo, desenvolver novos queijos de leite de cabra com uso de frutas e ervas da caatinga. Estes são os objetivos do projeto Novas tecnologias aplicadas ao leite de cabra para o desenvolvimento de queijos utilizando produtos oferecidos no Bioma Brasileiro, que tem sido desenvolvido pela Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral, CE), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária(Embrapa) vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), desde abril de 2009, sob a liderança da pesquisadora Selene Daiha Benevides, engenheira de alimentos e doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos.

De acordo com Selene, a ideia de incrementar o queijo de leite de cabra com vegetais nativos partiu do professor José Matos, daUniversidade Federal do Ceará (UFC), já falecido. A pesquisadora adotou, no projeto, o óleo do pequi e a entrecasca do cumaru para a produção de queijos de coalho caprinos.

"A Embrapa Caprinos e Ovinos já desenvolvia trabalhos com uso do orégano e pimenta no lqueijo de cabra, mas esta iniciativa tem o diferencial de utilizar espécies do bioma caatinga", reforça ela. As frutas e ervas são adicionadas no momento do processamento do leite de cabra em queijos.

A expectativa é contribuir para dar novas oportunidades de geração de renda aos produtores nordestinos, com o estímulo à exploração das ervas e frutas utilizadas para os queijos. "No Ceará, a atividade ainda carece de melhor organização, da existência de associações. O que se espera é que o uso das ervas e frutas nos queijos transforme também essa realidade", observa Selene.

A pesquisadora vê vantagens em termos de incremento nutricional, por conta da presença de antioxidantes no pequi e do potencial fitoterápico do cumaru. Em 2010, a perspectiva é de intensificar os experimentos com os queijos, para observar as características biológica, físico-químicas, proteômicas, além de promover testes sobre as qualidades sensoriais, em supermercados de Fortaleza e Sobral, para avaliar a aceitação dos produtos no mercado.

Os queijos com óleo de pequi e cumaru deverão também integrar as tecnologias disponíveis para incubação, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Novas Empresas de Base Tecnológica Agropecuária e Transferência de Tecnologia (Proeta). "Eles ficarão disponíveis em uma linha de produtos específica, de queijos com produtos do bioma caatinga, para que empresas interessadas possam lançá-los no mercado", diz Selene.

FONTE

Adilson Nóbrega - Jornalista
Telefone: (88) 3112-7528

Links referenciados

hotsites.sct.embrapa.br/proeta

www.agricultura.gov.br

www.embrapa.br

www.ufc.br

www.cnpc.embrapa.br

buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visual
izacv.jsp?id=K4795077T8

adilson@cnpc.embrapa.br

www.embrapa.br

Biofábrica em Sergipe

Agricultores sergipanos serão beneficiados com Biofábrica


15-01-10

Investimentos feitos pelo Governo do Estado de Sergipe, superiores a R$ 2 milhões, para a construção da Biofábrica

Foto: Ascom/Agricultura

Foto: Ascom/Agricultura

Os órgãos envolvidos no processo de gestão da Biofábrica de Mudas Vegetais e Laboratório estiveram reunidos na última quinta-feira, 14, sob a coordenação da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri). O encontro foi realizado no auditório da Secretaria e buscou discutir o processo de gestão e o acompanhamento dos serviços de construção da unidade, cuja meta é produzir mudas de banana, de abacaxi e de outras culturas, isentas de pragas e doenças.

O secretário de Estado da Agricultura, Paulo Viana, destacou os benefícios que a unidade trará para os sergipanos, já que através dela serão produzidos alimentos sem qualquer tipo de pesticidas. “Estamos reunidos pelo mesmo interesse, que é a gestão da unidade, e buscaremos empregar todos os esforços para que possamos desenvolver mudas de alta tecnologia”.

O presidente do Sergipe Parque Tecnológico (Sergipetec), Marcos Wandir, relatou o cronograma e o andamento das obras, incluindo os investimentos feitos pelo Governo do Estado, superiores a R$ 2 milhões, para a construção da Biofábrica. A unidade conta também com o apoio da Universidade Federal de Sergipe, que cedeu terreno no campus de São Cristóvão.

Capacidade

Marcos Wandir afirmou que a capacidade produtiva em dois anos será de 500 mil mudas e que após esse período a produção chegará a dois milhões de mudas. “A expectativa é que na primeira quinzena de março os serviços estejam concluídos, garantindo a operacionalização da unidade em abril e a comercialização das mudas em novembro. Paralelamente, estaremos articulados coma Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e a Companhia de Irrigação e Desenvolvimento de Recursos Hídricos de Sergipe (Cohidro), que viabilizarão os treinamentos dos seus técnicos para transformar os trabalhadores da Biofábrica em multiplicadores do trabalho de assistência no campo”

A Biofábrica será indutora de desenvolvimento do agronegócio em Sergipe, promovendo pesquisas para a introdução de novas variedades de abacaxi e banana resistentes a pragas e doenças, com alta produtividade e de boa aceitação no mercado. Alem disso, novos protocolos de interesse do Estado serão pesquisados.

Presenças

Participaram ainda da reunião o chefe da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), em Sergipe, Edson Diogo, o diretor Técnico da Emdagro, Jodemir Freitas. O diretor de Irrigação da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto, além de representantes da Universidade Federal de Sergipe, da Fundação de Amparo à Pesquisa e à Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec).

Informações da ASN.

Fonte: Tendências e Mercado -

http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/agricultores-sergipanos-serao-beneficiados-com-biofabrica/


Sergipe anuncia biofábrica para março de 2010

18-10-09

Projeto de R$ 1,19 milhão produzirá mudas de abacaxi e banana em larga escala para fomentar fruticultura da região

Sergipe já anunciou o mês e ano: em março de 2010, começa a operar a primeira biofábrica do Estado. Voltada, inicialmente, para as culturas da banana e do abacaxi, o objetivo é produzir 500 mil mudas no primeiro ano de operação, com meta de atingir 2 milhões de mudas a cada 12 meses. O projeto é ousado e tem como objetivo fomentar a fruticultura sergipana e também atender a demanda dos estados vizinhos. As obras estão orçadas em R$ 1,19 milhão.

Biofábrica possui mudas de abacaxi e banana em diversas fases de cultivo. Foto: Ana Lédo

Biofábrica possui mudas de abacaxi e banana em diversas fases de cultivo. Foto: Ana Lédo

Construída no complexo Sergipe Parque Tecnológico, ao lado da Universidade Federal de Sergipe, a biofábrica já guarda mudas de abacaxi e banana em diversas fases do cultivo. O diferencial da iniciativa é que cada muda tem atestada a ausência de vírus e fungos, além da identificação da origem genática e ainda do número de gerações. A tecnologia empregada é chamada de micropropagação in vitro, que, entre outras vantagens, garante ao produtor a geração de frutos protegidos de doenças.

No último mês de agosto, as mudas passaram para a fase ex vitro e em breve serão plantadas no solo. Toda a produção é supervisionada pela pesquisadora Ana Lédo, no Laboratório de Culturas de Tecidos da Embrapa Tabuleiros Costeiros. Doze bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (Cnpq) também estão dedicados na pesquisa de produção em larga escala.

O projeto conta com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e tem contrapartida do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Turismo (Sedetec). Além da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Cpatc) e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), participam do projeto a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE).

Sergipe Parque Tecnológico

Criado em 2003, o Sergipe Parque Tecnológico funciona numa área de 141 mil metros quadrados, com estrutura que custou cerca de R$ 12 milhões. Além de pesquisas acerca da biotecnologia, estudos sobre Tecnologia da Informação e Energia também são desenvolvidas no Parque. Na área de biotecnologia, o foco é mesmo o agronegócio, já no setor de TI, a ideia é desenvolver softwares voltados para gestão pública. As pesquisas em Energia estão centradas em fontes renováveis, petróleo e gás.

No Sergipe Parque Tecnológico, o prédio da biofábrica terá área construída de 330 metros quadrados, um galpão de 80 metros quadrados e ainda uma área total de telados de 1.920 metros quadrados para aclimação das mudas.

Fonte: Tendências e Mercado - http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/sergipe-anuncia-biofabrica-para-marco-de-2010/

domingo, 26 de julho de 2009

Babaçu - preservação e novas tecnologias

Na área urbana do município do Crato, há um local denominado pela população de palmeiral, que dá um diferencial a paisagem do município, além de arborizar a cidade Foto: ELIZÂNGELA SANTOS)

O coco babaçu vem sendo utilizado na região de forma economicamente sustentável Foto: ELIZÂNGELA SANTOS)



PALMEIRAIS NO CARIRI
Fundação luta pela preservação do babaçu

Projetos de lei são criados onde há maior número de palmeiras de babaçu, alertando para sua importância

Juazeiro do Norte. Um trabalho que envolve desde o desenvolvimento da tecnologia para o melhor aproveitamento do coco babaçu à luta pela preservação dos palmeirais e o desenvolvimento econômico sustentável das comunidades que trabalham com o produto. O projeto vem sendo trabalhado desde 2005 pela Fundação Mussambê, em Juazeiro do Norte. Também se estende, com tecnologia desenvolvida na própria região, dos maquinários, para os estados do Piauí e Maranhão, onde já foram instaladas várias agroindústrias em parceria com associações de comunidades desses estados.

Com a finalidade de garantir a preservação desses palmeirais na região, a Fundação tem incentivado, nos municípios da região, onde estão as maiores reservas, a criação e aprovação de projetos de lei que inibam a queima, principalmente em cerâmicas da região, do coco, que vem auxiliando dezenas de famílias economicamente, com o extrativismo do produto, não só para extração do óleo, mas, também, para o aproveitamento de vários componentes, como a fibra, que pode ser aproveitada até na indústria automobilística, artesanato, entre outras opções.

Dois municípios da região já contam com o projeto de lei que trata da preservação das áreas e do produto, que são Crato e Barbalha. Estão sendo pleiteadas aprovações nos municípios de Juazeiro e Missão Velha. Em todas essas localidades há desenvolvimento de atividades seja na extração do óleo comestível ou na produção de artesanato e artefatos a partir da fibra. A Fundação também conta com a parceria do Instituo Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já que são palmeiras que estão nas áreas de encosta da Área de Preservação Ambiental (APA) da Floresta Nacional do Araripe.

As atividades pela preservação do coco babaçu vem acontecendo desde o início da criação da entidade, há quase cinco anos. Segundo o coordenador do Núcleo Agrário da Fundação Mussambê, Erisvaldo Figueredo, a idéia veio a partir de um trabalho de consultoria junto ao Sebrae, em que se verificou que o babaçu está sendo comercializado inteiro, para alimentar o fogo das cerâmicas, deixando de ser aproveitado economicamente por comunidades da região.

Erisvaldo diz que apenas 7% do babaçu é o amêndoa (endocarpo). Vem também o amido (mesocarpo), 25%, e a fibra, que corresponde a 55%. A preocupação maior era possibilitar uma maneira para que esse produto, desperdiçado pela maneira rudimentar de exploração, fosse melhor aproveitado. O pensamento inicial foi desenvolver tecnologia apropriada para o corte do babaçu. Junto com a forma de corte, há o aproveitamento até estético, para a confecção de brincos, colares, cinto e jogo americano, a exemplo do trabalho artesanal desenvolvido pelas mulheres no Sítio Macaúba, em Barbalha, por meio de uma integração promovida por associação local.

Nas Guaribas, no Crato, mais de 20 famílias são beneficiadas com agroindústria, na comunidade de Campo Alegre. Mais uma agroindústria está sendo instalada em comunidade da Batateira. Em Barbalha, a comunidade do Sítio Correntinho, tem a tradição de extração do óleo, utilizando na cozinha e na produção de sabão. O resultado comercial desse trabalho fica na própria região, mas há possibilidade de expansão, diz Erisvaldo, a partir dos projetos desenvolvidos junto às comunidades a expansão das agroindústrias.

As máquinas possibilitam o corte do coco e retirada de todo o material aproveitável, como a amêndoa, o amido e a fibra, e há outra apropriada para a prensa da amêndoa e extração do óleo. O coordenador cita a boa aceitação da tecnologia criada na região, já que no Estado há muitas áreas com palmeirais. Em Marabá e no Pará a implantação das novas tecnologias de extrativismo será feita por meio da Ematerce.

O babaçu não é considerada planta medicinal, como o pequi, por exemplo. Esta pode ser uma das razões para que não haja um despertar para maiores pesquisas sobre a planta, de acordo com Erisvaldo. “O óleo babaçu é mais comestível, não tem propriedades medicinais estudadas”, diz ele, ao acrescentar a importância econômica para as comunidades do entorno da Chapada do Araripe.

Os palmeirais normalmente se formam em áreas que já foram devastadas. Nesses locais há o predomínio dessas árvores. Na área urbana do município do Crato, há um local denominado pela população de palmeiral, que dá um diferencial a paisagem do município, além de arborizar a cidade. Atualmente, conforme dados da Fundação, estão preservados cerca de seis hectares de área com babaçuais. Isso, de acordo com Erisvaldo, corresponde a 60% do que restou das palmeiras de babaçu.

Somente nos municípios de Missão Velha, Jardim, Barbalha e Crato, são cerca de 2 mil famílias sobrevivendo a partir da extração do babaçu. E a conservação da exploração economicamente sustentável dessas famílias é uma das grandes preocupações da entidade.

A idéia de incentivar a criação dos projetos de lei municipal é justamente garantir que o coco seja aproveitado e tenha o seu papel social, além de ser impedida a derrubada das árvores. A Fundação também dá continuidade ao aprimoramento do maquinário, possibilitando mais tecnologia. A unidade a ser criada na Batateira funcionará como ponto de referência para intercâmbio tecnológico. A produção do maquinário para entidade foi iniciada por Gilberto Batista.

Elizângela Santos
Repórter

Mais informações:
Fundação Mussambê
Av. Ailton Gomes, 2999,
Bloco B - Pirajá
Juazeiro do Norte-CE
Fone/Fax: (88) 3571.6018 / (88) 8815.0730
Site: http://www.mussambe.org.br


DIGNIDADE
"Esse trabalho faz com que o babaçu seja aproveitado de forma mais digna pelas comunidades"
Erisvaldo Figueredo - Coord. da Fundação Mussambê

Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Caderno Regional
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=657234




As mulheres do Cariri trabalham com a extração do óleo da amêndoa do babaçu, gerando emprego e renda
O trabalho com o artesanato, a partir do babaçu, também é comum na região, a exemplo da produção realizada pelas mulheres no Sítio Macaúba, em Barbalha


IMPORTÂNCIA DO BABAÇU
Atividade voltada às famílias

Crato.
Este município é o mais recente na criação da lei que dispõe sobre a proibição da queima, derrubada e do uso predatório das palmeiras do coco babaçu na região, de autoria da vereadora do Partido do Trabalhadores (PT), Mara Guedes. Ela chama a atenção, principalmente, para o trabalho desenvolvido pelas mulheres nas comunidades locais, de larga importância econômica voltada às famílias.

Segundo Mara, o objetivo maior é o de preservar um bem vegetal tão importante para os extrativistas, sem a utilização predatória. “Se retirar uma palmeira, planta-se outra”, ressalta. Ela diz que no Cariri, dos seis mil hectares de babaçuais existentes, 1.500 hectares já foram destruídos por algumas pessoas. “Isso, ao invés de subirem na palmeira para fazer a poda da palha para coberta de casas e fabricação de produtos artesanais, cortam a palmeira criminosamente e isto vem colocando nossos cocais na linha de extinção”, destaca a vereadora. Uma palmeira precisa entre 10 e 12 anos para chegar à vida adulta.

Outro aspecto considerado preocupante pela vereadora é que, devido aos órgãos ambientais terem intensificado a fiscalização na extração irregular de lenha nas matas, diversas indústrias de calçados, padarias, cimento e cerâmicas da região do Cariri, passaram a usar em seus fornos a queima do coco babaçu como fontes alternativas de energia, prejudicando centenas de comunidades extrativistas que viviam da extração do coco como complemento da renda familiar.

Proibição

O projeto de lei não proíbe o corte da palha e nem a colheita do coco, mas, sim, a queima indiscriminada desse fruto onde nas amêndoas, casca, mesocarpo e epicarpo estão concentrados os mais de 60 subprodutos como o óleo, farinha, amido, fibras, fertilizantes e etanol.

O engenheiro de produção da Fundação Muçambê, onde já tem um trabalho sobre o tema, Daniel Walker Júnior, disse que é oportuna a iniciativa da vereadora cratense, pois “nossos babaçuais estão ameaçados de extinção”. O Ceará, em 2002, produzia seis mil toneladas/ano de amêndoas e hoje esta produção foi reduzida significativamente devido a derrubada das palmeiras e queima das áreas de plantio.

O chefe do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) no Cariri, Francisco Sales da Silva, elogiou a aprovação da lei e disse que não tem havido fiscalização na exploração do coco babaçu na região, por falta de um instrumento jurídico. A Constituição Federal de 1988 manda que cada município cuide de seu meio ambiente e que a devastação dos babaçuais no Cariri tem prejudicado o ecossistema e ocasionado desequilíbrio ecológico.

Mara destaca o trabalho histórico das mulheres com o babaçu. O projeto possibilita explorar, mas com a garantia da existência das palmeiras. Ela diz que para retirar o cacho dos babaçus, não há necessidade de derrubar a árvore.

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter

TRABALHO
"Importante destacar o trabalho desenvolvido pelas mulheres e a viabilidade econômica"
Mara Guedes - Vereadora

SAIBA MAIS:

Origem
Nome popular: baguaçu; coco-de-macaco. Nome científico: Orrbignya speciosa (Mart.) Barb. Rodr. Família botânica: Palmae. Origem: Brasil - Região amazônica e Mata Atlântica na Bahia

Características
Palmeira elegante que pode atingir até 20m de altura. Estipe característico por apresentar restos das folhas velhas que já caíram em seu ápice. Folhas com até 8m de comprimento, arqueadas. Flores creme-amareladas, aglomeradas em longos cachos. Cada palmeira pode apresentar até 6 cachos

Representatividade
O babaçu é uma das mais importantes representantes das palmeiras brasileiras

Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Caderno Regional

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Bioinseticida será produzido na Bahia a partir do sisal

Sisal


O Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) financiará uma iniciativa que aproveitará o resíduo líquido do sisal baiano para a produção de bioinseticida e parasiticida. A primeira etapa do projeto, um estudo de pré-viabilidade para a elaboração de um plano de negócios, contará com cerca de US$ 170 mil, sendo US$ 112 mil de recursos não-reembolsáveis.


A proposta, que foi apresentada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti) e pelo Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais do Estado da Bahia (Sindfibras), com o apoio do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), foi orçada em US$ 1 milhão.

De acordo com o secretário de C&T da Bahia, Ildes Ferreira, caso os resultados das pesquisas iniciais sejam positivos, o CFC liberará, no próximo ano, a parcela complementar, de R$ 890 mil, para estudos adicionais e a implantação de uma unidade industrial piloto, na região sisaleira da Bahia, para a produção de bioinseticida e parasiticida.

DIETÉTICO DE SISAL

Os dois produtos serão produzidos a partir do resíduo líquido da extração da fibra do sisal, hoje estimado em dois bilhões de litros anuais e totalmente descartado no campo. A iniciativa deverá ser desenvolvida em parceria com universidades e centros de pesquisa durante quatro anos no território do Sisal, localizado no semi-árido baiano.

O projeto também aproveitará o resíduo líquido do sisal para a produção de dietético. Segundo o engenheiro químico Adalberto Luiz Cantalino, o adoçante extraído do sisal é a inulina, um produto de origem natural, que pode ser utilizado em substituição ao açúcar na indústria alimentícia e farmacêutica que não é absolvido pelo organismo, ou seja, é uma solução natural à substituição dos ciclamatos utilizados na indústria dos dietéticos.

BIOINSETICIDA

O bioinseticida será utilizado para combater pragas na agricultura. Um projeto anterior, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), descobriu que o suco do sisal in natura atua como bioinseticida, no combate a pragas do plantio de algodão. No entanto, este suco começa a fermentar dois dias após a sua extração, o que inviabiliza a sua produção comercial. "A idéia é extrair o princípio ativo e acondicioná-lo, para que tenha um tempo mais longo", diz Cantalino.

De acordo com ele, a vantagem em relação aos inseticidas disponíveis no mercado é a ausência de drogas químicas nocivas ao meio ambiente e ao ser humano. O projeto também prevê a produção de um parasiticida para combater pragas comuns em ovinos, bovinos e caprinos.

Gestão C&T

Links referenciados:
Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - http://www.fao.org.br/
Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais do Estado da Bahia - http://www.braziliansisal.com/
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia - http://www.secti.ba.gov.br/
Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - www.planalto.gov.br/Consea
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia - http://www.fapesb.ba.gov.br/
Gestão C&T- http://www.gestaoct.org.br/


Fonte: Jornal Agrosoft
http://www.agrosoft.org.br/agropag/211160.htm