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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Importância da Educação



Gasto social com educação é o que mais eleva o PIB
Segundo estudo do IPEA, que usou como base dados de 2006, cada R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o PIB, e o mesmo valor investido na saúde gera R$ 1,70. Foram considerados os gastos públicos assumidos pela União, pelos estados e municípios. Quando se calcula o tipo de gasto social que tem o maior efeito multiplicador na renda das famílias, em primeiro lugar aparece o Bolsa Família. Para cada R$ 1 incluído no programa, a renda das famílias se eleva 2,25%. Gastos sociais fizeram o PIB brasileiro crescer 7% entre 2004 e 2008.
Em seu Comunicado nº 75, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela a importância que os gastos sociais adquiriram no Brasil para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a redução das desigualdades. Segundo o estudo, que usou como base dados de 2006, cada R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o PIB, e o mesmo valor investido na saúde gera R$ 1,70. Foram considerados os gastos públicos assumidos pela União, pelos estados e municípios.

Os chamados gastos sociais fizeram o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescer 7% entre os anos de 2004 e 2008, segundo o estudo "Gasto com a Política Social: Alavanca para o Crescimento com Distribuição de Renda" produzido pelo Ipea e divulgado quinta-feira. Durante o período, o PIB do País teve avanço real de 27%, segundo o instituto.

Ao comparar tipos diferentes de gasto social, o Comunicado concluiu que aquele destinado à educação é o que mais contribui para o crescimento do PIB, haja vista a quantidade de atores envolvidos nesse setor e os efeitos da educação sobre setores-chave da economia. “O gasto na educação não gera apenas conhecimento. Gera economia, já que ao pagar salário a professores aumenta-se o consumo, as vendas, os valores adicionados, salários, lucros, juros”, explicou o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão.

Abrahão apresentou o estudo ao lado de Joana Mostafa, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea. Por sua vez, quando se calcula o tipo de gasto social que tem o maior efeito multiplicador na renda das famílias, em primeiro lugar aparece o Programa Bolsa Família (PBF). Para cada R$ 1 incluído no programa, a renda das famílias se eleva 2,25%. “A título de comparação, o gasto de R$ 1 com juros sobre a dívida pública gerará apenas R$ 0,71 de PIB e 1,34% de acréscimo na renda das famílias”, acrescenta o Comunicado, intitulado Gastos com política social: alavanca para o crescimento com distribuição de renda.

O texto afirma ainda que 56% dos gastos sociais retornam ao Tesouro na forma de tributos. “O gasto social não é neutro. Ele propicia crescimento com distribuição de renda. Ele foi muito importante para o Brasil superar a crise de 2008. Esse gasto tem uma grande importância como alavanca do desenvolvimento econômico e, logicamente, do bem-estar social”, concluiu Abrahão.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Educação, Ciência e Tecnologia para a Inclusão

Conexão bem-vinda
Com articulação entre tecnologia e necessidades comunitárias, projeto de escola de Vila Pavão (ES) amplia envolvimento de alunos com atividades e auxilia aprendizagem e agricultura familiar
Edinaldo Andrade
Ao unir tecnologia e agricultura familiar, escola rural aumentou participação dos alunos e dos pais

O bom uso da informática e da internet, utilizadas como ferramentas a serviço da educação, está ajudando a promover transformações econômicas e, principalmente, sociais na vida das famílias dos estudantes do Centro Estadual Integrado de Educação Rural (Ceier), em Vila Pavão, noroeste do Espírito Santo. Com 78% dos 9 mil habitantes do município residindo na zona rural e praticamente sem acesso à internet, a iniciativa - simples, porém audaciosa - das professoras Andréa Cristiane Rodrigues e Edilene Cristina Rodrigues está contribuindo para o crescimento da agricultura familiar (base da economia local) e para um melhor desempenho escolar dos alunos. 


O projeto Campo Sustentável teve início em março de 2009, a partir da observação das professoras de que era possível criar uma rede de troca de conhecimento sobre a agricultura de subsistência, em que os estudantes transmitissem as informações aos pais - em sua maioria agricultores. As ferramentas para isso seriam a informática e a web. "Queríamos envolver os pais no uso de novas tecnologias que pudessem auxiliar no desenvolvimento da agricultura familiar, a partir da internet. Mas percebemos, no entanto, que eles tinham um certo receio em valer-se dessas ferramentas, por achar que não saberiam utilizar o computador", conta Andréa. 



Para quebrar esse tabu, a estratégia das professoras foi envolver os alunos não apenas para que eles transmitissem o conhecimento aos pais, mas também como forma de aproximar a família das novas tecnologias e da escola. Os resultados foram muito positivos: depois que passaram por oficinas multimídia e de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), na primeira etapa do projeto, cerca de 104 estudantes dos ensinos fundamental (8ª série) e médio passaram a atuar como "professores", oferecendo cursos de formação em informática aos pais.



Juntos, pais e filhos passaram a buscar e acompanhar as ferramentas disponíveis na rede que poderiam melhorar a vida no campo. "Como eram os alunos que ensinavam, os pais ficavam orgulhosos e aceitavam melhor essa aproximação, permitindo que o projeto atingisse seus objetivos", conta a professora Edilene. "Em nossa comunidade, poucos possuem computador e, em casa, nenhum possui internet, a não ser um ou dois alunos que moram na cidade", completa Andréa.



"No início, fiquei meio assustada, já que era uma coisa na qual eu nunca havia tocado. Mas isso foi superado com a surpresa e o orgulho de ver a minha filha me dando aula. Os pais que fazem parte deste projeto descobriram um mundo novo", diz Lucimar Campana Buthe, que trabalha na lavoura do café. Ela conta que além das pesquisas que faz para melhorar a produção no campo, como dicas de poda, adubação e irrigação, também utiliza a rede mundial de computadores para pesquisar receitas culinárias. 



"Tem sido uma experiência muito importante, os pais têm muita vontade de aprender e, quando o ensino é de filho para pai, a liberdade de perguntar é bem maior, sem medo de errar", revela Delitália da Silva Felício, aluna do curso técnico de Agropecuária do Ceier. Para ela, o projeto também está incentivando os mais jovens a viver no campo, sem a necessidade de buscar a sorte nas grandes cidades. 



As aulas do projeto Campo Sustentável são semanais, com cerca de duas horas de duração, e são realizadas em uma sala da escola equipada com 15 computadores (com conexão via satélite). Pais e alunos aprendem sobre uso e manejo do solo, da água, economia doméstica, zootecnia e agrofloresta - preservação de nascentes e mananciais. "As oficinas também abordam o uso dos recursos disponíveis na internet, como previsão climática, cotação de preços, modo de produção, plantio correto e até participação em programas de incentivo do governo, que auxiliam na produtividade e melhoria do trabalho na terra", destaca Andréa. 



Durante o projeto, por meio de um programa interdisciplinar, também foram abordados temas relacionados à produção animal, vegetal, saúde, segurança do trabalho, geografia, ciências, sociologia, biologia e até artes.



Os resultados do projeto não demoraram a aparecer. Segundo as professoras, 32 famílias tiveram aumento na renda familiar e aumentaram sua participação no programa de aquisição de alimentos do governo estadual. Além disso, o logotipo das embalagens de biscoitos caseiros produzidos por um grupo de senhoras do município foi desenhado pelos alunos do projeto. 



Fases
Com o apoio das secretarias Estaduais de Educação (Sedu) e de Agricultura (Seag), que doou os computadores, o projeto Campo Sustentável foi desenvolvido em cinco fases: oficinas de multimídia para os alunos; criação do site (www.ceiervp.com.br) e blog (jovemceier.blogspot.com); parceria com a prefeitura para a produção de conteúdo para um programa de rádio semanal em uma emissora comunitária (na qual os alunos falam ao vivo, das 6h20 às 7 horas da manhã, sobre notícias do campo, como mercado leiteiro, cafeeiro, adubação orgânica, entre outros temas); ensino de informática e de como realizar pesquisas na internet para os pais e, por último, a utilização dos recursos tecnológicos pe­los familiares dos alunos para melhorar a produ­ção agrícola.



Segundo as professoras, somando-se todas as ações de mobilização envolvendo os cursos com os pais na escola, o blog, o site e o programa de rádio, cerca de nove mil pessoas são hoje impactadas pelo projeto, sendo duas mil na área urbana e sete mil no campo. 



Com tanta repercussão, o Campo Sustentável tomou dimensões inesperadas até mesmo para as idealizadoras do projeto. Este ano, após concorrer com mais de mil escolas, a iniciativa foi reconhecida pelo Prêmio Microsoft Educadores Inovadores, que premia os melhores projetos educacionais do país que fazem uso de tecnologia, desenvolvidos por educadores de escolas públicas ou pelas secretarias de Educação. 



Com o primeiro lugar da etapa nacional da categoria Inovação em Comunidade e segundo lugar no Terceiro Fórum Latino-americano de Educadores Inovadores da Microsoft, o projeto se tornou motivo de orgulho para todo o município e representará o Brasil na etapa mundial do Prêmio, que será realizada na Cidade do Cabo, na África do Sul. "Nossa maior recompensa foi ver uma grande interação entre pais e filhos. Todos estão muito mais próximos da escola. Percebemos que os alunos também adquiriram maior responsabilidade. Eles assumiram o nosso papel e passaram a ser os sujeitos do projeto", diz Edilene. 



Estrutura
O Centro Estadual Integrado de Educação Rural (Ceier) adota a agroecologia - abordagem que incorpora cuidados especiais relacionados ao meio ambiente - com o objetivo de construir um projeto de agricultura e de relação com a terra. Os estudantes permanecem na escola entre 7h e 16h40, realizando diversas atividades. A unidade de ensino possui laboratório de informática, refeitório, quadra de esportes, biblioteca, auditório, pátio para lazer e as chamadas áreas técnicas (zootecnia, horticultura, fruticultura e econo­mia doméstica).


Implantação do projeto
DesafiosSolução
ETAPA 1 
Participação dos alunos nas oficinas multimídias
Implantar a oficina, com 10 computadores, para salas de 30 alunos.Com a parceria da Secretaria Estadual de Agricultura, a escola ganhou mais 5 computadores, amenizando o problema. Outro diferencial são as 15 horas de Integração Curricular, que podem ser utilizadas pelos professores para desenvolver projetos e oferecer assistência pedagógica.
ETAPA 2 
Criação do site e blog
O custo financeiro do domínio e hospedagem do site e a falta de acesso dos alunos e familiares às tecnologias.Articulação da comunidade para adquirir recursos financeiros para o site e participar da criação do site e blog.
ETAPA 3 
Produção do conteúdo para o programa de rádio
Levar o programa ao ar com audiência dos pequenos proprietários da região.Com uma parceria da prefeitura, o programa foi ao ar em uma rádio comunitária. A aceitação foi boa e o tempo passou de 20 para 40 minutos. Além dos convidados recebidos, os ouvintes podem participar do programa ao vivo.
ETAPA 4
Informática e pesquisas na internet ensinadas pelos alunos
Aceitação e demanda dos familiares pelas aulas do projeto.Com a coordenação dos professores e os alunos ensinando a utilização das TICs aos pais e demais interessados, a demanda superou as expectativas.
ETAPA 5
Utilização de recursos tecnológicos para comunidade melhorar a produção agrícola
Fazer com que os pais aceitassem a tecnologia a serviço da melhoria da produtividade e da qualidade de vida.Com as oficinas, houve um compartilhamento das experiências a partir dos conhecimentos adquiridos.

Nível de aprendizagem dos alunos
ConhecimentoAntes do projetoDepois do projeto
Geografia45%80%
Segurança do Trabalho45%82%
Uso e Manejo do Solo45%81%
Ciências45%79%
Zootecnia39%79%
Produção Animal50%90%
Produção Vegetal42%82%
Sociologia50%79%
Biologia50%79%
Economia Doméstica39%80%
Artes39%76%
Fonte:Professoras idealizadoras do projeto

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Ceará - Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo (Procampo)

EDUCAÇÃO DO CAMPO

Curso forma agricultores familiares

14/7/2010 Clique para Ampliar
O evento, que marcou a abertura do curso, contou com apresentações artísticas, de encenação voltada para a realidade do homem do campo e da execução do Hino Nacional 
ELIZÂNGELA SANTOS
Até 10 de agosto, 60 estudantes de 32 municípios do Ceará e de estados vizinhos estarão em sala de aula


Juazeiro do Norte. A formação no campo recebe um reforço com a implantação do Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo (Procampo). Este é o único no Estado voltado para a formação de produtores da agricultura familiar. Os alunos, professores que atuam na área rural e educadores populares já estão em sala de aula para os primeiros 30 dias de atividades. De 10 de julho a 10 de agosto, 60 estudantes de 32 municípios do Ceará e até estados vizinhos, como Pernambuco, estarão em sala de aula com formação teórica e vivências práticas.


Um seminário, realizado no Centro de Expansão, no Crato, abriu o curso. A sede do Procampo funcionará em Juazeiro do Norte, mas está passando por reformas para se adaptar à realidade do curso, já que os alunos deverão ficar praticamente internos, nos dias de realização das aulas.

Os integrantes do curso passaram por um processo seletivo para terem acesso à sala de aula. Segundo um dos coordenadores do projeto, professor Ronald Albuquerque, o Procampo está sendo implementado por uma equipe de professores da Universidade Regional do Cariri (Urca), por meio da instituição. O quadro docente conta com 30 professores.

O evento foi aberto com apresentações artísticas, como a Escola do Padre Ágio, a Solibel, formada por alunos filhos de agricultores, do Sítio Lameiro, no Crato, que teve uma projeção por levar uma educação diferenciada para os filhos dos agricultores. Em seguida, o grupo de participantes do Projeto Nova Vida, com uma encenação voltada para a realidade do homem do campo e a execução do Hino Nacional.

Segundo o professor Ronald, o curso faz parte de uma iniciativa do compromisso com os movimentos populares, por um meio diferenciado de ver a educação e inserção da população em iniciativas populares. Ele destaca o processo intenso de esvaziamento do campo. Nos anos 50 e 60 havia uma população mais equilibrada e naquela época existia o beneficiamento do algodão, no Crato. "Hoje, mais de 70% da população está na cidade e temos cerca de 17% no campo", constata, ao acrescentar o processo violento de esvaziamento do campo.

De acordo com ele, um dos objetivos do curso é reverter esse processo de esvaziamento e fazer com que a atividade agrícola, principalmente centrada na agricultura familiar, possa reverter esse processo. Ele destaca o compromisso da equipe do projeto em poder promover uma educação diferenciada, pautada na educação libertadora do educador Paulo Freire. Nesse primeiro módulo são ministradas disciplinas: Seminário Integrado, Introdução à Filosofia, Introdução à Sociologia, Introdução à Geografia, Metodologia do Trabalho Científico, e Prática de Leitura e Produção de Textos.

No Estado, já há o projeto, implantado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), mas voltado para os povos indígenas. Serão quatro anos voltados para a formação desses professores. Algumas vagas também serão voltadas para instituições que atuam com projetos direcionados para o campo, mas que contemplem a agricultura familiar. O curso irá fornecer duas habilitações, uma em Linguagens e Códigos e outra de Ciências da Natureza e Matemática.

O Procampo é uma licenciatura voltada para os professores da rede pública, Estadual e Municipal, sem formação superior. As aulas de História, Psicologia, Sociologia, Direito ou Filosofia terão uma interface, conforme o coordenador, na qual entra a questão do campo, dos direitos voltados para os pequenos produtores familiares. O curso é coordenado pela professora Francisca Carminha Macedo.


Docentes


30 professores farão parte do quadro de docentes que darão aulas para os participantes do Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo (Procampo), em Juazeiro do Norte


MAIS INFORMAÇÕES:
Coordenação do Curso Procampo
Pró-Reitoria de Planejamento da Urca
Crato/ (88) 3102.1202

Elizângela SantosRepórter

terça-feira, 30 de março de 2010

INSA e BNB assinam convênio para execução de Seminário sobre Educação Contextualizada



Por Aline Guedes

O diretor do Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT), Roberto Germano Costa, e o superintendente estadual do Banco do Nordeste (BNB) na Paraíba, Francisco Carlos Cavalcanti, assinaram nesta semana um convênio no valor de R$ 53 mil, para a execução do Seminário Nacional sobre Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido Brasileiro, a ser realizado no período de 31 de maio a 02 de junho, em Campina Grande (PB).

Destinado a profissionais de educação, pesquisadores, gestores de programas e políticas públicas e estudantes, um dos objetivos do Seminário é contribuir para o aperfeiçoamento e implementação de políticas públicas que contemplem os princípios e preceitos da Educação Contextualizada, na perspectiva da convivência com o Semiárido.

Roberto Germano comemora a celebração do convênio, afirmando que um dos maiores desafios historicamente enfrentados para inserção do currículo escolar na realidade local está relacionado à formação dos professores da Educação Básica.

“O sistema escolar encontra-se, em sua grande maioria, alheio às relações que vêm sendo coletivamente construídas nos espaços da sociedade civil organizada ou em parcerias com o poder público governamental. A escola, isolada desse contexto, com seus currículos e materiais didáticos descontextualizados, deixa de trabalhar a partir da cultura local e dos valores nela construídos” – assinala.

Já o coordenador adjunto do Seminário, Silvio Rossi (UFPB/INSA), afirma que a assinatura do convênio, aliada ao empenho de outros parceiros, como a Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB), é primordial para o alcance dos objetivos do evento.

Com isso, nós estamos buscando contribuir com o processo de produção e utilização de livros didáticos e paradidáticos da Educação Básica e com o aumento das oportunidades de oferta de cursos de capacitação voltados aos profissionais desse nível educacional. Trata-se de um esforço conjunto para a construção do desenvolvimento sustentável da região” – assevera Rossi.

O Seminário vai acontecer no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP), situado às margens do Açude Velho. A palestra de abertura “Políticas Públicas para a Educação Básica” será ministrada pela Secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva.

Para mais informações e inscrições, acesse a página eletrônica: http://www.insa.gov.br/snecsab/
-- 
Aline Guedes
Assessoria de Comunicação
Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT) 
Edifício da Associação Comercial e Empresarial 
Av. Floriano Peixoto, 715 – 2º andar Centro 
CEP: 58.400-165 Campina Grande/PB 
Telefone:(55 83) 2101-6409 
Fax:(55 83) 2101-6403 
Celular: (55 83) 8738-6208
Site: www.insa.gov.br 
E-mail: aline@insa.gov.br

quinta-feira, 18 de março de 2010

Tecnologias Sociais - Concurso 2010


II Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais fomenta discussões sobre práticas de tecnologia dentro das salas de aula




Para continuar dando visibilidade e estímulo às experiências bem sucedidas com tecnologias sociais reaplicáveis e de baixo custo, a Revista Fórum e a Fundação Banco do Brasil lançam a segunda edição do concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais.
O objetivo do concurso, em 2010, é mais uma vez difundir o conceito e as práticas de tecnologia social dentro das escolas e espaços de ensino não-formal.
A primeira edição alcançou mais de 3 mil inscritos em todo país e descobriu centenas de propostas inovadoras de como trabalhar as tecnologias sociais como processos educativos de grande impacto. A ideia é que a iniciativa cresça ainda mais e revele o quanto os professores já tem se apropriado do conceito e como eles têm transformado o cotidiano escolar de todo país.
As 5 experiências vencedoras do ano passado revelaram uma diversidade de temas e aplicações – os exemplos passam pela criação de um forno solar por alunos, até a criação de uma farmácia viva na escola, passando por formas de motivar alunos surdos através da arte.
Ao final da iniciativa, cinco (5) professores, um de cada região do país, serão premiados com uma viagem para o Fórum Social Mundial 2011, em Dacar (Senegal), com passagem e hospedagem incluídos.
Inscrições

Podem participar professores da rede pública de ensino fundamental e de espaços não-formais de educação . As inscrições são feitas pela internet até o dia 24 de maio, no sitewww.revistaforum.com.br/ts.
No ato da inscrição, o educador ganha uma assinatura da Fórum até outubro de 2010 e um exemplar do livro Geração de Trabalho e Renda.

Fonte: Fundação Abrinq

sábado, 16 de janeiro de 2010

Pesquisadores receberão bolsas para formar professores no campo

O Ministério da Educação (MEC) vai conceder bolsas de estudos para que pesquisadores de universidades públicas desenvolvam atividades de coordenação, supervisão e formação de professores do programa Projovem Campo - Saberes da Terra.

As bolsas variam de R$ 900 a R$ 1.200 por mês. O Projovem Campo é um programa de formação de agricultores com idade de 18 a 29 anos alfabetizados, mas que não tenham concluído o ensino fundamental. O curso tem duração de dois anos e é desenvolvido pelo MEC em parceria com instituições públicas de ensino superior e com as secretarias estaduais de educação.
De acordo com a Resolução 68/2009, para exercer a atividade de coordenação, o pesquisador indicado pela universidade precisar ter, no mínimo, experiência de três anos de magistério superior e em educação do campo, além de título de mestre ou doutor. Entre suas tarefas estão coordenar e desenvolver projetos de formação continuada em educação do campo integrados ao Saberes da Terra, monitorar e avaliar os professores cursistas. A bolsa é de R$ 1.200 por mês.
O supervisor precisa ter graduação, experiência de um ano em magistério e com educação de jovens e adultos e do campo. Entre as atividades do supervisor estão adequar os materiais de apoio pedagógico à realidade onde é realizada a formação e coordenar a qualificação dos professores cursistas. A bolsa mensal é de R$ 900.
Caberá ao formador planejar e executar as tarefas de avaliação, apoio, orientação e acompanhamento das turmas de professores. Cada formador será responsável por duas turmas de 50 a 60 cursistas. É exigido que o formador tenha graduação e um ano de experiência no magistério, na educação de jovens e adultos e do campo. A bolsa mensal é de R$ 900. O valor das bolsas será depositado em conta-benefício específica.
Professor e aluno
O curso de formação continuada de professores que trabalham no Projovem Campo tem duração de dois anos, mesmo tempo das atividades dos alunos. A formação que certifica o jovem combina conteúdos pedagógicas e experiência profissional em agricultura familiar.
São 2.400 horas de estudos, sendo 1.800 horas de atividade em sala de aula (tempo-escola) e 600 horas de pesquisa e experimentação na propriedade do aluno (tempo-comunidade).
As aulas serão ministradas por três educadores das redes públicas estaduais, um de cada área do conhecimento do ensino fundamental, e um educador da área de ciências agrárias. O Projovem Campo - Saberes da Terra está nas 27 unidades da Federação. Em 2009, o programa ofereceu 24 mil vagas.

Assessoria de Comunicação do MEC.

Fonte: Boletim NEAD. 04 a 17 de Janeiro de 2010 nº 470 - http://www.nead.org.br/boletim/boletim.php?boletim=470&noticia=2199

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

SESC LER - Projeto conquista premiação nacional

Sertão de Quixeramobim - CE. Foto: Suely Chacon


Quixeramobim - CE. A equipe do Centro Educacional Sesc Ler Quixeramobim participa, hoje, em Belém do Pará, da mais importante conquista para a instituição, dedicada à educação de jovens e adultos. Eles recebem a Medalha Paulo Freire, outorgada pelo Ministério da Educação (MEC) a educadores brasileiros que desenvolvem projetos inovadores. A solenidade ocorre no XI Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos. Os educadores de Quixeramobim serão os primeiros do Ceará agraciados com o título. Os outros Estados são: Amazonas, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A orientadora pedagógica do Sesc Ler Quixeramobim, Leni Oliveira, compartilha entusiasmada o prêmio. O projeto apresentado por eles concorreu com mais de 200 propostas, de todas as partes do Brasil. Ganhou projeção através do processo diferenciado de exibição de películas cinematográficas. Eles resolveram inovar as sessões do Cine Sesc, estimulando o público a interagir com os enredos. Ficou mais fácil, por exemplo, entender como se mede a área quadrada de um lugar.

Se os idealizadores do projeto estão empolgados com os resultados e o reconhecimento nacional da iniciativa, os espectadores e familiares dos educandos que participam do projeto não cabem em si de contentamento. A dona-de-casa Maria Lúcia Sampaio resolveu acompanhar o filho Bruno. Não confia no comportamento do caçula quando vai aos passeios. Acabou assistindo ao filme "Narradores de Javé" todinho. Ficou muito interessada. Estava ali diante de uma história parecida com a da sua comunidade, a localidade de Encantado. Depois da sessão, aprendeu a solucionar as diferenças com os vizinhos. O projeto mostra que, com empenho, um bom diálogo e filme de qualidade, é possível muito mais do que contar uma boa história.

O projeto Cine Sesc foi implantado em 2001. O programa tem como foco a linguagem audiovisual, interligando o cinema aos conteúdos curriculares vistos em sala de aula, sendo seu público alvo estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), da alfabetização ao 1° e 2° segmentos de ensino. A proposta se estende às escolas, públicas e particulares, como também à comunidade em geral.

Para participar, basta agendar ou comparecer ao centro de ensino de Quixeramobim. As sessões de cinema acontecem toda semana. Ontem, alunos da Escola Luíza Távora tiveram essa oportunidade. Mais uma vez o salão lotou, de admiração e sabedoria com que as sombras móveis podem transmitir.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Caderno Regional - Fortaleza, 17 de setembro de 2009
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=671631