quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

CARTA DA TERRA











































O texto da Carta da Terra

PREÂMBULO

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

TERRA, NOSSO LAR

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

A SITUAÇÃO GLOBAL

Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

DESAFIOS FUTUROS

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.

RESPONSABILIDADE UNIVERSAL

Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.

Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.

PRINCÍPIOS

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.

  1. Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
  2. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.

2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.

  1. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
  2. Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem a
    maior responsabilidade de promover o bem comum.

3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.

  1. Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
  2. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.

4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.

  1. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
  2. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA

5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.

  1. Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
  2. stabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
  3. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.
  4. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que
    causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses
    organismos prejudiciais.
  5. Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.
  6. Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.

6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.

  1. Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.
  2. Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.
  3. Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.
  4. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
  5. Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.

7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.

  1. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
  2. Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia solar e do vento.
  3. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias
    ambientais seguras.
  4. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.
  5. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
  6. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.

8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.

  1. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
  2. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
  3. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.

III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA

9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.

  1. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.
  2. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria.
  3. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.

10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.

  1. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
  2. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas.
  3. Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
  4. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais
    atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas
    conseqüências de suas atividades.

11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.

  1. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
  2. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
  3. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da
    família.

12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.

  1. Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
  2. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.
  3. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu
    papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
  4. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.

IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.

  1. Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
  2. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
  3. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
  4. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
  5. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
  6. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.

14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.

  1. Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
  2. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
  3. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.
  4. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.

15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.

  1. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
  2. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
  3. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.

16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.

  1. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
  2. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
  3. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
  4. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em
    massa.
  5. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
  6. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.

O CAMINHO ADIANTE

Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.

Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida.

Fonte: http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html




Inscrições abertas para o prêmio Ethos-Valor

14-Jan-2010

Estarão abertas até 5 de abril as inscrições para a 10ª edição do Prêmio Ethos-Valor, que irá distinguir trabalhos acadêmicos sobre responsabilidade social empresarial e sustentabilidade aplicada às empresas.

Realização do Instituto Ethos e jornal Valor Econômico, a iniciativa tem como objetivo incentivar e aprofundar o debate sobre a responsabilidade social das empresas e o desenvolvimento sustentável entre a comunidade acadêmica, em todo o território nacional.

Os trabalhos serão recebidos até o dia 6 de abril. Professores podem desenvolver planos de ensino ou artigos de pesquisa com enfoque no tema “Educação para a sustentabilidade”. Já os estudantes (graduação, cursos sequenciais e pós-graduação) devem elaborar trabalhos acadêmicos com as temáticas “Responsabilidade social empresarial, Desenvolvimento sustentável e Carta da Terra”.

Para equipes mistas, formadas obrigatoriamente por estudantes e professores universitários, os trabalhos devem abordar “Corrupção”. Não há limite de inscrições por autor, categoria ou instituição de ensino. Para obter mais informações, acessar o regulamento ou fazer inscrições, visite o site www.premioethosvalor.org.br ou comunique-se através do e-mail premio@ethos.org.br

Cronograma Geral de Atividades

Pré-Inscrições:
23 de novembro de 2009 a 5 de abril de 2010

Inscrição/Envio do Trabalho:
23 de novembro de 2009 a 6 de abril de 2010

Triagem:
de abril a maio de 2010

Julgamento:
de junho a julho de 2010

Divulgação de Finalistas:
agosto e setembro de 2010

Curso de Formação de Multiplicadores:
setembro de 2010

Seminário Educação para a Sustentabilidade e Cerimônia de Entrega do Prêmio Ethos-Valor:
setembro de 2010

Fonte: Prêmio Ethos-Valor

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Editais de pesquisa e aperfeiçoamento em vigência no Brasil


















Os seguintes editais estão vigentes e disponíveis na página do bureau de projetos da UFC (http://www.bureaudeprojetos.ufc.br):

UFC:
Edital nº 19/2009 – PROGRAD – Monitoria de Projetos da Pró-Reitoria de Graduação (Bolsas).
Como parte da política de incentivo à graduação, a Pró-Reitoria de Graduação torna pública a seleção de 38 (trinta e oito) monitores, estudantes dos Cursos de Graduação indicados no Anexo deste Edital, para atuarem juntamente às suas Coordenadorias e Projetos Especiais.

Edital nº 20/2009 – PROGRAD – Monitoria de Aprendizagem Cooperativa (Bolsas).
Como política de incentivo à graduação, a PROGRAD/UFC torna público a seleção de bolsistas para atuarem junto ao Programa Células Estudantis de Aprendizagem Cooperativa como organizadores de grupos de estudos nos diversos ambientes e unidades acadêmicas de todos os campi da UFC.

FUNCAP:

Edital FUNCAP/ CNPq nº 05/2006 – DCR
Objetivos: Estimular a atração e fixação de Doutores em instituições de educação superior e pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas privadas e microempresas que atuem em investigação científica ou tecnológica, em duas vertentes:
a) regionalização: caracterizada pela atração de Doutores, não sendo permitida a concessão da bolsa a doutores formados ou radicados no próprio Estado;
b) interiorização: caracterizada pela atração de Doutores para microrregiões de baixo desenvolvimento científico e tecnológico, fora das áreas metropolitanas, permitindo, nesse caso, a concessão da bolsa a Doutor formado ou radicado no próprio Estado.

FINEP:

Chamada Pública MCT/FINEP/FSA – PRODAV – 01/2009
Objetivos: Seleção de propostas para investimento do Fundo Setorial do Audiovisual em projetos de produção de obras audiovisuais destinadas ao mercado de televisão.

Chamada Pública MCT/FINEP/FSA – PRODECINE - 02/2009
Objetivos: Seleção de propostas para investimento do Fundo Setorial do Audiovisual em projetos de aquisição de direitos de obras audiovisuais cinematográficas de longa-metragem.

Chamada Pública MCT/FINEP/FSA – PRODECINE – 03/2009
Objetivos: Seleção de propostas para investimento do Fundo Setorial do Audiovisual em projetos de comercialização de obras audiovisuais cinematográficas de longa-metragem.

Chamada Pública MCT/FINEP/FSA – PRODECINE - 01/2009
Objetivos: Seleção de propostas para investimento do Fundo Setorial do Audiovisual em projetos de produção de obras audiovisuais cinematográficas de longa-metragem.

Chamada Pública MCT/FINEP/CT-INFRA - PROINFRA - 01/2009
Objetivos: Seleção pública de propostas para apoio a projetos institucionais de implantação de infraestrutura de pesquisa.

Chamada Pública MCT/FINEP/AÇÃO TRANSVERSAL – NANOTECNOLOGIA – 5/2009
Objetivos: Seleção pública de propostas para o apoio a atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores em nanotecnologia empreendidos em cooperações entre instituições científicas e tecnologias – ICTs, e empresas.

Chamada Pública/ MCT/FINEP - CT-AERO - VANT 01/2009
Objetivos: Seleção pública de propostas para o apoio a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de micro e mini veículos aéreos não tripulados com participação de instituições das regiões norte, nordeste e centro-oeste.

Chamada Pública MCT/FINEP/CT-INFRA – Infraestrutura em Campi Estaduais e
Municipais - 03/2009
Objetivos: Seleção pública de propostas para o apoio a projetos de implantação e consolidação de infraestrutura de pesquisa a grupos emergentes em universidades estaduais e municipais.

Programa OSEO/FINEP de apoio a projetos de inovação em parceria entre empresas francesas e brasileiras.
Objetivos: Financiar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação a serem desenvolvidos em parceria entre empresas francesas e brasileiras, no âmbito do Acordo de Cooperação Tecnológica, celebrado entre a OSEO e a FINEP em 07/05/2009.

CNPq:

Edital MCT/CNPq nº 70/2009 – Programa de Expansão da Pós-Graduação em Áreas Estratégicas – PGAEST
Objetivos: Consolidação e o fortalecimento da pós-graduação brasileira em áreas estratégicas por meio da concessão de 1 (uma) quota de bolsa de Mestrado ou 1 (uma) quota de bolsa de Doutorado a pesquisador credenciado como orientador junto aos programas de pós-graduação reconhecidos pela CAPES, nas seguintes temáticas:
Ciências Exatas e da Terra
Engenharias
Agrárias
Ciências da Saúde
Interdisciplinares

Programa Conjunto de Bolsas de Doutorado na República Federal da Alemanha 2010/2011 DAAD - CAPES – CNPq
Objetivos: O Programa tem como objetivo a formação de docentes e pesquisadores de alto nível e a consolidação da cooperação científica entre os dois países. As bolsas são concedidas a candidatos com excelente qualificação científica e acadêmica, para a realização do doutorado integral, do duplo doutorado ou do doutorado sanduíche na Alemanha. Serão concedidas bolsas em todas as áreas de conhecimento.

Edital MDA/SDT/CNPq – Gestão de Territórios Rurais nº05/2009
Objetivos: Financiamento de projetos de pesquisa e extensão tecnológica para implantação do Sistema de Gestão Estratégica – SGE do Programa de Desenvolvimento Sustentável de Territórios Rurais – PDSTR, monitoramento e avaliação dos resultados do programa.

Edital MCT/CNPq nº 65/2009 - Entidades Setoriais de Apoio a PD&I nas Empresas
Objetivos: Selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem fomentar, no âmbito do Programa Nacional de Sensibilização e Mobilização para a Inovação – Pró-Inova, entidades setoriais de apoio à pesquisa, desenvolvimento e inovação nas empresas (ETSs), com vistas ao
estabelecimento de ações para o fortalecimento destas entidades e que contribuam para o incremento das atividades inovativas nas empresas, orientando, em especial as de pequeno e médio porte, no desenvolvimento de atividades de PD&I para o aumento do grau de competitividade destas.

Edital MCT/CNPq nº 027/2009 – Capacitação Empresarial para a Inovação
Objetivos: Selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem a capacitação de empresários para o empreendedorismo inovador, mediante a oferta de cursos de curta duração que contribuam para melhorar a competência para absorver ou criar novas tecnologias e processos produtivos.

Edital MCT/SETEC/CNPq nº 062/2009 – RHAE Pesquisador na Empresa
Objetivos: Selecionar propostas que visem apoiar as atividades de pesquisa tecnológica e de inovação por meio da inserção de mestres ou doutores, em empresas, prioritariamente em empresas de pequeno e médio porte, atendendo aos objetivos do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação e as prioridades da Política de Desenvolvimento Produtivo - PDP.

Edital MCT/CNPq/FNDCT nº 046/2009
Objetivos: Selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do País, apoiando a formação de recursos humanos nas áreas de desenvolvimento e inovação na cadeia produtiva do etanol e biodiesel.

Edital MCT/CNPq/FNDCT nº 020/2009
Objetivos: Selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do País, apoiando a formação de recursos humanos nas áreas de desenvolvimento e inovação em produção e conversão de combustíveis sólidos com foco em biomassa e carvão mineral.

Edital CT-INFO/MCT/CNPq nº 17/2009
Objetivos: Seleção pública de propostas de projetos de pesquisa e desenvolvimento voltados à concessão de bolsas de Mestrado e Doutorado no País ligadas à área de Microeletrônica, dentro dos seguintes núcleos temáticos a serem contemplados:
- Dispositivos e processos de fabricação.
- Projeto e teste de circuitos e sistemas integrados e ferramentas
computacionais de apoio a estas atividades.

Edital CT-Mineral/ VALE/CNPq nº 012/2009
Objetivos: Selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do País, como também a capacitação de recursos humanos nos temas prioritários do Projeto Tendências Tecnológicas do Setor Mineral e Tecnologias para Sistemas Produtivos Locais do Setor Mineral.

Edital MCT/ CNPq/ FNDCT - AÇÃO TRANSVERSAL/ CT-AMAZÔNIA/ CT-BIOTEC/ BIONORTE nº 066/2009
Objetivos: Apoiar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do País e integrar competências para a consolidação da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede BIONORTE), por meio do apoio a projetos e formação de doutores com foco na biodiversidade e biotecnologia, visando gerar conhecimentos, processos e produtos que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Edital MCT/CNPq/CT-INFRA/GEOMA nº 61/2009
Objetivos: Selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do País, de modo a intensificar as atividades da Rede Temática de Pesquisa em Modelagem Ambiental da Amazônia – GEOMA.

Edital MCT/SETEC/CNPq nº 013/2009 – Pró-Inova - Eventos de Tecnologia e Inovação
Objetivos: Seleção de propostas para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do País, voltados à realização, no país, de eventos técnicos no âmbito do Programa Nacional de Sensibilização e Mobilização para a Inovação - Pró-Inova.

CAPES:

Edital CAPES 004/2010/DPB/CAPES - Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP)
O Programa de Apoio a Eventos no País – PAEP – é um programa que visa impulsionar a realização de eventos científicos no Brasil e a formação de professores para a educação básica, através da concessão de auxílio financeiro às Comissões Organizadoras.
Inicialmente voltado apenas a eventos de curta duração, cujos vínculos se relacionavam unicamente à pós-graduação; agora, no edital de 2010, também aqueles que prezem pela formação e melhoria do quadro docente da educação básica.
O programa vem, ano a ano, estendendo seu escopo de atuação no país, havendo, apenas em 2009, concedido auxílio a 897 eventos de diversas áreas de conhecimento, desde eventos novos aos tradicionalmente consolidados, os quais têm aval prévio da consultoria científica da Capes.
Para submeter um pedido de auxílio ao programa, siga as instruções do Edital 2010. Acesse nosso sistema, preenchendo corretamente os dados requeridos e na página final, envie, nos campos indicados, os documentos que lhe serão solicitados.

Edital CGCI nº 3/2010 - Programa Centros Associados da Pós-Graduação Brasil-Argentina (CAPG-BA)
Objetivos: O Programa CAPG/BA (Programa de Centros Associados de Pós-Graduação), tem como objetivo promover o intercâmbio acadêmico em áreas prioritárias entre Instituições de Ensino Superior, visando a formação de recursos humanos de alto nível no Brasil e na Argentina, nas diversas áreas do conhecimento.

Edital CGCI nº 2/2010 - Programa Centros Associados para o Fortalecimento da Pós-Graduação Brasil-Argentina (CAFP-BA)
Objetivos: O Programa de Centros Associados para o Fortalecimento da Pós-graduação Brasil/Argentina, fruto da Cooperação CAPES/SPU, estimula a parceria acadêmica entre o Brasil e a Argentina, bem como o reforço recíproco das atividades acadêmicas e da formação pós-graduada, enfatizando o intercâmbio de docentes e alunos de pós-graduação.

Edital DRI/CGBE nº 10/2009 - Programa de Bolsa de Estudos para Estágio Pós-Doutoral no Exterior
A Diretoria de Relações Internacionais da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no uso de suas atribuições, torna pública a seleção de candidaturas à bolsa para a realização de Estágio Pós-Doutoral no exterior nas diversas áreas do conhecimento.
A Capes oferece bolsa para a realização de Estágio Pós-Doutoral no exterior a pesquisadores doutores, que atuem em atividade de docência e de pesquisa no Brasil, com o objetivo de contribuir para a inserção internacional desses pesquisadores, para o estabelecimento do intercâmbio científico e abertura de novas linhas de pesquisa de relevância para o desenvolvimento da área no país.
A duração da bolsa varia de seis a dezoito meses, improrrogáveis, e é estabelecida de acordo com o cronograma de execução proposto na candidatura. A natureza das atividades que compreendem o estágio apresenta a perspectiva de colaboração entre pesquisadores, não cabendo encargos recíprocos para desenvolvimento, que impliquem, por exemplo, o pagamento de taxas escolares.

Edital DRI/CGBE nº 11/2009 - Programa de Bolsa de Estudos para Estágio Sênior no Exterior
A Diretoria de Relações Internacionais da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no uso de suas atribuições, torna pública a seleção de candidaturas à bolsa para a realização de Estágio Sênior no exterior nas diversas áreas do conhecimento.
A Capes oferece bolsa para a realização de Estágio Sênior no exterior a pesquisadores doutores com formação obtida há mais de oito anos, que se enquadre na categoria pesquisador 1 do CNPq ou equivalente e com vínculo empregatício com instituição de ensino superior ou de pesquisa brasileira, visando o intercâmbio científico e o estabelecimento de parcerias com congêneres internacionais, direcionado à execução de projeto de pesquisa, sempre inserido no contexto institucional de atuação do candidato.
A duração da bolsa para realização do estágio sênior no exterior varia de um a doze meses, é improrrogável e estabelecida de acordo com o cronograma de execução proposto na candidatura. A natureza das atividades que compreendem os estágios apresenta a perspectiva de colaboração entre pesquisadores, não cabendo encargos recíprocos para desenvolvimento, que impliquem, por exemplo, o pagamento de taxas escolares.

Programa Capes/Udelar – Docentes
O programa de bolsas para docentes CAPES/UDELAR visa a concessão de bolsas de mestrado e doutorado para docentes uruguaios vinculados à Universidad de La Republica (UDELAR), tendo como objetivo a formação de recursos humanos de alto nível.

Programa Capes/Udelar – Projetos
O Programa CAPES-UDELAR, com base no Protocolo assinado entre Brasil e Uruguai em 19 de agosto de 1998, tem como objetivo estimular, por meio de projetos conjuntos de pesquisa, o intercâmbio de docentes e pesquisadores brasileiros, vinculados a Programas de Pós-Graduação de Instituições de Ensino Superior (IES), e uruguaios, visando à formação de recursos humanos de alto nível no Brasil e na Uruguai, nas diversas áreas do conhecimento.

Programa de Professor/Pesquisador Visitante nos EUA (Capes/ Comissão Fulbright)
A CAPES, por meio da Coordenação Geral de Cooperação Internacional, e a Comissão Fulbright, informam que estão abertas as inscrições para a seleção de professores/pesquisadores visitantes nos Estados Unidos.
Objetivos: O presente Programa visa promover a divulgação da ciência, tecnologia e cultura brasileira, em especial, com o envolvimento de setores da academia que ainda não tiveram exposição àquele país. O programa possibilitará a inserção de professores e pesquisadores brasileiros, das diversas áreas do conhecimento, em renomadas instituições de ensino superior nos EUA para ministrar aulas, realizar pesquisas e desenvolver atividades de orientação técnica e científica sempre com o objetivo de divulgar a ciência, tecnologia e cultura.

Doutorado Pleno no Exterior
A Diretoria de Relações Internacionais torna pública a abertura do processo seletivo de bolsas de estudos para Doutorado Pleno no Exterior – Outros Países para o ano de 2010. O concurso irá conceder até 100 bolsas, para candidatos de comprovado desempenho acadêmico, cujos projetos não possam ser realizados total ou parcialmente no Brasil, e que estejam, preferencialmente, relacionados a um dos temas, linhas ou áreas indicados como prioritários pela Capes. As candidaturas devem se dirigir a instituições estrangeiras de excelência, à exceção daquelas situadas nos Estados Unidos e na Alemanha que são orientadas por editais específicos. O objetivo é formar doutores em áreas nas quais se verifique carência de grupos consolidados no Brasil, complementando os esforços despendidos pelos programas de pós-graduação nacionais e buscando a formação de docentes e pesquisadores de alto nível.Para concorrer, o candidato deve
apresentar, até às 20h do dia 22 de fevereiro de 2010, projeto de pesquisa, cartas de recomendação, preencher os formulários e enviar documentação.O processo seletivo para Doutorado Pleno nos Estados Unidos – CAPES/Fulbright 2009/2010 encontra-se na etapa de aplicação nas universidades norte-americanas e concessão pela Capes. Os aprovados no Programa devem enviar documentação complementar para emissão da carta de concessão à Capes, conforme item 9 do Edital, até o dia 28 de maio de 2010.A bolsa dos candidatos selecionados no Programa CAPES/Fulbright deverá ser implementada no segundo semestre de 2010, observado o item 1.2 do referido Edital. Para acompanhar o andamento de sua solicitação clique em Situação do processo. Caso seja necessário o envio de documentos, utilize os recursos disponíveis ao clicar o item Envio de Doc. Avulsos.

Edital CGCI nº 001/2010 - Programa CAPES-MES/CUBA
O Programa CAPES/MES-Cuba visa apoiar a formação de recursos humanos de alto nível, vinculada a projetos conjuntos de cooperação científica entre Instituições de Ensino Superior do Brasil e de Cuba, nas diversas áreas do conhecimento.

Edital DRI/CGCI nº 26 /2009 – Bolsa CAPES – FULBRIGHT de Estágio de Doutorando nos EUA 2010-2011
Objetivos: Incrementar as pesquisas realizadas por doutorandos no país e estreitar as relações bilaterais entre os dois países.

Edital CGCI nº 019/2009 - Colégio Doutoral Franco Brasileiro
Objetivos: Promover o intercâmbio de doutorandos brasileiros e franceses, matriculados, respectivamente, em Instituições de Ensino Superior brasileiras (IES) e Instituições membros do consórcio francês, em regime de co-tutela ou co-orientação, visando a formação de recursos humanos de alto nível no Brasil e França, nas diversas áreas do conhecimento.

Edital nº 02/DAV/2009 - Mestrado Profissional Associado a Programas de Residência em Saúde
Objetivos: A apresentação de Mestrado Profissional associado a Programas de Residência em Saúde , mediante esta chamada pública, constitui modalidade de formação pós-graduada stricto sensu visando a capacitação de recursos humanos qualificados para o exercício da prática profissional avançada e transformadora de ações e processos aplicados, com ênfase na produção técnico-científica, na pesquisa aplicada e na proposição de inovações e aperfeiçoamentos para a solução de problemas específicos, que permitam o avanço da área em âmbito nacional, regional ou local.

Edital CGCI/DRI nº 24 /2009 - CAPES/FAPESP/Universidade de Columbia/Comissão Fulbright - Bolsa Dra. Ruth Cardoso para professor e/ou pesquisador visitante na UNIVERSIDADE - COLUMBIA, EUA.
A CAPES, por meio da Coordenação Geral de Cooperação Internacional, a FAPESP, a Universidade de Columbia e a Comissão Fulbright, tornam pública a realização de seleção de professor/pesquisador visitante na Universidade de Columbia.
Objetivos:
• oferecer apoio à participação de professores/pesquisadores brasileiros atuando em instituições brasileiras em atividades de docência e pesquisa na Universidade de Columbia, na cidade de Nova York, EUA;
• destacar no meio universitário e de pesquisa dos EUA a atuação de cientistas brasileiros atuando em instituições do país nas áreas de Ciências Humanas e Sociais;
• promover o mais alto nível de aproximação, diálogo e aprofundamento no conhecimento mútuo das respectivas culturas e sociedades;
• honrar a memória da eminente Profa. Dra. Ruth Corrêa Leite Cardoso, ex-bolsista da Comissão Fulbright na Universidade de Columbia em 1988, e personalidade de destacada atuação na cena acadêmica brasileira, em particular nas Ciências Humanas e Sociais.

Estágio de Doutorando - PDEE (sanduíche/sandwich)
Objetivos: O PDEE é um programa institucional de bolsas de estágio de doutorando no exterior que reforça a linha de atuação da Capes, orientada pelo princípio de conferir autonomia as IES na utilização dos recursos desta modalidade de apoio com vistas ao fortalecimento da pós-graduação
brasileira.
O objetivo do PDEE é contribuir para o estabelecimento e/ou manutenção do intercâmbio científico dos programas de pós-graduação consolidados do país com seus congêneres no exterior, por intermédio da concessão de cotas de bolsas de estágio de doutorando as IES. O PDEE atua de forma complementar aos esforços despendidos pelos programas de pós-graduação no Brasil, na formação de docentes e pesquisadores de alto nível para inserção no meio acadêmico e de pesquisa no país.

Estágio de Doutorando - Balcão (sanduíche/sandwich)
Objetivos: A Capes prioriza o fomento de redes cooperativas de ensino e de pesquisa entre cursos brasileiros e estrangeiros propiciando mobilidade e integração para consórcios e parcerias.
O Programa oferece bolsas para estágio de doutorando no exterior, como forma de complementar os esforços despendidos pelos programas de pós-graduação no Brasil, buscando a formação de docentes e pesquisadores de alto nível para sua inserção no meio acadêmico e de pesquisa no país.
Esta bolsa destina-se a doutorandos no Brasil, de comprovado desempenho acadêmico, e que necessitem desenvolver no exterior parte da pesquisa relacionada aos seus trabalhos de tese.

Edital DRI/CGBE nº 006 /2009 - Programa de Apoio à Participação em Eventos no Exterior
Objetivos: Apoiar a apresentação de trabalhos científicos de professores e pesquisadores, portadores de diploma de doutorado, em eventos no exterior, propiciando visibilidade internacional da produção científica, tecnológica e cultural brasileira.

Edital DRI/CGCI nº 026/2008 - Programa Geral de Cooperação
Objetivos: Apoiar projetos conjuntos de pesquisa e parcerias
universitárias entre Instituições de Ensino Superior do Brasil e de países
que promovam a formação em nível de pós-graduação (doutorado sanduíche e
pós-doutorado), situadas em países com os quais o Brasil possui acordos
internacionais, e o aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores.

Chamada Pública MEC/MDIC/MCT
Objetivos: Incentivar a pesquisa, o desenvolvimento de processos e produtos inovadores no País por meio da associação entre instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e empresas. Além disso, dinamizar a obtenção de direitos de propriedade industrial e intelectual pelas ICTs e pelas empresas nacionais, mediante concessão de incentivos fiscais a projetos de pesquisa científica e de inovação tecnológica.

Escola de Altos Estudos – nº 023/2006-CGCI
Objetivos: Trazer professores e pesquisadores estrangeiros de elevado conceito internacional para a realização de cursos monográficos, a fim de fortalecer, ampliar e qualificar os programas de pós-graduação de instituições brasileiras.

FUNDECI-ETENE-BNB:

Aviso ETENE/FUNDECI 10/2009 – Fomento à inovação tecnológica em micro e pequenas empresas.
Objetivos: Apoiar o desenvolvimento de produtos, serviços e processos inovadores, com reconhecidos impactos positivos no desenvolvimento local em toda a área de atuação do Banco do Nordeste (Estados da Região Nordeste, Norte de Minas Gerais e Norte do Espírito Santo).

Aviso ETENE/FUNDECI 09/2009 – Apoio à pesquisa e à difusão de tecnologias de prevenção e controle da desertificação.
Objetivos: Este aviso tem como objetivo destinar recursos financeiros não-reembolsáveis para contribuir com a execução de projetos de pesquisa ou difusão que visem à recuperação de áreas em processo de desertificação e ao desenvolvimento de técnicas de prevenção desse fenômeno em áreas susceptíveis, ocasionado por fatores tais como:
- Desmatamento;
- Queimadas;
- Uso inadequado de recursos hídricos e do solo;
- Sobrepastejo.
Os projetos deverão contemplar prioritariamente o desenvolvimento e a aplicação de técnicas de controle à desertificação, a exemplo de:
- Recuperação de cobertura vegetal com uso de espécies nativas;
- Recuperação do solo por recomposição, fixação e manutenção de nutrientes e da umidade;
- Uso sustentável da água (contemplando uma ou mais das seguintes
técnicas: captação, armazenamento, controle da qualidade, dessalinização, reúso ou irrigação);
- Bioengenharia para fins de drenagem e de controle de infiltração, escoamento e erosão;
- Manejo sustentável no extrativismo vegetal e mineral e nas produções agrícola e pecuária;
- Reposição e manejo de espécies com fins de revitalização da biodiversidade.
Os projetos deverão ser realizados na área de atuação do BNB e podem contemplar em sua execução ações de educação ambiental que visem ao atendimento do objetivo deste aviso.

Ministério da Educação - Não há novos editais.

Ministério da Cultura - Não há novos editais.

Lula sanciona lei de assistência técnica e extensão rural



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no último dia 11 a Lei de Assistência Técnica e Extensão Rural, que institui a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. Ela é voltada à agricultura familiar, a assentados de reforma agrária, aos povos indígenas e aos remanescentes de quilombos, entre outros, e servirá para assessorar as diversas fases das atividades econômicas, de forma a aumentar a produção e a qualidade das atividades e serviços agropecuários, não agropecuários e agroextrativistas. A lei também cria o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural.

A lei permite que empresas públicas contratem assistência técnica sem licitação, desde os prestadores de serviço sejam pré-qualificadas, explicou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. "Essas empresas só vão receber do governo depois que os agricultores atestarem ter recebido um serviço de qualidade", disse ele, durante a cerimônia de assinatura da lei, que contou com a presença de Lula.

O governo tem agora 30 dias para editar decreto regulamentando a lei. A expectativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) é que já seja possível trabalhar amparado nas novas regras a partir de fevereiro ou março.

O presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), José Silva, comemorou a sanção da lei. Lembrou também que na década de 1990 esse serviço foi sucateado, o que levou a agricultura a passar por dificuldades.

O orçamento para a área de assistência técnica e extensão rural passou de R$ 42 milhões, em 2003, para R$ 482 milhões em 2009. Neste ano, a lei orçamentária destinou R$ 626 milhões para a área. O número de agricultores e assentados da reforma agrária atendidas por intermédio de programas de extensão rural passou de 291 mil famílias, em 2003, para 2,3 milhões, em 2009.

ORGÂNICOS: ASSISTÊNCIA TÉCNICA E PESQUISA SÃO DESAFIOS

A procura por alimentos orgânicos vem crescendo mais rápido do que a oferta no Brasil. Apenas 1,8% dos agricultores adota esse modelo de produção no país, segundo o Censo Agropecuário 2006, divulgado em setembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Existem no Brasil 5,2 milhões de propriedades rurais.

A dificuldade na compra de orgânicos é sentida pelos próprios consumidores, que têm que chegar bem cedo às feiras e supermercados para conseguir esse tipo de produto com qualidade e sem ter que enfrentar filas.

Os produtores, por sua vez, alegam que a falta de assistência técnica é a principal barreira para superar a escassez da oferta de orgânicos no mercado.

A falta de investimentos do governo no apoio técnico aos produtores, principalmente por meio das empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural, ocasionaram o surgimento de um modelo diferente de orientação oferecido pelas empresas privadas de fertilizantes e defensivos agrícolas. E, por não usarem substâncias químicas na lavoura, os agricultores orgânicos acabam excluídos desse modelo.

"O desenvolvimento da agricultura orgânica passa, necessariamente, por uma assistência técnica pública", afirmou à Agência Brasil o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) Rogério Dias. No governo, ele atua como uma espécie de coordenador de ações de estímulo à produção de orgânicos. "Se ela [agricultura orgânica] é interessante, precisa de políticas públicas, e não apenas de produtores investindo sozinhos em seu desenvolvimento".

O diretor de Política Agrícola e Informação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto, também destaca a importância do assessoramento técnico para o desenvolvimento do setor. Para ele, o atendimento aos produtores ainda é insuficiente.

"São poucos os técnicos que têm formação nessa área. Temos uma enorme limitação de assessoramento e falta uma política que, efetivamente, induza o desenvolvimento da agroecologia."

O financiamento de núcleos de agroecologia em instituições federais de ensino, programado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC), poderá contribuir para a redução do problema, com a formação de profissionais especializados e a difusão de pesquisas sobre o tema. Essa é a expectativa da coordenadora da secretaria, Caetana Resende.

"Queremos casar as duas coisas: formação de recursos humanos para dar assistência a essa produção, e levar aos produtores o que já existe [em termos de informação], para que eles possam escolher que tipo de produção vão ter dentro de sua propriedade", explicou.

De acordo com o Censo Agropecuário, o agricultor que se dedica a essa prática, na maior parte dos casos, é proprietário das terras que cultiva (77,3%). Ainda conforme o censo, 41,6% têm o ensino fundamental incompleto e dois em cada dez não sabem ler nem escrever.

O secretário de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, Joe Valle, que trabalha com orgânicos há mais de 20 anos, aponta outra barreira: o despreparo de funcionários de instituições financeiras que operam com linhas de crédito para o setor rural. "Já temos, em vários lugares, linhas de crédito específicas para orgânicos, mas falta conhecimento dos funcionários dos bancos."

FONTE

Agência Brasil
Yara Aquino e Danilo Macedo - Repórter
João Carlos Rodrigues, Lana Cristina e Nádia Franco - Edição

Links referenciados

Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural
www.asbraer.org.br

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
www.agricultura.gov.br

Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica
portal.mec.gov.br/index.php?option=com_c
ontent&view=article&id=286&Itemid=798

Ministério do Desenvolvimento Agrário
www.mda.gov.br

Ministério de Ciência e Tecnologia
www.mct.gov.br

Ministério da Educação
www.mec.gov.br

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

Fonte: jornal Agrosoft

Ano Internacional da Biodiversidade vai discutir extinção de espécies


Apesar de 2010 ser o Ano Internacional da Biodiversidade, não há muito o que comemorar. Pesquisadores estimam que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo. Segundo o secretário da Convenção sobre a Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidadas (ONU), Oliver Hillel, o lançamento das atividades servem para colocar o tema no foco das discussões.



Ele reforça que, junto com a questão das mudanças climáticas, a perda da biodiversidade é o maior desafio para a humanidade atualmente. Por isso, durante este ano, serão promovidas atividades em todo o mundo para conscientizar a população.

"Estamos perdendo essa biodiversidade a uma taxa mil vezes maior do que a taxa normal na história da terra. Então, de acordo com as previsões dos cientistas, até 2030 poderemos estar com 75% das espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção. Hoje esse número é de 36%."

Hillel faz um alerta sobre a previsão de que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo. E lembra que, dos objetivos traçados por vários países em 2002, durante lançamento da Convenção da Biodiversidade, poucos foram cumpridos.

"Um dos que foi cumprido e é bom, porque nos encoraja, é a proteção legal em unidades de conservação de 10% dos ecossistemas da terra. O Brasil, por exemplo, é um líder. Estamos hoje com 16% da nossa terra em todas as categorias de proteção, nas três esferas do governo. O mundo inteiro, em termos de ambiente terrestre, está por volta de 12%."

O Diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade doMinistério do Meio Ambiente (MMA), Bráulio Dias, afirma que, no Brasil, um calendário de eventos deverá ser divulgado esta semana pelo ministério para debater o tema. "É importante neste ano ampliar a discussão com a sociedade pra refletir sobre a importância da biodiversidade."

FONTE

Agência Brasil
Juliana Maya - Repórter
Talita Cavalcante - Edição

Links referenciados

Ano Internacional da Biodiversidade
www.cbd.int/2010/welcome

Organização das Nações Unidadas
www.onu-brasil.org.br

Ministério do Meio Ambiente
www.mma.gov.br

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

Fonte: Jornal Agrosoft

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

I Colóquio de Geografia Agrária do Cariri Cearense

Tema: Sociedade, Natureza e as relações de produção no Campo

27 a 30 de Janeiro de 2010

Introdução

O I Colóquio de Geografia Agrária é uma promoção do Grupo de Estudos e Pesquisas em Geografia Agrária – GEA, que desde 2001 reflete sobre o espaço agrário, com enfoque nos debates sobre território Espaço e movimentos sociais, bem como, diversas temáticas referentes á questão agrária. O GEA é composto por pesquisadores e discentes do Departamento de Geociências da Universidade Regional do Cariri e desenvolve desde sua criação atividades de leituras sistematizadas, pesquisas e atividades de extensão. Tendo como linhas de pesquisa, sociedade, ensino, gênero e reforma agrária.

O encontro visa promover um espaço de debates e reflexões sobre: A questão Agrária, resistência e exploração; Relações Campo-Cidade; Educação no/do Campo; teorias e métodos da Geografia Agrária; Cultura, Gênero; sexualidade e Impactos Ambientais no Campo.

O tema proposto abrange as diversas pesquisas em Geografia executadas no campo, sejam relacionadas à natureza ou às relações sociais. E tem por objetivo principal , instigar o debate entre a comunidade acadêmica e os atores que atuam no espaço agrário e demais interessados. Visa também, estimular e divulgar o diálogo entre as produções acadêmicas que têm sido realizadas por pesquisadores, assim como, outros projetos que vem sendo executados.

Inscrições

As inscrições para o I Colóquio de Geografia Agrária do Cariri Cearense poderão ser feitas através da internet. O (A) participante deverá preencher a ficha de inscrição e efetuar o pagamento no banco ou casa lotérica na conta com informações a baixo:


O depósito deverá ser nominal.

O comprovante de depósito deverá ser enviado para o email coloquigea@gmail.com para que seja liberada a inscrição.

Anderson Camargo Rodrigues Brito
Conta: 6074-0
Agência: 032
Caixa Econômica Federal

Valor das inscrições:
Estudante: R$ 10,00
Estudante com Apresentação de Trabalho: R$ 15,00
Profissional: R$ 20,00

Programação

27/01/2010 – quarta-feira

Manhã – Credenciamento
Local: LEG – Laboratório de Ensino de Geografia.
Horário: 08 às 12 h

Tarde – Espaço GEOPARK: Geoconservação em áreas de Geopark.
Prof. Dr. Patrício Melo (URCA)
Local: Sala de Vídeo
Horário: 14 às 17 h

Noite – Conferência de Abertura
Tema: Sociedade, Natureza e Relações de Produção no Campo.
Prof. Dr. Cláudio Ubiratan Gonçalves (UFPE)
Local: Salão de Atos
Horário: 19 às 22 h

28/01/2010 – quinta-feira

Manhã – Painel 01: Experiências Agroecológicas do Cariri Cearense.
Local: Salão de Atos
Integrantes: Manoel Jorge Pinto da Franca (ACB)
José Raimundo de Matos (Seu Zé Artur) (Nova Olinda)
Prof. Mestrando Alcides Furtado Brito (URCA)
Profa. Ms. Maria do Socorro Lopes Teles (URCA/DEGEO)
Horário: 08 às 12 h

Tarde – Mini-cursos e Oficinas
Apresentações de Trabalhos Orais
Local: Salas da Geografia
Horário: 14 às 17h
Apresentações Trabalhos em Painéis
Local: Corredor da Geografia
Horário: 17 às 18 h

Noite – Painel 02: A Questão Agrária: Expropriação e Exploração dos (das) Trabalhadores (as) Rurais.
Integrantes: Prof. Dr. Francisco Amaro Alencar (UFC)
Angelita Marciel (Nininha) (CPT)
Prof. Doutorando Ronald Albuquerque (URCA/Departamento de Economia)
Professora Ms. Ana Roberta Duarte Piancó. (URCA/DEGEO)
Local: Salão de Atos
Horário: 19 às 22 h

29/01/2010 – sexta-feira

Manhã – Painel 03: Educação no/do Campo
Professor Dr. João César Abreu de Oliveira (URCA/DEGEO)
Profa. Dra. Neuma Galvão (URCA/Departamento de Pedagogia)
Professor Ms. Mardineuson Alves de Sena (URCA/DEGEO)
Anderson Camargo Rodrigues Brito. (Bolsista IC CNPq, GEA)
Local: Salão de Atos
Horário: 08 às 12 h

Tarde – Mini-cursos e Oficinas
Apresentações de Trabalhos Orais
Local: Salas da Geografia
Horário: 14 às 17h
Apresentação de Trabalhos em Painéis
Local: Corredor da Geografia
Horário: 17 às 18 h

Noite – Painel 04: Modernização da Agricultura Cearense
Integrantes: Prof. Ms. Hidelbrando dos Santos Soares
Prof. Mestrando Judson Jorge da Silva (UFC)
Prof. Dr. Ricardo Lange Ness (UFC) Raimundo Amadeu de Freitas (INCRA – CE)

Notícias do Sertão relacionadas ao Clima

Tauá registra chuva de granizo

Clique para Ampliar


12/1/2010

Pedras de granizo causaram destruição e assustaram os moradores, que vivem numa região seca

Fortaleza. Uma chuva de granizo surpreendeu os moradores de Tauá, distante 344km de Fortaleza. A precipitação ocorreu no último domingo (10) por volta das 19 horas. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a precipitação em Tauá foi de 56 milímetros.

Em pouco mais de 40 minutos, os habitantes de Tauá viveram momentos de apreensão diante das pedras de gelo que caíam do céu e da água que provocou alagamentos. Além do granizo ter destelhado casas e derrubado árvores, a soma de ventos fortes, pancadas de chuva, trovões e relâmpagos levaram medo para a população, que não está acostumada com este tipo de fenômeno na região dos Inhamuns, caracterizada por um clima quente e seco.

Prevenção

Até ontem, parte da cidade estava sem energia elétrica e com dificuldades de conexão pela Internet por conta do granizo, que danificou postes e derrubou antenas, mas a Prefeitura de Tauá informou que a luz estava sendo restabelecida aos poucos. Apesar de não haver registro de feridos nem de desabrigados, a chefe de gabinete da Prefeitura, Vanja Gonçalves, informou que ontem pela manhã houve uma reunião entre o Corpo de Bombeiros, o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), a Defesa Civil e a Prefeitura para definir um plano estratégico emergencial.

"Nossa primeira providência foi acalmar a população, já que este é um fenômeno atípico e que pegou todos de surpresa. Mas como o tempo continua fechado, estamos nos preparando caso haja alguma ocorrência. Vamos disponibilizar prédios públicos para o caso de haver desabrigados e o Hospital Regional está de prontidão para atender emergências. Também há uma equipe da Secretaria de Infraestrutura de sobreaviso para desentupir bueiros e outras necessidades. No caso de haver pessoas ilhadas, o Dnocs já disponibilizou suas embarcações para o resgate", informou a chefe de gabinete.

De acordo com o radialista Wilrismar Holanda, além da sede de Tauá, relatos da chuva de granizo foram registrados nos distritos de Inhamuns e Marruais. "A árvore natalina que decorava a cidade nas festas de fim de ano virou um monte de ferro retorcido. No geral, as pessoas dizem que o granizo tinha o tamanho de um caroço de feijão, mas no Bairro Cidade Nova, um agente de cidadania disse que uma pedra de gelo do tamanho de uma batata inglesa quebrou o telhado e atingiu a cama. Já parte de uma residência que estava em construção no Bairro Colibris caiu. Hoje (ontem) várias ruas ficaram interrompidas", relata o radialista. De acordo com o meteorologista da Funceme, Paulo Barbieri, as chuvas que vêm ocorrendo no Ceará se devem à presença de um sistema meteorológico denominado Vórtice Ciclônico de Altos Níveis, que ocorre com maior frequência em dezembro, janeiro e fevereiro.

Origem do granizo

Já a ocorrência de granizo é devido à formação de nuvens do tipo Cumulonimbus, que se desenvolvem verticalmente até grandes altitudes. "No interior dessas nuvens, as frequentes correntes de ar elevam o vapor de água condensado às maiores altitudes, passando acima da linha Isotérmica, que é de 0ºC. Desta forma, essas gotículas congelam até terem o peso suficiente para cair. Dependendo de certas condições, as pedras de gelo podem ser tão pequenas que chegam a cair no solo já na forma líquida, mas quando estas pedras de gelo são maiores elas conseguem atingir o solo".

Segundo o meteorologista, a previsão para os próximos dias é de céu parcialmente nublado em grande parte das regiões cearenses. Possibilidade de chuva isolada na faixa litorânea e na região sul do Estado.

Meteorologia

56 Milímetros foi a quantidade de chuva que caiu no município de Tauá no último domingo. Granizo é causado pela formação de nuvens do tipo Cumulonimbus

Tábua de chuvas

Aiuaba 96mm
Jucás 63mm
Tauá56mm
Antonina do Norte 51.2mm
Cariús 46mm
Farias brito 44mm
Arneiroz 42.2mm
Parambu 41.8mm
Saboeiro 27mm
Potengi 20mm

Fonte: Funceme

MAIS INFORMAÇÕES
Prefeitura Municipal de Tauá
(88) 3437.2068
Funceme
(85) 3101.1088

Karoline Viana
Repórter


VALE DO JAGUARIBE

Famílias ganham casas construídas com tijolos

Famílias que perderam suas casas na enchente do ano passado, recebem casa nova, no município de Limoeiro do Norte

Clique para Ampliar

ROSINEIDE LOPES na primeira casa de tijolo, que foi doada por voluntários. Ela festeja o presente

Limoeiro do Norte. Nada como estar em casa, ou, antes disso, ter uma para morar. Desabrigadas das enchentes do ano passado, famílias voltam para o lar, construído tijolo por tijolo com ajuda de voluntários. Quase um ano após o drama de ver seu barraco cair, a desempregada Rosineide Lopes, de Limoeiro do Norte, sai do abrigo e recebe mais uma vez a visita da reportagem. Agora numa casa "firme", porque é de tijolo. O medo da chuva que caía, e que precisava ficar de pé para segurar o telhado, dá lugar à esperança de reconstruir o lar e a vida, tão firme como as novas paredes.

Pode até chover muito, subir o nível das águas do Rio Jaguaribe e a Ilha de Santa Terezinha ficar, mais uma vez, debaixo dágua, que "dessa vez não vai cair, dessa vez não". É que dessa vez a casa de Rosineide Lopes, de 33 anos, é de tijolo, não de barro. Ainda nem tem reboco, faltam acabamentos no telhado. O chão ainda é o mesmo solo duro de barro, frio, e que obriga todos a não tirarem as chinelas dos pés, no entanto, ninguém muda a opinião de "Rosi" de que agora, é quase o céu, mesmo sabendo que o "inverno" (na verdade verão chuvoso) vem aí, com o rio mais cheio e com grandes chances de chegar novamente às casas, construídas em áreas de risco.

"Uma coisa é você ter a casa alagada e precisar sair, outra é não ter mais nem casa", diz ´Rosi´, certa da fragilidade da casa feita de barro.

O dia 27 de março ainda não saiu da memória da moradora da Ilha de Santa Terezinha. Num dos dias mais chuvosos, a água invadiu seu barraco, que caiu. A reportagem do Diário do Nordeste chegou para cobrir o drama das vítimas da cheia. Uma mulher passava mal, era acudida pelos vizinhos. Era Rosineide Lopes, que fez questão de mostrar o seu "não-lar". Desde então se tornou o símbolo do drama vivido no lugar.

Enquanto outros desabrigados voltavam à medida em que recuavam as águas, a "dona-de-casa-nenhuma" passou nove meses morando num quartinho em uma creche onde é voluntária há quatro anos. O presente foi doação de voluntários da Rede Nacional de Mobilização Social (COEP), Caixa Econômica Federal, Projeto Paz e União, Diocese de Limoeiro e voluntários da comunidade. Também foram reconstruídas as casas de Maria do Socorro, Fabiano Ribeiro e Maria de Fátima de França. Até dezembro, Rosineide prestava serviço à Prefeitura Municipal, e todos os meses recebe cesta básica da Secretaria do Desenvolvimento Social e Cidadania.

"Mas este ano ainda é incerto", diz Rosineide, que mora com o marido, também desempregado, e duas filhas. A mais velha, Débora Cristina, de 13 anos, está de férias na casa da avó. A outra, Valdívia Lopes, aproveita o tempo para brincar. Lamenta que tenha que ser dentro da rede, porque o chão de barro suja. "Tem gente que dá só sete anos nela", diz a mãe. Apegada à mãe, Valdízia sabe do sofrimento pelo qual tem passado. Assim como a irmã, ainda não tem material escolar, nem sabe como terá, mas tem certeza de que quando crescer será juíza. E os moradores da Ilha de Santa Terezinha vão reconstruindo a esperanças.

MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social e da Cidadania da cidade de Limoeiro do Norte
(88) 3423.1340

Melquíades Júnior
Colaborador

Fonte: Jornal Diário do Nordeste. Caderno Regional. Fortaleza, 12 de janeiro de 2010.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=718542