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sábado, 15 de outubro de 2011

Indicação de livro - The Spirit Level - Why Greater Equality Makes Societies Stronger


Amigos,
Compartilho com vocês a indicação do livro "The Spirit Level".
Abraço em cada um!
Suely

image
January 2010
$28.00
352 pp
6.125 x 9.25 in
Hardcover
ISBN-13: 9781608190362
ISBN-10: 1608190366
The Spirit Level - Why Greater Equality Makes Societies Stronger
By Kate Pickett and Richard Wilkinson
Groundbreaking analysis showing that greater economic equality-not greater wealth-is the mark of the most successful societies, and offering new ways to achieve it.
This groundbreaking book, based on thirty years' research, demonstrates that more unequal societies are bad for almost everyone within them-the well-off and the poor. The remarkable data the book lays out and the measures it uses are like a spirit level which we can hold up to compare different societies. The differences revealed, even between rich market democracies, are striking. Almost every modern social and environmental problem-ill health, lack of community life, violence, drugs, obesity, mental illness, long working hours, big prison populations-is more likely to occur in a less equal society. The book goes to the heart of the apparent contrast between material success and social failure in many modern national societies.
The Spirit Level does not simply provide a diagnosis of our ills, but provides invaluable instruction in shifting the balance from self-interested consumerism to a friendlier, more collaborative society. It shows a way out of the social and environmental problems which beset us, and opens up a major new approach to improving the real quality of life, not just for the poor but for everyone. It is, in its conclusion, an optimistic book, which should revitalize politics and provide a new way of thinking about how we organize human communities.

Media for The Spirit Level:
“Wilkinson and Pickett make a valuable contribution in enthusiasm and evidence, both of which will help fuel any effort to squeeze down the widening inequalities of our era.”—Boston Review See #1 article See #2 article
Bill Moyers featured The Spirit Level The Bill Moyers Journal
New York Review of Books (4/29) printed five graphs from The Spirit Level to illustrate the excerpt from Tony Judt’s Ill Fares the Land. Also includes this note from Judt: “The best recent statement of this argument comes in Richard Wilkinson and Kate Pickett, The Spirit Level: Why Greater Equality Makes Societies Stronger (Bloomsbury Press, 2010). I am indebted to them for much of the material in this excerpt.”
A gap between society’s rich and poor can have ugly consequences. Countries with greater income inequality have higher rates of teen pregnancy, infant mortality, obesity, mental illness, drug use, imprisonment, and homicide than countries where wealth is more evenly distributed, according to research by epidemiologists Richard Wilkinson and Kate Pickett.—Parade
Interesting Q&A in the Boston Globe Ideas section with Richard Wilkinson and Kate Pickett.
Arts and Letters Daily has linked to the Boston Globe piece.
Very nice column from Jerry Large in the Seattle Times today about The Spirit Level.
Kate Pickett appeared on Brian Lehrer’s show on WNYC to talk about The Spirit Level
Interview with Richard Wilkinson and Kate Pickett on HERE ON EARTH (Wisconsin Public Radio).
Read this piece on the Huffington Post about going out to eat…here and in Sweden
Here's an essay on Alter Net
and don't miss the post on Daily Kos.
Take a look at Kate's video with Big Think.
Here are some radio interviews the authors done in Seattle:
KUOW Weekday Scroll down the page.
KPFA Against the Grain Scroll down the page.
Richard and Kate wrote an op ed on the Guardian’s Comment
http://www.bloomsburypress.com/bloomsbury/images/star.gif"Wilkinson and Pickett make an eloquent case that the income gap between a nation's richest and poorest is the most powerful indicator of a functioning and healthy society...Felicitous prose and fascinating findings make this essential reading."—Publishers Weekly
"In this fascinating sociological study, the authors do an excellent job of presenting the research, analyzing nuances, and offering policy suggestions for creating more equal and sustainable societies. For all readers, specialized or not, with an interest in understanding the dynamics today between economic and social conditions."—Library Journal
"It has taken two experts from the field of public health to deliver a major study of the effects of inequality on society. Though Richard Wilkinson and Kate Pickett are British, their research explores the United States in depth, and their work is an important contribution to the debate our country needs."—Robert B. Reich, from the foreword
"Might be the most important book of the year."—Guardian
"Fascinating and deeply provoking...The Spirit Level does contain a powerful political message. It is impossible to read it and not to be impressed by how often greater equality appears to be the answer, whatever happens to be the question. It provides a connection between what otherwise look like disparate social problems."—David Runciman,London Review of Books.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Livro Os Sertões lançado em inglês

Backlands: The Canudos Campaign

A editora Penguin lançou o primeiro título brasileiro da linha Penguin Classics: Os sertões, de Euclides da Cunha.
O livro, que foi lançado como Backlands: The Canudos Campaign, teve a introdução escrita por Ilan Stavans, professor de cultura latino-americana no Amherst College. No History News Network ele fala sobre a importância da Guerra de Canudos e do livro resultante do relato do jornalista. A Penguin também fez um episódio de seu programa de rádiocom Stavans e a tradutora, Elizabeth Lowe, no qual eles falam sobre os desafios de verter um texto com tantas terminologias específicas de geografia, botânica e história regional para o inglês sem danificar o estilo do autor.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

LIVRO - Primavera Silenciosa



Da Redação - 01/06/10 - 18:32
“Quarenta anos atrás, esta obra aplicou um choque galvânico na consciência pública e, como resultado, infundiu ao movimento ambientalista uma nova substância e significado”, segundo Edward O. Wilson.  capa-primavera-silenciosa1
Para quem não sabe ou nunca ouviu falar, o planeta Terra deve muito a Rachel Carson, uma cientista norte-americana que, no início da década de 1960, publicou Primavera silenciosa, obra que, mesmo tendo no título uma expressão poética, foi o estopim que deu forma a um novo e poderoso movimento social que alterou o curso da História.
Carson, pesquisadora rigorosa com talento de romancista, causou uma verdadeira revolução em defesa do meio ambiente a partir do lançamento de seu livro, em 1962. A obra, escrita em pouco mais de quatro anos, apresenta inúmeros documentos científicos de diferentes fontes, comprovando as afirmações da autora que desencadearam uma investigação no governo Kennedy. De imediato, inspirou a rede de tevê CBS a produzir um documentário, assistido por 15 milhões de telespectadores, que mostrava os efeitos nocivos do DDT à saúde, fato que poderia, inclusive, alcançar mais de uma geração, uma vez que resíduos dessa substância tóxica podem ser encontrados no leite humano.
Revolução
 O clamor que se seguiu à publicação de Primavera silenciosa forçou o governo a proibir o uso de DDT e instigou mudanças revolucionárias nas leis que preservam o ar, a terra e a água, com a criação, em 1970, da Agência de Proteção Ambiental Norte-Americana. A paixão de Rachel Carson pela questão do futuro do planeta refletiu poderosamente por todo mundo e seu livro foi determinante para o lançamento do movimento ambientalista.
Esta edição apresentada pela Editora Gaia inclui um posfácio do escritor e cientista Edward O. Wilson e uma introdução da biógrafa Linda Lear, que discorre sobre a história corajosa de Carson na defesa de suas convicções diante do ataque impiedoso e covarde da indústria química logo após a publicação deste seu livro e antes de sua morte prematura, em 1964.
Em 2000, a Escola de Jornalismo de Nova York consagrou Primavera silenciosa como uma das maiores reportagens investigativas do século XX. Em dezembro de 2006, premiando a memória e o legado de Rachel Carson, o jornal britânico The Guardian conferiu a ela o primeiro lugar na lista das cem pessoas que mais contribuíram para a defesa do meio ambiente de todos os tempos.   
Páginas/Preço: 328 / R$ 49,00

sábado, 24 de abril de 2010

Resenha do Livro "A Opção Terra"




A OPÇÃO TERRA
A Opção Terra - A Solução Para a Terra Não Cai do Céu
Leonardo Boff
Editora Record
HOMENAGEM
A Opção Terra
Neste livro, Leonardo Boff faz uma costura amorosa da história da Terra e das conseqüências de nossa atuação desde a Revolução Industrial, listando, também, os obstáculos que nos impedem de ver com clareza e tentar solucionar os problemas que assolam e desvastam a Mãe Terra. Seu texto é de fácil leitura fundado em grande erudição - característica daqueles que verdadeiramente meditam sobre um tema e sobre ele se debruçam com cuidado quase devocional.
José Eduardo Mendonça

O teólogo e ex-sacerdote Leonard Boff, que lecionou no Instituto Franciscano em Petrópolis durante 22 anos, é um dos expoentes da Teologia da Libertação, corrente da igreja que reflete sobre a situação dos excluídos à luz da fé cristã e cuja origem remonta aos anos 1950. Sua primeira colaboração sobre o tema foi o livro Jesus Cristo Libertador, de 1972. Sempre foi uma pedra no sapato na ala conservadora do Vaticano. Em 1985, foi condenado a um ano de “silêncio obsequioso” pelo arquiconservador diretor da Congregação Para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, por sua crítica à hierarquia da igreja. Em 1992, pediu dispensa do sacerdócio e uniu-se à educadora popular e militante dos direitos humanos Márcia Miranda. 

Intelectual coerente, autor de mais de 70 livros, professor visitante das universidades de Lisboa, Salamanca, Harvard e Heidelberg, e atualmente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Boff é membro da Comissão Internacional da Carta da Terra, documento gestado por quase três décadas, ratificado em 2000 e chancelado pela Unesco em 2003 como referência ética para o desenvolvimento sustentável e um instrumento educativo. 

Neste livro, depois de um elucidativo capítulo sobre a biografia da Terra e de uma apresentação do planeta como uma entidade viva, complexa e construída de interações (Gaia), Boff abre o terceiro capitulo com uma pergunta direta que traz em si uma sensação de alarme: “Haverá sabedoria suficiente na humanidade, vontade política dos chefes de Estado e sentido ético dos executivos das grandes corporações internacionais para começar imediatamente uma nova economia política e um novo modo sustentável de viver coletivamente que salve a Terra e a Humanidade?” 

Logo a seguir lembra que os dados do IPCC - Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas da ONU já atestaram que a humanidade ultrapassou o limite em seu movimento de predação de nossos recursos naturais, que tomou vulto mais sombrio após o início da Revolução Industrial: “Ultrapassado o limite, não conseguiremos mais parar a roda, apenas reduzir-lhe a velocidade”. 

Estas constatações não constituem uma novidade – estão em incontáveis livros sobre tema, e nos chegam diariamente pelos jornais, revistas e pela Internet. A contribuição de Boff é fazer deles uma costura amorosa e cristã, num texto de fácil leitura fundado em grande erudição – característica daqueles que verdadeiramente meditam sobre um tema e sobre ele se debruçam com cuidado quase devocional. Além de recorrer a cientistas e ecólogos, o autor ostenta na bibliografia contribuições do pensamento de Edgar Morin, Fritjof Capra, Eric Hobsbwan, Arnold Toynbee, Descartes, Heidegger, Max Weber, Karl Marx e Frederic Nietszche, alargando horizontes e guiando o leitor a reflexões preciosas. 

Dentre estas reflexões a que nos convida, Boff lista os obstáculos que nos impedem de ver com clareza e tentar solucionar os problemas que assolam e desvastam a Mãe Terra. O primeiro deles é a inconsciência acerca dos estragos que provocamos. O segundo, nosso arraigado antropocentrismo. O terceiro, nosso racionalismo e a falta de sensibilidade, de coração e de compaixão. Depois dele, nosso individualismo cultural e nosso reducionismo. O quinto obstáculo é formado pela competição e concorrência, que criam uma perversa desigualdade social. O sexto, e último, é o consumismo: “Se há 800 milhões de famintos, há por outro lado 1.2 bilhão de obesos. Desperdiçamos recursos que farão falta às gerações futuras”. 

Ao final, Boff compila uma série de dicas práticas e exemplares para cuidar de Gaia. São contribuições individuais – ninguém crê que se vá salvar o mundo com elas - mas servem, como se fossem exercícios de uma ioga ecológica, para nos educarmos em novas posturas e nos tornarmos mais que meros observadores de um planeta que pode estar fadado a nos expulsar dele num futuro nada distante.


Fonte: Planeta Sustentável - http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/estante/opcao-terra-551490.shtml

segunda-feira, 29 de março de 2010

“O Livro e a leitura dos Sentimentos do Mundo”


IX Bienal do Livro do Ceará

Bienal será realizada de 9 a 18 de abril com o tema “O Livro e a leitura dos Sentimentos do Mundo”
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
IX Bienal Internacional do Livro do Estado do Ceará será realizada de 9 a 18 de abril, no Centro de Convenções de Fortaleza. O evento traz como tema principal “O Livro e a Leitura dos Sentimentos do Mundo” e pretende revelar os caminhos que se unem no universo da leitura. A homenageada desta edição é a escritora cearense Rachel de Queiroz, que completaria 100 anos em 2010 e cujas obras irão nomear espaços montados no local de realização do evento. A Bienal do Ceará reunirá alguns dos principais nomes da literatura mundial e nacional, editoras, livrarias e profissionais que compõem as cadeias do livro e da leitura, em uma vasta programação nos turnos da manhã, tarde e noite.
Além de lançamentos de livros, palestras e encontros entre escritores e o público, a Bienal do Livro terá em sua programação encontros paralelos, debates e eventos, entre eles: o V Encontro do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas; o III Encontro Estadual de Agentes de Leitura; o Encontro dos Amigos da Leitura; o I Encontro dos Clubes de Leitura do Ceará; o I Encontro dos Pontos de Leitura; o II Congresso Nordestino de Poetas Cordelistas, Editores e Folheteiros; e o I Fórum Nordeste do Livro e da Leitura. Além disso, serão promovidas oficinas, declamações, recitais, saraus, palestras e encontros que movimentarão todo o Centro de Convenções durante os dez dias de Bienal Internacional do Livro do Ceará.
Outro destaque na programação será a realização do seminário Cultura, Democracia e Socialismo na América Latina e Caribe, que reunirá destacados intelectuais para discutir integração cultural, comunicação, integração regional e o futuro do Socialismo na América Latina e Caribe. Entre os nomes consagrados da literatura que participarão estão Cláudio Katz, Justo Pereda Rodríguez e Emir Sader.
Homenagem a Raquel de Queiroz
No ano em que completaria 100 anos, a escritora Rachel de Queiroz será a grande homenageada da IX Bienal Internacional do Livro do Estado do Ceará. O espaço “Não me Deixes”, elaborado para homenagear a ilustre cearense, terá a presença de editoras e empresas, além de receber durante todos os dias do evento diversos grupos e projetos onde os focos principais serão a vida e a obra da escritora. Entre as editoras e projetos já confirmados estão: Literatura de Lua (Livraria Lua Nova), Poesia Remix, Pausa Dramática, Bazar das Letras do SESC, projeto Ouvi Dizer do CCBNB, Poemas Violados, Templo da Poesia, Os Poetinhas de Caucaia, Zona Poética Liberada, Academia Cearense de Letras, Associação Cearense de Escritores, Academia Maria Ester de Literatura, Papo Literário (TVC) e muitos outros.
Autora de destaque na ficção social nordestina, Raquel de Queiroz foi primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, em 1977. Foi também a primeira mulher contemplada com o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa, no ano de 1993. Autora de obras célebres, como “O Quinze” e “Memorial e Maria Moura”, Rachel de Queiroz também teve incursões na literatura infantil, em obras como “O Menino Mágico” e “Cafute & Perna-de-Pau”, e no teatro, assinando obras como “Lampião” e “A beata Maria do Egito”.
Outros espaços da Bienal terão nomes de obras da escritora, como por exemplo o Espaço Dôra, Doralina, que trará a exposição Livros de Artistas, e a Arena Cultural Memorial de Maria Moura, que reunirá diversas tendências, tribos e interesses em encontros leves nos quais se discutirá a literatura e suas relações com as artes do cinema, do desenho, da música e dos quadrinhos.
Aniversário de Fortaleza
No dia 13 de abril, data de comemoração do aniversário da cidade de Fortaleza, a Bienal terá uma programação especial. Está agendada a execução do Hino de Fortaleza e um cortejo do Maracatu Nação Fortaleza, além do lançamento da quinta edição do livro Fortaleza Belle Èpoque, do historiador Sebastião Ponte, e da realização de mesa especial de debates, reunindo alguns dos mais conceituados memorialistas do Ceará, como Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez), Christiano Câmara, Marciano Lopes, Zenilo Almada e Nilo Firmeza (Estrigas).
Ação Social
O projeto Visitação Escolar à IX Bienal Internacional do Livro, do Programa Por Um Pacto Social pelo Livro, da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), levará alunos da rede pública e privada de ensino para o mundo do livro. A ação premiará também oito alunos e suas escolas no concurso de redação A Bienal nas Escolas. Este ano, o tema do concurso será “Ser culto é a única forma de ser livre”, verso do poeta libertário cubano José Martí.
Literatura Infantil
No domingo (18), último dia da Bienal, a programação de todos os espaços será voltada à literatura infantil e contará com a presença de grandes expoentes do imaginário das crianças, como Maurício de Souza e Pedro Bandeira. A jornalista e escritora que faz livros para o público adolescente, Thalita Rebouças, também estará presente na Bienal. Para encerrar, o músico e escritor Arnaldo Antunes apresentará o espetáculo Pequeno Cidadão.
IX Bienal Internacional do Livro do Estado do Ceará
Local: Centro de Convenções de Fortaleza
Data: 9 a 18 de abril de 2010
Informações da assessoria.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Estudos regionais voltam à corrente principal da ciência econômica





Ensaios de Economia Regional e Urbana
Alexandre Xavier Ywata Carvalho, Carlos Wagner Albuquerque, José Aroudo Mota e Marcelo Piancastelli (organizadores)
Editora Ipea, 2008, 468 páginas, R$ 19,00



Estudos regionais voltam à corrente principal da ciência econômica

Estanislau Maria


Nas últimas décadas, os estudos de economia urbana e de economia regional ocuparam um papel secundário no mainstream das ciências econômicas. Os principais fatores da descrença ou da pouca atratividade desses estudos estavam relacionados à necessidade de se abandonarem pressupostos dominantes como retornos constantes de escala e competição perfeita. Além do mais, os estudos associados à economia regional e urbana se caracterizam por uma forte interdisciplinaridade, atravessando diversos campos do conhecimento.
Mais recentemente, observa-se uma nova tendência no papel desses estudos. A mudança se torna perceptível nos trabalhos relacionados a teorias urbanas que ressaltam formas de economias de aglomeração em contraposição a deseconomias de aglomeração ou de congestionamento proveniente da concentração espacial das atividades. E novas teorias do crescimento econômico sobre a importância dos rendimentos marginais não-decrescentes para o capital e retornos constantes (no âmbito da firma) contribuem para explicar a taxa de crescimento da renda per capita.Pode-se citar uma variedade de modelos nessa linha de pesquisa: capital humano, acumulação de capital físico e infra-estrutura, investimentos em novas tecnologias, pesquisa e desenvolvimento, criação e fortalecimento de instituições. Para contribuir com a evolução dos estudos aplicados à economia regional e urbana, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou este ano o livro Ensaios de Economia Regional e Urbana (disponível também em meio eletrônico no site da instituição).
Os textos apresentados buscam produzir uma visão integrada da economia brasileira, encadeando três pontos para discussão da economia regional e urbana. São eles: (1) urbanização, crescimento e bem-estar; (2) dinâmica da renda, mercado de trabalho e demanda por serviços públicos; (3) análise dos instrumentos de intervenção pública nas regiões. A essas três dimensões de discussão correspondem três seções separadas no livro.A primeira seção aborda o sistema urbano do Brasil, marcado pela convivência de dois grupos distintos: a extrema pobreza mora lado a lado da concentração de riqueza. Os textos dessa seção elucidam algumas das medidas a serem adotadas pelos gestores públicos, a saber: aumentar a qualidade e oportunidade de emprego, aprovisionar condições de moradia mais adequadas, elaborar sistemas de informações para a eficiência de políticas públicas de prevenção e maior eficácia e amplitude na provisão de serviços públicos.
A gestão das cidades exerce um papel primordial neste cenário de crescimento populacional intenso. O aprofundamento dos problemas urbanos é apontado como uma das conseqüências de uma potencial má gestão, em que a maioria da população continuará vivendo em moradias inadequadas, sem direito de propriedade, sem provisão de serviços públicos, sem acesso a amenidades básicas e expostas à marginalidade e a áreas de risco de saú de pública. Favelas e criminalidade são relacionadas com a desigualdade de acesso.
A segunda seção do livro aborda as várias implicações do crescimento econômico no país, com foco nas alterações no padrão de desigualdade regional, no fluxo migratório de pessoas de áreas estagnadas para outras mais dinâmicas e nos efeitos sobre o mercado de trabalho e a despesa pública. Para captar as inter-relações entre todos esses elementos, traz artigos que tratam do crescimento econômico comparado entre alguns municípios, do padrão de desigualdade nacional, do fluxo migratório, do mercado de trabalho rural e da demanda por serviços públicos locais.
A terceira seção do livro reúne um conjunto de cinco estudos voltados para a reflexão sobre políticas e instrumentos de desenvolvimento regional no Brasil ao longo do período (e/ou com ênfase) que se iniciou nos anos 1990 e até pelo menos o ano de 2003. Essa fase de adoção de reformas estruturais reflete-se na condução da política macroeconômica visando à ampliação da abertura comercial e liberalização financeira para o exterior como elementos atratores do investimento externo para o desenvolvimento.