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terça-feira, 22 de junho de 2010

Fundo Caatinga

18/06/10 15:27

MMA discute estruturação do Fundo Caatinga

Divulgação/MMA
O projeto busca captar recursos para ações de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca
O projeto busca captar recursos para ações de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca
O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Machado, em reunião com representantes do ministério e do Banco do Nordeste, apresentou nesta quinta-feira (17/6) a minuta para estruturação do Fundo Caatinga. A proposta para criação de um fundo para o bioma é resultado do I Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação, realizado em março em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). Após discussão, o projeto será encaminhado para Casa Civil e deverá ser criado por meio de decreto.
O Fundo Caatinga, a ser gerido pelo Banco do Nordeste, tem como objetivo captar recursos para ações e projetos de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca, além de ampliar a oferta e despoluir os recursos hídricos com a recuperação e revitalização de áreas degradadas. O Fundo também vai promover a conservação e uso sustentável do bioma Caatinga e do Semiárido Brasileiro e das Áreas Suscetíveis à Desertificação.
Para o secretário-executivo José Machado, o cuidado com o semiárido é prioridade do ministério. "Estamos comprometidos com a pauta de discussão nacional sobre a desertificação do semiárido. É importante resgatar um plano nacional para o semiárido brasileiro", afirmou.
O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Egon Krakhecke, que participou da reunião, destacou que o Fundo cria uma relação estreita com o bioma Caatinga, "estimulando assim a criação de outros fundos pra os demais biomas". Egon também sugeriu ao Banco do Nordeste que incluísse na minuta do Fundo a possibilidade de pagamento por serviços ambientais.

Brasil é referência na América Latina no combate à desertificação.
Mais de 30 milhões de brasileiros são diretamente atingidos pelo processo de desertificação. Essas pessoas vivem em uma região de 1,3 milhão de km², situada nos estados do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, marcada pela falta de água e dificuldade de produção de alimentos. Desta área, 180 mil km² já estão em processo grave de se tornarem deserto.
E se nada for feito, esses números ainda podem aumentar com o efeitos das mudanças climáticas. Estudos indicam que a região semiárida brasileira poderá perder um terço de sua economia, até 2100, caso a temperatura do planeta suba mais de 2 graus celsius.
Este problema não se restringe ao Brasil. Mais de 100 países sofrem algum tipo de problema causado pela desertificação. Por isso, a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD, sigla em inglês) transformou o dia 17 de junho no Dia Mundial de Combate à Desertificação.
Dezessete de junho é o Dia Mundial de Combate a Desertificação. Esta data representa uma oportunidade de reforçar o debate de que a desertificação não é uma fatalidade, que as soluções existem e que ela pode ser combatida de forma efetiva por meio do fortalecimento da participação da sociedade e da cooperação pública e privada.
Considerada um dos grandes problemas econômicos, sociais e ambientais do mundo, a desertificação é a degradação da terra nas regiões áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas. Essa degradação do solo, do recurso hídrico e da vegetação e a redução da qualidade de vida da população afetada, são resultados de variações climáticas e de atividade humana, principalmente atividades agrícolas.
A desertificação causa problemas econômicos principalmente ao setor agrícola, levando prejuízos com a quebra de safras e diminuindo a produção. Os problemas sociais também estão relacionados com a questão econômica. Com a população sem dinheiro e, até mesmo, sem ter o que comer, a desertificação leva as pessoas a migrar para os centros urbanos, procurando uma melhor qualidade de vida. No entanto, a migração agrava problemas de transporte, saneamento, abastecimento e emprego já existentes nas grandes cidades.
Durante a Conferência Rio-92, vários países com problemas de desertificação propuseram a criação de uma convenção internacional sobre o tema. Daí, foi criada a UNCCD, da qual o Brasil é signatário desde 1997. Em vigor desde 1996, a UNCCD já foi assinada por mais de 100 países.
Das áreas brasileiras sujeitas à desertificação, 60% estão na caatinga e 40% no cerrado. Para tentar reverter os efeitos da desertificação, o Ministério do Meio Ambiente coordena o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação (PAN-Brasil). O programa relaciona políticas voltadas ao meio rural, como Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, bolsa família e ações de convivência com a seca, à agenda de combate à desertificação.
A UNCCD considera áreas com risco de desertificação as zonas áridas, semi-áridas e subúmidas secas e todas as áreas - com exceção das polares e das subpolares - com Índice de Aridez entre 0,05 e 0,65. Este é também o critério adotado pelo (PAN-Brasil).
O MMA dá apoio ao estados suscetíveis à desertificação na elaboração de Planos Estaduais de Combate à Desertificação. Três estados já têm seus plano construídos: Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Para o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Egon Krakhecke, o programa permite articular e priorizar ações relacionadas ao tema para a formulação de políticas específica para mudar a situação das áreas degradadas".
O desmatamento das áreas suscetíveis à desertificação piora o problema. O bioma caatinga, por exemplo, sofre com a pressão do carvão utilizado pela indústria do gesso, cerâmica, siderurgia e uso doméstico. Este bioma é o único exclusivamente brasileiro, rico em biodiversidade, mas que já perdeu 45% de sua cobertura vegetal.
Por isso, o MMA e o Ibama trabalham no combate ao desmatamento nessas áreas. Este ano, serão formados 285 brigadistas que vão trabalhar junto às comunidades como multiplicadores de boas práticas agrícolas, um trabalho de educação ambiental que vai proteger os recursos naturais.

por Ascom/MMA

sábado, 22 de maio de 2010

Criação do Fundo Caatinga



21 DE MAIO DE 2010 - 9H43


Lula Morais ressalta proposta de criação do Fundo Caatinga

Durante o segundo expediente da sessão plenária desta quinta-feira (20/05), o deputado Lula Morais (PCdoB) destacou a proposta de criação do Fundo Caatinga pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O parlamentar informou que o objetivo é captar recursos para projetos de combate à desertificação, recuperação de áreas degradadas e promoção da revitalização, conservação e uso sustentável do Bioma Caatinga.

Lula explicou que a proposta tomou por base a Convenção da ONU de Combate à Desertificação (UNCCD), o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação (PAN), bem como os Programas de Ação Estaduais de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAEs). A iniciativa vai contar com a participação de ministérios, governos estaduais, organizações da sociedade civil e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). 

O deputado disse que os recursos para o Fundo Caatinga virão de doações (estados, instituições multilaterais, entidades internacionais, empresas, pessoas físicas e ONGs); dotação orçamentária; transferências da União; acordos, contratos, consórcios e convênios; Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) e do Fundo Amazônia. A proposta determina ainda a governança conjunta e integrada do Fundo, onde o gestor será o BNB, o Comitê Orientador será formado pela Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) e o Comitê Técnico será definido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). 

De acordo com dados do MMA, a caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, possui atualmente metade de sua cobertura vegetal original. Em 2008, a vegetação remanescente da área era de 53,62%. Dados do monitoramento do desmatamento no bioma realizado entre 2002 e 2008 revelam que, neste período, o território devastado foi de 16.576 km2, o equivalente a 2% de toda a caatinga. 

Para Lula Morais, o processo de desertificação por que passa a região da caatinga no Brasil, se deve em parte a ação do homem (queimadas, desmatamento, uso indevido da terra) e também do clima. Ele ressaltou que no Ceará, o município de Irauçuba é onde a situação é mais alarmante. No entanto, Lula frisou que o Estado tem se destacado no combate ao problema, com estudos realizados, dentre outros temas, a cerca da reserva hídrica do Estado. 

Finalizando, o parlamentar destacou a lei estadual – oriunda de projeto de lei de sua autoria – que regulamenta e institui a Política Estadual de Combate e Prevenção à Desertificação no Ceará.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social da AL - Ceará



Fonte http://www.vermelho.org.br/ce/noticia.php?id_noticia=129818&id_secao=61