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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Censo da Fome

IBGE indica que 11,2 milhões de brasileiros passavam fome em 2009 – insegurança alimentar é mais grave para negros

Publicado em novembro 29, 2010 por HC


segurança alimentar
O número de domicílios brasileiros onde as famílias admitem que não têm alimentos em quantidade e qualidade adequadas diminuiu de 34,9% para 30,2%, entre 2004 e 2009. Mas cerca de 11,2 milhões de pessoas no país ainda conviviam com a fome no ano passado. A proporção de domicílios com brasileiros nessa condição, no entanto, tem diminuído ao longo dos anos, passando de 7% para 5%, no período.
As constatações são do suplemento Segurança Alimentar, elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do ano passado. O documento, divulgado hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), classifica os graus de insegurança alimentar e aponta que 65,6 milhões de brasileiros não se alimentam direito.
Desse total, 40,1 milhões (20,9% da população total) convivem com a forma leve de insegurança alimentar (quando admitem que pode faltar dinheiro para comida). Mais 14,3 milhões estão na situação moderada – casos em que, no período de três meses anteriores à pesquisa, houve restrição de comida. Os demais (11,2 milhões) passam pela privação de alimentos, a insegurança alimentar grave.
De acordo com a presidente da Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (Abrandh), Marília Leão, apesar da evolução dos indicadores no últimos anos, o dado revela um problema dramático: a fome. “Quando encontramos domicílios em situação de insegurança alimentar grave significa que efetivamente houve episódios de fome, inclusive em crianças”, afirmou.
“Temos que considerar essa situação porque a fome implicará prejuízos grandes no perfil nutricional e no desenvolvimento delas. Consequentemente, no potencial que essas crianças têm como pessoa”, completou Marília, que também integra o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), do governo federal.
Com a queda do percentual de insegurança alimentar entre 2004 e 2009, cerca de 7 milhões de pessoas melhoraram suas condições. É o caso da empregada doméstica Lurdes Ludugério moradora de Niterói. Ela conta que, depois que a família passou a receber dinheiro de programas de transferência de renda, a alimentação melhorou, principalmente a dos cinco netos.
“Compramos bem mais comida do que antes do Bolsa Família”, afirmou. É a filha mais velha, que vive com ela na mesma casa, a beneficiária do cartão do governo. No momento, a moça está desempregada.
A maior parte da população com fome no país está no Norte (9,2% dos domicílios) e no Nordeste (9,3%). No Sul e no Sudeste, os percentuais não chegam a 3%. Diferenças também são verificadas em relação à situação dos domicílios. Na zona urbana, 6,2% e 4,6% das famílias estão em situação de insegurança moderada ou grave, respectivamente, enquanto na zona rural as proporções são de 8,6% e 7%.
Situação de insegurança alimentar é mais grave para negros
Negros (pretos e pardos) têm mais dificuldade de acesso a alimentos de qualidade e em quantidades suficientes do que os brancos. O percentual de insegurança alimentar entre eles é quase o dobro em relação ao da população branca.
Do total de 97,8 milhões de negros no país, 43,4%, convivam com algum grau de insegurança alimentar em 2009, sendo que 18,6% vivenciam a situação mais grave, de privação de comida. O percentual é seis vezes maior do que o de brancos na mesma situação: 3%. Entre esses, 24,6% estão em algum nível de insegurança alimentar.
Segundo a pesquisa, o fato de os negros estarem em maior número entre a população com restrições alimentares pode estar relacionado ao rendimento, pois pertencem à parcela mais pobre da população. O documento mostra que 55% dos domicílios com renda de até meio salário mínimo não dispunham de alimentos de qualidade e em quantidade suficientes.
Para a presidente da Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (Abrandh), Marília Leão, outras “desigualdades históricas” também podem explicar a diferença entre brancos e negros. “Observamos que entre povos indígenas e comunidades tradicionais há muita desigualdade se comparada com os branco. Em relação aos negros é a mesma coisa. Por isso, as ações afirmativas são tão importantes no sentido de essas desigualdade não existirem mais.”
A prevalência de situação de insegurança alimentar moderada (restrição de alimento nos três meses anteriores a pesquisa) também é maior entre as famílias chefiadas por mulheres (10,2%). No caso de domicílios com a pessoa de referência do sexo masculino era de 14,2%. A diferença se acentua no caso de famílias com jovens até 18 anos.
Feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o suplemento do IBGE ainda mostra que em 2009, 8,1% das pessoas até 17 anos não têm alimentação de qualidade e entre a população com mais de 65 anos, a proporção é de 3,6%.
Reportagem de Isabela Vieira, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 29/11/2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Fome no Brasil

26/11/2010 10:02:11

IBGE: 11,2 milhões de brasileiros passaram fome em 2009

Isabela Vieira, da Agência Brasil
O número de domicílios brasileiros onde as famílias admitem que não têm alimentos em quantidade e qualidade adequadas diminuiu de 34,9% para 30,2%, entre 2004 e 2009. Mas cerca de 11,2 milhões de pessoas no país ainda conviviam com a fome no ano passado. A proporção de domicílios com brasileiros nessa condição, no entanto, tem diminuído ao longo dos anos, passando de 7% para 5%, no período.

As constatações são do suplemento Segurança Alimentar, elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do ano passado. O documento, divulgado hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), classifica os graus de insegurança alimentar e aponta que 65,6 milhões de brasileiros não se alimentam direito.
Desse total, 40,1 milhões (20,9% da população total) convivem com a forma leve de insegurança alimentar (quando admitem que pode faltar dinheiro para comida). Mais 14,3 milhões estão na situação moderada - casos em que, no período de três meses anteriores à pesquisa, houve restrição de comida. Os demais (11,2 milhões) passam pela privação de alimentos, a insegurança alimentar grave.
De acordo com a presidente da Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (Abrandh), Marília Leão, apesar da evolução dos indicadores no últimos anos, o dado revela um problema dramático: a fome. “Quando encontramos domicílios em situação de insegurança alimentar grave significa que efetivamente houve episódios de fome, inclusive em crianças”, afirmou.
“Temos que considerar essa situação porque a fome implicará prejuízos grandes no perfil nutricional e no desenvolvimento delas. Consequentemente, no potencial que essas crianças têm como pessoa”, completou Marília, que também integra o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), do governo federal.
Com a queda do percentual de insegurança alimentar entre 2004 e 2009, cerca de 7 milhões de pessoas melhoraram suas condições. É o caso da empregada doméstica Lurdes Ludugério moradora de Niterói. Ela conta que, depois que a família passou a receber dinheiro de programas de transferência de renda, a alimentação melhorou, principalmente a dos cinco netos.
“Compramos bem mais comida do que antes do Bolsa Família”, afirmou. É a filha mais velha, que vive com ela na mesma casa, a beneficiária do cartão do governo. No momento, a moça está desempregada.
A maior parte da população com fome no país está no Norte (9,2% dos domicílios) e no Nordeste (9,3%). No Sul e no Sudeste, os percentuais não chegam a 3%. Diferenças também são verificadas em relação à situação dos domicílios. Na zona urbana, 6,2% e 4,6% das famílias estão em situação de insegurança moderada ou grave, respectivamente, enquanto na zona rural as proporções são de 8,6% e 7%.
(Agência Brasil)

sábado, 16 de outubro de 2010

Dia Mundial da Alimentação - 16 de Outubro





16/10/2010 - 19:16






Dia Mundial da Alimentação















Em todo o mundo, cerca de 800 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar. Isso significa que elas não têm acesso à alimentação saudável, de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente. No Dia Mundial da Alimentação, celebrado todo dia 16 de outubro, mais de 180 países organizam atividades e se mobilizam a fim de reduzir a fome. 

A data é comemorada há 27 anos e lembra a criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).Em 2007, o tema proposto para a comemoração será O direito à alimentação.

Fome Zero
No Brasil, milhares de famílias têm motivo especial para celebrar a data. Elas são beneficiárias dos programas inseridos no Fome Zero. A estratégia, impulsionada pelo governo federal, assegura o direito humano à alimentação às pessoas que precisam. Por meio de vários ministérios, como o do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o governo articula políticas sociais com estados, municípios e sociedade civil. 

A estratégia promove, ainda, a inclusão social e a conquista da cidadania dos mais vulneráveis à fome. O Fome Zero é modelo para outros países e tem como base quatro eixos articuladores: acesso aos alimentos, fortalecimento da agricultura familiar, geração de renda e articulação, mobilização e controle social (saiba mais).


Confira o organograma dos quatro eixos articuladores que
formam o Fome Zero. Clique nos itens abaixo para conhecê-los.




O combate à fome é uma preocupação mundial e o Dia da Alimentação vem despertar a sociedade sobre a importância de investir em segurança alimentar para garantir alimentação na mesa de todos os cidadãos.

Divulgue seu evento
O site do Fome Zero está cadastrando os eventos brasileiros relacionados ao Dia Mundial de Alimentação. Para divulgar a sua atividade, clique aqui. Veja também a lista de todos os eventos.


Produção Mundial de Alimentos

Produção de alimentos precisa crescer 70% até 2050, estima FAO


Postado em Economia e Política em 16/10/2010 às 08h05
por Agência Brasil



n�ero de famintos no mundo caiu entre 2009 e 2010, mas situa��o ainda �cr�ica
Número de famintos no mundo caiu entre 2009 e 2010, mas situação ainda é crônica/Foto:Marie Frechon/UN

Uma em cada seis pessoas no mundo passa fome e a cada cinco minutos uma criança morre por desnutrição. “É uma fome que dói e mata”, definiu na quinta-feira, 14 de outubro, o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Hélder Muteia. Segundo ele, a população mundial deverá crescer dos atuais 6 bilhões para 9 bilhões de habitantes até 2050. Para que todos tenham acesso à comida, a oferta de alimentos precisa aumentar 70% nos próximos 40 anos em relação ao nível atual.

Alcançar esse objetivo é um “grande desafio, mas não é impossível”, afirmou Muteia. Ele acredita que o aumento de produção com menos investimentos será cada vez mais exigido. O representante da FAO alertou, no entanto, para a necessidade de um crescimento sustentado da produção de alimento, sob pena de o homem comprometer ainda mais o ecossistema.

“Com a pressa de produzir estamos degradando o meio ambiente e há uma utilização exagerada de agroquímicos, o que pode afetar a sustentabilidade ambiental. É importante ganhar dinheiro, mas é preciso pensar também nos valores, tanto em sustentabilidade social quanto ecológica”, ressaltou Muteia, ao defender a regulamentação do uso de produtos químicos na agropecuária.

Para ele, o Brasil pode ser um grande colaborador em relação a tarefa de erradicar a fome no mundo, “não só por ter recursos naturais como solo e água, mas também pela sua capacidade técnica, exportando conhecimentos e experiências”. Na avaliação do representante da FAO, a política do Programa Fome Zero, do presidente Lula, e a estabilidade econômica atingida desde a gestão anterior (de Fernando Henrique Cardoso) são políticas de êxito reconhecidas internacionalmente.

Os grandes focos atuais de segurança alimentar, na opinião de Muteia, estão mais voltados para a região da África Subsariana e para alguns países da Ásia. O número estimado de famintos no mundo em 2009 era de 1,023 bilhão. Hoje, são 925 milhões de pessoas em situação de fome crônica. O representante da FAO advertiu, porém, que essa estimativa não leva em conta os impactos provocados pelas enchentes no Paquistão nem a estiagem prolongada que afetou a produção agrícola da Rússia.




quarta-feira, 23 de junho de 2010

ONU - situação da infância e adolescência na América Latina



Estudio afirma que 63% de la niñez sufre de algún tipo de pobreza


23 de junio, 2010 


Casi 63% de los niños, niñas y adolescentes de América Latina y el Caribe sufre algún tipo de pobreza, según un estudio realizado por la CEPAL y UNICEF.
La pesquisa tomó en cuenta las privaciones que afectan el ejercicio de sus derechos y el nivel de ingresos de sus familias, afirma un artículo publicado en el Boletín Desafíos de la CEPAL.


El estudio tuvo en cuenta factores como la nutrición, acceso a agua potable, servicios de saneamiento y electricidad, así como el número de personas por habitación.


Igualmente consideró la asistencia a la escuela, años de escolaridad, y la tenencia de radio, televisión o teléfono.


Los autores sugieren acciones afirmativas para remediar la desigualdad que sufren los niños y adolescentes pobres que pertenecen a grupos sociales marginados, como los de origen indígena o los que viven en zonas rurales.


http://www.un.org/spanish/News/fullstorynews.asp?newsID=18629&criteria1=CEPAL%20y%20UNICEF&criteria2=Niñez%20en%20América%20Latina

terça-feira, 18 de maio de 2010

O número de pessoas com fome e desnutrição aumentou em mais de cem milhões no ano passado.

17/05/2010 - 17:43:31 

Um homem faminto é um homem furioso

Jacques Diouf*
Eu estou furioso! E espero que você também fique após ler isto.

Hoje somos afetados por uma tragédia humana de proporções gigantescas, mas a maior parte dos políticos faz vista grossa. Em um mundo que gasta mais de US$ 1 bilhão ao ano com armamentos, um bilhão de pessoas passam fome todos os dias. O número de pessoas com fome e desnutrição aumentou em mais de cem milhões no ano passado.
A cada seis segundos, morre uma criança vítima de doenças relacionadas com a fome. Isso representa mais de cinco milhões de crianças por ano.
Isso me enfurece. Assim, agora faço soar um sinal e acuso. A verdade é que, durante os últimos 30 anos, o que os políticos fizeram a respeito é menos que nada. Desde meados da década de 80, em lugar de aumentar a assistência internacional à agricultura nos países em desenvolvimento, cuja meta é ajudar as pessoas pobres a se alimentar por si mesmas, os fundos foram reduzidos quase à metade. Caíram 43%.
Alguém poderia dizer que pelo menos agora os líderes mundiais falam do problema, já que a fome figura de maneira proeminente na agenda de seus encontros e reuniões de alto nível. É certo que, entre os flashes das fotos, fazem declarações grandiloquentes, se comprometendo com a ação rápida e decidida.
Mas, deixem-me voltar a acusar.
Em L’Aquila, na Itália, no mês de julho de 2009, os líderes do Grupo dos oito países mais poderosos assumiram um compromisso solene de investir US$ 22 bilhões em três anos para ajudar as nações em desenvolvimento a produzir o alimento que necessitam para seus povos. Mas, dez meses depois, apesar de grandes esforços para monitorar os compromissos e da criação de um fundo para o Programa de Agricultura e Segurança Alimentar Global do Banco Mundial, qual a quantia dessa ajuda prometida que chegou aos pequenos agricultores nos países menos desenvolvidos? Quase nada.
Isso acontece porque as palavras são menos caras do que o dinheiro. Mas as pessoas não podem se alimentar de palavras. Se pudessem, um bilhão de estômagos vazios estariam satisfeitos. Nos últimos 17 anos, tentou-se argumentar com os governantes, pedir e chamar a atenção para o risco de focos de violência como os distúrbios por falta de alimentos que vimos em 32 países em 2007 e 2008.
Mas a fome continua crescendo. Por isso decidi fazer soar o aviso e acusar, e preciso de sua ajuda. Preciso que faça o mesmo.
No dia 11 deste mês, em diversos atos ao redor do mundo, lançamos o projeto “1billionhungry” (um bilhão de famintos), e quero que você toque o sinal, o mais forte que puder, para despertar as pessoas, para que vejam que um bilhão de pessoas passam fome neste momento, e que entre 20 e 30 crianças morreram no tempo que levou para ler este artigo. Quero que você faça soar o alarme, para dizer que isto é inaceitável e que deseja o fim disto. Agora mesmo!
Em setembro irei a Nova York participar da Cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que revisará o progresso feito nas metas adotadas pela ONU em 2000. Uma delas é reduzir pela metade a proporção de pessoas com fome até 2015, tomando por base a situação de 1990.
A maravilha das estatísticas é que nos permitem, teoricamente, reduzir pela metade a proporção, mas ter um número real que é maior ainda do que era no começo. Isso porque a população mundial cresce ao ritmo de 80 milhões de habitantes ao ano, e porque as pessoas não são porcentagens.
O que me interessa é quantas pessoas sofrem fome e quantas crianças estão morrendo. Em outubro levarei uma petição (disponível no sitehttp://www.1billionhungry.org/rlcprensa) aos governantes mundiais, por meio das Nações Unidas, para dizer-lhes que estamos fartos de viver em um mundo faminto. Para chamar sua atenção, preciso de pelo menos um milhão de assinaturas nesta petição. Espero que você esteja com raiva. Espero que esteja furioso. E quero que seu nome também figure ali.

* Jaques Diouf é diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.
(Envolverde/Terramérica)
Fonte: Mercado Ético

terça-feira, 11 de maio de 2010

Incentivo à Agricultura Familiar como meio de combater a Fome

11/05/2010 - 15:14:38 

Metade da população mundial que passa fome é de pequenos agricultores

Danilo Macedo, da Agência Brasil
Metade da população mundial que passa fome é formada por pequenos agricultores que não conseguem produzir para alimentar a própria família, disse ontem (10) a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentação da Organização das Nações Unidas (PMA/ONU), Josette Sheeran, ao destacar os programas brasileiros de incentivo à agricultura familiar como modelo a ser reproduzido em outros países.
“Os programas que prestam atenção aos pequenos agricultores são muito importantes e o Brasil tem programas nos moldes que pretendemos implementar no resto do mundo”, afirmou Josette Sheeran, que está no país participando do Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural.
Ela entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o prêmio Campeão do Mundo na Batalha Contra a Fome, concedido pelo PMA. Segundo Josette Sheeran, muitos governantes têm vergonha de falar sobre a fome no mundo e, o Brasil, além de levar o tema aos principais fóruns de discussão do mundo, tem conseguido colocar em prática o que defende.
“O que me impressionou é que não é só um discurso, mas o Brasil está fazendo o que prega. É o país que mais tem evoluído no combate à fome, trazendo à tona bons programas”, afirmou. Segundo a diretora da ONU, em muitos países a fome não é um problema de escassez de alimentos, mas de falta de habilidade para dar à população acesso a eles.
Ainda em relação à agricultura familiar, a diretora do PMA destacou a participação do Brasil em outros países, principalmente por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que tem trabalhado, tanto no Haiti como na África, para desenvolver sementes adaptadas ao clima dessas regiões.
“Não é apenas levar alimentos ao Haiti, mas pensar na produção de alimentos. A Embrapa tem um papel gigantesco e o reconhecimento importante em todo o mundo no combate à fome, e é outra área que o mundo tem muito que aprender com o Brasil”, disse.
O chefe da Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome do Ministério de Relações Exteriores, ministro Milton Rondó, disse que uma das principais “tecnologias” de combate à fome desenvolvidas pelo Brasil foi a “tecnologia de participação social”, já que os programas de destaque internacional foram construídos com a presença de representantes de vários setores da sociedade.
Em quanto falava com os jornalistas, Josette Sheeran mostrou uma xícara que simboliza a campanha de combate à fome no mundo a fim de dimensionar o problema da falta de alimentos para as populações mais pobres do planeta. “Hoje, uma em cada seis pessoas não consegue encher essa xícara de comida todos os dias”, disse. O PMA é a maior agência humanitária do mundo que fornece alimentos a cerca de 90 milhões de pessoas por ano, a maioria crianças, em 80 países.
(Agência Brasil)
Fonte: Mercado Ético

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

VANDANA SHIVA: a Fome no mundo

16/10/2009 - 17:02:02

Um bilhão de famintos nas estradas do mundo



Hoje, no mundo, há mais de um bilhão de pessoas famintas. O alarme chega da FAO [Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação], que, em seu último relatório, registrou um aumento de 9%. A crise econômica, portanto, levou para baixo da linha da desnutrição um sexto da população mundial. Não sem culpa dos governos, mais preocupados com os mercados financeiros evidentemente: “Os líderes mundiais reagiram com determinação à crise, mobilizando bilhões de dólares em um lapso de tempo muito curto. Agora, a mesma ação decisiva é necessária para combater a fome e a pobreza”, diz o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf.

Novidades também no fronte da geografia da fome. A desnutrição atinge agora principalmente a Ásia e as áreas do Pacífico, onde os famintos são mais de 642 milhões. Mas não é um fenômeno desconhecido nem nos países desenvolvidos, onde 15 milhões de pessoas não têm o alimento necessário para o seu sustento.

Mas não são só as políticas do Ocidente que acabam no alvo. A intelectual indiana Vandana Shiva defende: “Foram os métodos de desenvolvimento equivocados que causaram a fome de centenas de milhões de pessoas. E a FAO também é responsável por isso”.

A reportagem é de Francesca Caferri e Anais Ginori, publicada no jornal La Repubblica, 15-10-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O alarme lançado ontem pela FAO não surpreende Vandana Shiva. Pelo contrário, a indigna. Há muitos anos essa cientista indiana especialista em agricultura e desenvolvimento, famosa em todo o mundo pelas suas batalhas contra a globalização, defende que as tendências atuais levarão milhões de pessoas à fome, principalmente nos países pobres.

“O fato de que hoje a FAO lança esse alarme depois de, durante anos, ter defendido os métodos de desenvolvimento que causaram a fome de milhões de pessoas me deixa verdadeiramente com muita raiva”, explica. “Hoje, nos dizem que um bilhão de pessoas passam fome. Eu acho que se deveria perguntar o porquê. O porquê é explicado há muitos anos pelos especialistas, economistas e climatologistas como eu, que a FAO não ouviu. Há estudos qualificados que defendem que as monoculturas tornam a agricultura mais vulnerável, e que o uso de fertilizantes químicos contribui para as mudanças climáticas. Porém, a FAO defendeu o uso dessas substâncias. A Índia, neste ano, perdeu boa parte das suas colheitas por causa de enchentes e secas, efeito das mudanças climáticas. Há agricultores famintos. Outros que se suicidaram. E o anel inicial da corrente está nessas políticas, que a FAO apoiou, mas das quais denuncia os efeitos”.

Eis a entrevista.

Está dizendo que a denúncia de ontem é inútil?

Não, digo que ela chega com atraso. Mas talvez agora eles também vão entender que pensar “business as usual” não é mais possível. É preciso repensar qual modelo de agricultura se quer. É importante prestar atenção nas cooperativas, nas mulheres que estão no campo, nos modelos territoriais.

O diretor da FAO, Jacques Diouf, apontou o dedo contra a crise econômica e as consequentes reduções dos financiamentos, dentre outras coisas. A senhora compartilha pelo menos dessa parte da análise?

Mais dinheiro para coisas erradas só tornarão a agricultura mais vulnerável. Mais dinheiro para comprar substâncias químicas significa, a longo prazo, aumentar o número das pessoas que irão sofrer com a fome. Significa colocar os produtores em uma armadilha sempre mais profunda: deverão fazer mais dívidas para comprar sementes transgênicas e produtos fertilizantes. Se esse é o caminho, não virá nada bom dos financiamentos. Poucos ou muitos.

Qual caminho seria preciso seguir, em sua opinião?

Dar dinheiro de um modo correto. Apoiar a agricultura de pequena escala, o uso das sementes locais. Oferecer apoio a quem investe no biológico. E não dar subsídios para os fertilizantes químicos.

Segundo a senhora, quais são as responsabilidades dos países ricos?

Elas impuseram o uso de transgênicos: fizeram isso com a arma do dumping, oferecendo subsídios aos produtores dessas substâncias, que puderam, assim, ser vendidas a baixo custo nos países pobres, criando uma dependência.

É um processo reversível?

Talvez. Mas é preciso, sobretudo, ser parado. Nesse sentido, a crise econômica pode, ou melhor, deve ser uma oportunidade. Voltar a uma escala local de produção e de consumo, apoiar o biológico. E acabar com os subsídios que, lembremo-nos, são pagos pelos contribuintes: seria bom que fossem usados de outro modo.

Mas os supermercados biológicos são muitas vezes sinônimos de “caro”…

Por causa dos subsídios. Se não existissem, não seria assim. Há países e regiões que interromperam o ciclo e demonstraram com fatos o que eu estou dizendo: tomemos o caso de Cuba, do Brasil ou da Toscana, que recebeu reconhecimentos em nível mundial pelo seu modelo agrícola de excelência, que tem base local e repudia os transgênicos.


Fonte: Mercado Ético
http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/um-bilhao-de-famintos-nas-estradas-do-mundo/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje


Para ler mais no IHU On-Line :

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Fome cresce e reclama urgência

Humberto Márquez, da IPS
22/09/2009 - 16:31:46


Na América Latina e no Caribe há 52 milhões de famintos, seis milhões a mais do que em 2008, e esse lado da crise global se converte em demanda prioritária para as políticas nacionais e de cooperação, concluíram os presentes à reunião de análise do Sistema Econômico Latino-americano (Sela) encerrada sexta-feira em Caracas. A região “apresenta uma produção ampla e suficiente e, em contraste, temareas com insuficiências crônicas de alimentos”, disse à IPS o mexicano José Rivera Banuet, secretário permanente do Sela.

O que desde 2008 se apresenta como um problema financeiro, “na realidade é uma crise estrutural que toca as finanças, o emprego, a alimentação, o meio ambiente, o déficit de energia e a mudança climática, mas o aspecto alimentar exige prioridade porque incide diretamente na vida das pessoas”, afirmou a direção do Sela. Se um em cada 10 latino-americanos deita todas as noites com fome, no mundo já são 1,020 bilhão de pessoas, cem milhões a mais do que em 2008, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

A FAO duvida que seja possível cumprir o objetivo de, até 2015, reduzir para 420 milhões de pessoas o número de famintos no planeta, segundo a meta fixada pela Cúpula da Alimentação de 1996, quando pouco mais de 800 milhões de pessoas passavam fome. Na região “deve-se comprometer todas as instâncias nacionais, incluindo o setor privado, as entidades governamentais, os esquemas de integração e os organismos internacionais nas estratégias para garantir a segurança alimentar e nutricional”, disseram os representantes dos 27 Estados-membros do Sela na “Reunião de consulta e coordenação sobre o preço dos alimentos e a segurança alimentar na América Latina e no Caribe”.

O desafio destes países “supõe incrementar a oferta, aumentar a produtividade, incorporar as populações vulneráveis e favorecer o correto funcionamento dos mercados agrícolas locais, dando prioridade às cooperativas e aos pequenos e médios produtores agrícolas”, acrescentaram os representantes. “Há experiências que valem a pena valorizar, como os esforços de Bolívia e Equador para resgatar conhecimentos e variedades nativas, conhecidas pelas comunidades indígenas e camponesas, de alto valor nutritivo e que não são capitalizadas pelos circuitos comerciais”, disse à IPS o boliviano Diego Montenegro, representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura na reunião de Caracas.

Este encontrou reviu o impacto sobre o problema alimentar e a sustentabilidade agrícola da alta mundial dos preços dos alimentos, que no período 2005-2008 foi, em média, de 40%, segundo Montenegro. As altas se concentraram em alguns produtos: óleos e gorduras subiram 153% entre 2006 e 2008; os cereais 126% e os lácteos 88%. Um caso que chamou a atenção foi o do arroz, que aumentou 140% em apenas cinco meses de 2008 (de US$ 376 a tonelada em janeiro para US$ 900 em maio), enquanto a carne bovina aumentou apenas 28% entre 2006 e seu valor máximo em setembro de 2008.

“A especulação foi um dos fatores que mais castigou o mercado de alimento”, disse Rivera, em alusão aos capitais que participaram das bolhas financeiras desde meados desta década até o ano passado e com suas compras pressionaram para cima os preços das matérias-primas. Rivera propôs, para procurar a estabilização dos mercados vinculados aos alimentos, a formação de sistemas regionais de estoques que evitem flutuações excessivas dos preços, e apoiar iniciativas dos países industrializados para limitar a especulação financeira nos mercados internacionais de produtos básicos.

A reunião no Sela adotou essa proposta e pediu o fortalecimento dos demais esquemas, programas e redes de cooperação regional em matéria de segurança alimentar e desenvolvimento agrícola, seja de intercâmbio de insumos, uso de laboratórios, melhoria de sementes, desenvolvimento de variedades resistentes ou para proteção de consumidores pobres e vulneráveis. Em particular, destacaram a iniciativa adotada em fevereiro deste ano pelos países-membros da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), integrada por Antigua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Dominica, Equador, Honduras, Nicarágua, San Vicente e Granadinas e Venezuela.

A chamada Alba-alimentos destinou em abril US$ 9 milhões a um projeto agrícola no Haiti, para outros 10 planos em oito países do Caribe US$ 13 milhões, e um estudo do Sela destacou que a iniciativa insiste “em setores com carências, comunidades indígenas e camponesas e afrodescendentes”. Também recebeu apoio o esquema Petrocaribe pela qual a Venezuela vende combustível com facilidades de pagamento a cerca de 15 países da região e a criação de um fundo de desenvolvimento de US$ 50 milhões.

A Petrocaribe destinará US 0,50 para projetos de segurança alimentar na região para cada barril de petróleo vendido acima dos US$ 100, mas essa circunstância não está presente nos atuais valores do óleo. Por fim, a reunião mencionou como necessário “evitar que a produção de biocombustíveis provoque um conflito com o meio ambiente, a agricultura e o comércio”.

Montenegro disse que, “felizmente, muitos países interessados na agrobioenergia identificaram cultivos que são de alto valor energético e não competem com a produção de alimentos, e outros, consumidores desses combustíveis, como os Estados Unidos, reconhecem que competir com a produção de alimentos não é adequado em uma conjuntura como a atual”. Conjuntura que, segundo Rivera, na América Latina e no Caribe ainda não registrou o impacto da crise econômica global com toda sua força, por isso a situação alimentar poderá piorar nos próximos meses. Isso apesar de ser uma região que, com menos de 10% da população mundial, possui 15% das terras do planeta usadas em agricultura, 33% dos recursos hídricos renováveis, cultiva 30% do total global de oleaginosas e produz 21% da carne de ave e 26% da carne bovina.

(Envolverde/IPS)

Fonte: Mercado Ético

sábado, 13 de junho de 2009

Sobre o Filme Garapa - Os sujeitos da fome

Tema de livros e filmes, a fome e seus efeitos viram objeto de estudo de projeto de pesquisa.

Filme Garapa, de José Padilha




A barriga que dói sedenta de fome e dignidade das milhares de “Marias” e “Josés” que “farrapeiam” pelas ruas da cidade, seguem vencidas e presas a um tênue sôpro de vida. Nesse contexto, os “nossos sujeitos da fome” “cozinham” , diariamente, o pouco tempo que lhes restam... Tendo, apenas, como companhia o sono, o choro e a indiferença...
Muito mais que uma necessidade biológica ou uma consequencia de fatores climáticos como a seca e as inudações, a fome é um problema sócio-econômico grave responsável pela morte de milhares de pessoas em todo o mundo.
De acordo com pesquisas realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2004, cerca de 72 milhões de pessoas (39,8%) estão vulneráveis à fome em maior ou menor grau. Vale ressaltar que mais da metade (52%) da população afetada pela fome vive no Nordeste, e que o Maranhão é o Estado com maior percentual de lares com esse problema (18%).
Prova de existência
Com o objetivo de investigar os possíveis impactos da falta de alimentação durante a infância, e as diferentes estratégias de sobrevivência psíquica produzidas pela criança para agenciar uma experiência desta ordem; a professora doutora Karla Patrícia Martins, em conjunto com um grupo de psicólogas e alunas do curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza (Unifor), desenvolveu a pesquisa “Infância e privação: a fome e a vontade de viver”. O estudo conta com a parceria do Instituto de Prevenção à Desnutrição (IPREDE), organização não-governamental, que há vinte e três anos intervém no campo das práticas e dos cuidados com crianças em sério estado de subnutrição.
Para a professora, a ideia de estudar a fome surgiu ainda em 2000, durante a elaboração de sua tese de doutorado, quando estudava as narrativas produzidas no sertão e a melancolia, articulando-as com os trabalhos de Freud sobre a construção do psiquismo. “Elegi a fome enquanto paradigma da dor psíquica aguda, aquela que nos remete à nossa condição de origem: a do desamparo primordial. A fome, levada à fronteira da dor sem palavras, expressão máxima do grito humano, colocaria o sujeito no limite da sua condição humana”, explica.
Na pesquisa, o grupo tentou identificar as múltiplas incidências da fome sobre a relação da criança com o brincar e os efeitos sobre a linguagem.“Encontramos grandes desafios e posso afirmar que só foi possível realizá-la com a parceria do IPREDE que, ao partilhar o interesse pelo tema, nos disponibilizou os seus arquivos, as suas instalações para os encontros com os pais e as crianças e o transporte da instituição para as visitas domiliciares”.
Garapa
Fonte de inspiração para filmes e livros, a fome é tema de discussão do documentário Garapa de José Padilha. Segundo Karla, o filme convoca os nossos sentidos a pensar na complexidade de respostas agenciadas pelas pessoaspara responder a experiência da fome. “Podemos ler algumas das críticas ao Garapa como testemunhos da recusa ao mal-estar diante da dor e da precariedade, em uma sociedade, onde o feio, o bruto, o vazio, devem ser calados”, frisa.
Embora haja políticas de combate a fome, a professora faz uma ressalva: “Percebemos que as políticas que se afirmam apenas pela distribuição do alimento correm o risco de fixar o sujeito na condição daquele que espera. Não significa dizer que os programas devem deixar de existir, mas apontar que apenas a doação não soluciona o problema. Sem dúvida, precisam considerar as implicações subjetivas e seus efeitos ”,finaliza ela.
ANA CECÍLIA SOARES
Repórter
FIQUE POR DENTRO
Em combate à desnutrição infantil
O Instituto de Prevenção à Desnutrição e à Excepcionalidade (Iprede) é uma ONG com 22 anos de atuação no combate à desnutrição infantil. Sendo referência nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil no tratamento do problema. Um dos principaisobjetivos da instituição é promover a saúde da criança, do adolescente e de suas famílias, com ênfase na nutrição e no desenvolvimento humano, produzindo tecnologias sociais replicáveis. Atualmente, conta com equipes multiprofissionais capacitadas para prestar assistência às necessidades globais de nutrição, crescimento e desenvolvimento da criança. Mantém em seu quadro profissionais de Nutrição, Medicina, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Odontologia, Pedagogia, Assistência Social, Enfermagem e Psicomotricidade que prestam atendimento em base individual, em grupo e em atividades de estimulação precoce e terapêutica. Tem utilizado e testado os protocolos de atendimento para crianças desnutridas propostos pela Organização Mundial da Saúde. A ONG durante todos esses anos já atendeu 24.873 crianças e diariamente distribue 250 latas de leite em pó como parte do tratamento da desnutrição. O Iprede mantém um projeto piloto que realiza tratamento do sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes. Promove, também, o Leitura Solidária, que visa à venda de livros educativos.
DADOS
61,2% Segundo o IBGE, este é o percentual de domicílios com renda per capita de até um quarto de salário mínimo, com nível de insegurança alimentar moderada ou grave. Para os lares com rendimento superior a três salários mínimos per capita, isso só se aplica a 1%.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Caderno 3 - Fortaleza, 14-06-09