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sexta-feira, 4 de março de 2011

Aniversário de Patativa do Assaré

ANIVERSÁRIO DE PATATIVA (3/3/2011)

Assaré em festa por seu poeta maior

3/3/2011 Clique para Ampliar
Patativa do Assaré projetou para o mundo a realidade sertaneja, beleza simples do agricultor
FOTO: DIVULGAÇÃO

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Familiares do poeta cearense, na casa onde ele nasceu, localizada na Serra de Santana 
FOTO: ANTÔNIO VICELMO
Cego de um olho ainda na infância, Antônio Gonçalves da Silva transformou sua realidade em versos

Crato Com uma programação que envolve exposições, Fórum de Cultura e Turismo, mesas redondas, lançamentos de livros e cordéis, shows musicais e apresentações de violeiros, estão sendo comemorados os 102 anos de nascimento do poeta Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, que nasceu no dia 5 de março de 1909, na Serra de Santana, Município de Assaré, e morreu no dia 8 de julho de 2002.

Para sábado, data do seu aniversário, estão programados alvorada festiva com a Banda de Música Manoel de Benta, Encontro de Poetas e Sanfoneiros Populares, Sarau "Cante Lá, Que Eu Canto Cá"; Volta Ciclística da Poesia Popular; programa de rádio especial sobre a data, missa e desfile de carnaval.

Sete anos depois de sua morte, a imagem do matuto pobre de voz arrastada, manco de uma perna, ainda está presente nas ruas de Assaré. Cada um dos conterrâneos tem uma história para contar sobre o poeta que projetou o nome de sua terra natal para este Brasil afora e até no exterior. Outros fazem questão de recitar um verso inédito do poeta. Dona Zenilda, a mais conhecida fabricante de linguiça da cidade, lembra um Patativa boêmio, que varava as madrugadas improvisando versos e bebendo cachaça.

Na Serra de Santana, onde ele nasceu e viveu a maior parte de sua vida, seu nome é lembrado como "Senhorzinho", o homem trabalhador, pai de família exemplar, que criou a família no cabo da enxada. A filha Inês, que escreveu a maioria dos seus poemas, tem uma verdadeira veneração pelo pai que deixou para a família o maior patrimônio que um herdeiro pode receber: a honestidade, a coerência, a humildade e a altivez. "Mesmo com estas qualidades, meu pai não baixava a cabeça diante dos poderosos", desabafa Inês.

Para o reitor da Universidade Regional do Cariri (urca), Plácido Cidade Nuvens, que tirou Patativa do anonimato, com a publicação do livro "Cante Lá que Eu Canto Cá", ele, além de ter sido a maior expressão da cultura popular, foi também um poeta clássico, erudito que está na galeria dos maiores poetas do Brasil.

Mesmo depois de morto, Patativa continua fascinando os intelectuais. O escritor e pesquisador Gilmar de Carvalho, um dos mais autênticos divulgadores da cultura popular, lançou uma antologia onde consagra a riqueza criativa do poeta popular brasileiro, que rompeu as fronteiras nacionais e chegou à prestigiosa Universidade de Sorbonne, na França.

Gilmar, que teve o privilégio de conviver com Patativa e gozar de sua confiança e intimidade, descreve o amigo como uma "máquina de fazer poemas. Cego de um olho ainda na infância, a pena de Patativa não foi destinada à escrita, como a de outros grandes poetas, e sim para o voo livre de quem tem a musicalidade na voz primordial da contação. Patativa tinha acessos de produção poética em que ele tremia todos os músculos da face, como se fosse uma máquina produzindo poemas, as veias do pescoço latejando".

A descrição do intelectual cearense é perfeita. Gilmar fala de cátedra, ou melhor, de cadeira, para usar uma linguagem sertaneja. Ele relembra as longas conversas, sentados nas cadeiras de couro, conhecidas como "cadeira do Bodocó", tomando água de jarra, em copos de alumínio, esmerilados com as cinzas do fogão a lenha da casa de taipa de Patativa, ou na calçada de cimento, de onde se avista a Serra do Quincuncá, fonte de inspiração do poeta.

"O que a gente conhece é um pouco do Patativa. Ele era uma fonte, não parava de fazer poesia, de improvisar, de brincar", relembra Gilmar.

LITERATURA

Médico relembra fatos cotidianos

Crato. O oftalmologista cearense, radicado em Campinas (SP) desde 1966, João Alberto Holanda de Freitas, escreveu o livro "O Patativa que eu conheci", onde relata sua convivência com o poeta popular cearense. Em 1988, Patativa permaneceu três meses na cidade, hospedado na casa de Holanda, para transplante de córnea e operação de catarata.

A convivência por três meses com a família do médico e dos amigos, os versos, as cantorias, as idas e vindas, os repentes e a sabedoria de um dos maiores poetas populares do País estão agora documentados nas 144 páginas do livro. A obra traz um DVD encartado, com registros dos saraus "noite à dentro" durante a permanência de Patativa na cidade, e impressões do médico sobre o poeta conterrâneo.

Natural de Aquiraz, o médico matava a saudade do Ceará, revivendo com o poeta o sertão sofrido, estorricado pela seca, maltratado pelos políticos, dominados pelos coronéis, mas, ao mesmo tempo, valente na luta contra as adversidades. Ao seu lado, Patativa era o retrato em preto e branco da realidade nua e crua do interior do Ceará, onde o médico viveu sua infância.

Sem Patativa perceber, o médico ia registrando toda a genialidade do poeta, auxiliado por um microgravador enfiado no bolso. Com certeza, o gravador não conseguiu documentar a dor de Patativa tão bem expressa nestes versos: "Gravador que estás gravando/ Aqui, no nosso ambiente/ Tu gravas a minha voz/ O meu verso, o meu repente/ Mas, gravador, tu não gravas/ A dor que o meu peito sente!/ Tu gravas em tua fita/ Com a maior perfeição/ O timbre da minha voz/A minha fraca expressão!/ Mas não gravas a dor grave/ Gravada em meu coração!/ Gravador, tu és feliz!/ E - ai de mim! - o que será?/ Bem pode ter desgravado/ O que em tua fita está/ E a dor do meu coração/ Jamais se desgravará!".

"Patativa tinha hábitos alimentares muito simples, comia pouco, frugalmente. No almoço, se servia basicamente de arroz e ovo cozido. Comia de colher. Concluída a refeição, não dispensava o café expresso, ia direto fumar um cigarrinho no jardim. Não gostava de TV, que não podia enxergar mesmo, mas ouvia o rádio o dia inteiro, sempre ligado em música ou nas notícias", escreve o autor.

Outro fato é que Patativa nunca permitiu a publicação dos versos que fez durante a Ditadura Militar de 1964, que quase o leva à prisão.

ANTÔNIO VICELMO
REPÓRTER

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

8 de Outubro - Dia do Nordestino

No dia do Nordestino, uma poesia do Sertão, pelo nosso grande poeta!
Abraço forte a todos nós do Nordeste!
Suely

A FESTA DA NATUREZA
Patativa do Assaré


Chegando o tempo do inverno,
Tudo é amoroso e terno,
Sentindo o Pai Eterno
Sua bondade sem fim.
O nosso sertão amado,
Estrumicado e pelado,
Fica logo transformado
No mais bonito jardim.

Neste quadro de beleza
A gente vê com certeza
Que a musga da natureza
Tem riqueza de incantá.
Do campo até na floresta
As ave se manifesta
Compondo a sagrada orquesta
Desta festa naturá.

Tudo é paz, tudo é carinho,
Na construção de seus ninho,
Canta alegre os passarinho
As mais sonora canção.
E o camponês prazentero
Vai prantá fejão ligero,
Pois é o que vinga premero

Nas terras do meu sertão

sexta-feira, 5 de março de 2010

Patativa do Assaré - 101 anos


Poeta Patativa é comemorado pelos 101 anos

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5/3/2010 
A cidade de Assaré gira em torno de Patativa que tem o seu nome nos principais equipamentos do município do Cariri

Assaré "Quando chegar o meu fim, eu sei que a terra me come, mas fica vivo o meu nome para os que gostam de mim". Um dos últimos versos do poeta Patativa do Assaré é uma profecia que agora se confirma no seu aniversário de nascimento. Amigos e admiradores do poeta reverenciam hoje a sua memória, pelo seus 101 anos de nascimento. A programação comemorativa foi aberta no dia 1º e termina hoje com shows de Amazan, Jorge de Altino e Forró do Bom. As comemorações acontecem ainda no âmbito do centenário do poeta. Foram cinco dias de festas que envolveram todos os segmentos da comunidade de Assaré. Oficinas de contos, esculturas em madeira, barro, xilogravura, teatro de bonecos, exposições, palestras, exibição de filme, desafios de violeiros, apresentação de grupos folclóricos, encontro de sanfoneiros regionais e cordéis transformaram a cidade de Assaré no palco das mais expressivas manifestações populares.

Na Serra de Santana, onde o poeta nasceu, no dia 5 de março de 1909, foi inaugurado o "Museu do Poeta-Agricultor", com os objetos agrícolas de Patativa. O secretário de Cultura, Esporte, Turismo e Lazer de Assaré, Marcos Salmo, justifica que o objetivo do museu é lembrar que Antônio Gonçalves da Silva, conhecido por "Patativa", foi um pobre roceiro que viveu exclusivamente da agricultura, numa casa simples, de taipa, chão batido, como a maioria dos sertanejos da região.

Ali estão os arreios dos animais que eram utilizados na lida diária, a enxada, a foice, o chapéu de palha, o fogão à lenha, o candeeiro, o santuário e o velho rádio, que ligava o poeta com o mundo. "A casa onde nasceu Patativa, restaurada e transformada em museu, é o símbolo maior do sofrimento, da vida aperreada, de um homem simples que, com a sua poesia, se tornou conhecido até no exterior", diz o secretário.

Ao lado do Museu, moram os familiares de Patativa, entre os quais filhos e netos, que, apesar da fama do poeta, vivem da agricultura num pedaço de terra que receberam de herança. Raimundo Alencar, "Mundinho", casado com Inês, a filha mais velha de Patativa, é quem acompanha os visitantes que querem conhecer o Museu.

No momento, ele não está podendo dar assistência aos visitantes porque está convalescendo de uma cirurgia no coração. Inês diz que a festa da família vai ser dentro de casa, comemorando o restabelecimento de Mundinho. "Senhorzinho, como Patativa era conhecido na Serra de Santana, nos ensinou a viver com sobriedade", lembra a filha do poeta, Inês.

Na cidade de Assaré, o clima é de festas. As novas instalações do Memorial Patativa do Assaré que, segundo Fátima Gonçalves, neta do poeta, recebe, em média, 800 pessoas por mês, foi reformado. O auditório, que tinha capacidade para 70 lugares, agora comporta 120 pessoas sentadas. A estrutura de madeira do velho casarão foi restaurada.

Nas ruas, só se fala na festa de Patativa. "Ninguém imaginava que aquele matuto tímido e pobre da Serra de Santana seria tão importante", diz Geraldo Gonçalves, filho mais velho do poeta. É verdade. A cidade de Assaré gira em torno de Patativa que tem o seu nome nos principais equipamentos do município. Universidade, estação de rádio, estrada, rodoviária, escolas e fundações tem o nome do poeta.

"Ele foi o maior divulgador de Assaré. Com a sua poesia, ele projetou o nome de Assaré no Brasil e no exterior", afirma o prefeito do Município, Francisco Evanberto Almeida. Oito anos depois de sua morte, a cidade continua crescendo na sombra do seu nome, conforme reconhece o prefeito.

Versos incomparáveis

A poesia de Patativa do Assaré revela o talento incomparável de uma homem simples que, a partir da inspiração brotada na observação dos fenômenos da natureza, soube traduzir em versos o que quase sempre não se traduz em palavras.

Antônio Gonçalves da Silva teve a vida marcada pelo sofrimento. Perdeu a visão de um olho, quando tinha seis anos de idade. Aos oito anos, perdeu o pai. Trabalhou na roça e frequentou a escola já menino grande, com 12 anos. Já criança, foi solidificando a sua arte, pelas terras quentes do Assaré e na Serra de Santana, hoje em festa.

SÍMBOLO
"Patativa projetou o nome de Assaré, que continua crescendo pelo seu nome"

EVANDEBERTO
ALMEIDA
Prefeito de Assaré

"Meu pai nos ensinou a viver com sobriedade. A maior alegria é a união da família"

INÊS ALENCAR
Filha do poeta
Patativa do Assaré

"Patativa é o símbolo maior do sofrimento dos seus irmãos sertanejos do Nordeste"

Marcos Salmo
Secretário de Cultura e Turismo do
Município de Assaré

MAIS INFORMAÇÕES 
Prefeitura Municipal de Assaré, Rua Dr. Gentil Braga, 42
(88) 3535.1613
(88) 3535.1196

regional@diariodonordeste.com.br

ANTÔNIO VICELMORepórter

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Homenagens a Patativa do Assaré


HOMENAGEM AO CENTENÁRIO

Poemas de Patativa inspiram produção cinematográfica

21/2/2010 Clique para Ampliar
Cenas do filme "O Casamento de Corisco e Dadá em Noite de São João" que está sendo rodado na região do Cariri
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CORISCO E DADÁ, personagens do filme que está sendo produzido em comemoração ao centenário de Patativa
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A equipe de produção e os atores do filme estão trabalhando com esforço e dedicação
Para encerrar o ano do centenário em homenagem à Patativa, várias atividades estão sendo realizadas

Crato A programação de encerramento do ano do Centenário de Patativa do Assaré inclui shows, produções artísticas, apresentações folclóricas e a exibição de documentários, entre "O Casamento de Corisco e Dadá em Noite de São João", "Na Rua do Campo", "Mestres dos Saberes e Fazeres da Cultural Popular Assareense", "Patativa Vaca Estrela Boi Fubá" e "A Triste Partida".

Patativa nasceu no dia 5 de março de 1909, na serra de Santana, município de Assaré. Os 100 anos de nascimento do poeta foram comemorados em todo o Brasil, inclusive com uma sessão solene no Senado em sua homenagem. O agricultor pobre, que se tornou famoso com sua poesia matuta, contribuiu para o despertar de uma consciência artística em Assaré. Ancorado na poesia brejeira de Patativa, voltada para a cultura popular, um grupo de jovens da cidade pretende encerrar as comemorações do centenário mostrando que Patativa deixou seguidores em todos os setores da cultura brasileira.

Filmagens

Uma das vertentes deste saber popular é a produção de filmes. Esta semana, a equipe de produção esteve no Crato, concluindo as últimas cenas do filme "O Casamento de Corisco e Dadá em Noite de São João". De acordo com o enredo, Corisco em suas caminhadas pelo sertão cearense encontra uma moça bonita, bordando um pano de cozinha e começa a cortejá-la. Após o encontro, os dois se entrelaçam no meio da Caatinga em uma bela noite de amor. Ao amanhecer, o cangaceiro promete voltar para casar com a moça, mas na sua volta, várias barreiras aparecem, impedindo este amor.

Um amor nascido da pureza de uma menina e do instinto feroz e violento de um cangaceiro. Ela, filha de uma família nobre, poderosa, não aceita a concretização desse amor. Ele, afilhado de um dos homens mais temidos do sertão, usa de sua patente para providenciar a união dos dois amores. "Amor não escolhe status, escolhe corações puros que se amam".

"O Casamento de Corisco e Dadá, em noite de São João", segundo o secretário de Cultura de Assaré, Marcos Salmo, é um curta-metragem de ficção, que traz elementos diferenciados da cultura popular nordestina. Todas as falas do personagens foram elaborados em forma de poesia, com a colaboração do poeta Geraldo Gonçalves, sobrinho de Patativa. Salmo ressalta que o casamento tem sua base sedimentada nas características do cangaço, não identificando os cangaceiros como heróis ou vilões do sertão, mas enfatizando a contribuição cultural do Cangaço para a cultura nordestina e cearense. A produção lembra que o casamento acontece na década de 30, no período da colheita, começando da noite de São João e terminando com a cerimônia do casamento na noite de Santo festivo, onde aparecem todas as místicas e superstições envoltas na cerimônia de matrimônio nessa época.

OPORTUNIDADE
Elenco é formado por atores da região

Crato O filme tem cenas gravadas na cidade de Assaré e nas comunidades de Inhumas e Estiva, ambas no município de Santana do Cariri e na Ponta da Serra, Distrito de Crato. No elenco, apenas atores locais, e será reproduzido em mídia digital. A sua distribuição será gratuita, para escolas e associações comunitárias com fins culturais. Vinte por cento é destinado à Secretaria de Cultura do Ceará, apoiadora do projeto.

A distribuição do produto final do projeto, de acordo com o secretário de Cultura de Assaré, Marcos Salmo, será feita de forma orientada para que os professores trabalhem o curta, focados nas discussões da contribuição cultural do Cangaço, na importância da preservação do patrimônio imaterial e nas tradições juninas.

Ficha técnica

O filme é inspirado na pesquisa de Eugênio Oliveira, texto de Marcos Salmo e Geraldo Gonçalves, roteiro e direção: Marcos Salmo. O elenco conta com os atores e atrizes: Felipe Lira, Vanessa Silva, Pedro César, Thanani Braga, Zé Airton, Paulo Henrique, Welligton Gonçalves, Eugenio Oliveira, Karina Duran, dentre tantos atores. O diretor, Cícero Garcia, ressalta que toda essa equipe é do município de Assaré. O filme tem na produção audiovisual a equipe da "Malungo Produções Audiovisuais", equipe de jovens formados no Projeto Verde Vida e que hoje utilizam os conhecimentos adquiridos na produção audiovisual do Cariri. Toda essa produção é uma realização da Fundação Balceiro de Cultura Popular, que tem a frente da instituição as senhoras Cidinha Oliveira e Thanani Maria, instituição que há mais de dez anos vem promovendo a cultura no Estado do Ceará, uma de suas ações mais conhecidas é o grupo junino Arraiá do Patativa.

Fique por dentro
Poema

Em um dos seus mais conhecidos poemas, "A Festa da Maricota", Patativa do Assaré descreve a chegado de um cangaceiro à festa com o seguinte verso: "O cabra vinha coberto/ da tenda da perdição/ eu reparei e tô certo/ que ele trazia na mão/ o mais pió dos flagelo/ um rife papo amarelo/ e sem compaixão nem dó/ um feio punhá dum lado/ e um grande lenço encarnado/ amarrado no gogó"

MAIS INFORMAÇÕES

Prefeitura Municipal de Assaré

Rua Dr. Paiva, 415 - centro

(88) 3535.1613


Antônio Vicelmo
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste. Caderno Regional. - http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=738290

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

II Festival UFC de Cultura homenageia Patativa

Estátua de Patativa em sua cidade natal: Assaré-Cariri-CE.
Foto: Suely Chacon


20-Oct-2009

De 9 a 13 de novembro, a UFC volta a ser palco de uma das mais intensas programações artístico-culturais do Estado. Será realizado o II Festival UFC de Cultura, que este ano homenageia Patativa do Assaré.

Com o tema "Ecos Nordeste, Cultura e Desenvolvimento", o evento promete repetir o sucesso de sua primeira edição, ocorrida em maio do ano passado. A programação completa estará disponível a partir desta quinta-feira (22), no site oficial do Festival, que será lançado na mesma data.

Durante cinco dias, música, cinema, literatura, fotografia, artes plásticas, teatro e artesanato – do popular ao erudito – estarão juntos nos três campi de Fortaleza, em três turnos. A proposta é aproveitar o ambiente universitário para mostrar um pouco do Ceará e do Nordeste aos próprios cearenses, mantendo vivos tradição, folclore e traços característicos de nossa gente.

Além disso, pretende-se lançar um olhar sobre o Nordeste urbano, inserido no contexto nacional e internacional, com os desafios das grandes metrópoles.

O poeta Patativa, homenageado do evento, será lembrado em uma mostra no Museu de Arte da UFC (MAUC), com fotografias de Tiago Santana, xilogravuras de João Pedro e curadoria e textos do pesquisador Gilmar de Carvalho. Além disso, será lançado o livro "100 anos de Patativa", uma coletânea de artigos acadêmicos sobre a vida e a obra de nosso mais importante poeta popular.

Os shows musicais são outro destaque do Festival. Já confirmaram presença atrações de renome nacional, como Mundo Livre S/A, Spok Frevo Orquestra, Ítalo e Reno, Orquestra Eleazar de Carvalho, Daniel Gonzaga e Lucas Santana. Isso sem contar com apresentações de grupos regionais, como Groovytown, Samba de Rosas, Batuqueiros da Caravana Cultural, Poesia Remix, Banda Cabaçal Fulô da Aurora, Ibadã e Tambor das Marias, dentre vários outros.

Aberta ao público, toda a programação do Festival tem por objetivo resgatar a história e as artes tradicionais do Nordeste, além de dar visibilidade à produção contemporânea e, principalmente, proporcionar a integração entre a Universidade e a sociedade – um dos maiores desafios da UFC.

Por isso, o evento ainda abrirá espaço a debates sobre temas relevantes para o Ceará, trazendo grandes nomes da arte e do pensamento brasileiro. Para falar sobre "A Reconstrução das cidades nas metrópoles", foi convidado o arquiteto cearense Fausto Nilo. Já sobre "Desenvolvimento regional e microcrédito", o Presidente do Banco do Nordeste (BNB), Roberto Smith, proferirá palestra.

Um dos maiores intelectuais na área de urbanismo e consultor do Banco Mundial para o tema, Robert Cervero, tem presença garantida com a palestra "O urbanismo sustentável: a criação habitável, viável e socialmente justa para cidades do futuro". Os "caminhos da esquerda latinoamericana" serão abordados em conferência do Presidente do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais, Emir Sader.

Os cinéfilos também poderão participar de uma programação exclusiva durante o Festival. Com o objetivo de reforçar o audiovisual no Estado, a Casa Amarela Eusélio Oliveira abrigará uma mostra de curtas e longas-metragens sobre o Nordeste, de autoria de diretores cearenses, pernambucanos, mineiros e cariocas. Além disso, serão realizadas oficinas (xilogravura e monotipia), lançamentos de livros, apresentações de dança e teatro de rua e muito mais.

O Festival UFC de Cultura é realizado em parceria com a ADUFC e patrocínio do Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza, Assembleia Legislativa do Ceará, BNB, Banco do Brasil e Funcap. Toda a programação é gratuita. Mais informações, a partir de quinta-feira, no site oficial do evento.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC - (fone: 85 3366 7331)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Programa "Arquivo N" da Globo News homenageia Patativa do Assaré

O programa "Arquivo N" da Globo News fez uma bela homenagem a Patativa do Assaré. Foi no dia 4 de março, véspera do centenário do Poeta cearense, que tão bem contou o Sertão. Com sua arte, Patativa entrou para a história na literatura brasileira.

Asista o vídeo e acompanhe as homenagens ao nosso poeta:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM976823-7823-AS+HOMENAGENS+AO+CENTENARIO+DE+PATATIVA+DO+ASSARE,00.html