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segunda-feira, 1 de março de 2010

Concurso Internacional EducaRede abre inscrições

Compartilhe seu projeto com educadores e estudantes de vários países e ganhe prêmios





Professores e estudantes de todo o país que realizam projetos pedagógicos inovadores que utilizem as TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) em suas escolas podem ter o seu trabalho reconhecido internacionalmente e ainda ganhar prêmios! São notebooks, table PC, jogos digitais multimídia, aparelho de MP4 e leitor de ebook para alunos e professores, além de lousas digitais e projetores para a escola a qual o premiado pertence.

Você executa projetos com esse perfil? Pois então, você e toda a comunidade escolar estão convidados a participar doConcurso Internacional EducaRede, que carrega como pressupostos a promoção do uso pedagógico das TIC, o reconhecimento do esforço da comunidade escolar para introduzir as tecnologias nos processos de ensino aprendizagem e o compartilhamento de práticas inovadoras nas escolas entre professores e estudantes de várias partes do mundo. O concurso é uma iniciativa do Programa EducaRede da Espanha e um dos primeiros projetos do Portal Global EducaRede, que pretende reunir em um só ambiente virtual os oito países iberoamericanos onde o EducaRede atua.

As inscrições para o Concurso Internacional EducaRede podem ser realizadas de 8 de março a 16 de abril, mas antes disso recomendamos a leitura dasbases do concurso com todas as regras (objetivo, modalidades, categorias, formação da equipe de trabalho, formatação e entrega dos trabalhos etc.), além da consulta de uma lista de perguntas e respostas sobre o concurso. Os participantes deverão desenvolver e enviar seus trabalhos até 21 de maio. Abaixo, um resumo com algumas informações:


Prazos para os participantes brasileiros:


• Inscrições – 08 de março a 16 de abril
• Período de trabalho – 08 de março a 21 de maio
• Entrega dos trabalhos – até 21 de maio
• Divulgação dos resultados do júri – final de junho

As inscrições, somente online, devem ser realizadas no Portal Global EducaRede (Atenção: você deve se registrar no Portal Global EducaRede, clique aqui).

Premiação
São três prêmios por categoria e modalidade de participação, de forma que a escola, professores e alunos receberão um prêmio. Veja os detalhes da premiação na bases do concurso.

Modalidades
O Concurso Internacional EducaRede propõe a realização de trabalhos multimídia relacionados com temáticas do currículo escolar, em quatro diferentes modalidades de participação:

• Modalidade Web: realização de trabalhos curriculares em formato web.


• Modalidade Blog: trabalhos de conteúdo curricular elaborados na ferramenta de blog que o Portal Global EducaRede proporciona para o concurso.
• Modalidade Wiki: trabalhos de conteúdo curricular elaborados na ferramenta wiki que o Portal Global EducaRede proporciona para o concurso.
• Modalidade Experiências Didáticas: apresentação de uma experiência na qual o docente esteja utilizando, ou tenha utilizado, as tecnologias da informação e comunicação como veículo para o ensino de conteúdos curriculares.


Formas de Participação

Cada professor poderá ser responsável por dez grupos de trabalho, no máximo, independentemente das modalidades e categorias selecionadas. Por exemplo, um professor pode trabalhar com três grupos de Wiki, dois de Web, quatro de Blog e uma Experiência Didática. As possibilidades de participação são:

Docente sem alunos

Se o professor deseja participar do concurso sozinho (sem vínculo com grupos de estudantes ou outros professores), pode se inscrever na modalidade "Experiências Didáticas".

Docente com alunos

Os docentes que desejam realizar um trabalho com seus alunos podem cadastrar suas equipes de trabalho, desde que se cumpram os seguintes requisitos:


• Cada equipe de trabalho será formada por um número mínimo de 2 e máximo de 6 alunos, nas modalidades Web, Blog ou Wiki, e na categoria correspondente ao nível educativo e idades dos alunos.
• Todos os alunos da equipe devem pertencer ao mesmo nível educativo, podendo pertencer a classes diferentes.
• Um aluno não pode participar com o mesmo professor em duas equipes de trabalho. Por exemplo, se o professor se apresentar com uma equipe de 6 alunos na modalidade Blog, não pode se apresentar com esses mesmos alunos na modalidade Web. Portanto, cada aluno pode participar de vários grupos e em diferentes modalidades, desde que sejam liderados por professores diferentes.


Equipes de professores com alunos

Os professores que desejam participar em equipe com outro professor poderão fazê-lo em qualquer modalidade e categoria, exceto em Experiências Didáticas, desde que sejam respeitados os seguintes requisitos:


• Poderão ser formadas equipes de dois professores, que poderão pertencer a mesma escola ou cada um a uma escola diferente.
• Cada equipe de trabalho será formada pelo número mínimo de 2 e máximo de 6 alunos.
• A equipe deverá designar um professor responsável ou representante, que será o encarregado de realizar a inscrição do grupo no concurso, indicando os dados do outro professor com quem trabalhará, assim como os alunos associados à equipe. O responsável, além de gerenciar a inscrição do grupo, será o principal interlocutor entre a equipe e a organização do concurso e o encarregado de realizar a entrega ou a confirmação dos trabalhos para sua avaliação por parte do júri.
• Todos os alunos devem pertencer ao mesmo nível educativo, participar da mesma modalidade e desenvolver o mesmo conteúdo curricular.

Se professores de diferentes países desejarem participar em conjunto, poderão fazê-lo desde que se inscrevam no mesmo calendário organizativo do concurso e solicitem previamente por escrito à organização.


Fonte: EducaRede

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ceará - Professores da Rede Pública são capacitados para educação ambiental


Professores são capacitados em meio ambiente

12/2/2010 Clique para Ampliar
Acelerar a conscientização: José Oswaldo Bezerra Carioca proferiu palestra para os educadores
A meta do Conpam é capacitar, até 2011, pelo menos oito mil professores, que são ser multiplicadores

Professoresda rede pública Estadual e Municipal de Ensino de 51 municípios cearenses receberam capacitação, esta semana, em Fortaleza, em educação ambiental. Foram mais de 100 educadores, sendo quatro, da Capital
cearense. O curso foi desenvolvido em cinco módulos e teve início no dia 8 de fevereiro, seguindo até hoje. 

O investimento é do Governo do Estado do Ceará, sob organização do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente do Governo do Estado do Ceará (Conpam). “A proposta é instrumentalizar os professores dos ensinos Fundamental e Médio para trabalharem a questão ambiental nas matérias ministradas por eles, sem que necessite
haver uma disciplina específica”, explicou a educadora da célula ambiental do Conpam, Maria José Holanda.

Os temas tratados no curso, por especialistas, foram: educação ambiental, gestão ambiental, legislação ambiental, projetos educativos, energia e meio ambiente, saneamento ambiental e ética e cidadania.

Os educadores são responsáveis por levar os ensinamentos adquiridos para outros professores dos seus municípios, formando turmas de 40 pessoas. Além disso, eles devem elaborar um projeto para apresentar nas cidades. O Conpam visita todas as locais que participaram do curso para ajudar os profissionais na transmissão do conteúdo.

Os cursos começaram em 2007, quando foi formada uma turma de 100 professores. Em 2008, foram capacitadas 1.800 pessoas e, no ano passado, 2.400, totalizando 4.200 professores da rede pública.

“A meta é capacitar, pelo menos oito mil professores, até 2011”, informou a educadora. Em 2010, os professores terão até o fim do ano para formar as turmas, levando os ensinamentos aos outros educadores.

Para o professor de Energia e Meio Ambiente da Universidade Federaldo Ceará (UFC), José Oswaldo Bezerra Carioca, na educação para crianças e jovens, o tema ambiental é mais difícil de ser assimilado, mas é quando se deve dar início. “Educação ambiental é, hoje, prioridade neste momento de transição em que vivemos”, ressaltou.

De acordo com o professor, quando se faz qualquer atividade é preciso pensar nos impactos ao meio ambiente. “É um tema que já está começando a ser tratado por todos.Mas ainda é necessário acelerar a conscientização”. Para ele, isso vai depender do nível de educação voltada para a área.

LINA MOSCOSO
REPÓRTER

Fonte: Jornal Diário do Nordeste. Caderno Cidades. 

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR)

CMRR forma mais 100 alunos nos cursos de Gestão e Negócios em Resíduos e de Montagem, Manutenção e Recondicionamento de Computadores (3RsPCs)


Nesta semana, o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) forma cerca de 100 alunos dos cursos de Gestão e Negócios em Resíduos e de Montagem, Manutenção e Recondicionamento de Computadores (3RsPCs). Os cursos são gratuitos e buscam potencializar o papel do jovem na melhoria da qualidade socioambiental, além de ampliar a geração de trabalho e renda.

Dividido em quatro módulos, o curso de Gestão e Negócios em Resíduos prepara os estudantes para o mercado de trabalho, assim como para a organização e administração de seu próprio negócio a partir de resíduos domésticos (papel, plástico, madeira, metal e compostagem), específicos (de serviços de saúde, de construção civil, de postos de combustíveis, de supermercados) ou especiais (pneus, lâmpadas, pilhas e baterias).

Formada em Gestão de Resíduos, Denise Silva Chaves, 18 anos, é responsável pela gestão de resíduos e qualidade em obras da Santa Bárbara Engenharia. “Durante o ensino médio tinha muito receio do que eu iria fazer quando formasse no 3º ano. Hoje, com o que eu ganho, posso investir na minha formação. Faço o curso técnico em edificação no Senai. Meu próximo passo é formar e prestar vestibular para engenharia”, conta.

Já no curso de Montagem, Manutenção e Recondicionamento de Computadores (3RsPCs), os jovens aprendem a montar e desmontar computadores, o funcionamento de cada peça, e também freqüentam aulas de empreendedorismo e empregabilidade. O material utilizado durante as aulas é proveniente de máquinas não mais utilizadas pelos órgãos do Governo de Minas. Após o recondicionamento, os computadores são destinados a programas de inclusão social de comunidades carentes.

Márcio Vinícius Magela, 18 anos, finalizou em dezembro do ano passado o curso 3RsPCs. O garoto trabalha em uma empresa de informática e já se prepara para prestar o vestibular para o curso de Ciências da Computação. “Hoje tenho o diferencial de saber sobre reciclagem de computadores. Procuro passar para meus colegas as coisas que aprendi no curso”, comenta Magela.

Sobre o CMRR:

Iniciativa pioneira do Governo de Minas Gerais, o Centro Mineiro de Referência em Resíduos trabalha há dois anos com o objetivo de apoiar os municípios, empresas e cidadãos na gestão integrada de resíduos, por meio da disseminação de informações e capacitação técnica, gerencial e profissionalizante, visando à geração de trabalho e renda e à melhoria da qualidade de vida.

Sua atuação concentra-se em cinco áreas prioritárias: Apoio à gestão municipal de resíduos, Qualificação profissional; Comunicação e Informação; Pesquisa e Desenvolvimento; Educação ambiental e eventos (seminários, palestras, debates e oficinas, com foco no consumo consciente).

Localizado em Belo Horizonte, o espaço conta com auditório, biblioteca, área para realização de cursos e uma cozinha experimental, criada para orientar sobre redução do desperdício, reaproveitamento, reciclagem, tecnologia de alimentos e ações que envolvem o preparo de produtos úteis ao consumo da população. Possui ainda um espaço permanente para exposições, consolidando-se como um espaço múltiplo para o cumprimento de sua missão

Mais informações:
http://www.cmrr.mg.gov.br/ - Site oficial do centro

http://www.youtube.com/watch?v=bzdNWQUevvQ&feature=channel_page - CMRR fez 2 anos. Entrevista com especialistas e ex-alunos

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Educação Ambiental - fragmentos para a reflexão

Abaixo transcrevo algumas matérias veiculadas nesse ano de 2008 pelo Jornal Diário do Nordeste, com minha participação. Falo sobre educação ambiental e a responsabilidade que temos diante dos nossos semelhantes e do Planeta.


Jornal Diário do Nordeste - Caderno Negócios (Fortaleza, 3/12/2008)

SOCIORRESPONSABILIDADE NO NATAL

Presente sustentável faz bem ao planeta.
Consumo responsável ajuda a construir, desde a infância, o entendimento sobre a preservação ambiental e a produção justa.


Produtos feitos com matéria-prima reciclada, reaproveitada, orgânica ou fruto de produção limpa são opções para o NatalEm tempos de crise, muita gente está pensando duas vezes antes de comprar presente de Natal, mesmo as lembrancinhas. Para quem está nesse dilema e não quer deixar de presentear, que a compra seja pelo menos útil. Produtos feitos com matéria-prima sustentável, que tanto preservam como valorizam a natureza e ainda são frutos de produção e comércio justos são opções que vão além do material. Além de serem bacanas, acompanham valor simbólico que ajudam a sensibilizar quem compra e quem ganha.Independente da escolha, importante é que a aquisição tenha como meta o consumo consciente e sustentável. De acordo com a professora Suely Salgueiro Chacon, doutora em Desenvolvimento Sustentável, pela Universidade de Brasília (UnB), a forma como a sociedade se organiza, produz e consome revela muito do que ela é enquanto grupo.Isso vale para o mercado local, regional e até mesmo o global. Isso porque, segundo a professora, o mercado interfere no comportamento e cria necessidades de forma tão rápida que induz os consumidores a adquirir itens supérfluos. Chacon percebe que há mudanças na forma de consumir, graças à mídia. “Há até avanços, no sentido de compreender que a sustentabilidade vai além da questão ambiental, e envolve questões sociais e políticas”, frisa.
OPÇÕES
Se a proposta for levar a natureza para a casa do presenteado, com velas e sachês feitos de matéria-prima elementar, o resultado surge em várias versões. Se for de cravo, a idéia é que o aroma leve proteção ao ambiente; erva-doce, estímulo; canela, prosperidade; e camomila, tranqüilidade. Assim, é possível presentear por valores na faixa de R$ 6,00, com velas e aromatizadores de cerâmica feitos de materiais reaproveitados. “Muitas pessoas procuram presentes que não usam tantas química e valorizam o que a terra oferece. O mundo está mudando e nós precisamos cuidar dele e da gente”, diz a vendedora da Mundo Verde da Avenida Engenheiro Santana Júnior, Rogéria França.Mas se a idéia for estender o presente ao uso diário, agendas e itens de escritório feitos com papel reciclado são opção para mudar o ambiente do escritório. Na CD Max da Avenida Santos Dumont os preços variam de R$ R$ 22,80 (agenda Naturalis, da Tilibra) a R$ 72,50 (caderno-agenda grande da Gráfica Ótima).Para iniciar crianças no consumo consciente, uma escolha é o estojo de R$ 23,25 da Faber-Castell, com Ecolápis feitos com madeira reflorestada, em espaços bem manejados. Porta-clips, porta-caneta e outros adereços de escritório são encontrados em várias livrarias, inclusive feitos com papel reciclado e fibras naturais, com preços na faixa dos R$ 20,00.Para crianças, a vendedora Regiane Salmito, da Caixa de Brinquedos na Rua Desembargador Leite Albuquerque, recomenda presentes feitos de madeira reflorestada. Os preços variam. A casa com mobília fica R$ 291,00, mas há opções por R$ 28,35, como o jogo Bate-Pino, e o quadrado mágico por R$ 18,40.
COMPORTAMENTO
Comércio justo ainda enfrenta dificuldadesA comercialização de produtos feitos com matéria-prima orgânica ainda enfrenta dificuldades, em especial na produção em grande escala. Por isso, mesmo que o consumidor encontre roupas e acessórios do tipo em lojas da cidade, as peças são minoria nas prateleiras e têm preços mais altos do que as não confeccionadas com orgânicos. Uma alternativa é fazer compras na Internet.De acordo com o engenheiro agrônomo Pedro Jorge Ferreira Lima, da ONG Esplar, pioneira no apoio à cultura do algodão orgânico no Ceará e referência nacional no assunto, mesmo com a produção estabelecida e clientes garantidos, as roupas da Justa Trama não são fáceis de encontrar porque a idéia do projeto, que de 30 costureiras saltou para uma central de cooperativas, é vender a preço justo, sem exploração. “Quando as roupas vão para as lojas, normalmente os preços são muito altos”, justifica.Além de servir de base para roupas da marca, o algodão orgânico do Ceará também está no tecido dos tênis da marca francesa Veja. O fio e a lona são de São Paulo, o couro do Rio Grande do Sul e a borracha, de seringueiras do Acre.No Brasil a Osklen é referência na criação de peças feitas com couro certificado por órgãos ambientais e com fibras e tintas cultivadas com agricultura familiar. Para comprar pela Internet, a WWF Brasil é uma alternativa. No www.wwf.org.br é possível escolher entre camisetas, bonés, lápis e adesivos cuja renda ajuda em projetos de preservação ambiental no País.
Marta Bruno - Repórter
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=595144


Jornal Diário do Nordeste - Gestão Ambiental (Fortaleza, 29/10/2008)

Uma nova forma de relação com o mundo

Segundo a professora Suely Chacon, Educação Ambiental não se ensina apenas com palavras ou livros.

Foi-se o tempo em que educação ambiental se restringia a colocar papel no cesto de lixo ou a plantar mudinhas. A degradação do meio ambiente exige que a questão seja tratada com maior profundidade e que, junto com a orientação, o indivíduo seja preparado para transformar seus modos de consumo, pensando no coletivo e de forma atemporal. Fazer o habitual — e mais um pouco — para manter a casa, o ambiente de trabalho e a própria cidade saudáveis não é escolha, mas necessidade.“A mudança de atitude em relação à forma de consumir é parte de um processo amplo de tomada de consciência, sobre como conviver com nossos semelhantes e com o meio ambiente”, sugere a professora e pesquisadora da área de Desenvolvimento Sustentável, Suely Salgueiro Chacon. Isso acontece, segundo ela, à medida em que as ações de Educação Ambiental se disseminam em variadas instâncias e de forma transversal, não só nas salas de aula, mas em empresas, na mídia e no ambiente familiar.Como o ser humano precisa de alimentação, vestuário e moradia para sobreviver, a idéia é pensar o consumo de uma forma mais ampla: “Precisa-se de outros itens para viver, como educação e cultura. Precisamos, agora, de itens de saúde mais sofisticados e de transporte, o que amplia a base de necessidades e interfere no consumo. Importante é que a aquisição de bens e serviços não afete negativamente o ambiente´.“Educação Ambiental não se ensina apenas com palavras ou livros. A troca de informações enriquece a formação e aumenta a consciência ambiental. Há muitos aspectos implícitos no ato de encher um carrinho de supermercado, escolher um carro ou comprar roupa.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=584798



Jornal Diário do Nordeste - Gestão Ambiental (Fortaleza, 05/06/2008)

Caderno Gestão Ambiental - A opinião do especialista


Somos uma espécie!

Por Suely Salgueiro Chacon

O que é ser humano? Essa simples interjeição nos leva a uma profunda reflexão sobre o que temos feito com nossa casa, o Planeta Terra. O homem foi se distanciando da sua real condição de ser pertencente a uma espécie, a espécie humana, que habita na natureza e dela faz parte. Achando-se acima de tudo e de todos, inclusive de seus semelhantes, o homem foi instituindo um ´reinado´ que privilegia a sensação de ter, em detrimento da plenitude do ser.As conseqüências desse ´modelo´ de existência foram se engendrando ao longo da história conhecida da humanidade, e se exacerbaram com as possibilidades ampliadas de consumo em massa. Na medida em que os bens se tornam descartáveis, o homem explora cada vez mais a natureza e seus semelhantes para garantir que uma minoria privilegiada possa acumular e consumir, enquanto a maioria da humanidade é cada vez mais excluída e explorada, assim como a própria natureza. O aumento do desmatamento, a desertificação, a falta de água, as mudanças climáticas, bem como a fome a exclusão, a exploração irracional do trabalho humano, inclusive de crianças, a falta de respeito aos idosos e todas as formas de racismo e preconceito são exemplos do que nós mesmos fizemos ao nosso planeta e aos nossos semelhantes.No momento em que comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, cabe refletirmos sobre o que podemos fazer como espécie para reverter esse processo autodestrutivo. Muitos já se mobilizam. É preciso perceber nossa responsabilidade com o semelhante hoje e no futuro, e nos comprometermos com uma transformação real, para que todos se beneficiem. Garantir o acesso de todos à informação e a uma vida digna é o mínimo, e pode ser cobrado de governantes, mas a responsabilidade ética de mudar de atitude começa em cada um de nós.