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terça-feira, 13 de julho de 2010

Ciência no Sertão

SANTANA DO CARIRI

Museu de Paleontologia traz novidades

13/7/2010 Clique para Ampliar
O Museu de paleontologia passou por uma modernização do ambiente. Como parte da obra, várias peças foram restauradas e voltaram a ser expostas 
ELIZÂNGELA SANTOS
Os moradores e visitantes do Cariri já podem desfrutar do novo espaço do Museu de Santana do Cariri

Santana do Cariri. Um passeio didático pelas formações fossilíferas na Chapada do Araripe. O Museu de Paleontologia de Santana do Cariri reabre em um novo momento de sua história, para fazer o visitante mergulhar na era Cretácea de mais de 110 milhões de anos. Fechado desde 2008, o museu traz um ar de modernidade em meio ao passado pré-histórico. São cerca de 10 mil peças fósseis, entre o material exposto e, também, a reserva técnica.

O espaço de exposição duplicou. A segurança interna passa por um replanejamento e toda a área está climatizada. As réplicas ganham uma iluminação especial, com luzes vermelhas e azuis também destacando as peças. Todo esse ar de modernidade arranca a admiração dos primeiros visitantes da nova etapa. Na lateral do Museu estão estampadas as marcas do Geopark Araripe, da Rede Global de Geopark, cedida pela Unesco; e do próprio Museu, que tem uma perfeita libélula como símbolo. A Pedra Cariri traz os traços característicos de uma cidade que ficou famosa pela sua riqueza paleontológica. Está no piso, nas paredes, e é a mola propulsora de uma economia local responsável pela renda de milhares de famílias.

A biblioteca e o espaço de laboratórios têm uma nova dimensionalidade dentro do espaço. Segundo o diretor do Museu, professor Álamo Feitosa, doutor em Paleontologia, a pesquisa científica ganha com esse novo momento. Segundo ele, os equipamentos destinados às pesquisas dispostos dão um novo rumo para as descobertas paleontológicas. A reserva técnica de milhares de fósseis no Museu abre espaços para a pesquisa local e também para universidade de todo o País e até internacional.

O Museu passou por uma modernização do ambiente. Como parte da obra, várias peças foram restauradas e voltaram a ser expostas. De acordo com o vice-diretor do Museu de Paleontologia, João Kerensky, esta semana o Museu estará aberto a visitação de terça a sábado das 9 às 17 horas e aos domingos, das 9 às 14 horas.

A reforma e a ampliação do Museu tiveram investimento de R$ 805 mil. Prevista inicialmente para R$ 640 mil, houve a necessidade, posteriormente, de uma reforma estrutural, passando pela renovação da parte hidráulica e reforço da elétrica, para dar suporte para os equipamentos instalados no local.

Com a nova roupagem, a perspectiva é haver, a partir de agora, divulgação maior do espaço científico, que fortalece, acima de tudo, para o secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado, René Barreira, o turismo científico na região. "Precisamos interiorizar e desenvolver o turismo no Estado. O Museu é um exemplo de que isso pode ser feito". Ele anunciou, na reabertura no Museu, na sexta-feira última, a aprovação de R$ 1 milhão no orçamento do Estado, para a realização, em novembro deste ano, da Conferência Panamericana de Geoparks, que atrairá dezenas de pesquisadores.

O Museu de Paleontologia é a principal referência do potencial fossilífero do Cariri e que deu um redimensionamento no trato com os fósseis. Segundo os pesquisadores, foi por meio do equipamento que se começou a valorizar com maior propriedade os fósseis e se intensificou uma luta pela preservação do material na região. O contrabando era um dos principais vilões, hoje, praticamente combatido, por meio de uma vigilância mais determinada e de um trabalho de conscientização da população local.

O equipamento foi criado em meados dos anos 80, pelo então prefeito de Santana do Cariri, Plácido Cidade Nuvens, atual reitor da Universidade Regional do Cariri (Urca), instituição que detém a salvaguarda do Museu. A iniciativa de repassar para a universidade teve o intuito de dispor o material para a pesquisa e preservação. Santana do Cariri hoje é reconhecida por decreto como a Capital da Paleontologia do Estado.

O professor Álamo afirma que, com a duplicação, foi possível expor os fósseis de uma maneira evolutiva, ao longo do tempo, e também em nível de complexidade das espécies. E o trajeto começa pelas plantas, passando pelos insetos, com o grupo de invertebrados e moluscos, até os peixes, anfíbios, tartarugas, lagartos, pterossauros e dinossauros. "Existe toda uma sequência lógica em termos de evolução", explica.

Segundo o diretor, a modernização do museu acompanha atualmente a realidade dos equipamentos no País, com a reserva técnica e os laboratórios, e não se limita apenas a expor peças, mas tem um caráter didático, educativo e, principalmente, científico. Em breve será implantada, conforme Álamo, a parte digital, que irá dispor de informações importantes para os visitantes e manterá uma interatividade com o ambiente e com os livros. "Para quem não quiser ir diretamente à biblioteca, pode fazer busca por meio do computador e obter uma resposta direta ligada a figuras ou imagens e do material que esteja na reserva técnica", explica.

Plácido Cidade Nuvens inaugurou a reabertura da casa. Ele destacou o local como instrumento de pesquisa e desenvolvimento científico da Urca. Em média o museu recebia em torno de 4.200 pessoas, por mês, da região, Estado, do Brasil e Exterior, sendo uma das maiores visitações registradas em museus da região. Com a reabertura, nos novos moldes, essa estimativa poderá aumentar. O Museu de Paleontologia está entre os maiores do País, com a maior coleção da era Cretácea. As peças chamam a atenção dos pesquisadores pelo estado de conservação, inclusive com algumas preservando o tecido mole. Um livro aberto para a descoberta da história da terra e das espécies.

ENQUETE
Importância do lugar

Rafael Paiva
Gerente da Mesorregião da Chapada
O Museu de Santana do Cariri é um dos equipamentos mais organizados, dentro do projeto do Geopark Araripe

Francisco Edval Feitosa
Agricultor
Antes do Museu, Santana era um lugar no canto do mundo. O Museu abriu as portas da cidade. Está lindo e parece um céu

Érica Tavares
Estudante
O museu traz o conhecimento para todos nós de Santana e melhora o turismo. Sem o Museu, a cidade fica sem movimentação

MAIS INFORMAÇÕES 
Museu de Paleontologia de Santana do Cariri. Rua José Augusto, s/n, Santana do Cariri - CE
(88) 3545.1212

Elizângela Santos
Repórter

segunda-feira, 15 de março de 2010

Histórias do Sertão - Paleontologia no Cariri


´FORMAÇÃO ROMUALDO´

Fósseis do Cariri ganham documentário

14/3/2010 Clique para Ampliar
As filmagens estão sendo realizadas em vários pontos da Chapada do Araripe, onde existe incidência de fósseis, e, também, nas minas. Exemplares de fósseis encontrados nas pesquisas foram inseridos nas filmagens, com informações didáticas 
ELIZÂNGELA SANTOS

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O paleontólogo Alex Kellner é um dos maiores pesquisadores de pterossauros do Brasil
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"Formação Romualdo, um Milagre Paleontológico" é um documentário que busca preservar os fósseis

Juazeiro do Norte. Os fósseis da Chapada do Araripe de forma didática, para o grande público, em linguagem acessível, estarão disponíveis a partir do segundo semestre deste ano, com o filme documentário "Formação Romualdo, um Milagre Paleontológico". O trabalho está em fase de finalização, com a captação das filmagens. Os fósseis tridimensionais da formação Romualdo, de ampla diversidade e conservação admirável, conforme os pesquisadores, serão o foco das atenções.

A ideia é produzir um filme de 45 minutos. A coordenação, pesquisa e roteiro são do professor Álamo Feitosa, doutor em Paleontologia pela Universidade Regional do Cariri (Urca), e que atualmente está à frente do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri. Este é o primeiro documentário produzido na região sobre os fósseis.

Será uma oportunidade de levar ao público a realidade das pesquisas, já desenvolvidas por estudiosos do Cariri, como também abordar questões relacionadas ao tráfico e a importância das peças para a Paleontologia mundial. Esses são referenciais importantes dentro da abordagem, segundo o professor. "O que me levou a fazer este trabalho foi ter a oportunidade de ver muitos documentários e reportagens. Alguns muito bons e outros que passavam uma realidade aos olhos de quem é de fora, com algumas coisas muito convenientes para agradar quem está em outras localidades, que não o Cariri", justifica.

Ele afirma que a linguagem do cinema torna a mensagem mais acessível, para levar a ciência até a comunidade em geral, principalmente aos estudantes. Para o docente, é importante que as pessoas tenham conhecimento da situação ímpar dos fósseis da região, se comparado a outras formações geológicas. "A gente primou por imagens boas, mostrando como se faz uma escavação geológica e suas dificuldades e falando especificamente da formação Romualdo, e como esse fóssil é diferente e especial", destaca.

A formação Romualdo fica num estrato da Chapada do Araripe, localizado em partes do Ceará, Piauí e Pernambuco. Afloramentos importantes podem ser encontrados em Santana do Cariri, Crato e Barbalha.

Conforme o professor Álamo, a formação Romualdo tem uma especificidade, que qualifica especialmente esse material para a exibição no documentário. Primeiro pela abundância incomensurável de fósseis, com espécies vegetais a animais, e o caráter tridimensional, que tem facilitado os trabalhos e descobertas científicas. "É como se o animal tivesse morrido e ficasse congelado", ressalta o pesquisador. Álamo exemplifica os peixes encontrados nas concreções rochosas. Para ele, poder-se-ia dizer que tinha morrido há meia-hora. "É um estado de preservação que em nenhum outro lugar do mundo se encontra".

Jackson Bantim, conhecido como Bola, caririense com mais de 30 anos produzindo filmes, inclusive de ficção, inaugura mais um momento de sua carreira. Ele faz parte do Grupo de Pesquisa em Cultura Visual, Espaço, Memória e Ensino (Imago), da Urca, que está produzindo o material. O cineasta destaca a importância do documentário como elemento importante de registros da diversidade do Cariri. E a experiência de cinema de Jackson, conforme Álamo, não está sendo poupada. "Não podemos ficar limitados a escrever artigos para revistas internacionais e estar muito longe da realidade do dia a dia das pessoas da região", afirma.

São mais de sete horas de filmagem, mais de 90% delas produzidas nas minas de calcário de Santana do Cariri, em apenas um dia. Outras serão feitas no Museu de Paleontologia, após a reinauguração, até o mês de maio, e no estuário, em Recife, além de mais algumas entrevistas. A ideia, no estuário, é destacar a proximidade com o Cretáceo, era geológica da formação dos fósseis da Chapada, de mais de 110 milhões de anos. Mostrar a área de contato de águas calmas, dos rios, com o oceano. Um especialista em influência marinha mostrará o comportamento de animais.

Álamo considera as escolas um bom alvo para levar o documentário. Nas áreas de minas, e são mais de 90 na região, muitas crianças são filhos de mineradores. Pessoas que, muitas vezes, ainda não têm a consciência de preservação desse material, e podem até traficar, pela necessidade de sobrevivência. A orientação será de grande importância, conforme ele, para formar uma nova consciência de preservação desse material.

Tráfico

O tráfico de fósseis entra no filme, com depoimento de duas pessoas que traficavam antes, e hoje estão atuando em prol da preservação. Um deles estuda Biologia, Bonifácio Malaquias Ferreira. O lançamento do trabalho deverá acontecer na exposição do Crato, com uma sala de cinema no estande da Urca.

Bantim destaca o trabalho como um documento em movimento, com o referencial da escrita e da fotografia, juntos. "São essas três vertentes que esse filme vai ter: imagem, movimento e escrita". Também deverão ser feitas traduções, porque o filme será levado aos geoparks do mundo, na Europa e na China, já que o Geopark Araripe faz parte da Rede Global. Passa a ser um instrumento de divulgação internacional. O filme, além da Urca, conta com a inserção do Projeto Geopark Araripe e Instituto Nacional de Paleontologia e Arqueologia. A trilha exclusiva será dos meninos da Fundação Casa Grande.


MAIS INFORMAÇÕES
Grupo de Pesquisa em Cultura Visual, Espaço, Memória e Ensino
(Imago), Crato (CE)
(88) 3102.1202

Elizângela Santos
Repórter

PESQUISADOR DE PTEROSSAUROS
Tridimensionalidade permite estudo

Juazeiro do Norte. Um dos maiores pesquisadores de pterossauros do Brasil - os fósseis voadores, daqueles do cineasta americano Steven Spielberg -, o paleontólogo Alex Kellner, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, está presente no documentário. Há vários anos, o pesquisador realiza estudos na região. Ele fala da importância dos fósseis do Araripe, especificamente da formação Romualdo, foco do documentário.

Para Kellner, a tridimensionalidade das peças permite um estudo mais detalhado, além do movimento do esqueleto, referindo-se ao seu objeto de estudo, que são os pterossauros. "A grande importância dos fósseis do Romualdo está no nível de preservação desse material, em três dimensões", enfatiza.

Compactação

Ele cita o exemplo de fósseis que não chegaram a sofrer compactação, que faz com que, após a preparação, tenha-se uma ideia exata da anatomia desse animal. Além disso, uma vez preparado o material, é possível entender a relação de diferentes partes do esqueleto e o seu grau de movimentação, pelo tamanho da curvatura.

De acordo com o pesquisador, "é isso que chamamos de morfologia funcional. Somente pode-se fazer para pterossauros com material encontrado na formação Romualdo", destaca.

Espécies

Além da parte de anatomia, que o material da formação Romualdo apresenta em termos de pterossauros, tem outro aspecto a ser destacado. São cerca de 15 espécies diferentes já descritas no Cariri, e os que ainda faltam para ser descritos, o que representa uma grande diversidade para a região.

As diversas formas, diz Kellner em seu depoimento para o documentário, transcendem a importância para a paleontologia do Brasil, mas mundial, porque estão relacionadas com outras formas de outras partes do mundo. Ele exemplifica a espécie dos taquijalídeos, cujos vestígios são encontrados tanto na formação Romualdo quanto em regiões da África.

"Por ironia muito grande você passa a encontrá-los na China. Agora se procura entender como essas espécies se relacionam. Certamente, o material da formação Romualdo dará os indícios da relação", diz.

Um outro grupo encontrado na formação Romualdo é o de anhanguerídeos. Essa espécie foi encontrada na Inglaterra, África, China e numa região perto da Mongólia. São relacionadas com formas de outras partes do mundo. "Tentar entender esses animais é um dos grandes desafios que os pesquisadores do mundo têm e esse material do Brasil é essencial para descobrir", destaca.

Relevância

Além dos ossos de vertebrados, absolutamente únicos para a formação Romualdo, a preservação de tecido mole é outro aspecto de relevância, que coloca esses fósseis em destaque mundial. Já se encontrou de fibras musculares a vasos sanguíneos petrificados, em pterossauros. Nesse aspecto, diz o pesquisador do Museu Nacional, o material encontrado nessa região do Cariri é fascinante.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

As obras da Ferrovia Transnordestina possibilitam achados de grande valor para as pesquisas arqueológicas

COM UM DOS ACERVOS mais expressivos de Paleontologia, o Museu da Urca vai também conservar peças arqueológicas encontradas nas escavações da Transnordestina (Foto: Cid Barbosa)


ESCAVAÇÕES NA TRANSNORDESTINA - Museu de Paleontologia receberá acervo arqueológico

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Juazeiro do Norte - Dezenas de sítios arqueológicos já foram identificados ao longo do trajeto que segue as obras da Transnordestina, dentro do espaço de preservação do patrimônio arqueológico. Desse material, restam peças, em sua maioria, de pedra lascada, que estão passando por análise e pesquisa em laboratório, coordenadas pela empresa Zanettini Arqueologia. A novidade é que esse material será repassado para o Museu de Paleontologia de Universidade Regional do Caruru (Urca), para salvaguarda, com acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Um grupo formado por pesquisador, arqueólogos e técnicos do Iphan está fazendo todo o acompanhamento, pesquisa e coleta de material, além de fiscalização ao longo da obra, de onde já foram coletadas várias amostras. Poucos materiais em cerâmica foram identificados. Semana passada, os estudiosos estiveram participando de reunião com o reitor da Universidade, professor Plácido Cidade Nuvens, para falar das pesquisas que estão sendo implementadas ao longo da Transnordestina e a viabilidade desse material continuar na região, no Museu de Paleontologia.

No momento, o museu passa por uma reforma e ampliação para abrigar parte das peças que se encontravam guardadas, sem um espaço para serem expostas. Estão sendo investidos nesse trabalho mais de R$ 640 mil, inclusive para fortalecer a segurança para salvaguarda de mais de 7 mil peças fósseis, entre as mais raras e bem conservadas do período cretáceo do mundo. O reitor da Urca afirma que esse espaço está sendo estudado, de acordo com a nova planta para que o local receba as peças. Na região, a Fundação Casa Grande já guarda um acervo considerável de peças em cerâmicas e pedra lascada e é a instituição que tem empreendido pesquisas na área da arqueologia na região. Vários sítios já foram identificados e estão sendo estudados pela doutoranda em Arqueologia e diretora da Fundação, Rosiane Limaverde. A instituição, em Nova Olinda, atua também na área de educação patrimonial.

O coordenador de Pesquisas e Licenciamento Arqueológico do Centro Nacional de Arqueologia (CNA), do Iphan, Rogério José Dias, diz que um dos principais quesitos para a Urca receber o material é por ser uma instituição pública e que dará um acesso maior às pesquisas. Além disso, o coordenador do Programa Arqueologia para Licenciamento da Ferrovia Transnordestina, Paulo Zanettini, diz que outro ponto importante é pelo reconhecimento nacional e internacional do Museu de Paleontologia da Urca.

Mas, quanto às parcerias, continuam existindo, para que sejam realizadas mais pesquisas em torno do material encontrado, além de exposições itinerantes. Isso só poderá acontecer mesmo, quando foram encaminhadas as primeiras peças, em pelo menos 1 ano e oito meses. A primeira remessa de material analisada será encaminhada para a região, após todos os processos de levantamentos arqueológicos, incluindo as datações, já em kits de expositivos.

Resgate do patrimônio

Na Ferrovia Transnordestina, serão 1.700km de extensão, numa das mais importantes obras do Governo Federal no Nordeste. Ao longo desse trajeto foi desenvolvido um programa de resgate do patrimônio. A solicitação do material para alocação por meio da Urca foi feita pelo Iphan. Dentro do museu, segundo Rogério Dias, terá uma área exclusiva direcionada ao patrimônio arqueológico.

Paulo Zanettini ressalta o grande potencial da região, em termos de visibilidade, agrupando em um só lugar, material relacionado a duas áreas de estudo, possibilitando o incentivo a formação de novos estudiosos. Ele destaca a importância da Urca e dimensão que este trabalho na área da Arqueologia poderá ter para a universidade, com o desenvolvimento de cursos voltados para a área e formação de arqueólogos na própria região do Cariri.

PATRIMÔNIO

"O Programa de Resgate do Patrimônio realiza pesquisas na região da Transnordestina"
Paulo Zanettini
Coord. do Program de Arqueologia

"O trabalho mostra o potencial da Arqueologia do Nordeste para novas pesquisas"
Camila Azevedo Morais
Doutoranda em Museologia

"O patrimônio arqueológico terá uma área expositiva dentro do Museu de Paleontologia"
Rogério José Dias
Centro de Arqueologia do Iphan

Mais informações
arqueoz@uol.com.br
http://www.zanettiniarqueologia.com.br/

(11) 4612.9943 / 9934.8234


Fonte: Jornal Diário do Nordeste. Caderno Regional. Fortaleza, 13 de agosto de 2009.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=661374