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terça-feira, 8 de março de 2011

Mulher e Sustentabilidade

“Mulheres e soluções”

por André Trigueiro 

Segue uma pequena lista – que de tão pequena, pode ser considerada absolutamente injusta com o expressivo número de mulheres que fazem a diferença em favor da sustentabilidade – concebida no Dia Internacional da Mulher. Nossa intenção é homenagear lideranças globais que se destacaram como defensoras corajosas e intransigentes da vida e da ética:
- Rachel Carson:
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Bióloga marinha, autora do livro “Primavera Silenciosa”, obra que teria marcado, na opinião de alguns historiadores, o início do movimento ambientalista. O livro denunciou em 1962 as mazelas do DDT, pesticida que vinha sendo pulverizado em doses maciças nas lavouras americanas, provocando grandes impactos sobre o meio ambiente. “Primavera Silenciosa” recebeu este nome pelo desaparecimento das aves migratórias envenenadas com DDT. Com clareza e objetividade, Rachel conseguiu denunciar um problema que incomodou o poderoso lobby da indústria química americana. Apesar das campanhas de difamação organizadas contra ela, Rachel resistiu e foi apoiada por movimentos sociais que se articularam em defesa do banimento do DDT e de medidas regulatórias para o uso de pesticidas.
- Gros Brundtland:
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Considerada uma das três mulheres mais influentes do século passado, Gro Brundtland foi primeira-ministra da Noruega e presidente da organização Mundial da Saúde (OMS). Em 1987, foi designada pela ONU para chefiar a comissão que pautou a maior conferência das Nações Unidas até então, a Conferência Internacional da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.  A comissão “Brundtland” conseguiu difundir mundialmente a expressão “Desenvolvimento Sustentável” no relatório “Nosso Futuro Comum”, que serviu de base para a Rio 92.
- Wangari Maathai:
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Primeira ambientalista a conquistar o Prêmio Nobel da Paz, em 2004. Sua singular trajetória pessoal, com proeminente vida acadêmica e formação em universidades americanas, incomodou o marido, que sentiu-se humilhado em uma sociedade machista e pediu a separação. Criadora do movimento Cinturão Verde (Green Belt Movement), promoveu o plantio de milhões de mudas de árvore no Quênia e países vizinhos, onde a demanda por lenha para a produção de energia reduziu drasticamente a área de florestas. Apenas no Quênia, a cobertura verde original foi reduzida a apenas 4%. O movimento recrutou mulheres para o plantio e contou com o apoio da comunidade internacional. A reconfiguração das matas permitiu o retorno dos bichos, a recarga dos aquíferos e melhores condições de vida para milhões de pessoas que deixaram de migrar para as cidades à procura de melhores condições de vida. 
- Hazel Henderson:
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Economista autodidata, criadora do Mercado Ético (Ethical Market), Hazel Henderson tornou-se uma das mais importantes pensadoras da atualidade, com trabalhos que sugerem a adoção de novos indicadores da economia, novas fórmulas para medir o PIB dos países, uma nova visão empresarial, um novo modelo de desenvolvimento mais justo e sustentável.
- Vandana Shiva:
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Prêmio Nobel alternativo, feminista, ambientalista, Vandana Shiva notabilizou-se pela luta em favor da biodiversidade e dos alimentos orgânicos. Criou na Índia uma organização que, entre outras atividades, recolhe diferentes tipos de sementes para proteção biogenética e uso gratuito pelas comunidades tradicionais. Vem denunciando o uso indiscriminado de pesticidas proibidos no hemisfério norte em países pobres, e o lobby dos transgênicos que impede a correta analisa de seus efeitos sobre a saúde humana e o meio ambiente.
- Marina Silva:
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Ex-líder seringueira, companheira de Chico Mendes, Marina Silva emergiu como liderança política do Acre para brilhar como senadora da República e ministra do Meio Ambiente. Reconhecida internacionalmente como legítima representante dos povos da floresta, Marina consagrou suas ações no Executivo e no Legislativo em favor das chamadas medidas estruturantes para um modelo de gestão sustentável dos recursos.


http://globonews.globo.com/platb/cidadesesolucoes/tag/dia-internacional-da-mulher/

domingo, 16 de maio de 2010

Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade


III Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade
















III Fórum de Comunicação e Sustentabilidade

Os desafios relacionados à sustentabilidade econômica, social, ambiental e cultural são questões essenciais na agenda política da sociedade, das empresas e do planeta. Nesta terceira edição, o Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, que tem entrada franca, irá promover, mais uma vez, o diálogo e a interação de temas relacionados ao entendimento da sustentabilidade. Estarão presentes nos dias 19 e 20 de maio, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, personalidades de diversas nacionalidades, das mais variadas áreas do conhecimento, para discutir a cultura da paz, o respeito social, ambiental, econômico e social.
Já confirmaram a presença a guatemalteca Rigoberta Menchú, Prêmio Nobel da Paz (1992) por sua campanha pelos direitos humanos, especialmente a favor dos povos indígenas; o fundador do Grameen Bank, o banco dos pobres, Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz (2006); o idealizador do projeto Clean Up Day, Rainer Nõlvak que, em agosto de 2007, com a participação de 50 mil voluntários limpou a Estônia em apenas um dia; o escritorLeonardo Boff; o rapper MV Bill; o jornalista André Trigueiro; o jovem inglês Lucian Tarnowski, empreendedor por trás do BraveNewTalent, plataforma que conecta jovens a potenciais empregadores através de uma rede social; o poeta GOG – Genival Oliveira Gonçalves; a pedagoga e fundadora da Casa do Zezinho Tia Dag; a médica e fundadora da ONG Saúde Criança Renascer, Vera Cordeiro; o cantor e compositor Seu Jorge; eFerrez, um dos mais respeitados escritores da atualidade, entre outros palestrantes.
O objetivo do evento é promover o debate entre os setores público, privado e a sociedade civil, sobre o conceito e a prática da sustentabilidade, tendo como ponto de partida os quatro princípios da Carta da Terra: Democracia, não violência e paz; Integridade Ecológica; Respeitar e Cuidar da Comunidade da Vida e Justiça Social e Econômica. A expectativa da produção do Fórum é que cerca de 2,5 mil pessoas compareçam aos dois dias do evento.
— O papel da comunicação é fundamental para promover mudanças de conduta na sociedade e aproximar o discurso da prática. Para praticarmos a sustentabilidade, basta que todos pratiquem pequenas atitudes como não consumir mais do que se precisa; praticar a carona solidária, consumir produtos orgânicos; economizar água e energia, entre outros — enumera Marta Rocha, da Atitude Brasil, organizadora do Fórum.
III Fórum de Comunicação e Sustentabilidade irá oferecer, ainda, um show em homenagem aos dez anos da Carta da Terra. A apresentação conta com a participação de Seu Jorge, MV Bill, Mallu Magalhães e GOG. O Fórum será transmitido gratuitamente via internet para as universidades de fora do Rio de Janeiro, América Latina, Europa, África e Ásia, em tempo real, via webcast.
LIMPA BRASIL
Em sua terceira edição, o Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade irá abordar soluções relacionadas à geração de lixo e ao destino desses resíduos no meio ambiente. Para isso, durante o evento, será lançado o projeto Limpa Brasil, que acontecerá nos próximos meses no Rio de Janeiro. A iniciativa é baseada no projeto “Let’s Do It”, idealizado pelo ambientalista Rainer Nõlvak — que participará do Fórum — que ‘limpou’ a Estônia em um dia com a participação de cerca de 50 mil voluntários.
O objetivo do Limpa Brasil não é apenas limpar o país, mas também para a mudança da atitude da população e conscientizar todos sobre os problemas ambientais. A ideia é que o Limpa Brasil seja itinerante e atue em diferentes cidades do Brasil. O pontapé inicial do projeto será no Rio de Janeiro.